segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

sábado, 10 de novembro de 2018

Amor ao Padre - Dom Delgado

A primeira e a mais importante missão do bispo é entender e saber tratar com os padres.
A razão é muito humana e mais divina do que se poderia pensar.

A imagem pode conter: 1 pessoaBispo algum poderá exercer o mandato episcopal sem ter vivido até às últimas profundidades a vida de padre. A primeira e a mais importante missão do bispo é entender e saber tratar com os padres, ainda quando estes não o entendem, nem o tratam como deveriam tratar.
Devo muitíssimo à inteligência desta faceta da vida ministerial de sacerdote e de pastor, tudo quanto fui e fiz no Maranhão.
Se em Caicó já me adestrara na arte de tratar com os padres, tendo levado de Campina Grande um pouco de experiência da vida em comum com alguns, que tanto me auxiliaram a ser padre verdadeiro, devo reconhecer que foi no Maranhão que melhor aperfeiçoei a minha caridade neste particular.
A razão é muito humana e mais divina do que se poderia pensar. O sacerdote maranhense, como o maranhense em geral, é extremamente sensível, vigorosamente amigo de quem se faz seu amigo.
Para isso concorre a situação natural da existência ali. A natureza contribui fortemente para o explicar. Tudo ali é grande, só o homem é pequenino. Lá sucede o contrário do que acontece no Nordeste. Cá tudo é pequenino, só o homem é grande. O homem maranhense, até bem pouco, não poderia subsistir sem amizade. Tendia a unir-se para sobreviver. O maranhense cultiva uma amizade como um nordestino cultiva a única árvore que faz sombra no terreiro de sua casa.
Se falo do passado, é que temo que a abertura das estradas, coletivizando geograficamente o maranhense, venha diminuir a fome que o maranhense tem de cultivar algumas amizades, cultivar e aprofundar. Desde o momento em que o progresso concorre para aproximar os homens fisicamente, quando o mundo se torna um único mundo, maiores perigos ameaçam as amizades profundas e sólidas. Tudo se superficializa. Tudo se convencionaliza. Tudo empalidece e morre.
No Maranhão, como em Caicó, os sacerdotes eram pouquíssimos e o bispo os encontrava constantemente. Eles tinham que recorrer ao bispo até para os substituir em suas funções cotidianas. 
No Maranhão, então, as necessidades que o padre tem de procurar o bispo que o entende e ama, impressionaram-me sobremodo e me impuseram dar resposta singular a eles. Deus deverá ter concorrido para estreitar os laços que nos prenderam mutuamente e com tal fato nos engrandeceu de modo admirável.
Disse muitas vezes e repito sem favor algum ao Maranhão. Lá senti-me mais sacerdote e mais brasileiro. Mais homem também, pois o homem só se torna autenticamente homem se praticar a solidariedade com os outros homens, levando os laços de união até a unidade em inúmeras ocasiões, até sentir a humanidade habitar em seu coração e em sua mente. Só é grande quem pode exclamar que é um com muitos. Sobretudo quando motivados pela fé e pela caridade conscientes e dinâmicas, somos um com todos os homens.
Pelo que disse anteriormente, é preciso, na vida de comunhão espiritual e mística da Igreja, entendida como mistério de Deus vivido pelos homens no mundo, que se consiga subir e atingir a perfeição terrena possível no campo da solidariedade humana.
Uma outra coisa e esta, embora defeito, também nos ajudou a padres e bispos a consolidar nossa íntima união e solidariedade no Maranhão, foi o anticlericalismo de muitos maranhenses de posição e sem posição. Nunca padres e bispo nos referimos em público a semelhante falha hereditário-social-política. Unimo-nos dia-a-dia terminando felizmente por destruir os efeitos ou vê-los destruídos por si mesmos. 

DELGADO, José de Medeiros. Pedaços de mim mesmo. Fortaleza, 1973.
Bispo de Caicó (1941 a 1951), Arcebispo de São Luís do Maranhão (1951 a 1963) e Arcebispo de Fortaleza (1963 a 1973).

