segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Dom Aloísio em nossos corações

Livro fotobiográfico
Padre Geovane Saraiva
 “Para aprofundar e anunciar os mistérios da nossa fé é
necessário entrar no silêncio de Deus”.
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 Dom Aloísio considerou o povo cearense, com sua história, realidade e cultura, tornando-se seu patrimônio. Ao mesmo tempo, estimulou-o a ser sujeito e protagonista de sua própria história. Acolhida de um irmão muito querido, nosso querido pastor, que na sua coerência profética e docilidade franciscana, ajuda-nos no seguimento de Jesus de Nazaré. Na estrada exigente da vida, nas mais diversas circunstâncias, em que nos foram e são apresentadas as forças do mal, os cristãos da Igreja de Fortaleza, do Ceará e do Brasil, agradecidos, contaram com Dom Aloísio. Ao anunciar o Evangelho com destemor e grande compostura, ele sempre carregou, no seu bom coração, as alegrias, as esperanças, as tristezas, as angústias e os sofrimentos de sua gente querida do Ceará. Como nos faz bem recordar um Dom Aloísio, humilde irmão entre irmãos, doçura e serenidade em pessoa, alegria constante, posições corajosas e determinadas!
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Capa e contracapa

Mística Franciscana:
"Francisco de Assis, um homem livre, amarrado a ninguém, levando-o a redescobrir a pureza original das criaturas. Indubitavelmente, o Cântico das Criaturas expressa esta liberdade interior e exterior conseguida pelo Santo de Assis".
"Só uma vida inteiramente aberta a Deus e ao Irmão é capaz de dar à criatura humana o gozo da libertação, que conduz à liberdade pura e santa com que Deus nos criou".
Dom Aloísio Lorscheider, antes de morrer (23/12/2007): "Estou preparado. Sou curioso, quero ver o outro mundo. Viver face a face com Deus, sem dúvida, é diferente". Eis aqui um exemplo da verdadeira esperança e mística cristã, a partir do homem de Deus, que, além de nos inspirar, faz-nos inspiradores.

Nossa mesa comum, a da Eucaristia, do pão descido do céu

Paróquia Santo Afonso
Parquelândia - Fortaleza - Ceará
Fotos: Padre Geovane Saraiva (28/06/2018).

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sábado, 22 de dezembro de 2018

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Urna: Restos Mortais do Cardeal Aloísio Lorscheider

Arquidiocese de Fortaleza, 12/12/2018
A imagem pode conter: 12 pessoas, pessoas em pé e área internaUrna com parte dos Restos Mortais de Dom Aloísio Lorscheider chega em Fortaleza
Publicado em: 12/12/2018 | Seção: Arquidiocese, Destaques | Assunto: Dom Aloísio Lorscheider
Chegou na noite de ontem, dia 11, em Fortaleza, a URNA MEMORIAL EX OSSIBUS de Dom Aloísio Lorscheider, quarto arcebispo de Fortaleza e falecido no dia 23 de dezembro de 2007.

O Monsenhor Virgínio Asencio Serpa, Vigário Geral e Moderador da Cúria, foi delegado por Dom José Antonio A. Tosi Marques para ir buscar a urna na Diocese de Lorena, São Paulo, onde o mesmo recebeu das mãos de Dom Frei João Inácio Müller, Bispo diocesano de Lorena e membro da Ordem dos Frades Menores.

Na manhã de hoje, 12, ela foi entregue ao Arcebispo na Residência Arquiepiscopal na presença de funcionários e padres, e em seguida levada em cortejo para uma sala especialmente preparada na cúria onde ficará até o próximo dia 21 para visitação.

Na Cúria aconteceu um momento de oração e, emocionados alguns funcionários e padres lembraram fatos e palavras do cardeal Lorscheider durante os 22 anos vividos aqui como Pastor desta Igreja.

No dia 21 de dezembro a URNA MEMORIAL EX OSSIBUS de Dom Aloísio Lorscheider, será recebida na Catedral Metropolitana em celebração Eucarística por ocasião do Aniversário da Dedicação da Catedral, que foi por ele concluída e consagrada. Ainda, nesta celebração será realizada 16 ordenações diaconais.

