"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sábado, 30 de dezembro de 2017

Calendário paroquial 2017 – Paróquia de Santo Afonso (Fortaleza – Ceará)

 Os principais eventos da Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, em Fortaleza – Ceará, organizados pelos movimentos e pastorais  para o ano de 2017.

















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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Livro: Rezar com Dom Helder

Pe. Geovane Saraiva lançou seu novo livro,  na Comunidade da Cruz Missionária,
 após a missa do setor 7,  no dia de seu aniversário, 30/10/2015,
Parquelândia - Fortaleza - CE.
A lavra literária do pároco de Santo Afonso, na sua nona  obra.
Nosso novo livro já se encontra na Paróquia Santo Afonso, 
Avenida Jovita Feitosa, 2733 - Cep. 60455-410, 
telefone (85) 32238785 - Parquelândia, Fortaleza - CE.
 Nosso muito obrigado e forte abraço!


Pe. Geovane Saraiva com Dom Helder, na Catedral de Brasília,
 em julho de 1980, aguardando o Papa João Paulo II.


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sábado, 30 de setembro de 2017

A gramática do povo de Deus

Padre Geovane Saraiva*
Pe. Geovane Saraiva
O mês de setembro chega ao seu final, mas o ensinamento da Bíblia, gramática, ou enciclopédia do povo de Deus, não para, porque, de modo correto, orienta homens e mulheres, nas diversidades de dons, talentos, carismas e funções. É a salvação que nos é oferecida, e não é um merecimento das pessoas, mas entendida como dom e graça de Deus. Experimentamo-la a partir da Palavra de Deus, que é eterna, além de ser viva e eficaz. A Bíblia deixa claro aos cristãos, que querem guardar a Palavra de Deus na mente e no coração, que Deus quer uma única coisa: a dignidade de filhos de Deus.

O grande especialista da Palavra de Deus, São Jerônimo, comemorado aos 30 de setembro, que viveu entre os anos de 342 e 420, numa época bem distante da nossa, quer mostrar a força da Palavra de Deus. Toda a sua vida foi doada ao estudo da Sagrada Escritura, sendo São Jerônimo considerado o maior e melhor exegeta de todos os tempos. A Igreja Católica o reconheceu como homem eleito por Deus para explicar e fazer compreender, do melhor modo, a Palavra de Deus. Daí tê-lo por doutor e especialista do Livro Sagrado, de um modo imbatível e inigualável.

São Jerônimo estudou hebraico e aperfeiçoou seus conhecimentos do grego, para poder compreender melhor a Palavra de Deus nas línguas originais. Em Roma recebeu a missão do Papa Dâmaso para escrever a Bíblia em latim, graças ao conhecimento que tinha do grego e do hebraico. O Papa queria uma tradução mais fiel, em tudo, aos textos originais, traduzida e apresentada em latim, que pudesse servir de texto uniforme na liturgia da Igreja, evitando, de uma vez por todas, desencontros, embaraços e confusões. Que os seguidores de Jesus de Nazaré sejam provocados pela Palavra de Deus, na indispensável tarefa de instaurar o Reino de Deus, que é dom e graça de Deus.

São Jerônimo, servo bom e fiel, iniciou seu trabalho em Roma e continuou por toda a sua vida. É importante salientar que ele passou seus últimos 35 anos de vida em oração e penitência, fazendo de tudo, mas de tudo mesmo, pela difusão da Escritura Sagrada. Guardemos o ensinamento tão bíblico, quanto inclusivo do Papa Francisco, no Ângelus de 24/09/2017: "O Senhor usa misericórdia, perdoa amplamente, é cheio de generosidade e bondade que derrama sobre cada um de nós, abre a todos os territórios ilimitados de seu amor e de sua graça, que somente podem dar ao coração humano". Amém!

*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com
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Livraria Saraiva: Voz Dos Que Não Têm Voz e Francisco, Um Sinal Para o Mundo


O livro 'Voz Dos Que Não Têm Voz', do Padre Geovane Saraiva, expõe e elucida, à luz do Evangelho inúmeros gestos e atitudes de amor do Papa Francisco em prol da humanidade, colocando-a em um patamar bem elevado, estimulando o encanto de nossa sensibilidade e liberdade de sonhar. Muitos seres humanos se encontram às margens da sociedade, são os últimos dos últimos dentro de nossa sociedade. Ao longo desses dois anos de pontificado, o Romano Pontífice demonstrou com atitudes concretas seu amor e apreço pelos empobrecidos, os quais ocupam últimos lugares. Neste livro, com muita habilidade o Padre Geovane destaca e esclarece à luz do Evangelho inúmeros gestos de amor do Santo Padre em favor da humanidade. Sonhar jamais foi proibido e com este livro, ‘Voz dos que não têm voz’, somos convidados a caminhar na direção do grande sonho de Santo Agostinho, na busca da cidade celestial: 'Dois amores fundaram duas cidades, a saber: O amor próprio, levado ao desprezo a Deus, a terrena e o amor a Deus, levado ao desprezo de si próprio, a celestial'.


