"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Simone Veil, defensora do aborto e sobrevivente de Auschwitz, morre na França

Feminista foi ministra francesa da saúde e impulsionou a legalização do aborto em 1975. Ela morreu aos 89 anos em Paris.
Por G1
30/06/2017 06h13
Simone Veil, em foto de arquivo de 16  de outubro de 2007 (Foto: AFP)
Simone Veil, em foto de arquivo de 16 de outubro de 2007 (Foto: AFP)

Simone Veil, ícone da luta pelos direitos da mulher, morreu aos 89 anos, nesta sexta-feira (30), em sua casa em Paris. A informação foi divulgada pela família. A feminista impulsionou a legalização do aborto em 1975.
Simone Veil nasceu em 13 de julho de 1927, em Nice (sul da França). Em 1944, aos 16 anos, ela foi deportada junto com a família, para o campo de concentração de Auschwitz. Seu pai, mãe e irmão foram vítimas do Holocausto e ela carregava o número de prisioneira, 78651, tatuado em seu braço.
Após a guerra, estudou direito na tradicional Ciências Po, em Paris. Ao longo de sua carreira política, Simone tornou-se uma defensora da União Europeia. Em 1979, ela foi eleita a primeira presidente do parlamento europeu. Em 2010, ela se tornou a sexta mulher a entrar para a Academia Francesa.
Simone vinha com a saúde fragilizada havia vários anos. Em 2016, foi internada com problemas respiratórios, segundo a France Presse.
O presidente francês, Emmanuel Macron, fez uma homenagem à Simone Veil em sua conta no Twitter. "Que seu exemplo possa inspirar os nosso compatriotas, porque neles estão o que há de melhor da França".
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Pe. Geovane Saraiva

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