Bela crônica, enviado pelo historiador,
Padre Gleiber Dantas de Melo, da Diocese de Caicó (RN)

sábado, 27 de outubro de 2018

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil

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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

São Francisco Xavier

Padre Geovane Saraiva*
No outubro missionário, agradecemos ao nosso bom Deus, voltando-nos para a figura inquestionável de São Francisco Xavier (1506-1552), Padroeiro das Missões. Criatura de Deus, apaixonado pelo Seu Reino, teve disposição interior para o trabalho missionário, vivendo e testemunhando a fé que professou, ao partir para o Oriente e lá plantar a semente do Evangelho. Numa Igreja essencialmente missionária e sacramento de salvação, louvamos a Deus, pelo legado de intrepidez, bravura e ardor missionário, deixado por São Francisco Xavier, ao anunciar o Evangelho no século XVI, sobretudo no Oriente, consagrado como o maior de todos os tempos naquele continente.

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Cofundador da Companhia de Jesus (Paris, 15 de agosto de 1534), foi pioneiro ou precursor da ação missionária, de ir aos confins do mundo. Foi para a Igreja Católica, singularmente maior, depois de São Paulo, o Apóstolo dos Gentios, em busca da conversão dos cristãos, para ganhar novos irmãos para Cristo, merecendo o cognome de "Apóstolo do Oriente". Exerceu em toda a plenitude e com enorme fecundidade sua missão no Oriente, especialmente na Índia Portuguesa e no Japão. Queria mesmo era ser missionário da China, no mais sedento desejo de ver com os próprios olhos a semente do Evangelho plantada naquela terra, na sua memorável assertiva: "Se eu não encontrar um barco para chegar à China, vou nadando, mas eu vou".

Tendo como referencial São Francisco Xavier, somos enviados para testemunhar o Evangelho da Paz, contagiados pelo mesmo ardor missionário, e partir para os confins do mundo. Ele, consumido por Deus, no anúncio do Evangelho, num curto espaço de tempo (10 anos), visitou países e catequizou povos e nações, tornando-se quase impossível imaginar tal prodígio ou façanha nos dias de hoje. Como é bom contemplar, agradecidos, as maravilhas de Deus! Esse serviço lhe foi confiado no sonho de instaurar o Reino em toda a extensão da terra.

O Padroeiro das Missões marcou em profundidade uma época. Foi presente nas sólidas comunidades de fé por ele edificadas, nos longínquos tempos. Pelos seus dotes humanos aliados aos sobrenaturais, foi uma figura humana fascinada por Deus, no exercício de tal fascínio através do anúncio do Evangelho, sem jamais lhe faltar a garantia da promessa divina: "Eis que estarei convosco todos os dias, até o final dos tempos (Mt 28, 20)". Amém!

*Padre, Jornalista, Colunista e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE. Da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza



terça-feira, 23 de outubro de 2018

O CAPITÃO FASCISTA QUER O BRASIL EM GUERRA

REUTERS/Ricardo Moraes
REUTERS/Ricardo Moraes
"Os democratas e patriotas deste país decerto não estão nem estarão dispostos a ingressar em aventuras belicistas. Há tempo para deter a mão dos fascistas e sua submissão aos desígnios do imperialismo", avalia o jornalista e colunista Jose Reinaldo Carvalho; "O voto soberano do povo brasileiro poderá impedir esta catástrofe. Em 28 de outubro, o Brasil tem a chance de dizer não ao fascismo e à guerra".

São João Paulo II: 12 Pensamentos

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1. “Sem Jesus Cristo, o homem permanece para si mesmo um desconhecido, um enigma indecifrável, um mistério insondável; pois só Jesus Cristo revela o homem ao próprio homem.”

2. “O homem de hoje parece estar sempre ameaçado por aquilo mesmo que produz com o trabalho de suas mãos e da sua inteligência, e das tendências da sua vontade.”

3. “Um jovem cristão deixa de ser jovem, e há muito não é cristão, quando se deixa enganar pelo princípio fácil e cômodo, de que ‘o fim justifica os meios’.”

4. “Os pobres em espírito são aqueles que são mais abertos à Deus e às ‘maravilhas de Deus’.”

5. “O homem não pode viver sem o amor. Ele permanece para si mesmo um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta e se não o torna algo seu próprio.”

6. “No mistério da Redenção o homem é novamente ‘reproduzido’ e, de algum modo, é novamente criado.”

7. “A Igreja existe para levar os seus filhos a serem santos.”

8. “A santidade é a força mais poderosa para levar Cristo ao coração dos homens.”

9. “O sentido essencial desta ‘realeza’ e deste ‘domínio’ do homem sobre o mundo visível, que lhe foi confiado pelo próprio Criador, consiste na prioridade da ética sobre a técnica, no primado da pessoa sobre as coisas e na superioridade do espírito sobre a matéria.”

