domingo, 9 de junho de 2019

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil

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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Vai ser bonita a festa, pá

domtotal.com
Que Pai Camões, Chico, te abençoe e guarde!
Autor de 500 músicas, 8 livros, 5 peças, 49 discos, enfim, de uma obra de altíssima qualidade e criatividade.
Autor de 500 músicas, 8 livros, 5 peças, 49 discos, enfim, de uma obra de altíssima qualidade e criatividade. (Bob Wolfenson/Divulgação)
Por Eleonora Santa Rosa*

Já lhe dei meu corpo, minha alegria

Já estanquei meu sangue quando fervia

Olha a voz que me resta

Olha a veia que salta

Olha a gota que falta pro desfecho da festa

Por favor

Deixe em paz meu coração

Que ele é um pote até aqui de mágoa

E qualquer desatenção, faça não

Pode ser a gota d'água

***

Bárbara, Bárbara

Nunca é tarde, nunca é demais

Onde estou, onde estás

Meu amor, vem me buscar

O meu destino é caminhar assim

Desesperada e nua

Sabendo que no fim da noite serei tua

Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva

Acumulando de prazeres teu leito de viúva

***

Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido


Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima



Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego

***

Foi bonita a festa, pá

Fiquei contente

Ainda guardo renitente um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá

Mas certamente

Esqueceram uma semente em algum canto de jardim

Sei que há léguas a nós separar

Tanto mar, tanto mar

Sei também quanto é preciso, pá

Navegar, navegar

***

Vai passar nessa avenida um samba popular

Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar

Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais

Que aqui sangraram pelos nossos pés

Que aqui sambaram nossos ancestrais

No tempo, página infeliz da nossa história

Passagem desbotada na memória das nossas novas gerações

Dormia, a nossa pátria-mãe tão distraída

Sem perceber que era subtraída

Em tenebrosas transações

Seus filhos, erravam cegos pelo continente

Levavam pedras feito penitentes

Erguendo estranhas catedrais

E um dia, afinal, tinham direito a uma alegria fugaz

Uma ofegante epidemia, que se chamava carnaval

O carnaval, o carnaval

Vai passar

Francisco Buarque de Hollanda, escritor, dramaturgo, compositor, cantor, acaba de ser laureado com o Prêmio Camões, o maior e mais importante galardão da Língua Portuguesa. Autor de 500 músicas, 8 livros, 5 peças, 49 discos, enfim, de uma obra de altíssima qualidade e criatividade, construiu um legado extraordinário, considerado patrimônio literário e cultural da nossa Língua. Motivo de júbilo e celebração o reconhecimento merecido a um criador de primeira linha, que honra e transforma a cultura brasileira.

Que Pai Camões, Chico, te abençoe e guarde!

Evoé, Chico Buarque!

*Jornalista

Desmatamento cresce na Amazônia, diz Inpe

Mayke Toscano/Gcom-MT: <p>Desmatamento Amazônia </p>
O desmatamento em áreas protegidas da Amazônia cresceu; nos primeiros 15 dias de maio, a derrubada de árvores já soma mais da metade de tudo que foi desmatado nos nove meses anteriores; por hora, a Amazônia perde uma área verde do tamanho de 20 campos de futebol; esse tem sido o ritmo da destruição da floresta em maio nas Unidades de Conservação federais, áreas protegidas por lei.

A PALAVRA DA VEZ É 'INGOVERNABILIDADE'

Luis Macedo/Câmara dos Deputados



Se na semana passada a palavra mais corrente nos círculos políticos era 'impeachment', nesta é 'ingovernabilidade'. No Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal e na esplanada dos ministérios, a sensação de desgoverno e de caos é o alvo da preocupação de todos os atores políticos.

MORO QUIS FICAR COM DINHEIRO DA MULTA DA PETROBRAS, MAS FOI DERROTADO


O ex-juiz da Operação Lava Jato, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, tentou levar para seu ministério o dinheiro da multa da Petrobras, mas foi derrotado; ele tentou convencer a Procuradora Geral da República, Raquel Dodge e o presidente da República, Jair Bolsonaro, mas a verba acabou indo para a Educação.

A imaculada Conceição e a política maculada

 domtotal.com
Os estranho caso dos líderes religiosos, "devotos da Virgem
 Maria", que mal rezam um rosário.
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Vice-chanceler italiano, Matteo Salvini, durante comício na Piazza D'Uomo, em Milão.
Vice-chanceler italiano, Matteo Salvini, durante
 comício na Piazza D'Uomo, em Milão. (AFP)

Por Mirticeli Dias de Medeiros*
O dogma da Imaculada Conceição está na lista dos 4 dogmas marianos que todo católico batizado é chamado a aceitar como verdade de fé. E aqui falo como católica, devota de Maria. Este artigo não bastaria para contar as inúmeras situações nas quais senti milagrosamente a sua intervenção.

