"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sábado, 15 de abril de 2017

Sacerdote indiano batizará sua própria mãe na Páscoa

domtotal.com
Padre Shroff veio de minoria indiana que pratica a religião zoroástrica e se converteu na faculdade.
Padre Shroff e sua mãe.
Padre Shroff e sua mãe. (Reprodução)

Ottawa, Canadá - A história do Padre Hezuk Shroff é a de uma vocação cuidada pela Providência e definida nos tempos de Deus e não dos homens.

De etnia 'parsi', uma minoria da Índia que pratica a religião zoroástrica, o padre Shroff nasce nesse país em 1971 e migra depois com toda sua família ao Canadá.

Quando começa a estudar Bioquímica na Universidade de Mc Gill, em Montreal, seu companheiro de quarto, um "fervente cristão pentecostal", lhe apresenta "a igreja evangélica local e o Evangelho, a mensagem da Fé Cristã e da pessoa de Jesus".

No entanto, o interesse de Hezuk se encaminha logo até a Igreja Católica, em cuja doutrina quis aprofundar lendo. Um dia foi com um de seus companheiros de universidade à Missa na Basílica de São Patrício em Montreal.

A liturgia o entusiasma

"A liturgia da missa me fascinou, eu sabia em meu interior que este era um momento sagrado. Me apaixonei da beleza e a verdade da Fé Católica. Como havia ouvido sobre a graça de Deus, a Santa Eucaristia e a devoção dos fiéis à Virgem Maria e aos Santos... disse a mim mesmo: 'aqui é onde tinha que estar'". Depois de um ano de preparação, na Vigília Pascal de 1995 Hezuk Shroff foi batizado na Igreja Católica Apostólica e Romana.

Depois do batismo quis ser religioso e esteve em um mosteiro beneditino na França. Nesse país estudou Filosofia e Teologia. Entretanto, uma vez que seu superior o enviou a Cebú -Filipinas, a uma missão, sentiu o chamado para um apostolado de tipo ativo: "Foi aqui nas Filipinas após trabalhar no ministério juvenil, onde finalmente entendi que Deus estava me chamando para servir como sacerdote diocesano", afirma. Seu interesse especial eram os jovens. Nas Filipinas "os jovens me diziam que seu pastor não tinha tempo para eles porque estava muito ocupado dirigindo a paróquia. Pensei, que triste! Depois de tudo, não é a missão principal de um padre o cuidado das almas confiadas a ele?".

No ano de 2006 voltou ao Canadá para ingressar no seminário da Arquidiocese de Ottawa e no dia 13 de maio de 2011 foi ordenado, tendo desde sempre um especial amor à Nossa Senhora de Fátima. Toda sua família o acompanhou nesse momento.

"Minha mãe estava muito feliz com minha conversão, e inclusive esteve rezando para que eu fosse sacerdote", narra. Sua mãe já havia tido um contato com a Igreja, pois havia estudado em um internato católico. Ao seu pai explicou que ingressar na Igreja não era renegar sua origem, mas atender o que sentia como um chamado forte de Cristo.

Agora sua mãe, 22 anos depois que ele foi batizado, receberá o batismo das mãos de seu filho, o que ocorrerá nesta Vigília Pascal (15 de Abril). Ela sempre havia querido ser católica, mas pressões externas e outras circunstâncias a haviam impedido. Mas agora o será e pelas mãos de seu filho sacerdote.


Gaudium Press
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Pe. Geovane Saraiva

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