10. “A fé e a razão constituem como que duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade.”

11. “O século XX ficará considerado uma época de ataques maciços contra a vida, uma série infindável de guerras e um massacre permanente de vidas humanas inocentes. Os falsos profetas e os falsos mestres conheceram o maior sucesso possível.”

12. “Uma vez que se privou o homem da verdade, é pura ilusão pretender torná-lo livre.”

FHC volta a criticar Bolsonaro nas redes sociais e diz que País precisa de coesão

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De acordo com Bolsonaro, aqueles que discordarem serão obrigados a deixar o País ou ir 'para a cadeia'.
Ex-presidente classificou como
Ex-presidente classificou como "inacreditável" a postura do presidenciável. (Renato Araujo/ABr)

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) voltou a criticar o candidato do PSL nas eleições 2018, Jair Bolsonaro. Em sua conta no Twitter, o ex-presidente classificou como "inacreditável" a postura do presidenciável. No domingo, 21, o capitão reformado prometeu fazer uma "faxina" e banir os "vermelhos" do Brasil, uma referência aos apoiadores de seu opositor Fernando Haddad (PT).

Ainda de acordo com Bolsonaro, aqueles que discordarem serão obrigados a deixar o País ou ir "para a cadeia". As declarações foram feitas via transmissão de vídeo e exibida a apoiadores do candidato concentrados na Avenida Paulista. "Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria", diz Bolsonaro.

As declarações do ex-presidente foram feitas no mesmo dia em que a campanha de Fernando Haddad (PT) prepara uma série de ações contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) por incitação à violência e ao ódio e apologia ao crime, também por conta do vídeo divulgado no domingo. Segundo o advogado da campanha petista, Eugênio Aragão, peças jurídicas estão sendo preparadas pela equipe para serem apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à Comissão de Ética da Câmara e ao Supremo Tribunal Federal ou Procuradoria Geral de República, neste último caso a representação deverá ser criminal.

No vídeo, Bolsonaro também faz referências ao senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

O que é o ser humano?

domtotal.com
Apareça. Participe.
Apareça. Participe. Apareça. Participe. (Divulgação / Faje)
Por Tânia da Silva Mayer*

A teologia se interessa por tudo o que diz respeito ao ser humano e ao modo como ele se manifesta no mundo. Por isso, toda teologia está relacionada a uma antropologia e isso não é algo do qual possamos abrir mão. Precisamente, o Deus que se manifesta e se revela na plenitude dos tempos, assim o faz na pessoa de Jesus, nos seus condicionamentos históricos e temporais. Nesse sentido, a teologia precisa ser lida na chave da humanidade de Deus, à luz da qual deixa transparecer o destino para o qual o ser humano foi criado.

O salmo 8 é um canto de admiração a Deus pela beleza da criação. No centro desse salmo, no versículo 5, está uma pergunta crucial para o ser humano: “O que é Senhor o ser humano?”. Essa pergunta manifesta o espanto humano diante da percepção de si mesmo em face do seu enigma e mistério. No fundo, trata-se de uma provocação à própria existência. É sabido que a dimensão religiosa constitutiva da humanidade fez com que ao longo das épocas as pessoas procurassem as religiões no intuito de obterem respostas mais consistentes sobre a vida. No entanto, esse movimento é bastante interessante porque revela a compreensão que o ser humano possui da transcendência. No fundo, o mundo imediato e material não é e nunca foi suficiente para dar conta da sede de sentido que todos possuímos. Por isso, a pergunta feita no salmo não somente quer pensar o gesto criador de Deus, mas o lugar que o ser humano ocupa na criação.

Por isso, uma teologia responsável não pode eximir-se da tarefa de fazer ressoar ao longo das épocas essa mesma questão em conformidade com exigências de cada tempo. Em cada momento da história, faz-se necessário perguntar pelo ser humano e seu mundo a fim da oportunizar reflexões a cerca da existência e de seus conflitos. Tendo em vista essa missão, foram desenvolvidas diversas teologias nos últimos tempos com o intuito de permitir que Deus continue se revelando e se dando a conhecer aos nossos contemporâneos. As teologias das libertações e feministas são exemplos felizes dessa tentativa de elaborar um discurso sobre Deus e sobre o ser humano em chave dos grupos silenciados na história e das opressões experimentadas por estes.

