sábado, 30 de junho de 2018

JBS Teria Pago 30 Milhões Pela Indicação Do Ministro No STF

ATITUDES DE FACHIN DESVENDADAS? SAIBA!

Por Redação Click Política  Última Atualização 30 jun, 2018


O jornalista Luis Nassif, do Jornal GGN, avalia que o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode estar sendo refém de suas relações com a JBS.

“Fachin foi acusado de beneficiar a JBS indevidamente. Primeiro, por assumir a investigação na condição de relator da Lava Jato. O caso nada tinha a ver com a Lava Jato. Depois, pela rapidez com que homologou o acordo, sem aprofundar em nada a investigação. Finalmente, pela extensão dos benefícios concedidos, que incluiu até uma anistia geral aos delatores, benefício inédito na história da Lava Jato”, diz Nassif, acrescentando que nem Alberto Youssef nem Marcelo Odebrecht mereceram privilégio semelhante.

O jornalista Luiz Nassif diz também que a candidatura de Fachin a ministro do STF foi apoiada pela JBS. “Com o tempo, vazou a informação de que a candidatura de Fachin foi bancada pela JBS. O advogado Ricardo Saur visitou diversos gabinetes de senadores acompanhado de Fachin”, diz ele.

O jornalista Luis Nassif, do Jornal GGN, avalia que o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode estar sendo refém de suas relações com a JBS.

“Fachin foi acusado de beneficiar a JBS indevidamente. Primeiro, por assumir a investigação na condição de relator da Lava Jato. O caso nada tinha a ver com a Lava Jato. Depois, pela rapidez com que homologou o acordo, sem aprofundar em nada a investigação. Finalmente, pela extensão dos benefícios concedidos, que incluiu até uma anistia geral aos delatores, benefício inédito na história da Lava Jato”, diz Nassif, acrescentando que nem Alberto Youssef nem Marcelo Odebrecht mereceram privilégio semelhante.

O jornalista Luiz Nassif diz também que a candidatura de Fachin a ministro do STF foi apoiada pela JBS. “Com o tempo, vazou a informação de que a candidatura de Fachin foi bancada pela JBS. O advogado Ricardo Saur visitou diversos gabinetes de senadores acompanhado de Fachin”, diz ele.

Redação Click Política

Lula Dispara Na Frente Em São Paulo Segundo Pesquisa IBOPE

 CONFIRA!
Por Redação Click Política  Em 30 jun, 2018


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue disparado na preferência do eleitor do estado de São Paulo para retornar à presidência. Segundo pesquisa Ibope, divulgada pela Band, Lula aparece com 24% de intenções de voto, bem à frente Jair Bolsonaro (PSL), que tem 17%.


O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aparece com 13% das intenções, seguido por Marina Silva (Rede) com 8% e Ciro Gomes (PDT), que tem 4% das intenções.

Álvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MSB) têm 2% cada e são seguidos por Fernando Collor de Mello (PTC), João Goulart Filho (PPL), Rodrigo Maia (DEM), Guilherme Boulos (PSOL) e João Amoêdo (Novo), todos com 1%. Aldo Rebelo (SD), Flávio Rocha (PRB), Levy Fidelix (PRTB), Valéria Monteiro (PMN), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Paulo Rabelo de Castro (PSC) não pontuaram.

Álvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MSB) têm 2% cada e são seguidos por Fernando Collor de Mello (PTC), João Goulart Filho (PPL), Rodrigo Maia (DEM), Guilherme Boulos (PSOL) e João Amoêdo (Novo), todos com 1%. Aldo Rebelo (SD), Flávio Rocha (PRB), Levy Fidelix (PRTB), Valéria Monteiro (PMN), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Paulo Rabelo de Castro (PSC) não pontuaram.

Redação Click Política

Jurista: “a prisão de Lula não aprisiona a candidatura”

Jurista entra no aquecimento para o registro da candidatura de Lula
30 de junho de 2018 por esmael

 O jurista e professor Luiz Fernando Casagrande Pereira, do Paraná, foi chamando esta semana para o aquecimento. Explica-se: o PT vai realmente registrar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.

É do jurista paranaense a tese segunda qual “a prisão de Lula não aprisiona a candidatura” e por isso a possibilidade de registro da candidatura do petista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no próximo dia 15 de agosto.

“Em relação ao ex-presidente existe hoje uma inelegibilidade provisória – que pode ser revogada a qualquer tempo, mesmo depois da eleição”, diz trecho de um recente parecer emitido pelo jurista paranaense que é especialista em Direito Eleitoral.

O mínimo que você precisa saber sobre os jesuítas



jesuitas
Sobreposições em poster de "A Missão" (1986, Warner Bros.) / Fair Use

Um breve "guia" sobre esta grande ordem religiosa, de Santo Inácio de Loyola ao Papa Francisco

Fundada no século XVI por Santo Inácio de Loyola, a Companhia de Jesus é uma das ordens religiosas mais importantes e mais conhecidas do mundo.
Tudo começou com Santo Inácio, um nobre espanhol que experimentou uma conversão radical, transformando completamente a sua vida para seguir Jesus Cristo. Em seu percurso de conversão, Inácio sentiu-se chamado por Deus a formar um “exército” de homens que fossem bravos “soldados” de Cristo, com as “armas” da palavra e da caridade, para ensinar o Evangelho de Jesus e para testemunhá-lo na prática em todos os cantos do mundo.