Saraiva, Geovane

Francisco Geovane Saraiva Costa


https://www.saraiva.com.br/voz-dos-que-nao-tem-voz-8757567.html?mi=VITRINECHAORDIC_frequentlyboughttogether_product_8757567


Francisco, Um Sinal Para o Mundo (Cód: 8757484)



Inesgotável e rica a abordagem do Padre Geovane a respeito de Jorge Mário Bergoglio, o novo Sumo Pontífice que vem evangelizando com sua palavra transformadora, sacudindo a Igreja que parecia adormecida. Padre Geovane no alvor de sua juventude surge como autêntico blogueiro e pastor das letras. É um escritor de escol, moderno que, sempre atento à sua missão de divulgar a boa nova, traz a lume seu sétimo livro, desta vez enfocando esse fato histórico em que o novo representante de Cristo na terra vem dia a dia impressionando os adeptos dos mais diversos credos com sua linguagem de amor, compreensão, harmonia entre os povos de boa vontade. O título escolhido é muito susgestivo: Francisco, um Sinal para o Mundo. De modo geral, quem ama e se esforça para viver o Evangelho, está feliz e encantada com o testemunho do Papa Francisco. Rezamos para que Deus o mantenha assim neste caminho de esperança renascido no mundo, de renovação e transformação.

Saraiva, Geovane

Francisco Geovane Saraiva Costa

https://www.saraiva.com.br/francisco-um-sinal-para-o-mundo-8757484.html

Dom Helder - Sonhos e Utopias (Cód: 8814709)

Com o belo livro, 'Dom Helder - Sonhos e utopias”, sobre o artífice da paz, o homem dos grandes sonhos e utopias, outro cavaleiro andante, o leitor vai perceber em Dom Helder Câmara a mina de ouro que precisa ser sempre e cada vez mais explorada, como um dom maravilhoso de Deus. Vida de uma beleza, que podemos dizer, inigualável, nos seus gestos raríssimos em favor da vida, mas a vida repleta de encantos! Ao assumir a Arquidiocese de Olinda e Recife em abril de 1964, disse: “Quem estiver sofrendo, no corpo ou na alma; quem, pobre ou rico, estiver desesperado, terá lugar no coração do bispo”. Dos pensamentos do Pastor dos empobrecidos: “Das barreiras a romper, a que mais custa, e a que mais importa é, sem dúvida, a barreira da mediocridade'; 'Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como a minha sombra'. Palavras do teólogo José Comblin: “Sou daqueles que tem a convicção de que os escritos de Dom Helder ainda serão fonte de inspiração na América Latina, daqui a mil anos”.

Saraiva, Geovane

Francisco Geovane Saraiva Costa



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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil

http://domtotal.com/noticia/1176309/2017/08/tesouro-maior/








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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Lula prova que não é dono do tríplex do Guarujá

26 de setembro de 2017
Escreva um comentário! Nossa Política
Lula prova que não é dono do tríplex do Guarujá
Os documentos apresentados comprovam que o imóvel não pertence a Lula e que o valor do aluguel previsto no contrato de locação firmado por Dona Marisa foi pago.

Nossa Política reproduz a nota da defesa do Lula que apresentou recibos de locação comprovando que o apartamento no Edifício Solaris, no Guarujá, jamais pertenceu ao ex-presidente.

A denúncia oferecida contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Processo nº Ação Penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000/PR) perante a 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba tem como base a afirmação de que recursos provenientes de 8 contratos específicos firmados entre a Petrobras e consórcios com a participação da Odebrecht teriam sido utilizados para a compra de 2 imóveis para o ex-Presidente. Nenhuma prova foi feita em relação a essas afirmações. Hoje (25/09) apresentamos ao Juízo de Curitiba o contrato de locação firmado entre Glaucos da Costamarques e D. Marisa Letícia Lula da Silva, acompanhado de recibos de locação relativos ao apartamento 121 do residencial Hill House, bloco 1, localizado na Avenida Francisco Prestes Maia, nº 1501, em São Bernardo/SP.

