"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Rituais satânicos em clínicas de aborto: um ex-satanista abre o jogo

  Lepanto Institute | Abr 27, 2017
Zachary King
As revelações estarrecedoras do ex-adepto da Igreja Mundial de Satanás que, aos 15 anos de idade, já tinha violado todos os 10 Mandamentos – inclusive o de “não matar”


Em 2015, veio à luz (mais) um grande escândalo envolvendo a organização abortista norte-americana Planned Parenthood, uma rede de clínicas de aborto que recebia vasto financiamento do governo dos Estados Unidos: naquele ano, uma série de vídeos gravados com câmeras ocultas desmascararam um repugnante esquema de tráfico de órgãos e tecidos dos bebês abortados pela organização.

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Saiba mais a respeito desse escândalo nestes dois artigos:

Estarrecedor açougue humano: maior conglomerado abortista dos EUA vende órgãos de fetos assassinados

Mais uma vez, a ciência desmascara o açougue humano da rede abortista Planned Parenthood.


Nesse contexto, o também norte-americano Instituto Lepanto, voltado à pesquisa e educação católica, entrevistou o ex-satanista Zachary King, que tinha chegado a praticar abortos ritualísticos antes de se converter ao catolicismo. Zachary começou a se envolver com a magia aos 10 anos de idade, entrou na seita satânica aos 13 e, aos 15, já tinha infringido todos os 10 Mandamentos – inclusive o quinto, “não matar”.

Confira a seguir uma tradução dessa entrevista estarrecedora, cuja íntegra em inglês você pode ler no site do Lepanto Institute.



Lepanto Institute – Zac, você poderia nos contar um pouco sobre como entrou no satanismo?

Zachary King – Começou com uma curiosidade forte de saber se a magia era uma coisa real. Isso veio depois de assistir a alguns filmes de bruxos e magos na década de 1970, na minha infância. Nós fazíamos uma brincadeira na escola chamada “Bloody Mary”, ou “I Hate You, Bloody Mary”: você entrava num banheiro e cantava essa frase um certo número de vezes com as luzes apagadas. Toda vez que a minha turma fazia isso, a gente via um rosto demoníaco no espelho. Não tínhamos ideia do que estávamos olhando, só sabíamos que aquela coisa assustadora estava no espelho e todo mundo saía correndo, morrendo de medo… menos eu. Eu sempre achei aquilo muito legal. Na mesma época eu jogava o “Dungeons and Dragons” todo fim de semana, e eu era sempre o mago ou feiticeiro [Nota: trata-se de um RPG, ou jogo de interpretação de papéis, que mais tarde deu origem ao desenho animado de mesmo nome, conhecido no Brasil como “Caverna do Dragão”. É a história de um grupo de crianças que ficam presas em outra dimensão, semelhante a um pesadelo, repleta de criaturas demoníacas: toda vez que estão prestes a escapar daquele mundo de horror, ocorre algo que os mantém ainda presos àquela dimensão assustadora]. Eu me perguntava se poderia fazer magia de verdade e tentei dois feitiços para ganhar dinheiro. Deu certo, mas podia ser só coincidência; aí eu fiz de novo, e, nessa terceira vez, lá estava eu no banheiro, sozinho, na frente do demônio, para ver o que iria acontecer. No dia seguinte eu ganhei 1.000 dólares. A partir daquele momento eu fiquei convencido de que a magia era real.

Quando eu tinha uns 12 anos, um amigo me apresentou a um grupo que jogava “Dungeons and Dragons”. Eles também achavam que a magia era real. Depois eu descobri que esse grupo era uma seita satânica (…) Eu adoro pinball, vídeo games e ficção científica, Star Trek, Star Wars, e aqueles caras tinham quase todos os filmes de ficção científica e fantasia que você podia querer. Eles tinham máquinas de pinball, piscina, uma churrasqueira grande, era quase um clube de meninos e meninas e era muito divertido. Eles sabiam recrutar. Eles sabiam tudo o que um garoto gostava de fazer e foi assim que eu fui me envolvendo naquilo.

