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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Vaticano: Chamar «mártires» a bombistas suicidas «repugna aos cristãos» - Papa Francisco

Agência Ecclesia 28 de Junho de 2017, às 09:30 
Foto: Lusa
Foto: Lusa
Testemunho de fé implica amor a Deus e ao próximo

Cidade do Vaticano, 28 jun 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que a ideia de chamar “mártires” a quem comete atentados suicidas “repugna aos cristãos”.

“Não se pode usar a palavra mártir para referir-se a quem comete atentados suicidas, porque na sua conduta não se encontra a manifestação de amor a Deus e ao próximo que é própria da testemunha de Cristo”, referiu, na audiência pública semanal.

Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o Papa sublinhou que o martírio não é “o ideal supremo da vida cristã”, porque acima dele “está a caridade, isto é, o amor a Deus e ao próximo”.

Francisco recordou as perseguições contra cristãos, por causa da sua fé, e defendeu que “nunca” se deve responder à violência com mais violência.

“O mal não se pode combater com o mal”, advertiu.

A intervenção dos cristãos “homens e mulheres contracorrente”, que seguem a lógica da esperança do Evangelho, marcada pela pobreza, o amor e a prudência.

“A única força do cristão é o Evangelho”, insistiu Francisco.

O Papa recordou o testemunho de fé dos mártires, desde os primeiros momentos do Cristianismo: “Lendo a história de tantos mártires de ontem e de hoje, que são mais do que nos primeiros tempos, ficamos espantados pela força com que enfrentaram a provação”.

No final da audiência geral, Francisco saudou os peregrinos dos países lusófonos, agradecendo-lhes pelo seu “afeto e orações”.

“À nossa Mãe comum, a Virgem Maria, confio as vossas vidas e famílias, para elas implorando a graça de crescerem na intimidade com o seu divino Filho, fonte da verdadeira vida”, declarou.

O Papa recordou que esta quinta-feira vai celebrar a festa litúrgica que assinala “o martírio das duas colunas da Igreja, os santos Pedro e Paulo”, juntamente com os novos arcebispos metropolitas de todo o mundo.

Estes vão receber o pálio, uma insígnia litúrgica de honra e jurisdição, envergada pelos arcebispos metropolitas nas suas igrejas e nas da sua província eclesiástica.

OC
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Pe. Geovane Saraiva

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