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sábado, 3 de junho de 2017

Papa explicou a seis mil crianças como se pode mudar o mundo

Agência Ecclesia 02 de Junho de 2017, às 17:13        Foto:Lusa

Foto:Lusa
Francisco dialogou com alunos do grupo «Cavalieri»


Cidade do Vaticano, 02 jun 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco afirmou hoje que o mundo muda se não se responder “ao mal com o mal”, numa audiência a cerca de seis mil alunos do grupo ‘Cavalieri’ que promove a experiência de vida cristã em ambiente escolar.

“O mundo muda abrindo o coração, ouvindo os outros, recebendo os outros, partilhando, e vocês podem fazer o mesmo”, disse em resposta à pergunta de Giulia sobre como mudar o mundo.

Francisco começou por explicar que é preciso ter consciência que ninguém tem a “varinha mágica” para mudar o mundo mas a mudança faz-se “com as pequenas coisas de todos os dias”, com a generosidade, a partilha, “criando atitudes de irmandade”.

Na Sala Paulo VI, exemplificou que se os jovens têm um companheiro, amigo ou colega de escola de quem não gostam, “que é um pouco antipática”, devem optar por não falar mal: “Não gosto, mas não digo nada.

“Jesus pede-nos que rezemos por todos, inclusive pelos nossos inimigos. Desse modo, rezando por todos pode-se mudar o mundo”, acrescentou, pedindo aos jovens que não respondam ao mal com o mal, “nem mesmo aos insultos”.

Já Marta partilhou o seu receio de passar para o ensino secundário e o Papa observou que a vida é “um contínuo bom-dia e até a próxima”.

“Não pode acomodar-se ao sofá por ter medo de mudar, correndo o risco de fechar o horizonte da vida. Por isso, a exortação a vencer o medo de crescer e mudar. A aceitar o desafio de alargar o horizonte, de fazer o caminho com novas pessoas”, desenvolveu.

A outra pergunta, Francisco disse que não há respostas perante o sofrimento das crianças, mas que se “pode olhar para o Crucifixo e rezar”.

O Papa recordou que na oração pergunta “porque sofrem as crianças, “habitualmente”, depois de visitar hospitais pediátricos de onde sai “com o coração, não diria destruído, mas muito compadecido”.

“O Senhor não me responde. Apenas olho para o Crucifixo”, disse a Tanio, um jovem búlgaro adotado que contou sua história.

“Querido Tanio não posso explicar-lhe o sentido. Você o encontrará mais à frente na vida ou na outra vida. Mas explicações, como se explica um teorema matemático ou uma questão histórica, não posso dar, nem ninguém”, acrescentou na audiência matinal onde não usou discurso mas improvisou na resposta aos alunos.

Aos cerca de seis mil jovens de escolas italianas que integram o grupo ‘Cavalieri’ e ‘Graal’, que promove a vida cristã em ambiente escolar, o Papa Francisco realçou que “é importante” que eles comecem a perceber essas coisas porque “os ajudará a crescer bem e a seguir em frente”.

CB
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Pe. Geovane Saraiva

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