terça-feira, 30 de abril de 2019

IDEIAS DE JERICO

Chanceler venezuelano diz que Bolsonaro é peça no xadrez de Trump

MAIA ENFRENTA BOLSONARO E DIZ QUE ELE NÃO DECIDIRÁ SOZINHO SOBRE VENEZUELA

Beth Carvalho, a Madrinha do Samba, morre no Rio aos 72 anos

Artista estava internada desde 8 de janeiro; causa da morte não foi divulgada. Com mais de 50 anos de carreira, ela é um dos maiores nomes da história do gênero.
Por G1 Rio

30/04/2019
Beth Carvalho — Foto: Divulgação / Washington Possato
Beth Carvalho — Foto: Divulgação / Washington Possato

Boletim JN: Beth Carvalho morre no Rio aos 72 anos
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A cantora e compositora Beth Carvalho, conhecida como a Madrinha do Samba e um dos maiores nomes da história do gênero, morreu no Rio, nesta terça-feira (30), aos 72 anos. Ela estava internada no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Zona Sul da cidade, desde o início de 2019. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Com mais de 50 anos de carreira e dezenas de discos gravados, Beth Carvalho era considerada madrinha de artistas como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Jorge Aragão – daí o apelido.

Um problema na coluna já afligia a cantora havia bastante tempo. Em 2009, Beth Carvalho chegou a cancelar sua apresentação no show de réveillon, na Praia de Copacabana, por causa de fortes dores. Em 2012, Beth Carvalho se submeteu a uma cirurgia na coluna.

No ano seguinte, foi homenageada pela escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, no carnaval de São Paulo, mas não participou do desfile já por motivos de saúde. Lu Carvalho, sobrinha de Beth, foi quem a artista na ocasião.

Show histórico
Em 2018, com a mobilidade cada vez mais reduzida pelos efeitos do problema na coluna, Beth fez um show histórico. Ao lado do grupo fundo de Quintal, mostrou sua força ao cantar deitada seus sucessos no show Beth Carvalho encontra Fundo de Quintal – 40 anos de pé no chão.

VENEZUELA: insurreição não deu certo"

Projeto dos senadores Bolsonaro e Bittar ameaça 1/3 das matas do Brasil


Um projeto de lei de autoria dos senadores Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e Marcio Bittar (MDB-AC) propõe o fim da reserva florestal obrigatória em propriedades rurais. A medida tem potencial para destruir 167 milhões de hectares de vegetação nativa. Mais que todo o território do Amazonas. A área que seria liberada para desmatamento
  
Publicado em 30/04/2019

Um projeto de lei de autoria dos senadores Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e Marcio Bittar (MDB-AC) propõe o fim da reserva florestal obrigatória em propriedades rurais. A medida tem potencial para destruir 167 milhões de hectares de vegetação nativa. Mais que todo o território do Amazonas.

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A área que seria liberada para desmatamento equivale a mais de 30% de toda a vegetação nativa do Brasil, e 60% de toda a mata localizada em propriedades privadas.

LEIA TAMBÉM: Senadores Bolsonaro e Bittar querem acabar com as reservas legais nas fazendas

O cálculo é do engenheiro agrônomo Gerd Sparovek, professor da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ).

Com informações do Congresso em Foco.

TCU PODE INVESTIGAR PREJUÍZOS CAUSADOS POR VETO DE BOLSONARO À PUBLICIDADE DO BB

Desemprego em março atinge 13,4 milhões de brasileiros

Desemprego sobe para 12,7% em março e atinge 13,4 milhões de brasileiros
Trata-se da maior taxa desde o trimestre terminado em maio de 2018. Segundo o IBGE, número de subutilizados atingiu o recorde de 28,3 milhões de pessoas.

Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1 — São Paulo e Rio de Janeiro

30/04/2019

Fila por vaga de emprego em Piracicaba (SP) — Foto: Juliana Franco/Assessoria de Imprensa/Semtre
Fila por vaga de emprego em Piracicaba (SP) — Foto: Juliana Franco/Assessoria de Imprensa/Semtre

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,7% no trimestre encerrado em março, atingindo 13,4 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da maior taxa de desemprego desde o trimestre terminado em maio de 2018, quando a taxa também ficou em 12,7%, reforçando a leitura de perda de dinamismo e recuperação mais lenta da economia neste começo de ano.

Blog do João Borges: desemprego é reflexo de economia anêmica
A taxa ficou 1,1 ponto percentual acima da registrada no 4º trimestre, quando o desemprego estava em 11,6% da força de trabalho. Frente a um ano antes, porém, o índice está 0,4 ponto percentual menor. No 1º trimestre do ano passado, a taxa estava em 13,1%.

O resultado apurado para os três primeiros meses de 2019 ficou ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado. Média das previsões de 25 consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data apontava para uma taxa de 12,8% no primeiro trimestre deste ano.