Agora, permitam-me falar como jornalista e historiadora (que não deixa de ser católica por isso). Sendo assim, preciso analisar não somente as manifestações espirituais em torno dessa devoção - presente na vida da Igreja há séculos, muito antes de Pio IX bater o martelo com a Ineffabilis Deus, de 1854.

Iniciamos a semana com o vice-chanceler italiano, Matteo Salvini, recitando uma espécie de ladainha ao invocar os santos protetores da Europa no palco de um comício, realizado em Milão. E ela, a Virgem Puríssima, citada como medianeira da vitória dos partidos de extrema-direita nas eleições europeias que se realizam entre 23 e 26 de maio deste ano.

Detalhe: não foi somente a profissão de fé de um líder que se diz católico, mas a atribuição da vitória à mãe da Igreja que, certamente, não toma nenhum partido. Depois disso, muitos italianos perguntaram: “Mas Salvini ao menos reza aquele rosário que ele ergue com tanto orgulho durante essas manifestações?”. Bom, quanto a isso, tirem as suas conclusões através da afirmação do próprio ministro durante um programa transmitido pela emissora italiana La7, veiculado esta semana:

“Sou o último dos bons cristãos [...] Falo palavrão, vou à missa três vezes ao ano, mas defendo a nossa história”, disse.

É a instrumentalização da fé, capaz de sustentar imperialismos, guerras e, na idade contemporânea, nacionalismos. Isso não é novo na história da Igreja. Tudo começa no século IV, quando Constantino se mune de uma cruz para alcançar seus próprios interesses. E os cristãos, ora inocentes, ora coniventes, se conformaram com tais práticas assumindo um estranho conformismo que vai contra a natureza anti-idolátrica da religião de Cristo: “É, mas foi a providência de Deus”. Se no Pai-nosso se instituiu o “Santificado seja o Vosso Nome”, foi justamente para que esse santo nome jamais fosse violado, independente da circunstância.

Bom, voltemos ao nosso dogma. Obviamente, não colocarei em xeque a natureza espiritual desta verdade de fé, como citei na introdução deste texto. Porém, isso não me impede de questionar: por que o dogma da Imaculada Conceição só viria a ser proclamado durante o conturbado pontificado de Pio IX (o último papa-rei, como é caracterizado pela historiografia)?

Devemos ter em mente que a proclamação do dogma acontece nos anos de triunfo do liberalismo e do florescer do positivismo de Comte (1798-1857), sem contar os ventos do marxismo que já começavam a soprar – o Manifesto do Partido Comunista seria publicado 4 anos depois, em 1848. O homem, a natureza e a razão passam a tomar o lugar de Deus, ideias que também ameaçavam a soberania da Igreja enquanto instituição. Inclusive, acreditava-se firmemente que Pio IX seria o último papa, tendo em vista que o Estado Pontifício já mostrava sinais de enfraquecimento. Portanto, proclamar um dogma que reunisse em si toda a base dogmática cristã – o homem elevado à ordem sobrenatural, a encarnação de Cristo e a redenção proporcionada por Ele  – certamente não seria em vão.

Transformar o ato consagração à Imaculada Conceição em ato político: algo que nem a Virgem Maria previu. No caso do Brasil, fez-se uma referência específica ao Imaculado Coração de Maria, título que, nas aparições de Fátima, recebeu enorme destaque. A Virgem Maria teria pedido que os bispos de todo o mundo consagrassem a Rússia a seu Imaculado Coração, sustentando, assim, a natureza religiosa do ato: um claro combate à ideologia ateia.

No caso da “consagração de Bolsonaro” foi um verdadeiro ato de fé ou um gesto que serve para sustentar a polarização e esse maniqueísmo religioso que se manifestam no Brasil? Foi um ato de devoção ou mais um “agrado” para manter essa subserviência do eleitorado católico? Foi uma demonstração de amor filial à Virgem Maria ou a convocação de uma cruzada política – às vésperas das manifestações de domingo, coincidentemente -  que convoca a Virgem Maria para o fronte de uma batalha civil, não religiosa?

*Mirticeli Dias de Medeiros é jornalista e mestre em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Desde 2009, cobre primordialmente o Vaticano para meios de comunicação no Brasil e na Itália, sendo uma das poucas jornalistas brasileiras credenciadas como vaticanista junto à Sala de Imprensa da Santa Sé.

