"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Do Brasil dos escândalos ao Brasil da solidariedade

domtotal.com
Pesquisa revela que 37 milhões de cidadãos brasileiros estão comprometidos com o voluntariado.
Voluntariado traduz a experiência de servir ao próximo.
Voluntariado traduz a experiência de servir ao próximo. (Divulgação)
Por Rafael Marcoccia

Existe um Brasil de escândalos (nada menos do que três presidentes investigados) e um Brasil que se dedica a fazer o bem ao próximo com um número insuspeitado de samaritanos. “Além do bem. Um estudo sobre voluntariado e engajamento" traz à luz outro Brasil, aquele que participa em pequenas e grandes instituições de voluntariado. Descobrimos que quase um de cada cinco cidadãos brasileiros (37,5 milhões) desenvolve uma atividade deste tipo, conforme pesquisa realizada pela Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros em parceria com o Banco de América Merrill Lynch e o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) no Brasil.


O estudo foi realizado com base nas entrevistas realizadas em 25 Estados brasileiros com voluntários, ex-voluntários, não voluntários, especialistas na área e com representantes de 80 empresas e 14 organizações não governamentais. O objetivo era coletar indicadores para convocar antigos e novos benfeitores e os resultados foram publicados na revista Cidade Nova, pertencente ao Movimento dos Focolares no Brasil.

Jean Soldatelli, codiretor da Santo Caos, empresa brasileira de engajamento, resumiu para a revista algumas conclusões que ele mesmo pôde comprovar por experiência própria. Principalmente, "uma empresa recebe muitos benefícios ao investir e incentivar o voluntariado. Não só os benefícios externos, tais como a imagem e o compromisso com a comunidade, mas também benefícios internos". O relatório apresenta dados interessantes que confirmam as observações do diretor: 93% dos funcionários que se comprometem com o voluntariado dizem que recebem o reconhecimento da empresa e registram um 16% mais de produtividade no trabalho sobre os não voluntários. 77% desses funcionários também conseguiu envolver outra pessoa em uma atividade voluntária. Além disso, os gerentes de empresas também acabam valorizando o trabalho voluntário de seus próprios empregados: nove em cada dez deles consideram que o voluntariado ajuda a melhorar suas habilidades de negócios. Do mesmo modo, independentemente de haver ou não realizado uma atividade voluntária, o 62% dos entrevistados considerou que o programa de voluntariado é um fator chave para a escolha de um emprego.

Outros dados interessantes da pesquisa publicada por Cidade Nova, disse que no Brasil 58% dos voluntários são mulheres e que a região onde se registra o maior número de voluntários é a região Sudeste (correspondente aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais).

O estudo também mostra que o voluntariado brasileiro pode crescer consideravelmente, porque ainda não se reconhece o peso estratégico que tem nas empresas. Mônica Villarindo, colaboradora do Programa de Voluntários das Nações Unidas e especialista na importância do voluntariado no setor privado, assegura que existem bons programas de voluntariado corporativo no Brasil, mas muitos deles são orientados a atividades assistencialistas, desperdiçando um grande potencial de transformação. "Certamente, o voluntariado é um excelente elemento para a empresa, proporcionando benefícios para os funcionários, como compromisso, capacitação e melhoras do ambiente de trabalho", explica Villarindo. "Mas as empresas nos seus planos estratégicos devem incorporar em seus próprios programas de voluntariado os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU de forma mais amplamente transformadora e usar o programa de voluntariado que já é bom para a empresa e para os seus funcionários, para produzir uma grande transformação na sociedade". "As empresas também são responsáveis ​​pelo nosso futuro. É uma tarefa meticulosa em que todos devemos nos comprometer. O Voluntariado tem a capacidade de chegar a todos e não se pode deixar ninguém para trás", conclui a especialista.


Vatican Insider

Tradução Ramón Lara
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Pe. Geovane Saraiva

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