Golpe na Venezuela une velha mídia e Bolsonaro


Não é só a reforma da previdência (leia-se fim da aposentadoria) que une a velha mídia e o presidente Jair Bolsonaro. O golpe contra o governo constitucional na Venezuela também os aproxima, embora eles nunca tivessem se separado de fato. O capitão reformado do exército só chegou

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Publicado em 30/04/2019

 Não é só a reforma da previdência (leia-se fim da aposentadoria) que une a velha mídia e o presidente Jair Bolsonaro. O golpe contra o governo constitucional na Venezuela também os aproxima, embora eles nunca tivessem se separado de fato.

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O capitão reformado do exército só chegou ao Palácio do Planalto porque os barões da mídia e o sistema financeiro jogaram pesado contra Lula, Haddad e o PT na eleição do ano passado.

Dito isto, a voltemos a unidade antidemocrática e antipovo forjada nesses tempos obscuros.

LEIA TAMBÉM
Governo de Maduro anuncia fracasso da tentativa de golpe na Venezuela

Os pobres brasileiros despertam os mais selvagens instintos na mídia, nos bancos e no clã Bolsonaro. Por isso a obsessão sadista deles que visando impor dor e sofrimento nos velhos, viúvos e órfãos.

A Folha, por exemplo, chama o presidente constitucional Nicolás Maduro de “ditador” e destaca o movimento pela deposição do bolivariano; o Estadão revela ter orgasmos múltiplos diante da tentativa golpista na Venezuela; O Globo também entra [novamente] pelo triunfo da extrema direita teleguiada por Donald Trump, do Estados Unidos.

Quanto a Bolsonaro, pelo Twitter, continua sendo Bolsonaro. Aproveitou o golpismo no país caribenho para atacar outra vez PT e PSOL.

MINISTRO DA DEFESA DA VENEZUELA ANUNCIA DERROTA TOTAL DOS GOLPISTAS

TENTATIVA DE GOLPE NA VENEZUELA

APARECE MOTIVO DE ENCONTRO DO PAI DE NEYMAR COM BOLSONARO E GUEDES: A 'BOQUINHA' DAS AERONAVES

Santa Sé: Emissão filatélica recorda os 500 anos da morte de Leonardo da Vinci


QUANDO: 2 Maio, 2019 todo o dia
#CAIXA2 AGENDA - CALENDARIO INTERNACIONAL

Cidade do Vaticano, 30 abr 2019 (Ecclesia) – O Departamento Filatélico do Vaticano comemora, com duas novas emissões, o quinto centenário da morte de Leonardo da Vinci (02 de maio) e a criação do Núcleo dos Carabinieri de Proteção ao Património Cultural.

As novas emissões foram lançadas esta segunda-feira, 29 de abril, e servem para recordar estas duas efemérides, refere o site Vatican News.

Leonardo da Vinci que nasceu em Itália, a 15 de abril de 1452, e morreu em França, a 02 de maio de 1519, foi um “génio indiscutível do Renascimento italiano”

Homem genial e de talento universal, Leonardo da Vinci encarnou “em plenitude o espírito de sua época, levando-o às mais elevadas formas de expressão nos mais diversos campos da arte e do conhecimento”.

Para a ocasião, o Departamento Filatélico do Vaticano criou um bloco em miniatura com quatro valores de 1,15 euros, representando São Jerónimo, cuja pintura está preservada na Pinacoteca dos Museus do Vaticano.

LFS

Bispos temem que nova medida force a quebra do sigilo de confissão

Projeto de lei chileno pretende obrigar que religiosos denunciem crimes, mesmo que estes estejam sob sigilo de confissão.