Alguns pontos básicos

Nome: A Companhia de Jesus é chamada originalmente, em latim, de “Socíetas Iésu“. Literalmente, significa “Sociedade de Jesus”, mas, em latim, o termo “sociedade” tem o sentido de “companhia”, “grupo de companheiros”, e não o sentido que a palavra “sociedade” adquiriu no português atual. Por isso, preferiu-se manter o sentido original optando pela tradução “Companhia de Jesus”. Seus membros ficaram conhecidos como “jesuítas”.
Abreviação: Os religiosos jesuítas usam a sigla “S.J.”, que muita gente acredita que queira dizer “sacerdote jesuíta”. Na verdade, é a abreviação de “Socíetas Iésu“, porque, no latim eclesiástico, é comum substituir o “I” pelo “J” quando se trata de semivogal, como no caso de “Iésu”/”Jésu” (que significa “de Jesus”).
Fundador: Santo Inácio de Loyola, que é também o criador dos Exercícios Espirituais (por isso mesmo ditos “exercícios espirituais inacianos”). No tocante ao nascimento da Companhia de Jesus, é imprescindível, no entanto, mencionar a gigantesca contribuição dos co-fundadores, principalmente São Francisco Xavier e São Pedro Fabro, que eram os companheiros mais próximos de Santo Inácio na Universidade de Paris.
Fundação: século XVI. Em 15 de agosto de 1534, os primeiros sete co-fundadores consolidaram o grupo fundacional emitindo os votos de pobreza, castidade e de peregrinar a Jerusalém, o que não foi possível devido à guerra entre Veneza e o Império Otomano. Ficando em Roma, eles decidiram fundar a nova ordem religiosa, que foi oficialmente aprovada pelo Papa Paulo III em 27 de setembro de 1540. Esta é a data que costuma ser apontada como a da fundação, embora também seja considerada muito relevante a data dos votos de 1534.
Local de Fundação: É comum se dizer que os jesuítas são uma ordem espanhola, o que faz sentido ao se considerar a origem do fundador e da maioria dos co-fundadores. No entanto, o grupo fundacional surgiu e se consolidou na França, enquanto estudavam em Paris. Já a decisão de fundar uma ordem religiosa propriamente dita, bem como o ato da fundação em si, aconteceu em Roma.
Lema: Ad maiorem Dei gloriam (Para a maior glória de Deus)
Votos: Além dos tradicionais votos religiosos de pobreza, castidade e obediência, os jesuítas têm um assim chamado “quarto voto” que reforça o de obediência, especificamente em relação à sua missão mundial: por esse voto, eles se comprometem a ficar sempre à disposição do Papa para aceitar qualquer missão que ele venha a lhes confiar, refletindo desta forma uma dedicação mais ampla à Igreja universal e não apenas aos âmbitos de atuação habitual da própria ordem religiosa.
Campos de ação: De acordo com o site da Companhia de Jesus, os jesuítas se enraízam na rica tradição da espiritualidade e reflexão inaciana. Em seus centros de retiro, paróquias, colégios, universidades e outros ambientes, eles oferecem esses recursos a todos os que desejam discernir a presença de Deus em sua vida. Ao mesmo tempo, propõem-se ser “contemplativos na ação”, ou seja, viver a espiritualidade em plena atuação no mundo, o que inclui o trabalho em prol da justiça, da paz e do diálogo entre os povos. Um meio de ação que os tornou particularmente conhecidos é o campo da educação, que inclui desde grandes universidades frequentadas pela elite social até escolas abertas aos pobres, visando oferecer educação e formação a todas as classes sociais, com especial cuidado pelos mais vulneráveis. A histórica boa relação entre os jesuítas e as ciências, havendo vários jesuítas cientistas ao longo dos séculos, levou o Vaticano a confiar a eles o seu Observatório Astronômico. Sua vasta atividade editorial também tem enorme relevância – inclusive, está a seu cargo a Rádio Vaticano.
Grandes missões “ad gentes“: Ao longo dos séculos, os jesuítas se mostraram corajosos missionários, levando a fé católica a todos os cantos do mundo, inclusive a povos muito distantes da cultura europeia. É o que se chama de “missões ad gentes“, ou seja, voltadas a todos os povos, a fim de lhes apresentar a fé em Cristo. Exemplos famosos dessas missões históricas são as de São Francisco Xavier na África oriental, na Índia, no Sudeste Asiático, na China e no Japão, bem como as inéditas missões entre os indígenas das Américas, entre as quais estão as reduções jesuíticas no sul do Brasil, no Paraguai e na Argentina, retratadas em alguma medida no célebre filme “A Missão“, de 1986, dirigido por Roland Joffé.
Perseguições, supressão e restauração: A impressionante expansão geográfica, a influência política, o poder financeiro, a defesa incondicional do Papa e o forte peso intelectual dos jesuítas incomodaram muitos poderes constituídos em várias épocas da história. Os governos iluministas da Europa do século XVIII forçaram a expulsão dos jesuítas de vários países, sendo Portugal o primeiro – o que incluía a então colônia do Brasil. As pressões foram tamanhas que a Companhia de Jesus chegou a ser suprimida em 1773 pelo Papa Clemente XIV. Eram tempos revolucionários e fortemente anticatólicos na Europa. Quarenta anos depois, o Papa Pio VII restaurou a ordem. Os jesuítas também sofreram pressões nos Estados Unidos recém-formados, por motivos semelhantes aos que levaram à perseguição na Europa da mesma época, e voltaram a passar por uma supressão na Espanha republicana e anticlerical da década de 1930. Além disso, foram particularmente perseguidos pela Alemanha nazista.
Controvérsias e desafios: Os jesuítas dispõem de grande liberdade de pensamento e expressão pessoal a respeito de uma ampla variedade de questões pastorais e da vida em sociedade. Assim, é possível dizer que visões de mundo que seriam “etiquetadas” pelo jargão ideológico atual como “mais de esquerda” ou “mais de direita”, ou de corte “modernista” ou “conservador”, podem ser encontradas dentro da ordem num ambiente de discussão e debate. Essa variedade não é muito diferente do que se vê na Igreja como um todo. O cuidado maior é para que as controvérsias circunstanciais não se choquem com a doutrina, o que chegou a acontecer no caso de posições específicas como, por exemplo, a adesão de alguns religiosos (desta ordem e de outras, bem como de parte do clero diocesano) à teologia da libertação, abertamente condenada pela Santa Sé. Situações semelhantes podem ser observadas na maioria das ordens e congregações religiosas, nesta época e em praticamente todas as anteriores: o desafio de dar respostas à realidade de cada tempo é permanente e sempre envolve uma “tensão transformadora” entre as circunstâncias da época e a fidelidade aos conteúdos essenciais e imutáveis da fé católica.
Papa Francisco: Apesar da enorme influência dos jesuítas na Igreja desde os seus primeiros anos de existência, nunca tinha havido um Papa jesuíta até 2013, com a eleição do cardeal Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco.

Somos todos migrantes

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Somos todos vítimas de golpes econômicos e políticos, que fazem parte da chamada 'guerra de baixa intensidade'.
O governo populista da Italia se recusou a permitir que uma embarcação de resgate que transportava centenas de migrantes africanos atracasse no país. A Espanha depois se ofereceu para aceitar o navio.
O governo populista da Italia se recusou a permitir que uma embarcação de resgate que transportava centenas de migrantes africanos atracasse no país. A Espanha depois se ofereceu para aceitar o navio. (Karpov/ Reuters)
Por Marcelo Barros

Em torno ao 20 de junho, que a ONU consagra como "dia mundial dos refugiados", a Pastoral dos Migrantes organiza no Brasil a cada ano a Semana Nacional dos Migrantes. Marcada por vários eventos, isso ocorreu na semana passada e teve como tema: "A vida é feita de encontros". O lema dizia: "de braços abertos, sem medo de acolher".

Sem dúvida, cada vez é mais necessária essa reflexão nas diversas regiões do Brasil. Em Roraima, a cada dia aumenta a quantidade de migrantes venezuelanos que escapam da guerra econômica, movida pelos comerciantes de classe média e pela elite contra o governo. No Acre, Rondônia e São Paulo, são muitos os haitianos, fugidos da fome e da violência social em seu país. Por todo o Brasil, africanos e vítimas das guerras no Oriente Médio tentam a vida em meio a muitas dificuldades. Desde 2016, os próprios brasileiros, sem sair do seu país, se transformaram pouco a pouco em um povo de empobrecidos. Somos todos vítimas de golpes econômicos e políticos, que fazem parte da chamada "guerra de baixa intensidade",  que o império desencadeia contra os países que tentaram se libertar.

No mundo inteiro são quase 200 milhões de migrantes e refugiados. Para a ONU, refugiados são as pessoas que fogem de guerras ou de perseguições e são reconhecidas como necessitadas de proteção internacional. Os refugiados têm estatuto social reconhecido. São protegidos por leis internacionais, que embora nem sempre se cumprem, ainda vigoram. Os migrantes não são reconhecidos legalmente. Cada país tem legislação própria e age como quiser.