Mais recentemente, é crescente o interesse positivo da teologia pelas manifestações da sexualidade humana e os modos como as relações sociais advindas daí estão sendo construídas e recebidas pelos cidadãos e pelas pessoas crentes. Por isso, pululam timidamente teologias LGBTs e queers que procuram partir das vivências das pessoas que divergem em suas sexualidades da heteronormatividade. É pensando em tudo isso que o grupo de pesquisa “Teologia e Diversidade Afetivo-Sexual”, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE, organizou a I Jornada de Teologia & Diversidade Afetivo-Sexual: “Cenários da diversidade sexual: diálogos TRANSversais”, que acontece hoje, 23 de outubro, a partir das 14h, no campus da FAJE, à Av. Dr. Cristiano Guimarães, 2127, Planalto, Belo Horizonte. Apareça. Participe.

*Tânia da Silva Mayer é mestra e bacharela em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE); graduanda em Letras pela UFMG. Escreve às terças-feiras. E-mail: taniamayer.palavra@gmail.com.

Sínodo 2018: Papa participa em encontro intergeracional com jovens e idosos

Iniciativa ligada ao projeto global «A Sabedoria do Tempo» que conta com o envolvimento de Francisco
Foto: Vatican News

Cidade do Vaticano, 23 out 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco tem hoje um encontro com os mais novos e também com idosos, no Instituto Patrístico Augustinianum, em Roma, numa iniciativa incluída no Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens, que está a decorrer no Vaticano.

De acordo com o portal ‘Vatican News’, a iniciativa faz parte de um projeto global intitulado ‘A Sabedoria do Tempo’, orientada para a relação “entre as gerações”, um livro que apresenta várias “histórias de vida” e que conta com o comentário de Francisco.

“Para caminhar rumo ao futuro precisamos do passado, precisamos de raízes profundas, precisamos de ter memória, coragem e de uma saudável utopia. Eis o que eu gostaria de ver, um mundo que viva um novo abraço entre jovens e idosos”, realça o Papa argentino.

No encontro vão marcar presença jovens e idosos de todo o mundo, e também várias figuras ligadas à Igreja Católica, nomeadamente à pastoral dos jovens e à comunicação.

Como o arcebispo do Panamá, D. José Domingo Ulloa Mendieta, que será o anfitrião das Jornadas Mundiais da Juventude em 2019, e o padre Jesuíta Antonio Spadaro, diretor da revista ‘La Civiltà Cattolica’, da Companhia de Jesus.

Para a organização, este evento vai permitir celebrar “um projeto nascido de uma ideia do Papa, que há muito tempo dedica sua atenção às relações entre as gerações, para que prossigam juntas no seu caminho”.

No âmbito deste projeto, foram realizadas “250 entrevistas em mais de 30 países do mundo”, sendo que o livro irá ser primeiramente lançado em Itália e nos Estados Unidos da América.

JCP

Papa a clérigos: falar com ternura, ouvir sem condenar

  Vatican News | Out 22, 2018
POPE FRANCIS
POPE FRANCIS
Antoine Mekary | ALETEIA

"Vocês são chamados a ler os sinais dos tempos. Novas situações exigem novas respostas"
O Papa Francisco concluiu sua série de audiências, na manhã desta segunda-feira (22/10), recebendo, na Sala do Consistório, no Vaticano, cerca de 100 participantes no Capítulo Geral da Congregação da Paixão de Jesus Cristo ou Padre Passionistas.

Em seu discurso aos Padres Capitulares, o Papa partiu do tema central do Capítulo Geral dos Passionistas, que se realiza em Roma de 6 a 27 de outubro: “Renovar a nossa missão: gratidão, profecia e esperança”. Trata-se de três palavras, disse Francisco, que manifestam o espírito com o qual vocês querem impelir a Congregação a uma renovação da sua missão:

“Vocês pretendem empreender um novo caminho de formação permanente para as suas comunidades, arraigado na experiência da vida diária; além do mais, querem fazer um discernimento sobre a metodologia pastoral para se aproximar mais das novas gerações”.

Seu fundador, São Paulo da Cruz – disse o Papa – deu a si e aos seus companheiros este lema: “Que a Paixão de Jesus Cristo esteja sempre em nossos corações”. Seu primeiro biógrafo, São Vicente Maria Strambi, disse sobre o fundador: “Parece que Deus escolheu o Padre Paulo, de modo especial, para ensinar as pessoas a buscá-Lo na interioridade do seu coração”.

