"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

terça-feira, 27 de junho de 2017

Mesmo que você caia, vale a pena caminhar

  A mente é maravilhosa | Jun 26, 2017
Thomas Zsebok/Shutterstock
Sempre ganhamos algo, ainda que cheguemos ao fundo do poço: isso acontece porque somos capazes de usar a terra para escalar e sair de lá de dentro

Caminhe, caminhe, caminhe. Não se canse nunca de caminhar, pois é aí que mora o porquê de existir, a vontade de nossas lutas, a valentia de todos aqueles que não conhecem o que significa render-se. Ainda que caia, levante-se e siga: você merece a oportunidade de viver o que um dia duas pessoas decidiram começar por você.

É logo depois do nascimento que nos ensinam a caminhar, e com isso, a compreender que para fazê-lo precisamos aprender a manter o equilíbrio. Na verdade, você caiu uma vez ou outra, mas havia alguém para te ajudar a levantar do chão nessa mesma vez ou outra: porque cair significa voltar e recomeçar.

“O que afoga alguém não é cair no rio, e sim manter-se dentro dele.”
-Paulo Coelho-
É assim até que andar se torna uma ação individual de mover os pés dando passos cada vez mais longe. De repente já estamos acostumados e não cair desajeitados como quando éramos pequenos, e as quedas físicas dão lugar às quedas emocionais, das quais vamos demorar muito mais tempo para aprender a levantar.
Errei. Qual é o problema?

Talvez isso aconteça porque as quedas passam a doer mais do que antes, e as cargas passam a ser cada vez mais pesadas: acabamos caminhando com feridas de alguns desastres, com a chuva das tormentas, com os vazios cheios de nostalgias e com algumas metas frustradas por causa de enganos.

Os danos não são suficientes para derrotar quem acredita na possibilidade da cicatrização, haverá mais tempestades e mais incêndios se decidir esperar e não buscar, chegarão pessoas que te ajudarão a levantar, e então você deve ocupar sua mente para que deixe de sentir falta do que já não está mais com você.

Não existe nenhum problema em errar. Somos humanos e, como tal, chegamos a nossas metas acompanhados de uma série de fracassos superados, tentativas frustradas, dúvidas e fraquezas que conseguiram tornar-se fortes. É benéfico seguir sempre olhando para o horizonte, sem deixar de acreditar nos ensinamentos que estão por trás de um “não” e na virtude de conhecer bem o solo sobre o qual estamos caminhando.

“Quando fizer sua viagem à Itaca peça que o caminho seja longo,
cheio de aventuras, cheio de experiências.”
-Kavafis-
Só perde quem não sabe perder

Em meus poucos anos de vida aprendi que ninguém perde se está disposto a reconhecer o que ganha nos momentos mais difíceis. Porque é certo que sempre ganhamos algo, ainda que cheguemos ao fundo do poço: isso acontece porque somos capazes de usar a terra para escalar e sair de lá de dentro.

Ninguém se salva de uma queda emocional e ainda me atrevo a dizer que ela é absolutamente necessária, porque seu objetivo verdadeiro é ensinar a limpar os joelhos, curar os arranhões e a seguir adiante com mais experiência. Claro, há experiências muito duras cujas dores são terríveis, mas se tentarmos entender os sinais do corpo e os confrontarmos, isso ajudará a nos sentirmos muito melhor.

Se caí é porque estava caminhando

As vitórias desses desafios contínuos da vida serão sua maior conquista. De cada dificuldade sairemos cada vez mais vivos. Vale a pena o risco de cair por todas as outras emoções que sentimos durante o resto do caminho, e por essas pessoas que estão ao seu lado apostando no seu sorriso.

Caminhar é o mais importante: é encontrar o sentido pelo qual estamos no mundo e dar a nós a oportunidade de crescer. É desfazer os muros e acreditar nos sonhos, é fazer novos planos se os antigos falharam, é saborear o gostoso e digerir o ruim. Temos que caminhar sem nos render: sempre podemos, sempre devemos, sempre precisamos pensar em nós, em continuar.

“E já não vale a pena ir desse mundo
sem ter gostado tanto da vida.”
-Frida Kalho-

(via Mente Maravilhosa)

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Pe. Geovane Saraiva

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