Fiquei nesse grupo até os 18 anos e entrei para a Igreja Mundial de Satanás, que é uma seita muito maior, internacional. A posição que eu alcancei é chamada de “alto mago” (“high wizard”). Numa grande seita satânica, os altos magos são as pessoas que fazem a magia. Podia ter só um ou até dez. O número médio é de 2 a 5 e o nosso trabalho era viajar pelo mundo fazendo os feitiços que as pessoas quisessem. Quando eu digo “as pessoas”, eu me refiro a astros do rock, do cinema, políticos, gente rica… Não tem limite quem quer um feitiço e quanto eles topam pagar.

LI – Então, você era um “alto mago” dentro do satanismo… Resumindo, como você chegou a isso?

King – Dizem que os “altos magos” são escolhidos a dedo por Satanás. Eu não sei qual é o critério. Eu praticava a magia desde os 10 anos de idade e virei “alto mago” quando tinha uns 21. Já era membro da Igreja Mundial de Satanás fazia uns 3 anos. Eu já tinha visto um “alto mago” quando era criança, mas não sabia que era isso o que ele era. O visual é bem peculiar, chapéu alto, bastão ou bengala, o rosto pintado como um cadáver, um casaco de tipo tradicional (…) Existe [na seita] um chefe e um conselho. Eles chamam você e dizem que você foi escolhido. Você recebe um livro que diz quais são os seus deveres como “alto mago” e você decide se quer ou não, mas eu nunca soube de ninguém que tenha recusado. Eu fui [“alto mago”] durante uns 10 ou 12 anos.

LI – Qual é o papel do aborto nos rituais satânicos e quando você começou a se envolver com o aborto no satanismo?

King – Logo depois que eu fiz 14 anos, os membros da seita me disseram que eu ia participar de um aborto dali a 9 meses. Tivemos uma orgia em que participaram todos os garotos da seita de 12 a 15 anos e uma garota de 18, que também era da seita. Ela tinha que ficar grávida para depois fazer o aborto. Quando eles disseram isso, eu falei “maneiro”, em voz alta, mas não tinha ideia do que era um aborto. Na minha família eu acho que tinha ouvido os meus pais sussurrarem essa palavra uma vez só, por isso eu achava que era uma palavra suja. Quando perguntei aos membros da seita o que era o aborto, falei que não sabia o que tinha que fazer. Eles me explicaram que ia ter um bebê dentro do útero e que a gente ia matá-lo. Ia ter um médico e uma enfermeira lá para ajudar, porque era um procedimento médico. Eu perguntei: “Isso é legal?”. E a resposta foi: “É, quando ele ainda está no útero. Enquanto o bebê estiver dentro da mulher você pode matá-lo”.

Foi assim que eles explicaram para nós. Também explicaram que “você está matando um bebê”. Eles não disseram que é matar “um feto” ou matar “umas células em um corpo”. Nada disso. É um bebê.

Eu acho que não teria concordado em matar um bebê fora do corpo de uma mulher, mas, sabendo que podia matar à vontade se ele estivesse dentro do corpo… No satanismo, matar algo ou a morte de algo é o jeito mais eficaz de realizar um feitiço. Para conseguir de Satanás alguma coisa que você quer, o melhor jeito é matar algo. Matar é a máxima oferta a Satanás, e, se você pode matar um bebê que ainda não nasceu, este é o seu objetivo máximo.

LI – Fale do primeiro aborto que você fez como ritual satânico.

King – O primeiro que eu fiz foi mais ou menos 3 meses antes de completar 15 anos. Foi numa chácara que me surpreendeu porque era muito mais limpa do que muitas clínicas onde eu fiz outros abortos. Tinha um médico e uma enfermeira abortista. A grávida já estava no fim da gestação e estava cercada por 13 dos principais membros da nossa seita, que eram todos “altos sacerdotes” e “altas sacerdotisas”. Eu estava dentro do círculo com a mulher e o médico. Todos os adultos da minha seita estavam lá. Várias mulheres ficavam ajoelhadas no chão, se balançando para trás e para frente e cantando o tempo todo a frase “Nosso corpo e nós mesmas”. Do lado estavam vários membros masculinos da seita, todos cantando e “rezando”. O ritual começou às 23h45 e o feitiço começou à meia-noite, que é a hora da bruxaria, e a morte da criança aconteceu às 3h00 da manhã, que é chamada de “hora do diabo”.