Após a celebração ela será transladada para a Capelada Ressurreição, na Cripta, onde repousará junto com os outros arcebispos, bispos e monsenhores sepultados no local.
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Oração de São Carlos Borromeu ao Anjo da Guarda

  Redação da Aleteia
ANGEL
ANGEL
Public Domain

"Há tantas coisas que eu quereria dizer a Deus, no limiar da Eternidade... Venho pedir, Anjo da minha guarda, que faleis por mim..."
Entre as devotas orações em honra dos Santos Anjos da Guarda, recordamos a seguir esta preciosa súplica composta por São Carlos Borromeu, santo cardeal arcebispo italiano do século XVI que nos legou um denso tesouro catequético e formativo:

Meu bom Anjo da Guarda,
não sei quando e de que modo irei morrer.
É possível que eu seja levado de repente
ou que, antes do meu último suspiro,
eu me veja privado das minhas capacidades mentais.
E há tantas coisas que eu quereria dizer a Deus,
no limiar da Eternidade…

Por isso, hoje,
com a plena liberdade da minha vontade,
venho pedir, Anjo da minha guarda,
que faleis por mim nesse temível momento.

Direis, então, ao Senhor:

– Que quero morrer na Santa Igreja
Católica Apostólica Romana,
no seio da qual morreram todos os santos,
depois de Jesus Cristo,
e fora da qual não há salvação;

– Que peço a graça de participar
nos méritos infinitos do meu Redentor
e que desejo morrer pousando os meus lábios
na Cruz que foi banhada com o Seu Sangue;

– Que aborreço e detesto os meus pecados
que ofenderam a Jesus e que, por amor a Ele,
perdoo os meus inimigos,
como eu próprio desejo ser perdoado;

– Que aceito a minha morte
como sendo da vontade de Deus e que,
com toda a confiança,
me entrego ao Seu amável e Sacratíssimo Coração,
esperando em toda a sua misericórdia;

– Que, no meu inexprimível desejo de ir para o Céu,
me disponho a sofrer tudo quanto
a Sua soberana Justiça haja por bem infligir-me.

Não recuseis, ó Santo Anjo da minha guarda,
ser o meu intérprete junto de Deus
e expor diante d’Ele
que estes são os meus sentimentos
e a minha vontade.

Amém.

As coisas emprestadas que Jesus usou

  Pe. Gabriel Vila Verde


"Jesus Cristo é o Rei e Senhor do Universo, porém... nasceu em uma manjedoura emprestada..."

Ope. Gabriel Vila Verde, além de exercer com carisma e afinco a sua missão de pároco, é também muito atuante nas redes sociais como sacerdote que expõe com clareza a doutrina católica diante das confusões do nosso tempo, o que inclui desde considerações práticas sobre ética, cidadania e responsabilidade individual e social até, obviamente, reflexões espirituais e orações.

Em seu perfil no Facebook ele postou hoje os seguintes pensamentos sobre Jesus e a Sua liberdade diante das coisas materiais, uma reflexão profundamente proveitosa para se meditar durante este Advento:

Jesus Cristo é o Rei e Senhor do Universo, porém…
Nasceu em uma manjedoura emprestada;
Viajou em barcos emprestados;
Entrou em Jerusalém montado em um jegue emprestado;
Celebrou a Última Ceia num salão emprestado;
Foi sepultado em um túmulo emprestado;
Nada teve aqui na terra, nada desejou dessa terra.
Assim fez Francisco de Assis, assim fez João da Cruz, assim fez Irmã Dulce, Maria Milza, Nhá Chica, etc.
Quando mostraram à Santa Teresa de Ávila uma caixa cheia de jóias, ela respondeu: “para mim, não passam de pedras que brilham“.
Quando o nosso coração está voltado para o Céu, as coisas deste mundo se tornam dispensáveis ou insignificantes!
Por isso São Paulo escreveu: “Agora que conheci Jesus, considero tudo como lixo, a fim de ganhar a Cristo!” (Filipenses 3,8).

Pe. Gabriel Vila Verde, via Facebook
https://pt.aleteia.org/2018/12/14/as-coisas-emprestadas-que-jesus-usou/

COMEMORAÇÃO OU INDIGNAÇÃO?

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Ato comemora 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Por André Rodrigues Nagy*
Na Catedral da Sé houve uma cerimônia em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, quando representantes de várias religiões (ligados ao coletivo ecumênico Frente Inter Religiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz) se revezaram em manifestação acompanhada por militantes de vários grupos e entidades de luta pela democracia e defesa dos direitos humanos no Brasil.

As falas focaram principalmente o fato de que em todo o mundo, mesmo nas grandes democracias ocorre, após 70 anos da promulgação, desrespeito aos direitos humanos em todos os níveis.