Nesses dias, na costa da Itália, os governos da Itália e da ilha de Malta se recusaram a deixar encostar em seus portos o navio Aquarius que trazia 629 migrantes, entre os quais sete mulheres grávidas e mais de cem menores desacompanhados, todos resgatados do mar na costa da Líbia. Alguns passageiros mais corajosos queriam se arriscar em nadar até a costa. Pescadores ou habitantes da aldeia italiana que os ajudassem seriam considerados como fora da lei e poderiam ser presos. Depois que o navio ficou parado durante dias no mar sem ter aonde aportar, o novo governo espanhol decidiu fazer o gesto humanitário de salvar aquelas vidas. Várias cidades espanholas se dispuseram a receber uma quantidade determinada daqueles náufragos de um mundo que afunda.

Em todas as tradições espirituais, acolher quem é migrante ou estrangeiro é considerado uma ação espiritual que agrada a Deus. Na Bíblia, a migração é central. Conforme a tradição bíblica, o patriarca Abraão era um migrante que partiu de Ur na Caldeia em busca de uma terra nova. Moisés era migrante, quando conduziu o povo de escravos para a libertação. No Novo Testamento, o apóstolo Paulo exerceu a sua missão de fundar comunidades e anunciar a boa notícia do reino divino como migrante. Os primeiros cristãos se diziam peregrinos e residentes estrangeiros nesse mundo.

Na época de Paulo, também Roma, em plena expansão imperial, tentou defender-se dos "estrangeiros". O livro dos Atos dos Apóstolos menciona o decreto do imperador Cláudio, que estabelecia a expulsão dos judeus da Urbe (cf. Atos 18,2). Pelo fato que aqueles estrangeiros se tornavam cada vez mais numerosos e reivindicaram direitos civis, Roma decidiu expulsá-los. Mas o curso dos eventos é tortuoso. Depois de poucos anos, um judeu - precisamente Paulo - desembarca na capital do Império. Por dois anos, Paulo se estabelece em Roma. Mora em quarto alugado. E justamente naquele pequeno local – que pertencia talvez ao que, hoje, chamaríamos a prefeitura de Roma - Paulo "evangelizava" (cf. At 28,30).

Atualmente, vários países da Europa recebem os migrantes colocando-os presos e isolados em campos de concentração. Mesmo muitos cristãos se posicionam como contrários ao acolhimento. O papa Francisco tem repetido apelos fortes a favor dos migrantes. Apesar disso, nos países da Europa Ocidental, mais da metade dos católicos, inclusive padres e bispos, se pronunciam contra receber estrangeiros. 

 Não é difícil saber que conclusões podemos extrair disso. Antes de tudo que o Cristianismo e outras tradições espirituais têm falhado em sua missão de testemunhar que Deus tem um projeto para o mundo e ser dele é entrar e participar desse projeto de solidariedade e acolhida para todos. Sem dúvida, a palavra fundamental é a de Jesus ao dizer: "Fui estrangeiro e vocês me acolheram". "O que vocês fizerem com um desses pequeninos em meu nome é a mim que fazem (Mt 25, 36 e 40).

Marcelo Barros
Marcelo Barros é monge beneditino e teólogo especializado em Bíblia. Atualmente, é coordenador latino-americano da Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo (ASETT). Assessora as comunidades eclesiais de base e movimentos sociais como o Movimento de Trabalhadores sem Terra (MST). Tem 45 livros publicados dos quais está no prelo: "O Evangelho e a Instituição", Ed. Paulus, 2014. Colabora com várias revistas teológicas do Brasil, como REB, Diálogo, Convergência e outras. Colabora com revistas internacionais de teologia, como Concilium e Voices e com revistas italianas como En diálogo e Missione Oggi. Escreve mensalmente para um jornal de Madrid (Alandar) e semanalmente para jornais brasileiros (O Popular de Goiânia e Jornal do Commercio de Recife, além de um jornal de Caracas (Correo del Orinoco) e de San Juan de Puerto Rico (Claridad).

Quando Jesus é 'Rocha' em nosso interior

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Reflexão sobre a liturgia da solenidade de São Pedro e São Paulo - Mt 16,13-19
O papa, os bispos, a clero tem sua missão e sua importância, mas a pedra angular é o Senhor.
O papa, os bispos, a clero tem sua missão e sua importância, mas a 
pedra angular é o Senhor. (Reprodução/ Pixabay)
Por Adroaldo Palaoro*

“Tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei a minha igreja...” (Mt 16,18)

Há indicações históricas de que já no séc. IV se celebrava uma festa em honra de S. Pedro e S. Paulo. Não é fácil descobrir as razões que levaram aqueles primeiros cristãos a unir em uma mesma celebração litúrgica duas figuras humanas tão diferentes. O mais provável é porque os dois foram martirizados em Roma durante a perseguição de Nero e quase ao mesmo tempo. Pode ser também porque suas sepulturas estivessem juntas durante muito tempo. É também provável que muito cedo se descobriu a complementariedade desses dois homens. De qualquer forma, são um claro exemplo de que personalidades tão diferentes, que inclusive discutiram duramente aspectos importantes da primitiva fé cristã, pudessem ser dois seguidores autênticos de Jesus.

Mas, desde sempre, Pedro e Paulo foram considerados como as colunas da Igreja. No caso de Paulo é tão evidente que alguns estudiosos chegaram a dizer que ele foi o verdadeiro fundador da Igreja, enquanto organização.

Pedro é o personagem mais destacado em todo o NT. Mesmo assim, sabemos muito pouco de sua vida. Pelo contrário, Paulo é a pessoa melhor documentada. É o único apóstolo do qual podemos fazer uma biografia quase completa.

O texto do Evangelho da festa de hoje nos ajuda a reler nossa vida. Ali afirma-se nossa identidade: temos um nome, que carrega algo sólido, firme, resistente, que não se desfaz com as adversidades existenciais (crises, fracassos...). A identidade de uma pessoa é dada por aquilo que é consistente, seguro... no seu interior e não pelo nome em si.

“Tu és Pedro e sobre esta rocha edificarei minha Igreja..."

E sobre ela, ao longo dos séculos, se assentou a fé dos cristãos de todos os tempos. Mas a Pedra da qual Cristo fala não é Pedro, pois a pedra da sua presunção, de sua segurança, de seu orgulho se transformou em cacos com suas negações na noite da Paixão.

Mais tarde, Pedro, estará em condição de entender que a Pedra é unicamente Jesus. Somente Ele oferece toda a segurança. Pedro nos alenta na fé: confirma os seus irmãos, mas a fé é em Jesus Cristo.

O fundamento da Igreja é Jesus Cristo. Quem é decisivo na Igreja é Ele. O papa, os bispos, a clero tem sua missão e sua importância, mas a pedra angular é o Senhor.

Igualmente decisivo é o Reino de Deus, não a Igreja. A Igreja é aquela que trabalha em favor do Reino de Deus, mas o fundamento último é o Reino de Deus. Um Reino de justiça, de amor e de paz.

Mateus, no evangelho deste domingo, nos situa diante de um jogo de palavras entre “petros” (pedregulho, pedra sem estabilidade e que se esfarela) e “petra” (rocha firme, consistente).