Pessoas nos confessionários instalados no parque da Quinta da Boa Vista na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 2013.
Pessoas nos confessionários instalados no parque da Quinta da Boa Vista na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 2013. (Sérgio Moraes/ Reuters)
Por Junno Arocho Esteves
Os bispos chilenos disseram que, apesar de apoiarem a legislação que exige que padres e autoridades religiosas denunciem crimes, temem que uma atualização da lei atual do país force o clero a romper com o sigilo sacramental da confissão.
A Câmara dos Deputados do Chile, com 155 membros, aprovou por unanimidade, em 23 de abril, uma medida que colocaria clero, bem como religiosos homens e mulheres, na lista da polícia de pessoas obrigadas a denunciar todos os crimes previstos no artigo 175 do Código Penal chileno, junto a membros das Forças Armadas, professores e funcionários públicos.
No entanto, a Câmara dos Deputados também rejeitou uma proposta que isentaria de denúncia os crimes relatados durante o sacramento da confissão. A medida será agora debatida no Senado.
Dom Luis Fernando Ramos, secretário-geral da Conferência Episcopal do Chile, disse ao jornal chileno La Tercera que, embora a Igreja apoie leis que garantam a justiça às vítimas de abuso, a rejeição da emenda apresenta “séria dificuldade” porque a confissão “é um sacramento e, consequentemente, um ato de culto protegido pela lei chilena, especificamente o Código Penal”.
Dom Juan Ignacio Gonzalez, bispo de San Bernardo, disse que, embora a lei represente um passo positivo, os legisladores devem também “salvaguardar as crenças e as consciências das pessoas, que é um dos direitos humanos mais fundamentais”.
“O sacramento da confissão sempre implica direito de salvaguardar a identidade da pessoa que a ele se achega, sabendo que nada ali dito pode ser comunicado a ninguém sob qualquer circunstância”, disse o bispo González ao jornal La Tercera.
O padre Ricardo Morales, administrador apostólico de Puerto Montt, afirmou que os padres não podem “violar a consciência de uma pessoa que manifesta seus pecados diante de Deus”. No entanto, acrescentou, os padres têm as ferramentas para que “uma pessoa que confesse uma situação de abuso de um menor, por exemplo, não receba a absolvição ou não seja perdoada, a menos que denuncie o crime” às autoridades.
A lei atualizada foi proposta pela primeira vez em 2018, depois que o papa Francisco escreveu aos católicos no Chile expressando vergonha pelo fracasso da Igreja em ouvir e defender os sobreviventes de abuso sexual clerical. Na carta, o papa denunciou a “cultura de abuso e de encobrimento”, que não apenas permitia a ocorrência de abuso sexual, mas também a “considerou atitude crítica e questionadora como uma traição”.
O deputado Raul Soto, principal patrocinador da lei atualizada, disse ao La Terceraque a proposta de isentar ofensas relatadas em confissão foi rejeitada para enfatizar a responsabilidade das autoridades religiosas de denunciar crimes e que a prioridade deve ser dada às vítimas. “Acredito haver uma maioria política muito forte que considera, mesmo sob o sigilo da confissão, que deveria existir a obrigação de colocar todas as evidências à disposição do sistema de Justiça criminal”, disse Soto.
De acordo com o Código de Direito Canônico, o sigilo de confissão “é inviolável”, e é absolutamente proibido que um confessor traia de qualquer modo um penitente, seja em palavras ou de qualquer maneira e por qualquer motivo.
O papa Francisco deixou claro que a privacidade da própria consciência diante de Deus, também conhecida como foro interno, deve sempre ser protegida no sacramento da confissão.
Em discurso a padres e seminaristas que participaram de uma conferência anual sobre o foro interno, em 29 de março, o papa disse que o uso de informações obtidas em confissões para influenciar decisões externas era “um pecado contra a dignidade da pessoa que confia no padre, que revela nesse momento sua realidade no pedido de perdão”. “O foro interno é o foro interno”, declarou. "É algo sagrado."
Catholic News Service

Mais uma de Bolsonaro

Gasolina volta a subir e alta passa de 30% sob Bolsonaro



A Petrobras anunciou reajuste no preço da gasolina nas refinarias em 3,5% a partir desta terça-feira (30). Desde o início do governo Bolsonaro, o aumento já ultrapassa 30%, mais de dez vezes a inflação do período. A alta do combustível puxa para cima a média dos preços de diversos produtos e aumenta o custo de vida da população em geral. Por enquanto, a Petrobras ainda não foi


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A Petrobras anunciou reajuste no preço da gasolina nas refinarias em 3,5% a partir desta terça-feira (30). Desde o início do governo Bolsonaro, o aumento já ultrapassa 30%, mais de dez vezes a inflação do período. A alta do combustível puxa para cima a média dos preços de diversos produtos e aumenta o custo de vida da população em geral.

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Por enquanto, a Petrobras ainda não foi privatizada; mas ela já atua, desde o governo Temer, como se fosse. Os preços são ajustados pelo dólar e pelo preço internacional do petróleo. Tudo para agradar o “mercado” e os acionistas da empresa. O povo que se lixe.

CONFIRMADO: GLOBO CENSUROU ENTREVISTA DE LULA

DESEMPREGO SALTA 10% NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE BOLSONARO E CHEGA A 13,4 MILHÕES DE PESSOAS

GOVERNO DA VENEZUELA DESARTICULA TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO

Papa Francisco: que o Espírito Santo seja o protagonista da nossa vida

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta
Não se pode ser cristãos sem deixar que o Espírito Santo seja o protagonista da nossa vida, disse o Papa na homilia matutina na Casa Santa Marta.
Debora Donnini – Cidade do Vaticano

Podemos renascer “daquele pouco que somos”, da “nossa existência pecadora” somente com a “ajuda da própria força que fez ressurgir o Senhor: com a força de Deus” e por isso “o Senhor nos enviou o Espírito Santo”. Foi o que recordou o Papa Francisco ao celebrar a missa na Casa Santa Marta na manhã desta terça-feira (30/04).

Em sua homilia, o Pontífice se inspirou na resposta de Jesus a Nicodemos, proposta pelo Evangelho do dia (Jo 3,7-15). Jesus fala de “renascer do alto” e o Papa traçou este elo entre a Páscoa e a mensagem do renascimento.

Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco
A força é o Espírito
A mensagem da Ressurreição do Senhor é “este dom do Espírito Santo”, recordou Francisco e, de fato, na primeira aparição de Jesus aos apóstolos, no domingo mesmo da Ressurreição, diz a eles: “Recebam o Espírito Santo”. “Esta é a força! Nós nada podemos sem o Espírito”, explicou o Papa, recordando que a vida cristã não é somente comportar-se bem, fazer isto, não fazer aquilo. “Nós podemos fazer isto”, podemos inclusive escrever a nossa vida com “caligrafia inglesa”, mas a vida cristã renasce do Espírito e, portanto, é preciso reservar um lugar a ele:

É o Espírito que nos faz ressurgir dos nossos limites, das nossas mortes, porque nós temos muitas, muitas necroses na nossa vida, na alma. A mensagem da ressurreição é esta de Jesus a Nicodemos: é preciso renascer. Mas como é possível deixar espaço ao Espírito? Uma vida cristã, que se diz cristã, que não deixa lugar ao Espírito e não se deixa levar avante pelo Espírito é uma vida pagã, fantasiada de cristã. O Espírito è o protagonista da vida cristã, o Espírito – o Espírito Santo – que está em nós, nos acompanha, nos transforma, vence conosco. Ninguém jamais subiu ao céu senão Aquele que desceu do céu, isto é, Jesus. Ele desceu do céu. E Ele, no momento da ressurreição, nos diz: “Recebam o Espírito Santo”, será o companheiro de vida, de vida cristã.

Companheiro diário
Portanto, não pode existir uma vida cristã sem o Espírito Santo, que é “o companheiro de todos os dias”, dom do Pai, dom de Jesus.

Peçamos ao Senhor que nos dê esta consciência de que não se pode ser cristãos sem caminhar com o Espírito Santo, sem agir com o Espírito Santo, sem deixar que o Espírito Santo seja o protagonista da nossa vida.

Trata-se então de se perguntar qual seja o lugar na nossa vida, porque – reiterou o Papa – "você não pode caminhar numa vida crisã sem o Espírito Santo”. É preciso pedir ao Senhor a graça de entender esta mensagem: “o nosso companheiro de caminhada é o Espírito Santo”.

MINISTRO DA EDUCAÇÃO ABRE GUERRA CONTRA UNIVERSIDADES

Carolina Antunes/PR



O ministro Abraham Weintraub, da Educação, já iniciou o processo de asfixia das universidades federais, com o objetivo de abrir caminho para a privatização do ensino superior. Segundo ele, as universidades que provocarem "balbúrdia" terão suas verbas cortadas. Na mira do obscurantista Weintraub, estão a Universidade de Brasília, a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal da Bahia.

Você sabia que Catarina de Sena não era freira?

Eles podem ter parecido religiosos, mas alguns de nossos santos dominicanos mais amados eram leigos

Ela parecia uma freira. Imagens de Catarina de Sena mostram-na usando o hábito de uma irmã religiosa, da Ordem dos Pregadores. Na verdade, ela era leiga – a única pessoa leiga atualmente reconhecida como Doutora da Igreja.
Então, por que ela aparece assim?
Catarina Benincasa cresceu em Siena, na Itália, a 23ª filha de Lapa Piagenti e Giacomo di Benincasa (metade de seus filhos morreram cedo). Aos 13 anos de idade, Catarina era uma adolescente mal-humorada, sem intenção de se casar.
Quando jovem, ela teve uma visão de Cristo sentado em glória com São Pedro, Paulo e João ao seu lado, e isso a inspirou a fazer um voto particular, dedicando sua vida a Deus. Ninguém sabia deste voto, então quando ela chegou à idade de casar, seus pais procuraram um marido digno.
Catarina recusou a ideia, cortou o cabelo e vestiu roupas esfarrapadas para se tornar pouco atraente até que seus pais enfurecidos perceberam que novas tentativas de persuadi-la seriam inúteis. Eles reconheceram a piedade de sua jovem filha e fizeram uma cela particular para ela em sua casa.
Catarina estava interessada na ordem dominicana, mas não sentiu nenhum apelo ao claustro. Ela descobriu em Siena as Irmãs da Penitência da Terceira Ordem de São Domingos, que serviam aos paroquianos locais. Buscando admissão, Catarina foi inicialmente recusada porque o grupo era geralmente composto de viúvas e solteironas.
Depois, ela finalmente conseguiu o que queria. Tornou-se terciária dominicana, ou membro da “Terceira Ordem” e – como era comum na época – teve permissão para usar o hábito. Depois de um retiro de três anos em sua “cela”, Catarina emergiu e se juntou ao trabalho de catequizar os jovens, dando orientação espiritual, cuidando dos doentes e servindo os pobres, o que ela fez incansavelmente pelo resto de sua vida.
Enquanto a maior parte de sua energia foi gasta em Siena, Catarina também foi convocada a viajar em várias ocasiões para dar seus conselhos altamente procurados. Ela era correspondente reis, rainhas e eventualmente do próprio Papa. Vale a pena ler a biografia desta santa.
Mas Catarina não é a única santa dominicana leiga professa da Ordem como terciária. A maioria das pessoas fica surpresa ao saber que alguns dos mais proeminentes e amados santos da igreja eram dominicanos que também eram leigos, incluindo Santa Rosa de Lima, São Martinho de Porres, Beato Pier Giorgio Frassati, a Beata Margarida de Castello e o Beato Bartolo Longo.
Qualquer católico de boa reputação pode ser admitido em uma Ordem Terceira, incluindo pessoas casadas e padres diocesanos. Ordens Terceiras (ou Oblações ou Associações) são outro meio pelo qual os fiéis leigos podem buscar a santidade e se aproximar de Deus em oração e caridade.
Enquanto as Ordens Terceiras ainda existem, o hábito religioso não é mais usado pelos membros, exceto na morte. Os dominicanos da Terceira Ordem recebem um escapulário branco, os carmelitas da Terceira Ordem têm um escapulário semelhante, enquanto os Franciscanos Seculares usam uma cruz Tau, e os Oblatos Beneditinos usam uma medalha jubilar de São Bento.
Ordens terceiras (ou “seculares”) dão aos leigos uma chance de infundir suas vidas com orações e boas obras de acordo com uma espiritualidade específica, para que possam se esforçar para ser “fermento no mundo”. Como vemos no exemplo de S. Catarina e muitas de suas irmãs e irmãos da Terceira Ordem, é algo especial e grandioso.