O meu papel naquilo tudo foi inserir o bisturi. Eu não tinha necessariamente que matar… O importante era ficar com sangue nas minhas mãos, da mulher ou do bebê, e depois o médico terminava o procedimento. Naquele, em particular, que provavelmente foi um dos abortos mais hediondos de que eu já participei, o médico arrancou o bebê e o jogou no chão, lá onde as outras mulheres ficavam balançando o corpo para frente e para trás. Elas pareciam que estavam possuídas, e, quando o médico jogou o bebê no chão para elas, elas o comeram, como canibais.

LI – Deus do Céu! De quantos rituais de aborto você participou?

King – Antes de virar “alto mago”, eu fiz cinco. Depois, participei de mais 141.

LI – Você já fez ritual de aborto em alguma clínica renomada?

King – Fiz. Eu estimaria que fiz uns 20 rituais de aborto dentro dessas instalações, mas nunca fiz a conta exata. Só sei que estive num monte delas (…) Algumas pareciam casas de horrores, com sangue por todo lado, algumas salas até com sangue no teto.

LI – Como foi que convidaram você a fazer abortos satânicos nessas clínicas renomadas?

King – Sendo “alto mago”, você é o cara da seita satânica que comparece, então a maioria das pessoas vai chamar alguém que elas conhecem daquela seita ou vão chamar porque nós fizemos um monte de trabalhos com os Illuminati também. Aí elas vão chamá-los. Obviamente, pessoas que têm que estar a par dessas coisas, mas você é convidado para participar. A Igreja Mundial de Satanás não é a única organização que faz sacrifícios satânicos nessas clinicas. Há outras organizações de feitiçaria, como os wiccanos, que estão realmente envolvidas em abortos dentro dessas instalações. Você às vezes é convidado a fazer o ritual de aborto pelo próprio diretor do estabelecimento ou por algum gerente de nível mais alto, ou, às vezes, o médico é satanista e convida você para participar do aborto, ou querem fazer uma cerimônia no final do dia.

Mas no final do dia, todos os dias, os grupos satânicos fazem um tipo de missa negra, geralmente perto da meia-noite, que dura cerca de 2 ou 3 horas, em que eles oferecem a Satanás todos os bebês que foram mortos naquele dia. Não importa qual foi a razão das mulheres que optaram pelo aborto: todos os bebês [abortados] são dedicados a Satanás no final do dia.

LI – O que acontece nesses rituais de aborto?

King – Há crianças que participam, mas elas geralmente não ficam na sala quando o aborto é feito. Elas ficam numa sala separada e acontece uma competição para ver quem delas consegue ficar acordada até as 3 da manhã. Quem consegue ganha um prêmio. Os homens que não fazem parte do grupo dos 13 principais da seita ficam fazendo feitiços e cantando. Eles também lançam feitiços para se “proteger” de qualquer pessoa que possa estar rezando por eles, como um cristão que esteja rezando por eles. Além disso, nós pagamos pela nossa proteção, a políticos ou policiais, então sabemos que ninguém vai nos investigar naquele momento. Já os 13 principais da seita ficam rodeando a mulher que vai abortar; são eles que presidem o ritual.

Uma vez foi o prefeito de uma cidade quem pediu um feitiço. Ele nos procurou porque queria passar uma lei em sua cidade que já tinha tentado duas ou três vezes e não passava. Ele tinha sido membro da seita durante um tempo. Tinha tentado a aprovação por todas as vias legais e nunca deu certo, então ele procurou alguém que topasse fazer o aborto numa noite em que nós pudéssemos fazer o aborto e o feitiço ao mesmo tempo. Geralmente, numa seita de cidade pequena, que era o caso, estão todos presentes. Já num lugar maior, como quando eu era membro da Igreja Mundial de Satanás, vão o “alto mago”, as pessoas que querem o feitiço, o médico, a enfermeira. Muitas vezes, nas clínicas renomadas de aborto, tem muita gente lá, porque muitos que trabalham nesses lugares são bruxos ou satanistas. Então você encontra bastante gente lá que está disposta a participar do ritual satânico.

LI – Você diria que as clínicas renomadas de aborto atraem ocultistas por causa da oportunidade de fazer rituais de aborto?