São Paulo da Cruz – recordou o Papa – queria que as suas comunidades fossem escolas de oração, onde pudessem fazer experiência de Deus, não obstante a sua santidade tenha sido vivida entre a obscuridade e a desolação, mas também com alegria e paz, que tocavam o coração de quem o encontrava. E acrescentou:

“A Paixão de Jesus ocupa o centro da sua vida e da sua missão. O Fundador a descreveu como “a maior e mais bela obra do amor de Deus”. O voto, que os distingue, com o qual vocês se esforçam para manter viva a memória da Paixão, os coloca aos pés da Cruz, de onde brota o amor sanativo e reconciliador de Deus”.

Por isso, Francisco encorajou os Padres Passionistas a serem ministros da cura espiritual e da reconciliação, tão necessárias no mundo de hoje, marcado por feridas novas e antigas. Segundo as suas Constituições os Passionistas são chamados a dedicar toda a sua existência à “evangelização e à nova evangelização dos povos, dando prioridade aos mais pobres e abandonados”.

Sua presença ao lado das pessoas, – frisou o Papa – representa, através das missões populares, da direção espiritual e do sacramento da Penitência, um precioso testemunho: “A Igreja precisa de ministros que falem com ternura, ouçam sem condenar e acolham com misericórdia”. E referindo-se à atualidade, Francisco afirmou:

“A Igreja sente, hoje, o forte apelo de sair e ir para as periferias, tanto geográficas como existenciais. O seu compromisso, a abraçar as novas fronteiras da missão, implica não ir só a novos territórios para levar o Evangelho, mas também a enfrentar os novos desafios do nosso tempo, como a migração, o secularismo e o mundo digital”.

Nesta época de grandes mudanças, disse o Papa aos Passionistas “vocês são chamados a ler os sinais dos tempos. Novas situações exigem novas respostas. Uma fidelidade criativa ao seu carisma lhes permitirá responder às necessidades das pessoas que mais sofrem”.

Por fim, o Santo Padre recordou os Santos que a Congregação dos Passionistas ofereceu à Igreja, como o jovem São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, cujo exemplo de seguimento a Jesus ainda fala aos jovens de hoje. O testemunho dos Santos e Beatos da família religiosa Passionista representa a fecundidade do seu carisma e os modelos de suas escolhas apostólicas.

O Papa Francisco concluiu seu discurso aos Padres Capitulares Passionistas, dizendo: “Para muitos jovens, que estão à busca de Deus, a Paixão de Jesus pode ser uma fonte de esperança e coragem, pois lhes ensina que todos são amados até o fim. Que seu testemunho e apostolado continuem a enriquecer a Igreja; permaneçam sempre ao lado de Cristo crucificado e do seu povo sofredor”.

(Vatican News)

Haddad participa nesta terça de sabatina do Globo, Extra, Valor e Época

23 de outubro de 2018 por Esmael Morais

Haddad, candidato a presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores, participa hoje (23), às 10h, de sabatina dos jornais Globo, Extra, Valor Econômico e Revista Época, no Rio de Janeiro.

A entrevista terá a duração de duas horas e será mediada pelo jornalista Lauro Jardim e contará com a participação dos também jornalistas Alcelmo Gois, Ascânio Seleme e Daniela Fernandes.

A sabatina é uma forma dos eleitores conhecerem as ideias e o plano de governo do candidato do PT, uma vez que o seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), tem fugido de debates promovidos pelos meios de comunicação como o diabo foge da cruz.

Bolsonaro já disse que não participará de nenhum debate neste segundo turno. Mas é preciso perguntar: O que teme o candidato do PSL? O ele quer esconder dos eleitores brasileiros?

‘MOURÃO ERA UM DOS TORTURADORES’, DIZ O CANTOR GERALDO AZEVEDO, PRESO NA DITADURA


O cantor e compositor Geraldo Azevedo revelou durante um show no sábado o general Hamilton Mourão, o candidato a vice-presidente de Bolsonaro foi um dos torturadores nos 41 dias em que ficou preso em 1969, durante a ditadura militar: "olha, é uma coisa indignante, cara. Eu fui preso duas vezes na ditadura, fui torturado, você não sabe o que é tortura, não. Esse Mourão era um dos torturadores lá"; assista.