Dom Odilo Pedro Scherer da Igreja Católica foi o primeiro a discursar e reforçou, além das guerras atuais e da violência, a intolerância religiosa que impera em quase todo o mundo.

O Pastor Ariovaldo Ramos da Comunidade Cristã Reformada, segundo a discursar, reforçou que a luta pela democracia é hoje um fator determinante na resistência às injustiças e em defesa da vida. Destacou, como todos, a intolerância que os vários grupos étnicos e religiosos sofrem pelo mundo afora, sendo bastante ovacionado pela assistência.

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As manifestações que se seguiram tiveram a mesma tônica, a intolerância como fio condutor dos discursos. O Sheikh Mohamed Al Bukai da Comunidade Islâmica e o Rabino Alexandre Leone da Comunidade Judaica destacaram as perseguições a que são alvo e contaram a história recente a que seus povos foram vítima e ainda são.

O Cacique Guarani Adolfo Timóteo da Aldeia do Rio Silveira de Boracéia, divisa entre Bertioga e São Sebastião, litoral paulista, destacou que a questão indígena é de suma importância, pelo fato de que apenas em 1988 foram entendidos como Povo - não como selvagens.  Ressaltou que este estigma ainda existe hoje. Destacou que o respeito às tradições e às diferenças estão resguardados pela Constituição de 1988 e precisamos garantir que nenhum presidente eleito venha a retirar estes direitos tradicionais, sendo muito aplaudido neste momento.

Seguido do Monge Ryozan Sensei do Budismo Zen que destacou esta questão da aceitação do outro e da tolerância com o diferente “todos somos iguais perante a lei, mas respeitando nossas diferenças”.

Iyá Adriana de Nanã, do Candomblé, destacou além das intolerâncias religiosa, étnica, de gênero, de origem, de classe a questão da Fraternidade e da Solidariedade, Adriana (filha de Nanã) discursou sobre o acolhimento vivido em sua casa quando sua mãe recebia todos com o mesmo carinho.  Perseguidos de qualquer origem sempre foram acolhidos com o máximo de respeito, motivo pelo qual sua mãe sempre era procurada, lá não havia perseguição, só fraternidade, palavra de ordem até hoje seguida.

Após o ato inter-religioso, seguiu-se um ato nas escadarias da Catedral quando em jogral foram lidos os artigos dos diretos universais da humanidade. Artistas membros do movimento social e representantes religiosos, uma a um foram declarando os artigos da Declaração e eram seguidos da plateia repetindo a fala. Dentre estes o mais emblemático foi sem dúvida Sérgio Mamberti, que aos 79 anos estava em forma e leu vários artigos e sempre aplaudido, os lia e era repetido pela assistência.

A pergunta do título fica sem resposta, a nossa sociedade não tem motivo para comemorar, está muito arraigada em seus “direitos” individuais, esquecendo os direitos universais, então a indignação também não é a resposta, eu comemorei o fato de estarmos juntos nesta luta pela diversidade, pela igualdade, pelo respeito à vida, congraçando-me junto a estes jovens de hoje e de ontem que com sua revolta juvenil mudam e mudaram muito deste status quo hoje muito triste de nossa sociedade.

E você comemorou ou se indignou no dia 10?

*André Rodrigues Nagy é sociólogo.

Como os cristãos chegaram à data de 25 de dezembro para celebrar o Natal?

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Shutterstock

É verdade que a data foi escolhida pela Igreja para combater uma festa pagã? Há registros históricos que atestem que Jesus nasceu nessa data?

Os primeiros cristãos, provavelmente, não comemoravam os aniversários de nascimento neste mundo (cf. Orígenes, PG XII, 495), mas celebravam religiosamente o aniversário de nascimento para a vida eterna – e o chamavam, justamente, de “dies natalis“, ou seja, “o dia natal“, (cf. Martírio de Policarpo 18,3), porque viam nesse instante da existência humana o início da vida plena, graças à salvação realizada por Jesus.
De fato, as primeiras comunidades da Igreja recordavam com clareza o dia da Glorificação de Jesus, 14/15 do mês de Nisan, mas não há registros sobre a Sua data de Nascimento nem sequer nos relatos evangélicos.
© Plum leaves / CC
A falta de informações sobre a data da Natividade de Jesus permanece até pelo menos o século III, quando surgem os primeiros testemunhos de Padres e escritores eclesiásticos a esse respeito:
  • em 221, Júlio Africano dá um testemunho indireto de que a Natividade ocorreu em 25 de dezembro;
  • em 354, surge a primeira referência direta desta celebração no calendário litúrgico filocaliano (MGH, IX, I, 13-196): “VIII kal. Ian. natus Christus in Betleem Iudeae“, frase que, traduzida e adaptada do velho calendário romano para o nosso, quer dizer que “no dia 25 de dezembro nasceu Cristo em Belém da Judeia“;
  • no século IV, já é comum, no Ocidente, considerar 25 de dezembro como a data do Nascimento de Cristo, embora na tradição oriental prevaleça a data de 6 de janeiro.