Cardeal Müller responde a críticos de Bento XVI por documento sobre abusos

Cardeal Gerhard Müller. Foto: ACI Prensa

Vaticano, 29 Abr. 19 / 12:04 pm (ACI).- Ao oferecer uma resposta clara àqueles que criticaram o Papa Emérito Bento XVI por seu documento sobre a origem dos abusos sexuais, o Cardeal alemão Gerhard Müller afirmou que a renovação na Igreja Católica deve se centrar em Cristo e em seus ensinamentos.

"Reconstruir e renovar toda a Igreja só pode ter êxito em Cristo, se formos guiados pelo ensinamento da Igreja sobre fé e moral", escreveu o Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, em um artigo publicado em 26 de abril na revista ‘First Things’, com o título "Bento e seus críticos".

O documento de Bento XVI publicado pela ACI Digital em 11 de abril analisa a crise dos abusos sexuais na Igreja à luz da revolução sexual dos anos 1960, o colapso da teologia moral e seus efeitos na vida dos sacerdotes e na formação de seminaristas.

Após sua publicação, alguns criticaram sua abordagem como se o Sumo Pontífice Emérito tivesse expressado uma posição contrária ao Papa Francisco.

Além do Cardeal Müller, o analista italiano Giulio Meotti também saiu em defesa de Bento XVI com um artigo intitulado "O 68 dos pedófilos", no qual explica como os intelectuais de esquerda das décadas de 60 e 70 defenderam e promoveram a pedofilia como parte da revolução sexual, identificada por Bento XVI como a origem dos abusos sexuais na Igreja Católica.

Em seu escrito de 26 de abril, o Cardeal Müller destacou que "Bento XVI é a figura mais importante na luta da Igreja contra esta crise" por causa de seu papel na elaboração das normas eclesiais em 2001 para combater os crimes mais graves: "Ele tem a visão mais ampla e profunda sobre esse problema, suas causas e história", disse o Purpurado alemão.


Bento XVI "está em uma posição melhor do que todos os cegos que querem guiar outros cegos", indicou o Cardeal. Aqueles que criticam o Papa Emérito, acrescentou, "faltam-lhe com o respeito e estão ideologicamente cegos".

Por outro lado, o Purpurado disse que, ver o problema dos abusos como algo que se origina no clericalismo ou no celibato, acaba sendo uma ideologia que socava a "tolerância zero como a única política correta".

"O abuso sexual contra adolescentes ou inclusive contra seminaristas adultos não pode ser tolerado em nenhuma circunstância, mesmo que o abusador queira se desculpar, afirmando que pode haver consentimento entre adultos", continuou.

O verdadeiro clericalismo, explicou o Cardeal Müller, ocorre quando o bispo "exige que seus clérigos deem a Sagrada Comunhão às pessoas que não estão em plena comunhão com a fé da Igreja ou àqueles que precisam ser absolvidos de um pecado grave através da penitência”. Se um prelado faz isso, então “abusa da autoridade que Cristo lhe concede e obriga outros a agirem contra os mandamentos do Senhor”.

Na opinião do Prefeito Emérito, a reação negativa de algumas pessoas ao documento de Bento XVI evidencia “seu diagnóstico: que um tipo de teologia moral, que durante um bom tempo não foi católica, colapsou”.

O Purpurado também denunciou aqueles que "nas costas dos jovens vítimas de abusos sexuais, tentam substituir o ensinamento moral da Igreja, fundamentado na lei natural e na revelação divina, com uma moral sexual própria em conformidade com o princípio egoísta do prazer da década de 1970".

Para aqueles que culpam a Igreja de "interpretar os mandamentos de Deus de uma maneira passada de moda" e que exigem uma nova forma “de acordo com as ciências humanas modernas”, o Purpurado alemão ressaltou que a “moralidade sempre será a distinção entre o bem e o mal”.

Nesse sentido, o Cardeal questionou: "O adultério pode ser bom só porque uma sociedade descristianizada acredita em algo que é diferente ao que o sexto mandamento (Não cometerás atos impuros) estabelece?".