Simão é, por si mesmo, um “petros”, mas através de sua confissão messiânica, acolhendo a revelação de Deus e confessando Jesus como o Cristo, Filho de Deus vivo, alargou sua interioridade para que o mesmo Jesus ali se fizesse “petra” (Rocha – fundamento). Pedro chega ao grau máximo de identificação com Jesus, que mais tarde Paulo afirmará: “Não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim”. Pedro é proclamado bem-aventurado porque na sua fragilidade (petros) Jesus se faz presença solidificada (petra).

A Igreja se fundamenta na misericórdia de Deus, não na força dos homens. A Igreja é a comunidade dos pecadores perdoados, não a comunidade dos perfeitos.

A primeira coisa que estes dois personagens, Pedro e Paulo, nos ensinam é que não é nada fácil aceitar a mensagem de Jesus e seguí-Lo. Precisamente, os dois foram os mais resistentes, cada um à sua maneira, na hora de dar o passo e aceitar o verdadeiro Jesus. Tanto Pedro como Paulo eram pessoas muito religiosas e que se encontravam muito confortáveis dentro do judaísmo. O encontro com Jesus desbaratou essa segurança e os fez entrar na dinâmica de uma autêntica relação com o Mestre galileu.

Pedro, com toda espontaneidade, não perde ocasião de manifestar sua oposição àquilo que o Mestre dizia.

Paulo foi um fanático na defesa de sua religião. Por defender o judaísmo se converteu em perseguidor de todos aqueles que seguiam a maior heresia surgida dentro do judaísmo: “os seguidores do caminho”.

Mais ainda: pode-se perceber claramente nos evangelhos os obstáculos que eles tiveram de superar para passar do conhecimento de Jesus à vivência de tudo o que Ele pregou. Seria muito interessante descobrir que somente a partir da vivência pessoal alguém pode se lançar à missão de comunicar uma fé. Isto explica como um punhado de pessoas, em pouco tempo, foram capazes de transformar o mundo até então conhecido.

Essa dificuldade que Pedro e Paulo tiveram para seguir Jesus, pode ser de muita ajuda para nós hoje. Pedro, antes da experiência pascal, seguia a um Jesus que se encaixava em seus ideais e interesses de bom judeu. Paulo, antes da queda a caminho de Damasco, servia ao Deus do AT que estava a anos-luz do Deus de Jesus.

Não serve para nada seguir a Jesus sem conhecê-Lo a fundo, identificando-nos com seu modo de ser e viver. Só depois de termos superado os nossos pré-juízos, estaremos preparados para despertar nos outros o desejo de viver o mesmo seguimento.

Todos temos de passar pelo doloroso processo de maturação na fé, pelo qual passaram Pedro e Paulo. No caso deles, a dificuldade se agravou porque os dois tiveram que dar o salto de uma religião centrada na Lei a uma experiência interior de seguimento, o que não é em nenhum caso, algo cômodo.

Da aprendizagem de uma doutrina à vivência do seguimento de uma Pessoa, há um grande percurso que todos devemos fazer. Sem essa passagem a fé se converte em pura teoria, que torna estéril nossa vida e nem desperta sedução nos outros. Talvez esteja aqui a causa de muitos fracassos no caminho da evangelização. Estamos mais preocupados em “passar” uma doutrina, uma moral, uma religião... e não deixamos transparecer em nossas vidas que somos seguidores d’Aquele que é Rocha em nosso interior.

Na origem do discipulado e da igreja está sempre presente a consciência de termos sido chamados. A vontade e a decisão de cada um são imprescindíveis, mas são despertadas pela chamado e testemunho de outros, pelo chamado de Jesus e, em último termo, pelo chamado do próprio Deus. Isso é o que significa originariamente o termo “igreja” (ekklesia): “comunidade de chamados”.

No chamado de Jesus, Pedro e Paulo reconheceram o chamado de seu próprio interior, o chamado do povo sofredor, o chamado dos tempos difíceis e, em última instância, o chamado do Deus grande e próximo que lhes convidava à identificação com seu Filho e ao compromisso com o Reino.

Texto bíblico:  Mt 16,13-19

Na oração: É o Espírito que, guiando-nos pelo caminho da escuta de nosso “eu interior”, nos faz sentir originais, únicos, sagrados...

A oração é a chave interior que abre cami-nho  para chegarmos até o “eu original”, aquele lugar sólido, a rocha sobre a qual construimos nossa vida. Este é o nível da graça, da gratuidade, da abundância, onde mergulhamos  no silêncio, à escuta de todo o nosso ser.

Nossa própria interioridade é a rocha consistente e firme, bem talhada e preciosa sobre a qual encontramos segurança para caminhar na vida, superando as dificuldades e as inevitáveis resistências na vivência do Reino.

- Dê nomes aos seus recursos internos, valores e capacidades, sonhos e desejos... que dão solidez à sua vida.

*Adroaldo Palaoro é padre jesuíta e atua no ministério dos Exercícios Espirituais.

Papa participou em jantar com pessoas pobres e sem-abrigo

Jun 30, 2018 - 11:41

Cidade do Vaticano, 30 jun 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco participou num jantar com mais de 200 pessoas pobres e pessoas sem-abrigo, no refeitório do Vaticano, organizado pelo esmoler pontifício que foi criado cardeal no consistório desta quinta-feira.

O ‘Vatican News’ informa que D. Konrad Krajewski “comemorou” a sua criação como cardeal com o jantar oferecido, na tarde desta sexta-feira, e que a presença do Papa Francisco foi a “surpresa”.

O sítio online do Vaticano divulga que Francisco disse em brincadeira ao cardeal polaco: “Eu não vim por tua causa, mas vim por eles.”

Os convidados foram servidos no refeitório do Vaticano por 80 voluntários, que já colaboram com a Esmolaria Apostólica na distribuição de comida, por diáconos e Missionárias da Caridade, bem como cerca de 40 parentes e amigos de D. Konrad Krajewski.

Aos 54 anos, o braço direito do Papa para as suas obras de caridade vai ser o segundo elemento mais jovem do Colégio Cardinalício.

O ‘Vatican News’ refere ainda que os convites foram distribuídos nas estações de comboio de Roma e pela Comunidade de Santo Egídio.

CB

Angola: “Abster-se de servir a Deus e ao dinheiro”: D. Tirso Blanco

Bispo de Luena (Angola), Dom Jesus Tirso Blanco, em visita pastoral 
Bispo de Luena (Angola), Dom Jesus Tirso Blanco, em visita pastoral
Dom Jesus Tirso Blanco leva o evangelho ao mercado paralelo da "Baúca", maior mercado “a céu aberto" da província do Moxico, no leste de Angola.
Anastácio Sasembele - Luanda

O bispo da diocese do Luena, Dom Jesus Tirso Blanco, apelou à comunidade da Sagrada Família, constituída maioritariamente por vendedores do maior mercado “a céu aberto" da província do Moxico (leste de Angola), a abster-se de servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo.

O prelado lançou o desafio durante sua visita pastoral a esta comunidade que encontrou no "negócio" para o sustento de suas famílias,  uma oportunidade de também criar uma Capela onde realizam suas orações, em louvor a Deus Pai.