A acusação do “Sol Invictus

Difundiu-se bastante, nas últimas décadas, a acusação de que os cristãos teriam “forjado” a data do Natal para impor as suas crenças sobre as tradições pagãs, substituindo assim o antigo “dies natalis Solis invicti“, ou “dia do nascimento do Sol invicto“, que os romanos celebravam em 25 de dezembro para festejar o retorno da luz do dia depois da noite mais longa do ano (no início do inverno do hemisfério norte).
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Fr Lawrence Lew, O.P. | CC BY-NC-ND 2.0
A figura do sol, de fato, estava presente na liturgia de Natal, mediante os paralelos entre o Nascimento de Jesus e expressões bíblicas como “Sol de justiça” (Ml 4, 2) e “Luz do mundo” (Jo 1, 4ss), mas não há provas históricas de que os cristãos adaptassem forçosamente as festas pagãs ao seu calendário litúrgico – em especial quando se leva em conta que eles acabavam de sofrer períodos espantosos de brutal perseguição.
Muito mais plausível é que, passando-se o tempo, as festas cristãs acabassem naturalmente por absorver as antigas festas pagãs, até por causa da progressiva redução das crenças pagãs à medida que as pessoas aderiam à fé em Cristo.

O cálculo estimado com base na Paixão

Há também a tese de que a data do Nascimento de Jesus tenha sido estimada a partir da Sua Encarnação, e que esta, por sua vez, fosse calculada com base no dia de Sua Morte, dado que, tradicionalmente, considerava-se para estes dois eventos salvíficos a mesma data: 25 de março. Por conseguinte, o Nascimento se daria 9 meses depois, em 25 de dezembro.
Já na tradição oriental, tanto a Paixão quanto a Encarnação do Senhor são celebradas em 6 de abril, de modo que, aplicados os mesmos 9 meses entre a Encarnação e o Nascimento, celebra-se o Natal em 6 de janeiro.
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Essa relação entre a Paixão e a Encarnação brota de uma cultura que admirava um universo harmônico, no qual as grandes intervenções de Deus se vinculavam umas às outras – também no judaísmo, aliás, a criação e a salvação se ligam ao mês de Nisan.
Essa vinculação é percebida também nas obras de arte cristã que retratam a Anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria mostrando o Menino Jesus que desce do Céu com uma Cruz, reforçando junto aos cristãos a reflexão sobre a unidade da história da salvação. Não em vão, Joseph Ratzinger, o futuro Papa Emérito Bento XVI, observaria em sua obra “O espírito da liturgia“, número 131:
“O mais decisivo foi a relação existente entre a criação e a cruz, entre a criação e a concepção de Cristo”.
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Com adaptações, a partir de artigo de Juan Chapa

Temer antecipa Bolsonaro e assina extradição de Cesare Battisti

domtotal.com
Temer toma a decisão dias antes de entregar o poder a Bolsonaro, eleito que já tinha avisado que extraditaria o italiano.
Com a decisão de Temer, a Itália consegue algo que vinha pedindo ao governo brasileiro há oito anos
Com a decisão de Temer, a Itália consegue algo que vinha pedindo ao governo 
brasileiro há oito anos (Nacho Doce/Reuters)

O presidente Michel Temer assinou no final da tarde desta sexta-feira (14) a extradição do italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país. A medida foi confirmada pelo Palácio do Planalto. Nessa quinta-feira (13), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux já havia determinado a prisão do italiano. 

Há mais de 2 anos da Presidência da República, Temer toma a decisão dias antes de entregar o poder a Jair Bolsonaro (PSL), eleito que já tinha avisado que extraditaria o italiano. 

Em 1988, Battisti foi condenado na Itália por quatro homicídios cometidos quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo. Ele chegou ao Brasil em 2004, onde foi preso três anos depois.

