"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Os 10 poderes da inteligência espiritual

  Miriam Diez Bosch | Jul 23, 2017
Jonathan Emmanuel Flores Tarello-cc
Segundo o filósofo Francesc Torralba Roselló

Você já se perguntou como anda a sua inteligência espiritual? Neste bate-papo com a Aleteia, o filósofo Francesc Torralba fala sobre o que é a inteligência espiritual. O especialista, consultor do Pontifício Conselho para a Cultura, resumiu o tema no livro “Inteligencia Espiritual”.

Vale a pena viver?
Seja qual for a definição concreta de vida, “viver faz sentido”? O que eu posso esperar da vida? Estas perguntas deixam claro o caráter misterioso das criaturas.
O ser humano sempre está em busca de algo. Em virtude de sua inteligência espiritual, ele é capaz de se perguntar sobre o sentido da existência, tem o poder de se perguntar por que vai realmente preencher de valores sua passagem neste mundo.

Em graus diferentes, podemos distinguir nos mamíferos superiores formas de inteligência linguística, emocional e interpessoal. Mas a inteligência espiritual é uma modalidade específica do ser humano.

Perguntas e respostas
Que tipo de interrogações são produtos da inteligência espiritual? Para que estou no mundo? Que sentido tem minha existência? O que posso esperar depois da morte? Que sentido tem o mundo? Por que sofrer? Para que lutar? O que merece ser vivido?

Não temos respostas evidentes a tais perguntas. Mas a busca dessas respostas constitui um estímulo para o desenvolvimento filosófico, científico e tecnológico da humanidade.

A inteligência espiritual não se satisfaz com o “como” nem com o “porque”. Ela precisa conhecer o para que.

A capacidade de distanciamento
A inteligência espiritual oferece o poder de tomarmos distância da realidade circundante. Mas também de nos distanciarmos de nós mesmos.

Não se deve entender esse distanciar no sentido físico. A inteligência espiritual permite que nós nos separemos do mundo, do nosso próprio corpo. Mas tal operação é unicamente mental. Consiste, pois, em se separar sem deixar de ser, sem abandonar o mundo.

A distância é, em paradoxo, o único modo de compreender realmente algo. Para poder valorizar a textura e a qualidade de um vínculo, de uma relação e de uma amizade, é essencial tomar distância e, depois, contidas as paixões e emoções, julgar com imparcialidade.

A autotranscendência
Transcender consiste em ir além, em não se contentar com o que é, com o que se tem, com o que se sabe. Transcendência expressa carência, mas também esperança.

Além do significado religioso da palavra transcendência, a capacidade de transcender não é algo que acontece somente com pessoas religiosas, mas com qualquer ser humano, pois a as pessoas querem superar seus limites.

A admiração
Uma coisa é existir; outra, muito diferente, é dar-se conta de que alguém ou alguma coisa existe. A planta existe, ocupa um lugar no espaço e dispõe de tempo de vida. Mas ela não sabe que existe. Não experimenta a surpresa de existir nem a vertigem da passagem do tempo.

A admiração requer a distância física. Para se admirar uma pintura, uma paisagem, o céu estrelado ou um corpo belo, deve-se tomar distância física, afastar-se.

Quando alguém tem a certeza de que existe, podendo não ter existido, experimenta uma surpresa. E esta surpresa o leva a amar a vida e a gozar intensamente dela; a transformar o fato de estar no mundo em um projeto.

O autoconhecimento
A inteligência espiritual nos proporciona o conhecimento de nós mesmos.

Os grandes mestres da história da humanidade, de Sócrates a Confúcio, mostraram que o grande objetivo da educação é o conhecimento de si próprio.

Quando uma pessoa cultiva a inteligência espiritual, obtém a capacidade de distinguir o personagem do ser, a representação da essência. Então, pode-se chegar a desprender-se do que alguns autores chamam de “ego” e abrir-se à dimensão transcendente do chamado “self”.

La capacidade de dar valor
A tarefa de valorizar algo ou alguém é exclusivamente humana e transforma o ser humano em um sujeito ético. A experiência ética encontra seu fundamento na inteligência espiritual. Somos seres capazes de ter experiência ética, porque temos capacidade nos distanciar e julgar.

Só o ser humano é capaz de construir sua própria pirâmide de valores e viver conforme ela.

O gozo estético
Um ser espiritualmente sensível deleita-se com a beleza natural, com as manifestações artísticas e com a simplicidade das pequenas coisas.

A experiência estética é uma vivência específica do ser humano, uma peculiaridade de seu ser no mundo, que não se detecta em nenhum outro ser.

O animal procura a presa e, quando ela está a seu alcance, ataca. O ser humano é capaz de se distanciar dos impulsos primários, de contê-los e canalizá-los oportunamente. Ao ser humano basta viver, desejando o bem, a bondade, a unidade, a beleza e, antes de tudo, viver uma vida com sentido.

O sentido do mistério
O mistério circunda o ser humano, é insondável, vai além do desconhecido ou do que se mal conhece. Em um sentido estrito, significa o que está oculto, o que não se percebe com os sentidos nem se esclarece com o razão.

O ser humano, ao longo da história, sente-se constantemente convidado a desvendar o mistério do mundo de das pessoas.

A inteligência espiritual nos dá a capacidade de fazer perguntas. Uma pessoa profunda aprende a conviver com as perguntas finais.

A busca de uma sabedoria
Os conhecimentos científicos não satisfazem o ser humano. Toda pessoa deseja uma orientação que lhe permita viver feliz.

A inteligência espiritual proporciona o trabalho de síntese, o olhar em conjunto. O fato de não existirem respostas conclusivas no plano científico não significa que não existam respostas inteligentes com plenitude de sentido.

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Pe. Geovane Saraiva

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