Dinheiro ao serviço da solidariedade
Regozijado com o gesto, o pastor da diocese do Luena instruiu que o dinheiro tem de estabelecer uma ocasião para o serviço e solidariedade para com as pessoas, mas nunca deve estar no centro da vida de modo a não se cometer a idolatria.

Honestidade nas actividades
Dom Jesus Tirso Blanco apelou ainda aos vendedores da comunidade da Sagrada Família na necessidade de pautarem pela honestidade durante a suas actividades, assim como prestar maior atenção às suas famílias.

Reflexão para a Solenidade dos Santos Pedro e Paulo

Santos Pedro e Paulo
Pedro nos confirma na fé e Paulo evangeliza. Estes dois Santos, pilares da Igreja, são celebrados no Brasil este domingo.
Padre César Augustos dos Santos SJ - Cidade do Vaticano

A Igreja no Brasil celebra, neste domingo, a Solenidade de São Pedro e São Paulo.

Quando queremos refletir com calma, sem influência de pessoas ou situações, nos retiramos para um local afastado e silencioso. Queremos estar a sós na natureza e na presença de Deus. Foi o que Jesus fez com seus discípulos, quando escolheu quem iria governar seu rebanho.

Com eles, o Senhor se dirigiu a Cesareia de Filipe, um lugar afastado do mundo judeu e significativo pela natureza, próximo ao monte Hermom e a uma das fontes do Jordão. Lá, na solidão e apenas na presença do Pai, perscrutou o coração de Simão, que o reconheceu como Messias, e o fez seu Vigário na terra.

Por outro lado, Jesus confirmou seu nascimento na fé, dando-lhe outro nome, “Pedro”, que quer dizer pedra, indicando seu cargo novo e definitivo: “confirmar seus irmãos na fé”.

Além das graças, para viver plenamente a sua missão, Pedro recebeu também a de dar glória a Deus por meio da sua morte na cruz, como o Mestre, mas de cabeça para baixo.

Como chefe da Igreja, Pedro recebeu o poder de ligar e desligar, isto é, declarar o que está de acordo ou em desacordo com o projeto de Jesus. Por isso, ele foi sempre o homem renascido para a missão.

Mas, hoje, celebramos também o Apóstolo Paulo, outro pilar da Igreja. Pedro nos confirma na fé e Paulo evangeliza.

Paulo, que antes da sua conversão se chamava Saulo, deu testemunho da sua fé em Jesus Cristo com o martírio.

Paulo teve a consciência de cumprir fielmente a sua missão de anunciar o Evangelho ao mundo e de ter guardado a fé.

Celebrar os Santos é praticar seus ensinamentos e seguir seus testemunhos de fé.

Que a Solenidade destes dois pilares da Igreja seja uma ocasião de graças para o crescimento do Reino de Deus em nossa vida cristã!

Editorial: Ricos em humanidade

Papa Francisco com um homem assistido pela Caritas  (Vatican Media)
Papa Francisco com um homem assistido pela Caritas
Ser rico, mas de humanidade é o que o Pai espera de cada um.
Silvonei José - Cidade do Vaticano

Neste domingo, 1º de julho temos a coleta do Óbolo de São Pedro, um dia para a caridade do Papa, ocasião para sermos “ricos de humanidade”.

Esta é uma ocasião para adicionar nossa mão à mão do Santo Padre e abraçar juntos o nosso próximo necessitado. Devemos refletir sobre o que nos torna ricos ou pobres. Tudo depende do olhar que temos: se é exclusivamente terreno, prevalece o peso específico do que é material e imediato, dinheiro e sucesso, fama e poder. Mas se o olhar é o olhar de Deus, então se inverte a perspectiva, nos é restituída a dimensão eterna que nos pertence como Seus filhos, e com ela a liberdade que os bens e a consideração social nos afastam, tentando reduzir nossa humanidade a somente "ter".

Em uma carta o então secretário do CEI, Dom Galantino enfatizou a existência em cada pessoa de algo que resiste, "que não se dobra à lógica do consumo insaciável e do desejo transformado em pretensão". E ele cita a segunda Carta aos Coríntios, na qual Paulo fala de um 'segredo' no coração da vida cristã: Cristo que 'se tornou pobre por você, para que através da pobreza pudesse se tornar rico'.

Nesta mudança radical de perspectiva está em jogo o próprio destino de quem crê diante do mundo. Ser rico, mas de humanidade é o que o Pai espera de cada um. Permitir à sua generosidade chegar mais longe, às regiões do mundo atormentadas pela guerra e pela miséria às marginalidades extremas das nossas cidades, até as famílias, aos doentes, aos deficientes, é uma tarefa ao nosso alcance, cada um dentro de suas possibilidades.

A caridade do Papa e sua gestão, que deve sempre ser mais eficaz, foi um dos temas tratados pelo próprio Papa Francisco na recente entrevista à agência de notícias britânica Reuters. De agora em diante, disse o Papa, a dirigir o escritório competente, a Esmolaria Apostólica, será um cardeal. O atual chefe da Esmolaria será, portanto, elevado à categoria de cardeal e, assim seus sucessores, institucionalizando assim um perfil mais elevado para o setor que promove a ajuda aos pobres.

E Francisco explicou: "Eu acho que há dois longos braços do Papa - aqueles que cuidam da custódia da fé, e ali o trabalho é feito pela Congregação para a Doutrina da Fé, e o prefeito deve ser um cardeal". "E o outro braço longo do Papa é a caridade, e ali deve haver um cardeal: estes são os dois longos braços do Papa: fé e caridade". O arcebispo polonês Dom Konrad Krajewski, à frente da Esmolaria Apostólica, que remonta ao início do século XIII, foi criado cardeal no Consistório da última quinta-feira, juntamente com outros 13 bispos.

Sob a orientação de Dom Krajewski, o escritório, viu a multiplicação de iniciativas de caridade. E ele mesmo costuma andar pelas ruas de Roma para encontrar os pobres e desabrigados. O Papa lhe recomendara pedindo-lhe que "saísse" e dizendo-lhe que em seu escritório não haveria necessidade de uma escrivaninha. Nas proximidades da Praça São Pedro foram instalados chuveiros e estruturas de saúde para os sem-teto e necessitados, e grupos deles foram acompanhados a espetáculos de circo e a visitas particulares à Capela Sistina.

Gestos concretos de um amor que vai muito além do querer bem e das palavras bonitas. Francisco quer uma Igreja em saída, uma Igreja que esteja próxima dos deserdados, descartados, abandonados. Quer uma igreja em favor dos últimos. O Óbolo de São Pedro é a ajuda econômica que os fiéis oferecem diretamente ao Santo Padre, para as múltiplas necessidades da Igreja e para as suas obras de caridade em favor dos mais frágeis.

Uma ocasião para colocar nossa mão junto à mão do Santo Padre e assim abraçar juntos os filhos deserdados deste mundo; filhos que todavia são amados pelo Deus rico em misericórdia. O programa do cristão, o programa de Jesus – é “um coração que vê”. Este coração vê onde há necessidade de amor, e onde agir em consequência.