Battisti foi solto da Penitenciária da Papuda, em Brasília, em 9 de junho 2011. Ele voltou a ser preso em outubro do ano passado na cidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, perto da fronteira do Brasil com a Bolívia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele tentou sair do país ilegalmente com cerca de R$ 25 mil em moeda estrangeira. Após a prisão, Battisti teve a detenção substituída por medidas cautelares.

Com a decisão de Temer, a Itália consegue algo que vinha pedindo ao governo brasileiro há oito anos. O governo italiano pediu a extradição de Battisti, aceita pelo STF. Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti poderia ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pelo Supremo.


Agência Brasil/Redação

Não adianta Bolsonaro tentar tirar o corpo fora do caso Queiróz

14 de Dezembro de 2018

Não adianta o presidente eleito Jair Bolsonaro tentar tirar o corpo fora do caso Queiróz. Eles estão ligados quase umbilicalmente. O PM era amigo dele há 34 anos. Foi assessorar o filho, Flávio, por recomendação dele. O cheque suspeito de R$24 mil foi para a conta da sua mulher.

Seu argumento de que a operação foi limpa porque ninguém usa cheque para passar dinheiro sujo é inconsistente: o dinheiro não era sujo, era limpo, era salário de servidor. E a sua mulher era uma ilustre desconhecida na época. E, além disso, "todo mundo" fazia aquilo na Assembleia do Rio de Janeiro.

Ele está no rolo. E quanto mais tempo durar o silêncio de Queiróz mais vai crescer a nuvem de suspeitas sobre Bolsonaro.

E a imprensa não vai deixar barato. Bolsonaro fez a escolha errada ao se aliar à Record e ao SBT e atacar a Globo. Os departamentos de Jornalismo do SBT e da Record não chegam aos pés do da Globo. Paparicações de Silvio Santos e salamaleques de Edir Macedo não vão resolver nada.

Além do Queiróz, tem a filha dele, que também "trabalhava" no gabinete, mas era personal trainner e foi demitida no mesmo dia que o pai: 15 de outubro passado, entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial. Indício de que Bolsonaro foi informado nesse dia do escândalo que ia estourar. Se não foi por isso, por que ele romperia uma amizade de 34 anos de bons serviços prestados com alguém que guardava tantos segredos?

Tem também o caso da Wal do Açaí, lotada no gabinete, mas trabalhando para Bolsonaro em sua casa de veraneio, como a Folha revelou no ano passado e depois do que o jornal passou a ser ameaçado pelo círculo presidencial com o apelido de "foi-ce", uma corruptela de "foice", o símbolo do comunismo e "foi-se".

Tem também o outro PM, também do gabinete de Flávio Bolsonaro que passou mais de 200 dias em férias. Tudo muito esquisito.

O caso do Queiróz se resume em que ele usava sua conta para receber depósitos de salários de servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro, o que já está documentado; os valores eram sacados em dinheiro e daí em diante ninguém sabe para onde iam. É isso o que falta saber. É claro que um funcionário não faz isso senão por recomendação do seu chefe.

O mais perturbador é que ele não foi visto mais desde 15 de outubro. Ninguém sabe onde está.

Lula Aos Catadores: Acharam Que Iam Nos Separar No Natal, Se Enganaram

Por Portal Click Política  Em 13 dez, 2018

Em carta aos integrantes do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, com quem passou o Natal em todos os anos de seu governo, o ex-presidente Lula transmite uma mensagem de incentivo e pede para que não deixem o preconceito ‘machucá-los’. Ele diz ainda na carta, lida por um dos catadores, ter tido orgulho de ter governado para os pobres e destaca a injustiça de sua prisão.

“Não baixem a cabeça jamais. O trabalho de vocês é tão importante quando de um médico, engenheiro, advogado. Muito digno e faz um bem a essa sociedade que produz tanto lixo no meio ambiente. Não deixem o preconceito deles machucar vocês. O preconceito é uma doença. Gente preconceituosa, que cultiva o ódio, é gente doente. Não vamos nos deixar contaminar por essa doença”, diz Lula.

O ex-presidente diz que “acharam”, em referência aos responsáveis por sua prisão, que iam separá-lo dos catadores este ano. “Se enganaram. Eu estive com vocês antes de ser presidente, enquanto fui presidente, depois de ter sido presidente, estou hoje e estarei sempre”, declarou. 

Portal Click Política