Na falta de provas sobre a base da acusação, a Lava Jato elegeu artificialmente essa relação privada de locação no principal assunto da ação e dos questionamentos apresentados a Lula durante seu depoimento em 13/09. Os documentos hoje apresentados comprovam que o imóvel não pertence a Lula e que o valor do aluguel previsto no contrato de locação firmado por sua falecida esposa foi pago e por isso foram emitidos recibos pelo locador.

Mais uma vez a acusação não fez qualquer prova da culpa de Lula ou de que ele tenha recebido qualquer valor proveniente de contratos da Petrobras, afirmação feita na denúncia inclusive para justificar a tramitação da ação na 13ª. Vara Federal de Curitiba. Por outro lado, a defesa faz a prova da inocência de Lula, que deverá ser reconhecida por um juiz imparcial e independente.

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Evaporação pode ser usada para produzir 70% da energia dos Estados Unidos, diz pesquisa

Estudo publicado na ‘Nature Communication’ mostrou ainda que resgate da evaporação perdida pode ser usado para reserva de água.
Por G1
26/09/2017 12h00  Atualizado há 2 horas
 Cidades à margem de água com populações crescentes poderiam se beneficiar do sistema -- como as cidades ao retor do rio Colorado, nos Estados Unidos   (Foto: Central Arizona Project)
Cidades à margem de água com populações crescentes poderiam se beneficiar do sistema -- como as cidades ao retor do rio Colorado, nos Estados Unidos (Foto: Central Arizona Project)

Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, acreditam que lagos e reservatórios locais poderiam gerar 325 gigawatts de energia, quase 70% do que o país atualmente produz.
A estimativa foi publicada nesta terça-feira (26) na "Nature Communications" e, segundo os pesquisadores, trata-se do primeiro estudo a avaliar o potencial da evaporação como fonte de energia renovável.
O cálculo de quanto a evaporação pode produzir de energia foi feito com base em uma máquina produzida no laboratório em Columbia.
Chamada de “Mecanismo de Evaporação”, a máquina usa a umidade para abrir e fechar uma estrutura acoplada. Quando transferido para um gerador, o movimento produzido pela contração da estrutura é capaz de gerar energia.
Com isso, o estudo publicado na “Nature Communications” foi projetado para testar a quantidade de energia que este processo poderia teoricamente produzir.
Benefícios e vantagens
Ainda, cientistas avaliam que o uso da evaporação como fonte de energia poderia ser feito sob demanda -- o que superaria a intermitência da energia solar.
Isso seria um benefício da evaporação em relação à energia solar e eólica, que requer baterias adicionais para quando não há vento ou sol. Segundo a pesquisa, as baterias são tóxicas e custosas.
A tecnologia de evaporação também pode poupar água. No estudo, cientistas estimaram que metade da água que evapora poderia ser “colhida”. Pesquisadores estimaram que a reserva equivaleria a cerca de 25 trilhões de galões por ano, ou ainda um quinto da água consumida nos Estados Unidos.

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ONG envia à PGR parecer criticando mudança na lei de licenciamento ambiental

 domtotal.com
Após 13 anos de discussão, os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente fecharam acordo com a bancada ruralista, representantes do agronegócio, mineração e indústria.
Documento aponta para enorme retrocesso para a gestão ambiental brasileira, com danos ao meio ambiente, à saúde pública e altíssimo risco de neutralização da participação social.
Documento aponta para enorme retrocesso para a gestão ambiental brasileira, com danos ao meio ambiente, à saúde pública e altíssimo risco de neutralização da participação social. (Wellington Pedro / Imprensa MG)

A organização não-governamental Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) encaminhou nesta segunda-feira, 25, à nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, um ofício acompanhado de parecer técnico apontando a inconstitucionalidade na última versão do projeto de lei (PL) 3729/2004 com sugestões de mudanças na Lei de Licenciamento Ambiental.

Após 13 anos de discussão, os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente teriam fechado um acordo com a bancada ruralista, representantes do agronegócio, mineração e indústria para a criação de uma lei geral do licenciamento ambiental, que deverá ser votada, em regime de urgência, pela Câmara dos Deputados.