Freira franciscana resgata crianças afetadas pelo HIV/Aids no Quênia

Freira oferece a crianças soropositivas uma dieta nutritiva para impulsionar seu sistema imunológico, educação e os medicamentos necessários para combater o vírus.


Ir. Lilly Manavalan, da congregação franciscana, na clínica St. Clare, no norte do Quênia, em 1º de maio
Ir. Lilly Manavalan, da congregação franciscana, na clínica St. Clare, no norte do Quênia, em 1º de maio (Doreen Ajiambo)
Por Doreen Ajiambo*
Samburu, Quênia – Quando o sol nasce nessa remota região do norte do Quênia às 6 da manhã, é um novo amanhecer para a missionária irmã Lilly Manavalan. Seu dia começa com uma caminhada de mais de uma hora através de um vale profundo para chegar às ruas onde encontra crianças vulneráveis vivendo com HIV.
Em um dia normal, ela leva duas crianças, filhos que perderam seus pais e estão infectados com o vírus para o Centro Santa Clara para Meninas em Nchiru, no Quênia, onde a religiosa oferece um lar com amor e um futuro promissor enquanto vivem o convite para um novo começo em Cristo.
“Esta é minha paixão e realmente gosto de estar com os pobres”, disse a freira franciscana. “Sinto-me muito feliz e satisfeita quando ajudo os pobres, especialmente aqueles que sofrem de HIV/AIDS”.
Manavalan, que é do estado de Kerala, no sudoeste da costa de Malabar, na Índia, é enfermeira no Centro Santa Clara. Com muita paixão e resiliência, ela ajuda as pessoas pobres, muitas vivendo com o HIV. Também desenvolveu o desejo de trabalhar no norte do Quênia, depois que sua colega informou que muitas pessoas nesta parte do mundo não tinham conhecimento sobre HIV, AIDS ou saúde sexual, disse ela.
O Índice de Estigma e Discriminação para o HIV e a AIDS em 2014, do Nordeste da África, mostra que 98% das pessoas vivendo com HIV nessa região não têm laços estreitos com suas famílias. O relatório também indica que 83% dos moradores acreditam que as pessoas que são soropositivas são punidas por Deus por mau comportamento, enquanto 72% acreditam que o vírus é disseminado por profissionais do sexo.
Manavalan veio a Samburu em 2009 especificamente para ajudar aqueles que sofrem de preconceito relacionado ao HIV/AIDS.
“Eu me comprometi a lutar para superar o estigma e a discriminação”, disse Manavalan. “Percebi que muitos não sabem como o HIV é disseminado e não acreditam que estão em risco. Outros não querem nem conviver com qualquer pessoa que viva com o vírus”.
Moradores da tribo Samburu - geralmente vivendo em grupos de cinco a 10 famílias, acreditam que o HIV não pertence a eles, mas a comunidades externas. Os moradores consideram pessoas com HIV/AIDS amaldiçoadas, pecadoras e entre os mortos-vivos.
Recentemente, um grupo de homens e mulheres bem-vestidos nas ruas empoeiradas foi ouvido usando frases ásperas para se referir às pessoas que vivem com o vírus, afastando-se deles.
“O HIV não é a nossa doença, é a doença do povo urbano”, disse John Lepariyo, 60 anos, com voz baixa e profunda. “As pessoas que sofrem de tal tipo de doença são consideradas amaldiçoadas e tentamos separá-las de outros membros da comunidade porque tememos que elas possam disseminar o vírus.”
O povo samburu é pastoralista e seminômade, cujas vidas se centram no gado, cabras, ovelhas e camelos. As pessoas desta região estão fortemente enraizadas em sua cultura, normas, crenças e valores. Como resultado, algumas pessoas infectadas, especialmente crianças, foram abandonadas por suas famílias e comunidades nas ruas e deixadas para morrer. Outros temem ir para o atendimento médico nos postos de saúde próximos devido à discriminação.
Manavalan disse que oferece às crianças uma dieta nutritiva para impulsionar seu sistema imunológico, educação e os medicamentos necessários  para combater o vírus.
“Damos a eles o melhor alojamento, remédios e tratamento gratuito”, disse Manavalan. “Também aconselhamos e ensinamos essas crianças o catecismo. Queremos que saibam que Deus pertence a todos nós, ainda nessa condição”.
A abordagem mudou a vida de muitas crianças que foram falsamente acusadas de espalhar o vírus mortal para quem tentar ajudá-las, disse ela.
