"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Os fenômenos curiosos que acontecem na Catedral de Maiorca

Eles sempre ocorrem em fevereiro, novembro e antes do Natal

Todos os anos, a Catedral de Maiorca é palco de dois fenômenos luminosos, que têm como palco a roseta maior e a roseta da fachada principal do templo.
O primeiro fenômeno é conhecido como o “Espetáculo do Oito” e acontece nos dias 2 de fevereiro (dia da Candelária) e em 11 de novembro (Dia de São Martinho), quando o reflexo da roseta maior fica abaixo da roseta da fachada, formando o número oito.
O outro fenômeno luminoso acontece entre os dias 20 e 23 de dezembro, coincidindo com o solstício de inverno europeu. O fenômeno deve ser visto da parte externa, já que a luz da roseta maior se sobrepõe à roseta da fachada, criando um magnífico jogo de cores.
A Catedral de Maiorca é um prédio de grandes dimensões, com mais de 43 metros de altura na nave central e 121 metros de largura.
Cristina Ortiz, coordenadora das visitas didáticas ao templo, conta que “estas medidas transformam a igreja em uma catedral gótica que, com menos pedra, consegue mais espaço útil para que se tenha uma visão espaçosa e ampla do seu interior, com colunas altas e finas.” Essa sensação de amplitude também é causada pela iluminação. A catedral tem mais de 60 vitrais e cinco rosetas abertas, pelos quais entra a luz do sol do Mediterrâneo.

O olho gótico
Das cinco rosetas, a roseta maior é uma das mais famosas, por ser a maior da arte gótica, sendo, por isso, conhecida pelo nome de “olho gótico”. O elemento arquitetônico tem mais de 12 metros de diâmetro e 100 metros quadrados de superfície. Foi construído em 1370, embora os vidros tenham sido adicionados depois disso. Destaca-se especialmente pela estrela de Davi formada por 24 triângulos e por sua peculiar localização – sobre o presbitério – e não aos pés, como era costume.
Consquistar a ilha dos muçulmanos
Conta a lenda que o rei Jaime I, o Conquistador, quando estava a caminho de Maiorca, em 1229, para conquista a ilha ocupada até então pelos muçulmanos, esteve a ponto de naufragar com sua expedição, devido a um grande temporal. Nesse momento, o rei prometeu à Virgem Maria a construção de um templo dedicado a ela, caso conseguisse terminar sua viagem. A tormenta se acalmou e o monarca e suas tropas puderam chegar à ilha.
Jaime I, então, decidiu cumprir a promessa, e a Catedral de Maiorca é o resultado.

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Pe. Geovane Saraiva

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