Conforme o documento encaminhando a Raquel Dodge, o PL, se aprovado, "poderá resultar em enorme retrocesso para a gestão ambiental brasileira, com danos ao meio ambiente, à saúde pública e altíssimo risco de neutralização da participação social nos ritos e instrumentos para a avaliação de impactos ambientais, revestindo-se de nulidade em função de evidentes conflitos com a Constituição federal".

A solicitação enviada à procuradora-geral destaca parecer do Proam, no qual são apontados graves problemas e inúmeras contradições no projeto de lei. Segundo o presidente do Proam, Carlos Bocuhy, "a proposta é um retrocesso em relação às normas em vigor e está sendo apresentada em um atropelo injustificável". Conforme ele, a atual situação política e as medidas anticorrupção "instauraram um sistema de autodefesa no Congresso Nacional, com barganhas para o 'salve-se quem puder'". O momento, portanto, é, na opinião do ambientalista, totalmente inadequado para votar uma nova lei tão importante.

Na semana passada o procurador Nildo de Freitas Silva Filho, coordenador da 4ª Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural da Procuradoria de República (PR) de Brasília, encaminhou uma ofício ao Congresso Nacional, alertando sobre o PL 3729/2004, lembrando que "a escassez de tempo disponibilizado para o exame de mais um substitutivo tratando de tema tão complexo e controverso, associada à carência de uma abordagem técnica multidisciplinar, imprescindível para a perfeita compreensão das consequências da alteração legislativa", é grande motivo de preocupação.

Para Bocuhy, "a última versão do substitutivo mantém grande parte de seus graves problemas de essência, que já eram encontrados nas suas versões anteriores". Entre os pontos levantados pelo Proam, estão a redução dos prazos de emissões de licenças, falta de transparência e controle social sobre os empreendimentos e de participação nas decisões de entidades diretamente afetadas, facilidades injustificáveis ao empreendedor, em prejuízo das regiões e comunidades, entre outras questões.

"É equivocado o caráter não vinculante sinalizado para autoridades que representam extrema importância no envolvimento com as questões, como a Fundação Nacional do Índio (Funai), Fundação Cultural Palmares (FCP) e autoridades responsáveis pelo patrimônio histórico e cultural", constata Bocuhy. As manifestações dessas entidades, afirma, deveriam ser vinculantes e prévias à emissão da Licença Prévia, quando se atesta a viabilidade ambiental do empreendimento. "Do contrário, perde o sentido e vira carimbo cartorial."

Além disso, o Proam avalia como inaceitável "aberturas e benefícios ao empreendedor", contidos nos artigos 5º, 6º, 8º e 9º da proposta. "Esses artigos explicitam aspectos não bem avaliados quanto às suas consequências para a eficácia do licenciamento. Os prazos de validade e renovação das licenças são propostos sem especificar qual a justificativa e benefícios da mudança em relação ao que consta sobre o tema nos dispositivos da Resolução Conama 237/97, e sem dar contrapartidas que vinculem a qualidade do licenciamento."

Agência Estado
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Ex-ministro do STJ quer explicação sobre vazamento

 domtotal.com
Defesa pede que Dodge requisite à Polícia Federal inquérito para investigar o vazamento das negociações da delação, que atingiu Cesar Asfor Rocha.
Asfor Rocha foi nomeado para compor o Superior Tribunal de Justiça em 1992 e permaneceu até 2012.
Asfor Rocha foi nomeado para compor o Superior Tribunal de Justiça em 1992 e permaneceu até 2012.
(Renato Araújo/ABr - Agência Brasil).

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, terá de analisar um pedido de investigação de vazamento de delação premiada. Na quinta-feira passada, dia 21, o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Cesar Asfor Rocha encaminhou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República na qual pede apuração de suposta violação de sigilo. Asfor Rocha mencionou notícias das tratativas para delação do ex-ministro Antonio Palocci em que seu nome é citado.

O pedido é assinado pelo ex-ministro e pelo advogado Aristides Junqueira, ex-procurador-geral da República. A defesa pede que Raquel requisite à Polícia Federal inquérito para investigar o vazamento das negociações da delação, que atingiu o ex-ministro. Ele também apontou razões para informar que as possíveis declarações de Palocci sobre Asfor Rocha são falsas.

Antecessor de Raquel, Rodrigo Janot chegou a abrir procedimentos internos de investigação em casos de vazamento, mas não concluiu pela punição de responsáveis. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado
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Engenharia a serviço da diversão

Várias leis da física, química e da mecânica dos fluidos têm auxiliado os esportes na melhoria de materiais e desempenho de desportistas na prática de entretenimentos.