Papa: a esperança é concreta, é viver para encontrar Jesus

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta

Para explicar a esperança, o Papa Francisco fez um exemplo concreto: a mulher grávida que vive para encontrar o seu filho. A esperança, portanto, é viver em vista do encontro concreto com Jesus.
Debora Donnini - Cidade do Vaticano

A mulher grávida que espera feliz o encontro com o filho e todos os dias toca a barriga para acariciá-lo. Esta é a imagem usada pelo Papa Francisco para explicar o que é a esperança, na homilia da missa celebrada esta manhã (23/10) na Casa Santa Marta. A esperança, portanto, é viver em vista do encontro concreto com Jesus.

No início da homilia, o Pontífice refletiu sobre duas palavras da mensagem litúrgica de hoje: “cidadania” e “herança”. Na Carta de São Paulo aos Efésios, se fala de Deus que fez um presente, nos tornou “cidadãos”, que consiste em ter nos dado uma identidade, “uma carteira de identidade”. Em Jesus, de fato, Deus “aboliu a Lei” para nos reconciliar, eliminando a inimizade, de modo que podemos nos apresentar, uns aos outros, ao Pai num só Espírito”, isto é, “nos fez um”. Assim, somos concidadãos dos santos em Jesus, destacou o Papa.

Deus, portanto, “nos faz caminhar” rumo à herança com esta certeza de sermos “concidadãos” e que “Deus está conosco”. E a herança, explicou Francisco, “é o que buscamos no nosso caminho, o que receberemos no final”. Mas é preciso buscá-la todos os dias e o que nos leva avante no caminho da nossa identidade rumo à herança é justamente a esperança, “talvez a menor virtude, talvez a mais difícil de entender”.

O que é a esperança?
Fé, esperança e caridade são um dom. A fé é fácil de compreender, assim como a caridade. Mas o que é a esperança?”, questionou Francisco, destacando que sim, é esperar o Céu, “encontrar os santos”, “uma felicidade eterna”. “Mas o que é o céu para você?”, perguntou ainda o Papa:

Viver na esperança é caminhar, sim, rumo a um prêmio, rumo à felicidade que não temos aqui, mas teremos lá … é uma virtude difícil de entender. É uma virtude humilde, muito humilde. É uma virtude que jamais desilude: se você espera, jamais ficará desiludido. Jamais, jamais. É também uma virtude concreta. “Mas como pode ser concreta, se eu não conheço o Céu e o que me espera?”. A esperança. A herança mostra que é a esperança em algo, não é uma ideia, não é estar num belo lugar...não. É um encontro. Jesus sempre destaca esta parte da esperança, este estar à espera, encontrar.

Gravidez
No Evangelho de hoje (Lc 12,35-38), a esperança consiste no encontro com o senhor quando volta da festa do casamento. Portanto, é sempre um encontro com o Senhor, algo concreto. E para explicar, o Papa fez este exemplo:

Vem-me à mente, quando penso na esperança, uma imagem: a mulher grávida, a mulher que espera uma criança. Vai ao médico, mostra a ecografia – “ah, sim, a criança… tudo bem” … Não! Está feliz! E todos os dias toca a barriga para acariciar aquela criança, está à espera da criança, vive esperando aquele filho. Esta imagem pode nos ajudar a entender o que é a esperança: viver para aquele encontro. Aquela mulher imagina como serão os olhos do filho, como será o sorriso, como será, loiro ou moreno...mas imagina o encontro com o filho. Imagina o encontro com o filho.

Sabedoria dos pequenos encontros
Esta imagem, portanto, pode nos ajudar a entender o que é a esperança e a nos fazer algumas perguntas, prosseguiu Francisco:

“Eu espero assim, concretamente, ou espero um pouco no ar, um pouco gnosticamente?”. A esperança é concreta, é de todos os dias porque é um encontro. E todas as vezes que encontramos Jesus na Eucaristia, na oração, no Evangelho, nos pobres, na vida comunitária, todas as vezes damos um passo a mais rumo a este encontro definitivo. A sabedoria de se alegrar com os pequenos encontros da vida com Jesus, preparando aquele encontro definitivo.

Concluindo, Francisco destacou ainda que a herança é a força com a qual o Espírito Santo “nos leva avante com a esperança” e exorta a nos questionar se como cristãos esperamos como herança um Céu abstrato ou um encontro.