"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Fátima “é um manifesto” contra uma sociedade sem Deus

Afirma historiador José Eduardo Franco, na terceira visita temática à exposição temporária do Santuário

(ZENIT -Roma, 6 Jun. 2017).- A terceira visita temática à exposição temporária “As Cores do Sol – A Luz de Fátima no Mundo Contemporâneo”, realizou-se esta quarta feira no Convivium de Santo Agostinho, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade,  e foi conduzida pelo historiador José Eduardo Franco que centrou a sua análise no Milagre do Sol, informou a web do Santuario.

Segundo o investigador este fenómeno, coincidente com a sexta aparição em outubro de 1917, conduz-nos “ao cerne da experiência religiosa” proporcionando um “verdadeiro e sério debate entre fé e ciência” que “ajuda a compreender o milagre como uma expressão que remete para uma verdadeira mudança de vida”.

“O que acontece em Fátima é a mudança de uma multidão que estava sequiosa do ponto de vista individual na manifestação da sua fé” e, do ponto de vista coletivo, sentia “a necessidade de uma alteração do curso da história”, afirmou o historiador, especialista em história da cultura, e que em Setembro de 2015 foi condecorado com a Medalha de Mérito Cultural pelo Secretário de Estado da Cultura.

José Eduardo Franco sublinhou a dimensão profética da mensagem de Fátima, “não como uma adivinhação” mas enquanto “manifesto contra uma sociedade sem Deus”, num contexto particularmente difícil de emergência de sociedades marcadas pelo ateísmo e por destruição dos símbolos religiosos.

Por isso, acrescenta o historiador, Fátima “é um ponto de chegada e um ponto de partida” para a humanidade.

“Fátima é um ponto de chegada para uma humanidade amordaçada que resistiu à emergência de sociedades marcadas pela razão e pela ciência”, e por outro lado “o ponto de partida para uma alteração do curso da história”, precisa o investigador que explicou que o Milagre do Sol “é o momento profético decisivo” que “confirma a ideia de um Deus próximo que sofre e precisa que o seu coração seja reparado” , o que exige sacrifícios e ao mesmo tempo conversão.

A conferência do Professor José Eduardo Franco inseriu-se na terceira  visita temática à exposição temporária “As Cores do Sol – A Luz de Fátima no Mundo Contemporâneo”, que já foi visitada por  125.243 peregrinos.

Tomando como matéria histórica o dia 13 de outubro de 1917 e os relatos diretos e indiretos sobre o Milagre do Sol, a exposição pretende “recriar, através de vários mecanismos sensoriais, cenários relacionados com a paisagem do dia da última aparição da Virgem Maria em Fátima”.

Estas visitas temáticas à exposição irão decorrer até ao mês de outubro, em cada primeira quarta-feira de cada mês. A próxima será no dia 2 de agosto, pelas 21h15. A entrada é livre.
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Pe. Geovane Saraiva

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