A prática do surf data desde tempos remotos da antiguidade.
A prática do surf data desde tempos remotos da antiguidade.
Por Luiz Carlos Santos Angrisano*
Atualmente várias leis da física, da química e da mecânica têm auxiliado desportistas, amadores ou profissionais, em suas atividades seja no desenvolvimento de novos materiais e criação de equipamentos mais resistentes às severas condições, as quais são impostos, ou no aprimoramento de técnicas para melhoria do desempenho juntamente com as condições físicas.
Com o intuito de não ser muito abrangente, o texto será focado em um dos esportes aquáticos mais antigos do mundo, o surf. Com sua criação disputada entre peruanos e polinésios, a prática desta atividade data desde tempos remotos da antiguidade, tendo os seus princípios resultantes das habilidades do povo polinésio, como exímios pescadores, mergulhadores e construtores de barcos em uma região de clima tropical, com sol o ano todo, e um oceano selvagem com ondas gigantes e furiosas.
Há quem atribua a criação do surf aos Incas, que habitavam a ilha de Uros. Como viviam isolados, a principal atividade de sobrevivência era a pesca. Atividade essa que os colocava em busca de grandes peixes em alto mar. Historiadores relatam que em uma das saídas de desbravamento e conquista, com seus Caballitos de Totora, ao pegarem uma corrente oceânica, alcançaram o arquipélago do Hawaii, por volta de 3.000 A.C.. Entretanto, este fato não os colocam como inventores do surf, visto que, as suas técnicas de navegação eram usadas apenas para sobrevivência.
Como os polinésios tinham a necessidade de retorno rápido à terra, após a pescaria, o desenvolvimento de embarcações distintas e resistentes contribuiu para a criação de pranchas de madeiras – feitas com as árvores havaianas Koa (Acácia Koa) e Wiliwili (Erythrina Sandwicensis), que atingiam até 6,0 m de comprimento, eram muito finas e com fundo arredondados. 
Com o passar dos anos essas atividades acabaram se transformando em um ritual de cunho religioso com vertentes na cultura, na política e no esporte. Os praticantes, quando da alta casta, como os reis, tinham o direito de ficar de pé, semelhante ao surf praticado nos dias atuais. Já os súditos, tinham que deslizar nas ondas deitados com o corpo grudado na prancha. Além disso, as pranchas dos reis, chamadas de Olo, eram as maiores e as dos comuns, menores e chamadas de Alaias, mediam entre 2 e 3 m.
Evidencias escritas, narradas, bailadas (como na Hula) e entoadas asseguram que o ato de deslizar com uma prancha de madeira sobre uma onda – ou surfar (Surf ou surfing) – era um ato nobre e religioso. Quando uma prancha ia ser entalhada, com pedras e ostras, era imperativo que fosse enterrado um peixe vermelho entre as raízes no centro da árvore que foi retirada a madeira, como agradecimento e respeito a natureza.
As primeiras modificações nas pranchas surgiram no final da década 40, época de desenvolvimento científico e tecnológico, quando o surfista Bob Simmons criou a primeira prancha de surf feita de fibra de vidro, abandonando o fabrico com madeira, e criando as quilhas (primeira intervenção da engenharia no esporte através dos materiais). Nesta época, por necessidade de desenvolvimento de novos materiais, os Estados Unidos viviam o auge do desenvolvimento e criação de polímeros. Com este marco, é inevitável a comparação entre uma competição com mega pranchas de madeira, de 18 ft ou aproximadamente 6 m, e uma com pranchas de fibra de vidro com quilhas arredondadas. Comparativamente, a baleia e o golfinho. É até hilário imaginar as competições onde o “mais macho” que encarasse e vencesse as ferozes e mortais “Big Waves”, com pranchas de madeira, tinham como prêmio o título de “o rei da praia”... assustadora brincar de morrer.
Como novo material, a fibra de vidro assinalou o início de uma nova era para o surf. Em 1953 aconteceu a primeira competição com pranchas feitas de fibra de vidro. Esta competição não apenas marcou o começo de uma nova era, como também, começou a descrever o início da engenharia na fabricação de pranchas. O processo passou a ser feito industrialmente, mais uma intervenção da engenharia com a utilização de maquinários e tecnologia de fabricação. Caiu a hegemonia da realeza cedendo lugar a ciência, tecnologia e desenvolvimento. O tamanho e forma da prancha torna-se uma função intrínseca surfista-manobras-tipo de onda.
Quanto ao surfista, as variáveis peso, tamanho e preparo físico são essenciais e quanto às manobras estão associadas variáveis intangíveis como habilidade corpórea e tangíveis com o “shape” das quilhas e das pranchas. O esporte passou a ser visto de uma forma diferente, saindo da tentativa e erro do surfista ao encarar uma onda, e a morte literalmente, para a fase de planejamento para a diversão ou para as competições. Entretanto, ainda prevalece que, a proficiência do surfista é totalmente avaliada pelo grau de dificuldade dos movimentos executados em pé sobre a prancha, quando em total equilíbrio, ao deslizar uma onda que se quebra ao aproximar-se da praia ou de uma costa.
Em relação à modificação do tipo de material de fabricação das pranchas, algumas características podem ser citadas comparando a fibra de vidro com a madeira:
•    Maior moldabilidade;
•    Menor densidade;
•    Boa tração, flexão e resistência a impacto;
•    Pode ser soldada quando rompida;
•    Não possui necessidade de reflorestamento.
Com a função de absorver a energia do fluxo da água e propiciar melhores manobras, a quilha fornece um melhor direcionamento, acrescentando pressão e velocidade em ondas grande e manobras mais complexas. Os princípios hidrodinâmicos estão relacionados com o design – tipo de material, curvaturas interna e externa, espessura, tamanho e formato do bico.