"Nos atos imorais, especialmente contra o amor matrimonial e sua fecundidade, (o apóstolo São) Paulo detecta uma negação de Deus porque a vontade do Criador não se reconhece como a medida de nossas boas obras", continuou.

Nesse sentido, o Cardeal explicou que uma consequência concreta para a vida da Igreja é que "só podemos admitir à ordenação sacerdotal os candidatos que tenham os pré-requisitos naturais, que sejam intelectual e moralmente capazes, e que mostrem a disposição espiritual para entregar-se totalmente ao serviço do Senhor”.

O Purpurado ressaltou também que considerar o celibato como sendo a causa dos abusos na Igreja é algo que só pode surgir da "perspectiva materialista e ateia". "Não há prova disso. As estatísticas sobre o abuso sexual indicam o contrário".

Essa perspectiva ateia, continuou, também está "nos argumentos daqueles que culpam um ‘clericalismo’ inventado ou a estrutura sacramental da Igreja como a origem dos abusos". Também lembrou que os clérigos não são meros "oficiais", mas aqueles que devem servir com seu ministério ao povo de Deus.

Finalmente, disse o Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, "todos nós temos que voltar a nos centrar na origem e centro de nossa fé: Deus Trino, a encarnação de Cristo, (...) a proximidade a Deus na Santa Eucaristia e a confissão frequente, a oração diária e a disposição para sermos guiados na nossa vida moral pela graça de Deus”.

“Nenhuma outra coisa nos dará a forma de sair da crise atual de fé e moral para um bom futuro", concluiu.

2019 é um dos anos mais sangrentos para os cristãos, lamentam

Foto referencial: Pixabay (Domínio público)

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Abr. 19 / 05:00 pm (ACI).- O presidente da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) informou que "os atentados brutais contra igrejas e hotéis no Sri Lanka no último Domingo de Páscoa, mostram que 2019 já é um dos anos mais sangrentos para os cristãos".

Os terroristas muçulmanos do Estado Islâmico reivindicaram a autoria dos atentados, que segundo as autoridades poderiam ter sido um ato de vingança contra o massacre de Christchurch (Nova Zelândia), no qual um homem matou 49 pessoas em duas mesquitas em meados de março.

Em uma nota divulgada em 26 de abril, ACN recorda que, além do Sri Lanka, em 2019 ocorreram vários ataques contra cristãos, como os seguintes:

No dia de Ano Novo, as milícias islâmicas Séléka atacaram uma missão católica na Diocese de Bangassou, na República Centro-Africana. Houve dezenas de mortos e cerca de 20.000 pessoas fugiram da violência.

No final de janeiro, registrou-se um atentado islâmico contra a Catedral de Jolo com 20 mortos e cerca de 90 feridos, no sul das Filipinas.

Em meados de março, aldeias cristãs no estado nigeriano de Kaduna foram atacadas por membros de tribos nômades dos Fulani, predominantemente muçulmana, deixando mais de 130 mortos.


No final de março, uma escola católica do estado federal indiano de Tamil Nadu sofreu agressões de nacionalistas hindus extremistas, durante as quais ocorreu uma verdadeira caçada contra as religiosas que trabalham no local.

"Os ataques no Sri Lanka são a culminação sangrenta de um processo que vem acontecendo há anos: a perseguição aos cristãos não conhece fronteiras; não faz pausas, muito menos nas festas cristãs mais importantes; não tem piedade das pessoas inocentes, que muitas vezes se tornam bodes expiatórios de processos globais", disse Heine-Geldern.

ACN também indicou que a ameaça do Estado Islâmico ainda está presente no Oriente Médio, assim como a dos terroristas do Boko Haram no norte da Nigéria.

"Dizer que o EI foi derrotado militarmente e, portanto, não existe mais, é um julgamento errado, porque a ideologia ainda existe, seus seguidores ainda estão ativos e os canais de contato parecem funcionar. Nossos parceiros de projetos no Oriente Médio ainda continuam muito preocupados", indicou Heine-Geldern.

Por outro lado, a Fundação Pontifícia expressou sua preocupação com a situação de violência em países latino-americanos como a Nicarágua e a Venezuela. Nesses locais, assinala a nota, por causa das turbulências políticas, ocorrem frequentemente agressões contra bispos e sacerdotes.

"Deve-se a uma mescla de ideologia política anticatólica e a acusação de que a igreja interfere injustificadamente porque chama à resistência contra governos autoritários ou contra a corrupção. Isso faz com que seja um alvo de agressão e violência", explica Heine-Geldern.

Relatório de Liberdade Religiosa da ACN

O Relatório de Liberdade Religiosa da ACN, cuja última edição foi apresentada em novembro de 2018, mostra a situação em 196 países, especialmente naqueles onde os cristãos sofrem perseguição.

Heine-Geldern alertou que a perseguição contra os cristãos se intensificou em vários países.

"Isso pode ser observado atualmente em países africanos como Burkina Faso, Níger e Benim. Neles, a pressão sobre as missões católicas, os sacerdotes e as religiosas está aumentando dramaticamente. As pessoas estão cada vez com mais medo”, lamenta.

