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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Greenpeace comemora 25 anos no Brasil e abre navio à visitação popular

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O navio, que chega hoje (28) ao Porto do Rio de Janeiro, é a terceira geração do primeiro barco oficial.
A expectativa do Greenpeace é receber 2 mil pessoas por dia no navio.
A expectativa do Greenpeace é receber 2 mil pessoas por dia no navio. (Divulgação)

O Greenpeace está completando 25 anos de atuação no Brasil. Para comemorar, a organização não governamental (ONG) oferece ao público a oportunidade de conhecer, de graça, o Rainbow Warrior, navio usado em campanhas em todo o mundo, em defesa de causas variadas.

O navio, que chega hoje (28) ao Porto do Rio de Janeiro, é a terceira geração do primeiro barco oficial, mais conhecido como Greenpeace. Ao contrário das duas primeiras versões, que eram barcos pesqueiros adaptados, este foi o primeiro com design personalizado que os mais altos padrões ambientais.

A partir do sábado (29), o navio do Greenpeace estará aberto à visitação pública no Pìer Mauá, entre as 10h e 16h. Serão dois blocos de visitação, nos dias 29, 30 e 1º de maio e, depois de uma parada para manutenções internas, volta entre os dias 4 e 6 de maio.

O Rainbow Warrior quer chamar a atenção da sociedade para a campanha lançada recentemente pelo Greenpeace para proteger os recifes de corais da Amazônia. “O  ecossistema está ameaçado pela exploração de petróleo no mar, no Amapá e no Pará”, disse, o diretor de Mobilização da ONG, Renato Guimarães, à Agência Brasil.

Segundo Guimarães, daqui em diante, se houver necessidade de fazer uma ação direta ou mais pesquisas científicas, o Greenpeace trará outros navios, cujo objetivo é dar suporte a esse trabalho. O Rainbow Warrior pode alocar até 32 pessoas.

Financiamento

A primeira versão do barco foi afundada em 1985 por bombas colocadas pelo serviço secreto francês na Nova Zelândia. Guimarães informou que, com o dinheiro da indenização e doações de pessoas físicas e instituições, a ONG comprou o segundo navio do mesmo nome, que ficou em operação por 22 anos, até ser doado para a Turquia. “Hoje em dia, ele é um navio hospital”, destacou o diretor da ONG.

Uma segunda campanha de financiamento coletivo mundial foi feita para adquirir o terceiro navio. “Mas este, construímos do zero. Foi inteirinho desenvolvido para ser um navio de campanha, mais sustentável do ponto de vista ambiental, e ter os melhores recursos possíveis para podermos desenvolver as campanhas e as denúncias que temos que fazer da forma mais profissional e com menor impacto possível para o meio ambiente”.]

Lançado à água em julho de 2011, e batizado em outubro do mesmo ano, em Bremen, Alemanha, durante a celebração dos 40 anos do Greenpeace mundial, o Rainbow Warrior 3 fez sua primeira viagem internacional para o Brasil, em 2012, por ocasião da Rio+20, comemorando os 20 anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como Rio 92.

Cinco anos depois, o navio está retornando para o Brasil e aportando no Rio de Janeiro, depois de passar por Chile e Argentina. “Esta é a terceira parada na América do Sul”, disse o diretor de Mobilização. Daqui, ele segue viagem para desenvolver atividades na região do Mediterrâneo.

A expectativa do Greenpeace é receber 2 mil pessoas por dia no navio.

Sustentabilidade

O Rainbow Warrior usa energia eólica em lugar de combustíveis fósseis, com a opção de alterar para um motor de potência de propulsão a diesel-elétrica quando em condições climáticas adversas. A forma do casco foi projetada para maximizar a eficiência energética.

O Rainbow Warrior 3 é um veleiro dotado de equipamentos de segurança e ferramentas para ações de campanhas, que incluem quatro embarcações infláveis, heliponto e uma plataforma de comunicações com tecnologia de ponta.

O Greenpeace foi fundado em 1951, a partir de uma ação que levou um navio pesqueiro alugado ao local onde os americanos iam efetuar um teste nuclear, disse Renato Guimarães. A ONG tem atualmente três navios na frota: Rainbow Warrior, Esperanza e Arctic Sunrise. “Eles são usados no mundo todo, seja para mobilizar a opinião pública, seja para denunciar crimes ambientais ou para servir diretamente em algo que esteja acontecendo, algum malfeito para o meio ambiente.”


Agência Brasil
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Pe. Geovane Saraiva

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