Pequena devota escolhe tema do Divino Pai Eterno para seu aniversário [FOTOS]

Por Natalia Zimbrão
Lara com os pais em seu aniversário do Divino Pai Eterno / Foto: Cortesia Wendel Cavalcante
GOIÂNIA, 29 Jun. 18 / 12:00 pm (ACI).- Há cinco anos, em 26 de junho de 2013, a pequena Lara nasceu exatamente no período da Romaria do Divino Pai Eterno, cuja festa é celebrada no primeiro domingo de julho; a menina foi crescendo em uma família católica e cultivando esta devoção, tanto que este ano não teve dúvida na escolha do tema do seu aniversário.
Entre balões e enfeites cor de rosa, o tema da festa de Larinha, que aconteceu no sábado, 23 de junho, foi o Divino Pai Eterno, representado em cada detalhe da decoração, do convite, das lembrancinhas.
Decoração da festa com tema do Divino Pai Eterno. Foto: Cortesia Wendel Cavalcante
Lembrancinhas com tema do Divino Pai Eterno. Foto: Cortesia Wendel Cavalcante
Segundo o pai da aniversariante, Wendel Cavalcante, “a ideia surgiu dela”. “No ano passado, dentro da Basílica do Divino Pai Eterno, ela falou que queria a festa de aniversário com este tema. Nós fomos deixando passar, mas ela não mudou de ideia e ficou dizendo que queria este tema. Então, percebemos que era sério e decidimos fazer a festinha dela”, disse a ACI Digital.
Esta devoção vem de família. Wendel, que mora em Goiânia (GO) com a esposa Marlene e a filha, contou que sempre frequentam o Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO).
“Com nossa filha, vamos ao Santuário e também assistimos pela televisão as novenas e Missas e, desde pequena, ela foi se encantado”, ressaltou.

A aniversariante Larinha em sua festa do Divino Pai Eterno. Foto: Cortesia Wendel Cavalcante
Para este pai, o fato de sua filha ter nascido “no período da Romaria do Divino Pai Eterno é um grande sinal”.
Em casa, a pequena vive do seu jeitinho a sua fé e devoção. “Ela tem imagenscatólicas e, quando era mais nova, brincava com elas. Agora, já não brinca mais, entende o que representam”.
“No quarto dela, montamos um espaço com as imagens, a bíblia para crianças, revistinhas católicas”, afirmou, ressaltando que a pequena “tem todo cuidado” com este simples oratório.
A família celebrando o dom da vida da pequena Lara. Foto: Cortesia Wendel Cavalcante
Para Wendel, educar os filhos nesse caminho de fé “vale a pena”. “O mundo de hoje precisa disso, que ensinemos aos nossos filhos. Principalmente neste mundo em que a internet, o celular, tantas coisas têm afastado de Deus e até da família. Precisamos de unidade nas famílias e com Deus”, completou.

Desemprego e trabalho precário disparam no país, segundo IBGE

29 de junho de 2018 por Redacao


O mercado de trabalho continuou criando vagas informais no trimestre encerrado em maio, com a taxa de desemprego calculada em 12,7% pelo IBGE, ante 12,6% em fevereiro e 13,3% há um ano, com uma estimativa de 13,235 milhões de desempregados, 115 mil a mais em três meses (0,9%). Se em 12 meses o país tem menos 536 mil desempregados a menos (-3,9%), também nesse período só viu crescer o trabalho sem carteira e autônomo, porque não houve crescimento do emprego com carteira assinada.


De fevereiro a maio, 90 mil pessoas deixaram de fazer parte da força de trabalho, enquanto o mercado fechou 204 mil vagas, fazendo o número de desempregados crescer em 115 mil, com certa estabilidade. A força de trabalho (104,112 milhões) equivale ao total de ocupados (90,887 milhões) e de desempregados (13,235 milhões).

Em relação a maio do ano passado, 663 mil pessoas ingressaram à procura de trabalho. Foram criadas 1,199 milhão de ocupações (aumento de 1,3%), reduzindo o desemprego.

Mas segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (29) pelo IBGE, nesse período nenhum desses empregos foi com carteira assinada. Em 12 meses, o emprego com carteira no setor privado caiu 1,5%: menos 483 mil. Já o emprego sem carteira cresceu 5,7%, com acréscimo de 597 mil, além de mais 568 mil (2,5%) por conta própria e mais 229 mil (5,6%) de empregadores, o que pode indicar aumento do empreendedorismo. Também cresceu o emprego no setor público, enquanto o trabalho doméstico ficou estável.

Entre os setores de atividade, apenas a administração pública cresceu de fevereiro para maio. O IBGE apurou queda em comércio/reparação de veículos, trabalho doméstico e serviços de informação, comunicação e atividades financeiras.

Já em relação a maio do ano passado, houve alta na administração pública (3,4%,mais 526 mil) e em “outros serviços” (7,4%, 323 mil), que inclui arte, cultura e manutenção de equipamentos de informática e objetos pessoais. O emprego caiu na agricultura (-2,9%, menos 254 mil) e ficou relativamente estável nas demais áreas.

Estimado em R$ 2.187, o rendimento médio ficou estável tanto em relação ao trimestre anterior como na comparação com igual período de 2017. A massa de rendimentos (R$ 193,9 bilhões) também teve estabilidade.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Papa pede aos cristãos que imitem Jesus e não recusem tocar a miséria humana


Uma multidão encheu a Praça de São Pedro durante a Missa. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Vaticano, 29 Jun. 18 / 09:26 am (ACI).- Diante da tentação de se afastar das chegas de Cristo, o Papa Francisco afirmou que “Jesus toca a miséria humana, convidando-nos a estar com Ele e a tocar a carne sofredora dos outros”.

Durante a homilia pronunciada na Missa por ocasião da Solenidade de São Pedro e São Paulo, celebrada nesta sexta-feira, 29 de junho, na Praça de São Pedro do Vaticano, o Pontífice advertiu que “várias vezes sentimos a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor”.

O Santo Padre, que celebrou a Missa acompanhado dos 14 novos Cardeais, criados no dia anterior no Consistório, atribuiu esta atitude à ação do demônio que, atuando “escondido”, tenta afastar os cristãos de Jesus.

O Pontífice refletiu sobre a identidade de Jesus e como o povo de Israel, então, como “tantos rostos sedentos de vida” hoje, perguntava: “És Tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?”. O Papa assinalou que Jesus retoma essa pergunta e é Ele mesmo quem a lança aos seus discípulos: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”.

“Pedro, tomando a palavra, atribui a Jesus o título maior com que O podia designar: ‘Tu és o Messias’, isto é, o Ungido, o Consagrado de Deus”.

Nesse sentido, explicou que “apraz-me saber que foi o Pai a inspirar esta resposta a Pedro, que via como Jesus ‘ungia’ o seu povo. Jesus, o Ungido que caminha, de aldeia em aldeia, com o único desejo de salvar e levantar quem era tido por perdido: ‘unge’ o morto, unge o doente, unge as feridas, unge o penitente. Unge a esperança”.

Nessa ação, “cada pecador, cada vencido, doente, pagão – no ponto onde se encontrava – pôde sentir-se membro amado da família de Deus. Com os seus gestos, Jesus dizia-lhe de maneira pessoal: tu pertences-Me”.

Desse modo, “todo o jugo de escravidão é destruído graças à sua unção. A nós não é lícito perder a alegria e a memória de nos sabermos resgatados, aquela alegria que nos leva a confessar: ‘Tu és (…) o Filho de Deus vivo’”.