"Cabe aos governos e à ONU trabalhar pela paz, garantir a liberdade religiosa e evitar os ataques antirreligiosos. Por parte das estruturas eclesiásticas, é importante apoiar os cristãos perseguidos através da oração e da ajuda ativa assim como prestar-lhes voz e rosto", destacou o presidente da ACN.

"Esta é a missão da ACN há mais de 70 anos, um trabalho que merece todo o apoio e esforço frente à crescente violência contra os cristãos", concluiu.

STJ RECEBE PRIMEIRO PEDIDO PARA LIBERTAR LULA DESDE JÁ

HADDAD: MINISTRO DA EDUCAÇÃO É RIDÍCULO E AUTORITÁRIO

segunda-feira, 29 de abril de 2019

RESISTIMOS HÁ 519 ANOS E CONTINUAREMOS RESISTINDO

As mais de 4 mil lideranças de povos e organizações indígenas que se reuniram na capital federal, de 24 a 26 de abril de 2019, produziram um documento com todas as suas críticas e reivindicações
Por Cimi
Após três dias de acampamento ao lado do Teatro Nacional, a 15ª edição do Acampamento Terra Livre chega ao seu fim. Como conclusão da mobilização, as mais de 4 mil lideranças de povos e organizações indígenas que se reuniram na capital federal produziram um documento com todas as suas críticas e reivindicações.

Leia o texto na íntegra:

DOCUMENTO FINAL DO XV ACAMPAMENTO TERRA LIVRE
Brasília – DF, 24 a 26 de abril 2019

RESISTIMOS HÁ 519 ANOS E CONTINUAREMOS RESISTINDO

Nós, mais de 4 mil lideranças de povos e organizações indígenas de todas as regiões do Brasil, representantes de 305 povos, reunidos em Brasília (DF), no período de 24 a 26 de abril de 2019, durante o XV Acampamento Terra Livre (ATL), indignados pela política de terra arrasada do governo Bolsonaro e de outros órgãos do Estado contra os nossos direitos, viemos de público manifestar:

povosindigenasterralivre1
O nosso veemente repúdio aos propósitos governamentais de nos exterminar, como fizeram com os nossos ancestrais no período da invasão colonial, durante a ditadura militar e até em tempos mais recentes, tudo para renunciarmos ao nosso direito mais sagrado: o direito originário às terras, aos territórios e bens naturais que preservamos há milhares de anos e que constituem o alicerce da nossa existência, da nossa identidade e dos nossos modos de vida.

A Constituição Federal de 1988 consagrou a natureza pluriétnica do Estado brasileiro. No entanto, vivemos o cenário mais grave de ataques aos nossos direitos desde a redemocratização do país. O governo Bolsonaro decidiu pela falência da política indigenista, mediante o desmonte deliberado e a instrumentalização política das instituições e das ações que o Poder Público tem o dever de garantir.
Além dos ataques às nossas vidas, culturas e territórios, repudiamos os ataques orquestrados pela Frente Parlamentar Agropecuária contra a Mãe Natureza. A bancada ruralista está acelerando a discussão da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, em conluio com os ministérios do Meio Ambiente, Infraestrutura e Agricultura. O projeto busca isentar atividades impactantes de licenciamento e estabelece em uma única etapa as três fases de licenciamento, alterando profundamente o processo de emissão dessas autorizações em todo o país, o que impactará fortemente as Terras Indígenas e seus entornos.

O projeto econômico do governo Bolsonaro responde a poderosos interesses financeiros, de corporações empresariais, muitas delas internacionais, do agronegócio e da mineração, dentre outras. Por isso, é um governo fortemente entreguista, antinacional, predador, etnocida, genocida e ecocida.

Reivindicações do XV Acampamento Terra Livre

Diante do cenário sombrio, de morte, que enfrentamos, nós, participantes do XV Acampamento Terra Livre, exigimos, das diferentes instâncias dos Três Poderes do Estado brasileiro, o atendimento às seguintes reivindicações:

Demarcação de todas as terras indígenas, bens da União, conforme determina a Constituição brasileira e estabelece o Decreto 1775/96. A demarcação dos nossos territórios é fundamental para garantir a reprodução física e cultural dos nossos povos, ao mesmo tempo que é estratégica para a conservação do meio ambiente e da biodiversidade e a superação da crise climática. Ações emergenciais e estruturantes, por parte dos órgãos públicos responsáveis, com o propósito de conter e eliminar a onda crescente de invasões, loteamentos, desmatamentos, arrendamentos e violências, práticas ilegais e criminosas que configuram uma nova fase de esbulho das nossas terras, que atentam contra o nosso direito de usufruto exclusivo.

Exigimos e esperamos que o Congresso Nacional faça mudanças na MP 870/19 para retirar as competências de demarcação das terras indígenas e de licenciamento ambiental do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e que essas competências sejam devolvidas ao Ministério da Justiça (MJ) e à Fundação Nacional do Índio (Funai). Que a Funai e todas as suas atribuições sejam vinculadas ao Ministério da Justiça, com a dotação orçamentária e corpo de servidores necessários para o cumprimento de sua missão institucional de demarcar e proteger as terras indígenas e assegurar a promoção dos nossos direitos.

