"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Primeiros cristãos prestes a retornar à Planície de Nínive

domtotal.com
O retorno das famílias às suas casas significa "recuperar a própria existência e ter de novo uma vida, uma identidade, uma espiritualidade que parecia perdida", diz padre.
Igreja danificada em Bartila, na Planície do Nínive
Igreja danificada em Bartila, na Planície do Nínive (EPA).

"Se Deus quiser", o retorno do "primeiro grupo" de refugiados cristãos a Karamles - uma das cidadezinhas da Planície do Nínive por longo tempo sob domínio dos jihadistas do Estado Islâmico -  vai acontecer "no final deste mês".

É o que afirma esperançoso o Padre Paolo Thabit Mekko, ao falar à Agência Asianews sobre a obra de reconstrução iniciada nos meses passados e que poderia levar, em breve, ao retorno tão esperado pelas famílias de deslocados.

Pressa para não perder o entusiasmo

"Os projetos realizados até agora - explica o sacerdote, que acompanha de perto os trabalhos - deverão prosseguir sem interrupções, enquanto benfeitores e ONGs garantirem a sua contribuição".

Com um cauteloso otimismo, Padre Paolo sublinha que "até o momento ainda não foi feito nada" no sentido de uma reconstrução completa da cidadezinha. Neste sentido, "ainda são necessárias ajudas significativas", para abreviar os tempos de realização da obra. "Devemos fazer rapidamente - explica o sacerdote caldeu - de outra forma diminuirão o desejo e o entusiasmo".

Prioridade: casas com danos menores

O objetivo primordial - explicou - é o de "reformar as casas que apresentam danos menores" e que podem ser adaptadas em um breve espaço de tempo. Nesta situação se insere um grupo de 50 habitações, a um custo menor, "porque é necessário refazer portas, janelas, ou outros elementos com danos superficiais", observa o sacerdote.

O escritório responsável pelas reconstruções de Karamles é de responsabilidade do Patriarcado caldeu. Os trabalhos de reformas foram confiados "a operários e trabalhadores provenientes justamente de Karamles". Alguns deles "percorrem todos os dias" o trajeto que separa Irbil da cidade na Planície de Nínive.

Mas para os que preferem permanecer na cidade e evitar os deslocamentos diários, a paróquia montou um centro, onde é oferecida alimentação e um abrigo para dormir. Deste modo, poupam tempo e dinheiro e aceleram os trabalhos de reconstrução".

Reconstrução: fonte de esperança

O problema maior, no entanto, são as casas queimadas, para as quais "ainda não existem fundos suficientes", afirmou Padre Thabit. O que é importante, no entanto - ressalta - é que estes primeiros passos para o renascimento de Karamles, "são fonte de esperança" para esta e outras cidades da Planície de Nínive, e "criam uma atmosfera de entusiasmo em vista de um possível retorno".

Todavia, as necessidades "são múltiplas" e não simples de serem atendidas.

"Precisa alimento, remédios, sem falar na energia elétrica para fazer funcionar os geradores e purificar a água". Um problema sempre mais urgente com a chegada do verão e os picos de temperatura.

Nossa casa é Karamles

Os fundos recolhidos até agora para o renascimento de Karamles são provenientes do Patriarcado caldeu, aos quais se somam as contribuições de alguns benfeitores locais e internacionais.

O retorno das famílias às suas casas - diz o sacerdote - significa "recuperar a própria existência e ter de novo uma vida, uma identidade, uma espiritualidade que parecia perdida".

Neste sentido, a frase mais pronunciada pelas famílias é: "Ressurgiremos quando voltarmos a Karamles. Teremos um teto somente quando pudermos retornar para nossas casas, mesmo se aqui no Curdistão não vivemos mais em barracas. Mas a verdadeira casa é Karamles".

Campo de refugiados em Irbil

Além de acompanhar os trabalhos de reconstrução em Karamles, o sacerdote é o responsável pelo Campo de refugiados "Olhos de Irbil", localizado na periferia da capital do Curdistão iraquiano, onde encontraram acolhida centenas de milhares de cristãos, muçulmanos e yazidis fugidos das barbáries do Isis.

A estrutura acolhe 140 famílias - cerca de 700 pessoas no total - em 46 mini-apartamentos, além de possuir uma área para a coleta e distribuição de ajudas. A isto se soma um Jardim da Infância, uma escola maternal e uma secundária.


Rádio Vaticano
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Pe. Geovane Saraiva

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