Francisco explicou que Jesus, o Ungido de Deus, “leva o amor e a misericórdia do Pai até às extremas consequências. Este amor misericordioso exige ir a todos os cantos da vida para alcançar a todos, ainda que isso custe o ‘bom nome’, as comodidades, a posição... o martírio”.

Foi precisamente no momento em que Jesus anuncia sua missão de ir a Jerusalém para ser crucificado que Pedro reage: “Deus Te livre, Senhor! Isso nunca Te há de acontecer”. Pedro, assinala o Papa, “transforma-se imediatamente em pedra de tropeço no caminho do Messias; e, pensando defender os direitos de Deus, sem se dar conta transforma-se em seu inimigo (Jesus chama-o ‘Satanás’)”.

“Contemplar a vida de Pedro e a sua confissão significa também aprender a conhecer as tentações que hão de acompanhar a vida do discípulo. À semelhança de Pedro, como Igreja, seremos sempre tentados por aqueles ‘sussurros’ do maligno que serão pedra de tropeço para a missão. Digo ‘sussurros’ porque o demônio seduz veladamente, fazendo com que não se reconheça a sua intenção”.

Pelo contrário, “participar na unção de Cristo é participar na sua glória, que é a própria Cruz”. “Glória e cruz, em Jesus Cristo, caminham juntas e não se podem separar; porque, quando se abandona a cruz, ainda que entremos no deslumbrante esplendor da glória, enganar-nos-emos porque aquela não será a glória de Deus, mas a pantomina do adversário”.

Frente à tentação de permanecer afastados das chagas de Cristo na cruz, o Santo Padre recordou que “confessar a fé com os nossos lábios e o nosso coração exige – como o exigiu a Pedro – identificar os ‘sussurros’ do maligno”.

“Aprender a discernir e descobrir as ‘coberturas’ pessoais e comunitárias que nos mantêm à distância do drama humano real, impedindo-nos de entrar em contato com a existência concreta dos outros e, em última análise, de conhecer a força revolucionária da ternura de Deus”.

O Pontífice finalizou a homilia assinalando que “contemplar e seguir a Cristo exige deixar que o coração se abra ao Pai e a todos aqueles com quem Ele próprio Se quis identificar, e isto na certeza de saber que não abandona o seu povo”.

Antes da celebração, o Papa abençoou os pálios destinados aos Arcebispos metropolitanos nomeados ao longo do ano e que lhes serão impostos em suas respectivas dioceses.

Papa alerta para 'triunfalismos vazios' na Igreja Católica

Francisco celebrou Missa com novos cardeais e arcebispos na solenidade de São Pedro e São Paulo


Na solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, padroeiros de Roma, o Papa convidou todos os responsáveis católicos a 'entrar em contacto com a existência concreta dos outros'.
Na solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, padroeiros de Roma, o Papa convidou todos os responsáveis católicos a 'entrar em contacto com a existência concreta dos outros'. (Vatican Media)
O Papa Francisco alertou nesta sexta-feira (29) no Vaticano para a tentação dos “triunfalismos vazios” na Igreja Católica, numa celebração com os novos cardeais e arcebispos metropolitas, de dezenas de países.
“Jesus, não separando da cruz a glória, quer resgatar os seus discípulos, a sua Igreja, de triunfalismos vazios: vazios de amor, vazios de serviço, vazios de compaixão, vazios de povo”, disse, na homilia da Missa a que presidiu na Praça de São Pedro.
Na solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, padroeiros de Roma, o Papa convidou todos os responsáveis católicos a “entrar em contacto com a existência concreta dos outros”, o “drama humano real”, para dar a conhecer ao mundo “a força revolucionária da ternura de Deus”.
“O Ungido de Deus leva o amor e a misericórdia do Pai até às extremas consequências. Este amor misericordioso exige ir a todos os cantos da vida para alcançar a todos, ainda que isso custe o «bom nome», as comodidades, a posição… o martírio”, observou.
A celebração começou com a bênção dos pálios, uma insígnia litúrgica de honra e jurisdição da Igreja Católica; estes foram colocados na noite anterior junto do túmulo do apóstolo Pedro, o primeiro Papa da Igreja Católica, e foram transportados durante a celebração para junto de Francisco.
“Como Pedro, também nós podemos confessar com os nossos lábios e o nosso coração não só aquilo que ouvimos, mas também a experiência concreta da nossa vida: fomos ressuscitados, acudidos, renovados, cumulados de esperança pela unção do Santo”, declarou o Papa.
A intervenção alertou para as “tentações”, os “sussurros” do demónio, na vida de cada cristão.
“Várias vezes sentimos a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor. Jesus toca a miséria humana, convidando-nos a estar com Ele e a tocar a carne sofredora dos outros”, assinalou Francisco.
“Queridos irmãos, continua a habitar em milhões de rostos a pergunta: «És Tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?». Confessemos com os nossos lábios e com o nosso coração: Jesus Cristo é o Senhor”.
Um dia depois de o Papa ter criado 14 cardeais de 11 países, a celebração de hoje voltou a ter marca de universalidade, com orações em aramaico (língua falada por Jesus e usada ainda hoje na Liturgia da comunidade católica no Iraque), português, chinês e japonês.
A solenidade de São Pedro e São Paulo trouxe a Roma, como é tradição, uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa).

Cármen Lúcia manobra para ‘ministro-tucano’ relatar liberdade de Lula

29 de junho de 2018 por esmael


 O PT está perdendo a paciência com a ministra Cármen Lúcia que, outra vez, manobrou para que a relatoria do recurso de Lula caísse nas mãos de um “inimigo declarado” do ex-presidente — o ministro-tucano Alexandre de Moraes.


Moraes foi “sorteado” nesta sexta (29) relator de uma reclamação de Luiz Inácio Lula da Silva contra decisão do ministro Edson Fachin, que enviou um pedido de liberdade do ex-presidente para ser julgado pelo plenário, e não pela Segunda Turma, como queriam os advogados.

Contrário ao desejo da defesa, que queria um relator da Segunda Turma, o sorteio foi realizado entre todos os ministros do STF, exceto a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, e o próprio Fachin, alvo da reclamação.

Os advogados de Lula argumentam que Fachin agiu de forma “arbitrária”, sem amparo na Constituição ou no regimento interno do Supremo Tribunal Federal, ao remeter o caso ao plenário, numa manobra para evitar que o ex-presidente fosse solto pela Segunda Turma.

É possível Alexandre de Moraes, um ministro-tucano, libertar Lula? O poeta dos morros, Bezerra da Silva, responde: “Só quando o morcego doar sangue e o saci cruzar as pernas.”

É possível fraude no sorteio do STF

Em julho de 2016, o professor Ivar A. Hartmann da FGV Direito e coordenador do projeto ‘Supremo em Números’ garantiu que é possível “simular aleatoriedade” na distribuição de processos no STF.

“No Supremo, escolher o relator é quase definir o resultado”, alerta o especialista, que complementa: “Se o método [de sorteio do ministro] depende do algoritmo é uma escolha muito perigosa, pois permite manipulação.”