Que o direito de decisão dos povos isolados de se manterem nessa condição seja respeitado. Que as condições para tanto sejam garantidas pelo Estado brasileiro com o reforço das condições operacionais e ações de proteção aos territórios ocupados por povos isolados e de recente contato.
Revogação do Parecer 001/2017 da Advocacia Geral da União (AGU).
Manutenção do Subsistema de Saúde Indígena do SUS, que é de responsabilidade federal, com o fortalecimento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a garantia da participação e do controle social efetivo e autônomo dos nossos povos e as condições necessárias para realização da VI Conferência Nacional de Saúde Indígena. Reiteramos a nossa posição contrária a quaisquer tentativas de municipalizar ou estadualizar o atendimento à saúde dos nossos povos.

Efetivação da política de educação escolar indígena diferenciada e com qualidade, assegurando a implementação das 25 propostas da segunda Conferência Nacional e dos territórios etnoeducacionais. Recompor as condições e espaços institucionais, a exemplo da Coordenação Geral de Educação Escolar Indígena, na estrutura administrativa do Ministério da Educação para assegurar a nossa incidência na formulação da política de educação escolar indígena e no atendimento das nossas demandas que envolvem, por exemplo, a melhoria da infraestrutura das escolas indígenas, a formação e contratação dos professores indígenas, a elaboração de material didático diferenciado.

Implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) e outros programas sociais voltados a garantir a nossa soberania alimentar, os nossos múltiplos modos de produção e o nosso Bem Viver.

Restituição e funcionamento regular do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) e demais espaços de participação indígena, extintos juntamente com outras instâncias de participação popular e controle social, pelo Decreto 9.759/19. O CNPI é uma conquista nossa como espaço democrático de interlocução, articulação, formulação e monitoramento das políticas públicas específicas e diferenciadas, destinadas a atender os direitos e aspirações dos nossos povos.

Fim da violência, da criminalização e discriminação contra os nossos povos e lideranças, praticadas inclusive por agentes públicos, assegurando a punição dos responsáveis, a reparação dos danos causados e comprometimento das instâncias de governo na proteção das nossas vidas.

Arquivamento de todas as iniciativas legislativas anti-indígenas, tais como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/00 e os Projetos de Lei (PL) 1610/96, PL 6818/13 e PL 490/17, voltadas a suprimir os nossos direitos fundamentais: o nosso direito à diferença, aos nossos usos, costumes, línguas, crenças e tradições, o direito originário e o usufruto exclusivo às terras que tradicionalmente ocupamos.

Aplicabilidade dos tratados internacionais assinados pelo Brasil, que inclui, entre outros, a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as Convenções da Diversidade Cultural, Biológica e do Clima, a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas e a Declaração Americana dos Direitos dos Povos Indígenas. Tratados esses que reafirmam os nossos direitos à terra, aos territórios e aos bens naturais e a obrigação do Estado de nos consultar a respeito de medidas administrativas e legislativas que possam nos afetar, tal como a implantação de empreendimentos que impactam as nossas vidas.

Cumprimento, pelo Estado brasileiro, das recomendações da Relatoria Especial da ONU para os povos indígenas e das recomendações da ONU enviadas ao Brasil por ocasião da Revisão Periódica Universal (RPU), todas voltadas a evitar retrocessos e para garantir a defesa e promoção dos direitos dos povos indígenas do Brasil.

Ao Supremo Tribunal Federal (STF), reivindicamos não permitir e legitimar nenhuma reinterpretação retrógrada e restritiva do direito originário às nossas terras tradicionais. Esperamos que, no julgamento do Recurso Extraordinário 1.017.365, relacionado ao caso da Terra Indígena Ibirama Laklanõ, do povo Xokleng, considerado de Repercussão Geral, o STF reafirme a interpretação da Constituição brasileira de acordo com a tese do Indigenato (Direito Originário) e que exclua, em definitivo, qualquer possibilidade de acolhida da tese do Fato Indígena (Marco Temporal).

Realizamos este XV Acampamento Terra Livre para dizer ao Brasil e ao mundo que estamos vivos e que continuaremos em luta em âmbito local, regional, nacional e internacional. Nesse sentido, destacamos a realização da Marcha das Mulheres Indígenas, em agosto, com o tema "Território: nosso corpo, nosso espírito".

Reafirmamos o nosso compromisso de fortalecer as alianças com todos os setores da sociedade, do campo e da cidade, que também têm sido atacados em seus direitos e formas de existência no Brasil e no mundo.

Seguiremos dando a nossa contribuição na construção de uma sociedade realmente democrática, plural, justa e solidária, por um Estado pluricultural e multiétnico de fato e de direito, por um ambiente equilibrado para nós e para toda a sociedade brasileira, pelo Bem Viver das nossas atuais e futuras gerações, da Mãe Natureza e da Humanidade. Resistiremos, custe o que custar!

Brasília (DF), 26 de abril de 2019.

XV ACAMPAMENTO TERRA LIVRE
ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL (APIB)
MOBILIZAÇÃO NACIONAL INDÍGENA (MNI)

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