Joyce, de dezesseis anos de idade (nome fictício) é uma das garotas resgatadas por Manavalan das ruas. Ela foi expulsa em sua aldeia depois que os idosos descobriram que ela era HIV positiva. A razão da sua expulsão da aldeia foi, segundo eles, por medo de infectar outras pessoas com o vírus.
Deprimida e sem ter para onde ir, procurou refúgio nas ruas antes de ser resgatada e levada para o centro dirigido pelas irmãs da Índia. O centro atende mais de 500 crianças.
“Eu me senti tão deprimida, tão de coração partido e fora deste mundo”, disse Joyce, que foi resgatada em Wamba, uma aldeia na região de Samburu. “Minha mãe e todos me deixaram porque eu era HIV positivo. Um amigo começou a contar a minha história para os meus colegas e eu comecei a me sentir solitária e isolada. As pessoas pararam de estar comigo”.
Hoje, três anos depois que Joyce foi resgatada, as lembranças de seu tempo na aldeia e nas ruas ainda estão frescas em sua mente. No entanto, graças a Manavalan, Joyce é feliz, encontra-se saudável e está indo muito bem na escola.
“Agora me sinto tão amada e cuidada”, disse ela. “Quando eu terminar o ensino médio, vou para a faculdade, depois volto para o trabalho no centro e ajudo as crianças que vivem com HIV. Eu aconselho as pessoas com a mesma condição a aceitarem seu status e serem apenas elas mesmas”.
Martha (nome fictício) foi resgatada há cinco anos por Manavalan, depois de ser expulsa de sua aldeia e deixada para morrer na rua.
“Eu estava muito desnutrida quando fui trazida para este centro”, disse a jovem de 14 anos de Archers Post, uma pequena cidade no noroeste do Quênia. “Estava esperando a morte porque já tinha perdido a esperança na vida. A irmã Lilly me levou para o hospital e foi quando recebi medicamentos e tratamento. Agora estou feliz e quero me tornar enfermeira quando terminar o ensino médio”.
O padre Francis Riwa, fundador do centro de resgate, dirige o centro, a clínica e as equipes com a irmã Manavalan, para resgatar as crianças nas ruas. Duas outras irmãs Claristas Franciscanas ajudam no centro e na clínica.
Riwa elogiou as freiras pela prestação de serviços de saúde, aconselhamento e apoio psicológico, bem como assistência e auxílio para aqueles que vivem com HIV/AIDS.
“Quero agradecer às irmãs porque mostraram a essas crianças o verdadeiro amor de Jesus Cristo”, disse Riwa, de 62 anos, que também é encarregada e administra escolas e outros lares na região. “Elas abraçaram e aconselharam essas crianças. Muitas se recuperaram de feridas emocionais e têm um propósito para viver”.
O padre, que também é médico, disse que há muitos mitos e equívocos na região sobre como se pode contrair o HIV. Ele incentivou as irmãs a continuarem educando as comunidades sobre o vírus.
“Eu disse às pessoas por aqui que o vírus só pode ser transmitido de uma pessoa para outra através do leite materno, sangue, sêmen, mucosa anal e fluido vaginal”, disse ele. “A maioria das pessoas acredita que se pode pegar o HIV de alguém, abraçando-o ou apertando a mão”.
As autoridades locais contatadas pelo Global Sisters Report não fizeram comentários sobre os problemas das pessoas que vivem com HIV/AIDS em Samburu. Os anciãos, por outro lado, disseram que era impossível para as autoridades locais ir contra a cultura e as crenças da comunidade, mesmo se quisessem falar com verdade sobre o vírus.
“Esses líderes nasceram aqui e conhecem nossa cultura. Eles estão muito conscientes de que tememos as pessoas que vivem com HIV/AIDS”, disse Lepariyo, um ancião.
Enquanto isso, Manavalan prometeu continuar resgatando mais crianças e educando a comunidade.
“Eu quero salvar mais vidas de crianças vulneráveis das ruas”, disse ela. “Meu desejo é ver a comunidade aceitar pessoas vivendo com HIV”.
Global Sisters Report - Tradução: Ramón Lara

*Doreen Ajiambo é jornalista multimídia residente em Nairobi, no Quênia. É correspondente da África/Oriente Médio para o Global Sisters Report. Cobre os temas de religião, refugiados e a política da África e algumas políticas relacionadas a esses temas na Europa.

"A Globo teve que colocar você no ar em horário nobre", escreve Lula para Chico Buarque

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Em resposta, o artista enviou de volta ao petista uma foto fazendo o L de "Lula Livre"