Com informações da Agência Brasil

Lula diz que fará o pré-sal ser de novo dos brasileiros


Em carta ao Jornal do Brasil, o ex-presidente Lula, em lugar de lamuriar-se pelas injustiças que vem sofrendo, faz aquilo que falta aos políticos brasileiros: assume a defesa das riquezas do país, do emprego, da indústria e da renda nacionais, denunciando as apressadas manobras para entregar as jazidas do pré-sal, desmontar a indústria nacional e reduzir a Petrobras a uma casa de especulação com os preços do pretóleo e dos combustíveis.

Gilmar Mendes x Cármen Lúcia


29 de junho de 2018 por esmael
 O ministro Gilmar Mendes, do STF, será relator de ação do PT e do PCdoB que alega ‘omissão’ de Cármen Lúcia sobre prisão após segunda instância.

Nesta quinta (28), os dois partidos protocolaram ação contra a presidenta do Supremo Tribunal Federal por fazer o jogo da Globo e do PSDB, qual seja, deixar de julgar as ADC’s (ações declaratórias de constitucionalidade) para manter preso o ex-presidente Lula.

Sem o julgamento reclamado pela OAB e o PT, espera a ministra, Lula continua preso e não disputaria as eleições de outubro.

A questão é: Gilmar Mendes, nesta ação do PT e PCdoB, examinará a questão da omissão sob a ótica corporativista do STF, da Globo e do tucanato, ou da Constituição da República Federativa do Brasil? A conferir.

7 fatos que vão te ajudar a entender isso


No dia 29 de junho, a Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo. Entretanto há algumas dúvidas sobre as razões da festa de ambos os apóstolos ser celebrada no mesmo dia.

Abaixo, apresentamos 7 fatos que vão te ajudar a entender isso?

1. Santo Agostinho de Hipona expressou que eram São Pedro e São Paulo eram “um só”

Em um sermão do ano 395, o Doutor da Igreja, Santo Agostinho de Hipona, expressou que São Pedro e São Paulo, “na realidade, eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos”.

2. Ambos foram martirizados em Roma

Foram detidos na prisão Mamertina, também chamada Tullianum, localizada no foro romano da Roma Antiga. Além disso, foram martirizados nessa mesma cidade, possivelmente por ordem do imperador Nero.

São Pedro passou seus últimos anos em Roma liderando a Igreja. Seu martírio aconteceu no ano 64. Foi crucificado de cabeça para baixo, a pedido próprio, por não se considerar digno de morrer como seu Senhor. Foi enterrado na colina do Vaticano e a Basílica de São Pedro está construída sobre seu túmulo.
São Paulo foi preso e levado a Roma, onde foi decapitado no ano 67. Está enterrado em Roma, na Basílica de São Paulo Extramuros.

3. São fundadores da Igreja de Roma

Na homilia da Solenidade de São Pedro e São Paulo em 2012, o Papa Bento XVI assegurou que “a sua ligação como irmãos na fé adquiriu um significado particular em Roma. De fato, a comunidade cristã desta Cidade viu neles uma espécie de antítese dos mitológicos Rómulo e Remo, os irmãos a quem se atribui a fundação de Roma”.

4. São padroeiros de Roma e representantes do Evangelho

Na mesma homilia, o Santo Padre chamou esses dois apóstolos de padroeiros principais da Igreja de Roma. “Desde sempre a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo”, detalhou Bento XVI.

5. São a versão contrária de Caim e Abel

O Santo Padre também apresentou um paralelismo oposto com a irmandade apresentada no Antigo Testamento entre Caim e Abel.

“Enquanto nestes vemos o efeito do pecado pelo qual Caim mata Abel, Pedro e Paulo, apesar de serem humanamente bastante diferentes, e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de serem irmãos, tornando possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava”, relatou o Santo Padre Bento XVI.

6. Porque Pedro é a “rocha”

São Pedro foi escolhido por Cristo, que disse? “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Ele, humildemente, aceitou a missão de ser “a rocha” da Igreja e apascentar o rebanho de Deus, apesar de suas fragilidades humanas.

Os Atos dos Apóstolos ilustram seu papel como líder da Igreja depois da Ressurreição e Ascenção de Cristo. Pedro dirigiu os apóstolos como o primeiro Papa e assegurou que os discípulos mantivessem a verdadeira fé.

7. São Paulo também é coluna do edifício espiritual da Igreja

São Paulo foi o apóstolo dos gentios. Antes de sua conversão, era chamado Saulo, mas depois de seu encontro com Cristo e conversão, continuou seguindo para Damasco, onde foi batizado e recuperou a visão. Adotou o nome de Paulo e passou o resto de sua vida pregando o Evangelho sem descanso às nações do mundo mediterrâneo.

“A iconografia tradicional apresenta São Paulo com a espada, e sabemos que esta representa o instrumento do seu martírio. Mas, repassando os escritos do Apóstolo dos Gentios, descobrimos que a imagem da espada se refere a toda a sua missão de evangelizador. Por exemplo, quando já sentia aproximar-se a morte, escreve a Timóteo: ‘Combati o bom combate’ (2Tm 4,7); aqui não se trata seguramente do combate de um comandante, mas daquele de um arauto da Palavra de Deus, fiel a Cristo e à sua Igreja, por quem se consumou totalmente. Por isso mesmo, o Senhor lhe deu a coroa de glória e colocou-o, juntamente com Pedro, como coluna no edifício espiritual da Igreja”, expressou Bento XVI em sua homilia.

(Via ACI Digital)

Papa diz que Jesus é mais do que um «revolucionário» ou um profeta

Francisco deixa saudação aos cardeais e arcebispos que celebraram com ele a solenidade de São Pedro e São Paulo

Imagem do Apóstolo São Pedro, Vaticano

Cidade do Vaticano, 29 jun 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que a fé católica apresenta Jesus como mais do que um “revolucionário” ou um “grande profeta” da justiça e do amor, como outros o têm visto ao longo da história.

“Jesus é o Filho de Deus: por isso está vivo perenemente, como está eternamente vivo o seu Pai. E esta é a novidade que a graça acende no coração de quem se abre ao mistério de Jesus, a certeza que não é matemática, mas é ainda mais forte, interior, de ter encontrado a fonte da Vida, a própria vida feita carne”, assinalou, desde a janela do apartamento pontifício, na recitação do ângelus.

Milhares de peregrinos reuniram-se na Praça de São Pedro para assinalar a solenidade de São Pedro e São Paulo, padroeiros de Roma.

“Por intercessão da Virgem Maria, rainha dos apóstolos, que o Senhor conceda à Igreja, em Roma e no mundo inteiro, a capacidade de ser sempre fiel ao Evangelho, a cujo serviço os santos Pedro e Paulo consagraram a vida”.

A data ficou marcada pela criação de 14 novos cardeais, incluindo D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e a bênção dos pálios para os arcebispos metropolitas nomeados no último ano, entre eles D. Francisco Senra Coelho, arcebispo de Évora.

“Renovo os meus cumprimentos e os meus parabéns para todos eles e para os que os acompanharam nesta circunstância festiva. Que possam sempre viver com entusiasmo e generosidade o seu serviço ao Evangelho e à Igreja”, referiu Francisco.

O Papa despediu-se desejando “boa festa” e com os tradicionais votos de “bom almoço” para todos.

OC