Quilhas com área maiores possui maior superfícies e empurram a prancha com maior direção. Outros aspectos da aerodinâmica das quilhas devem ser considerados de acordo com o tipo de onda. O design da quilha controla o atrito com a água, o ângulo de curvatura nas manobras, o arrasto causado e a impulsão.
Com o desenvolvimento da engenharia química e, consequentemente, equipamentos, metodologias de fabricação e novos materiais, as pranchas de fibra de vidro passar a ser reforçadas com resinas proporcionando maior força e rigidez. O desenvolvimento de novos materiais proporcionou equipamentos ainda melhores, contribuindo para o desenvolvimento do surf, sendo eles:
•    Polipropileno expandido - EPS: usado na fabricação do corpo da prancha coberto com um tecido de fibra de vidro especial com resina epóxi. Garante maior flutuabilidade;
•    Resina epóxi: usado no copo da prancha de poliuretano (PU) como cobertura. Resulta em uma prancha com maior flexibilidade, resistência a choque e durabilidade.
•    100% Carbono:  juntamente com a resina epóxi constitui um tecido que recobre o corpo da prancha de EPS de alta densidade. Possui alta resistência e leveza. Muito utilizado em Stand Up.
•    Parafina: mistura de hidrocarbonetos sólidos. Usados como antiderrapantes nas pranchas.
•    PU/PE: composto de poliuretano branco com fibra de vidro e resina poliéster. Proporciona uma boa flexibilidade.
•    Poliestireno: O corpo da prancha é feito de espuma do material e coberto com resina epóxi. Garante uma maior leveza à prancha.
•    Neoprene: é uma combinação de uma fatia de borracha expandida sob alta pressão e temperatura, revestida de tecido dos dois lados ou de apenas um. Possui flexibilidade, elasticidade e resistência. Utilizado como vestimenta de proteção térmica em águas frias.
•    Tecido à prova d´água: permeável à umidade é um material laminado com membrana de alto desempenho que possui excelente permeabilidade à umidade, é à prova d'água e apresenta menor condensação. O material laminado é elástico e leve, oferecendo uma sensação flexível.
Além dos materiais que proporcionam melhor desempenho na atividade desportiva, a engenharia também está presente nas técnicas utilizadas pelos surfistas como quando estão remando de encontro a uma onda e, para atravessa-la, utilizam de uma técnica chamada “duck dive”. Nesta técnica, o surfista passa por baixo da onda utilizando o empuxo para emergir. Outro exemplo é quando estão em treinamento e utilizam pesos para não flutuar ou evitar o empuxo.
De toda forma, o surf atualmente é o esporte com mais de 20 milhões de surfistas espalhados pelo mundo. É uma indústria que gira mais de 10 bilhões de dólares, tem a possibilidade de se tornar mais uma modalidade olímpica em 2020, no Japão. Com isso, o número de praticantes pode crescer ainda mais dando subsídios para uma maior contribuição da engenharia.
Prof. Dr. Luiz Carlos Santos Angrisano. Coordenador do Curso de Engenharia Química Da Escola Superior de Engenharia de Minas Gerais – EMGE.
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Pe. Geovane Saraiva

Pe. Geovane Saraiva

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