"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Papa denuncia «silêncio cúmplice» perante perseguições a cristãos


Agência Ecclesia 29 de Junho de 2017, às 10:49       

Solenidade de São Pedro e São Paulo marcada pela entrega pálios a 36 arcebispos, incluindo cinco do Brasil e um de Moçambique

Cidade do Vaticano, 29 jun 2017 (Ecclesia) - O Papa Francisco denunciou hoje no Vaticano o “silêncio” dos responsáveis internacionais perante casos de perseguição e discriminação dos cristãos.

“Também hoje, em várias partes do mundo, por vezes num clima de silêncio – e, não raramente, um silêncio cúmplice –, muitos cristãos são marginalizados, caluniados, discriminados, vítimas de violências mesmo mortais, muitas vezes sem o devido empenho de quem poderia fazer respeitar os seus direitos sagrados”, disse, na homilia da Missa da solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo.

A celebração, marcada pela entrega dos pálios aos 36 novos arcebispos metropolitas, foi ocasião para que o Papa apresentasse uma reflexão sobre três palavras “essenciais” na vida dos cristãos, “confissão, perseguição, oração”.

“No mistério do sofrimento oferecido por amor, neste mistério que muitos irmãos perseguidos, pobres e doentes encarnam também hoje, resplandece a força salvífica da cruz de Jesus”, sustentou.

Francisco convidou todos os participantes a confessar a sua fé, de forma decidida, questionando os que denominou como “cristãos de parlatório”, que conversam sobre “como andam as coisas na Igreja e no mundo”.

A estes, precisou, contrapõem-se os “apóstolos em caminho, que confessam Jesus com a vida, porque o têm no coração”.

O Papa apresentou depois a oração como força que “une e sustenta, o remédio contra o isolamento e a autossuficiência que levam à morte espiritual”.

A celebração dos padroeiros da cidade de Roma contou com uma delegação do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), presidida pelo arcebispo Job, de Telmessos.

“O próprio Senhor, que deseja ardentemente ver todo o seu rebanho reunido, abençoe e guarde também a delegação do Patriarcado Ecuménico, e o querido Irmão Bartolomeu que a enviou aqui em sinal de comunhão apostólica”, referiu o Papa.

A celebração começou com um momento de oração junto ao túmulo do apóstolo Pedro, primeiro Papa, e diante da estátua do santo no interior da Basílica do Vaticano.

Já no final da Missa, Francisco entregou o pálio aos 36novos arcebispos metropolitas, incluindo cinco do Brasil (arquidioceses de Aparecida, Sorocaba, Londrina, Aracaju e Paraíba) e um de Moçambique (Nampula).

“Ele [Jesus] estará perto também de vós, queridos irmãos arcebispos que, ao receberdes o pálio, sereis confirmados na opção de viver para o rebanho imitando o Bom Pastor, que vos sustenta carregando-vos aos ombros”, disse.

O Papa percorreu depois a Praça de São Pedro, para saudar os peregrinos presentes, em veículo aberto.

A imposição do pálio - faixa de lã branca com seis cruzes pretas de seda - será realizada nas respetivas arquidioceses, pelo núncio apostólico (representante diplomático da Santa Sé) no país.

Os pálios são insígnias litúrgicas, envergadas pelos arcebispos metropolitas nas suas igrejas e nas da sua província eclesiástica.

Em Portugal há três províncias eclesiásticas: Braga, Lisboa e Évora.

OC
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Pe. Geovane Saraiva

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