"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quinta-feira, 23 de março de 2017

Nike incorpora o hijab à moda esportiva

 Aleteia Espanha | Mar 22, 2017

Cortesia Nikr
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Por acaso a empresa esconde algo detrás dessa peça de vestuário islâmico?

Enquanto no âmbito político uma lacuna entre Oriente e Ocidente parece intensificar-se, no mundo fashion as fronteiras estão se abrindo para as mulheres muçulmanas.
Há quase dois anos, Dolce & Gabbana lançou uma linha de hijabs e abayas de luxo. No fim do ano passado, H&M tornou-se a primeira grande marca internacional a colocar uma modelo com hijab em uma de suas campanhas publicitárias. E poucas semanas atrás, Halima Aden se tornou a estrela da passarela de Kanye West na Semana de Moda de Nova York, também usando esta tradicional peça islâmica.

Mas agora é a Nike que quer fazer toda uma “declaração social” ao criar o Pro Hijab para as atletas muçulmanas. O produto levou um ano para ser elaborado, foi feito com um material leve, estará disponível em três cores neutras (preto, cinza e obsidiana) e tem pequenos furos que permitem uma melhor transpiração, mas sem revelar nada da pele ou cabelo.
Embora sua venda comece a partir do próximo ano, na véspera do Dia Internacional da Mulher, a patinadora profissional dos Emirados Árabes Unidos, Zahra Lari, revelou a notícia em sua conta no Instagram, pois ela e outras atletas muçulmanas fizeram parte de todo o processo criativo e serão imagem da campanha publicitária.
Devemos esclarecer que não é a primeira vez que uma marca esportiva faz hijabs, mas é a primeira vez que uma empresa mundialmente famosa e americana faz isso. Além disso, é interessante porque justamente no esporte permanecem barreiras em relação a sua utilização, como é o polêmico caso do basquete, onde a Fiba (Federação Internacional de Basquete) proíbe o uso de hijabs “por segurança”, porque, segundo os membros da Federação, poderiam enroscar em outra jogadora ou cair.
Nas redes sociais, como de costume, as opiniões são variadas. Por um lado, há aqueles que comemoram este novo lançamento, não só por promover uma atmosfera de inclusão mas também por permitir que as muçulmanas em geral (não apenas as atletas profissionais) tenham uma peça que respeite a sua religião que lhes dá as comodidades necessárias para fazer exercício. Mas por outro lado, há aqueles que acreditam que se trata de um movimento bastante comercial e oportunista dado o atual momento histórico que estamos vivendo.
Com relação a este segundo ponto, é preciso dizer que a Nike abriu várias lojas nos últimos anos no Oriente Médio e é um mercado extremamente atrativo para qualquer empresa, já que estima-se que seu valor supere três trilhões de dólares em 2020, o mesmo ano que serão realizados os Jogos Olímpicos em Tóquio. Coincidência? O tempo e os números dirão.
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Pe. Geovane Saraiva

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