King – Eu diria que sim, que esta afirmação é absolutamente verdadeira. Você tem as pessoas que pertencem à NOW [National Organization of Women, ou seja, Organização Nacional de Mulheres, nos EUA] e muitas dessas pessoas são da wicca, e há pessoas da wicca, embora professem uma postura de preservação da vida, que se veem autorizadas a “alvejar” quem é de alguma forma contra elas, ou seja, destruí-las pelos meios necessários, o que, para eles, é através da magia. Por exemplo, como cristãos, nós rezamos pela conversão deles. Bom, eles entendem isso como uma temporada de caça aos cristãos. Eles também veem a figura feminina, a mulher, como a Mãe Terra, ou Gaia. Eles têm uma figura feminina que eles adoram como a deusa; a criança vem dela e por isso o aborto é um sacramento satânico, por assim dizer. Então, assim como um homem católico entra no sacerdócio porque é atraído para a santidade e para servir a Deus, uma clínica abortista vai atrair satanistas para o “sacerdócio satânico”.

LI – Você já sentiu algum tipo de incapacidade para completar um aborto ou para conseguir os efeitos do seu ritual por causa das pessoas que rezam do lado de fora das clínicas?

[Nota: nos EUA e em outros países que permitem o aborto, é frequente que grupos cristãos se reúnam diante de clínicas abortistas para rezar a Deus pedindo que proteja e salve os bebês e converta os promotores do aborto]

King – Mais de uma vez houve bebês que desafiaram os procedimentos e sobreviveram ao aborto. Uma vez, eu cheguei à clínica de aborto e havia pessoas nos dois lados da rua. De um lado, pessoas rezando e clamando contra o aborto, e, no lado em que eu estava, pessoas pró-aborto gritando todo tipo de obscenidade contra o outro grupo. Quando entramos, olhamos para a rua de novo e vimos todas aquelas pessoas rezando de joelhos. Naquele dia, o aborto que tínhamos programado para um ritual não deu certo. Eu acho que isso me aconteceu umas três vezes, e… todas as três… é curioso, mas eu nunca tinha me tocado que aqueles três abortos que não deram certo só pode ter sido por causa das orações que eles estavam fazendo lá fora.

LI – Que conselho você daria às pessoas que rezam diante das clínicas de aborto, especialmente se elas suspeitam de ocultismo lá dentro?

King – Em primeiro lugar, não parem! Não tem nada que aconteça dentro daquela clínica que possa atingir vocês. É claro que tem demônios ali ao redor, mas vocês têm que pensar que Satanás é como um cachorro preso na coleira: se você não se aproximar dele, ele não vai conseguir morder. Esteja em estado de graça quando você for lá. Leve uma garrafinha de água benta. Não jogue a água benta nas pessoas que estão lá, ou que estão lá do lado contrário, porque você vai parar no fórum. Essa gente vai aproveitar qualquer mínima bobagem para processar você. Se você puder receber a Santa Comunhão antes de ir até lá, é o ideal. Se você for à Missa nesse dia, fique uns minutos depois da Missa pedindo a Jesus para enviar Nossa Senhora com você. Leve um terço e nocauteie o diabo com ele. Existem coisas que dão medo no diabo, mas, principalmente, ele tem medo de um católico bem formado, um católico que entende a sua fé e que sabe o que é a guerra espiritual. Ele não quer brigar com quem está de armadura completa.


Nota do Instituto Lepanto:

Em janeiro de 2008, quando trabalhava em um quiosque de venda de joias, Zachary teve um encontro com Nossa Senhora que mudou a sua vida. No meio do shopping, graças ao poder da Medalha Milagrosa, Zachary experimentou uma paz que supera todo entendimento. Aquela paz era Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. Zachary começou a frequentar a igreja de São Francisco Xavier, em Vermont, e, em maio de 2008, mês de Maria, ele entrou oficialmente para a Igreja Católica. Depois de 26 anos envolto no ocultismo, Zachary King se tornou guerreiro de Cristo e quer compartilhar o seu testemunho para proteger o povo de Deus, mostrando que a misericórdia e o perdão divinos são imensos e que o amor de Deus por nós é infinitamente profundo. Zachary, que vive atualmente na Flórida com sua esposa, é conferencista internacional e faz questão de relatar a história do milagroso resgate que o arrancou das garras do satanismo.

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Fonte: Lepanto Institute

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Pe. Geovane Saraiva

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