sexta-feira, 24 de maio de 2019

Vai ser bonita a festa, pá

domtotal.com
Que Pai Camões, Chico, te abençoe e guarde!
Autor de 500 músicas, 8 livros, 5 peças, 49 discos, enfim, de uma obra de altíssima qualidade e criatividade.
Autor de 500 músicas, 8 livros, 5 peças, 49 discos, enfim, de uma obra de altíssima qualidade e criatividade. (Bob Wolfenson/Divulgação)
Por Eleonora Santa Rosa*

Já lhe dei meu corpo, minha alegria

Já estanquei meu sangue quando fervia

Olha a voz que me resta

Olha a veia que salta

Olha a gota que falta pro desfecho da festa

Por favor

Deixe em paz meu coração

Que ele é um pote até aqui de mágoa

E qualquer desatenção, faça não

Pode ser a gota d'água

***

Bárbara, Bárbara

Nunca é tarde, nunca é demais

Onde estou, onde estás

Meu amor, vem me buscar

O meu destino é caminhar assim

Desesperada e nua

Sabendo que no fim da noite serei tua

Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva

Acumulando de prazeres teu leito de viúva

***

Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido


Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima



Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego

***

Foi bonita a festa, pá

Fiquei contente

Ainda guardo renitente um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá

Mas certamente

Esqueceram uma semente em algum canto de jardim

Sei que há léguas a nós separar

Tanto mar, tanto mar

Sei também quanto é preciso, pá

Navegar, navegar

***

Vai passar nessa avenida um samba popular

Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar

Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais

Que aqui sangraram pelos nossos pés

Que aqui sambaram nossos ancestrais

No tempo, página infeliz da nossa história

Passagem desbotada na memória das nossas novas gerações

Dormia, a nossa pátria-mãe tão distraída

Sem perceber que era subtraída

Em tenebrosas transações

Seus filhos, erravam cegos pelo continente

Levavam pedras feito penitentes

Erguendo estranhas catedrais

E um dia, afinal, tinham direito a uma alegria fugaz

Uma ofegante epidemia, que se chamava carnaval

O carnaval, o carnaval

Vai passar

Francisco Buarque de Hollanda, escritor, dramaturgo, compositor, cantor, acaba de ser laureado com o Prêmio Camões, o maior e mais importante galardão da Língua Portuguesa. Autor de 500 músicas, 8 livros, 5 peças, 49 discos, enfim, de uma obra de altíssima qualidade e criatividade, construiu um legado extraordinário, considerado patrimônio literário e cultural da nossa Língua. Motivo de júbilo e celebração o reconhecimento merecido a um criador de primeira linha, que honra e transforma a cultura brasileira.

Que Pai Camões, Chico, te abençoe e guarde!

Evoé, Chico Buarque!

*Jornalista

Desmatamento cresce na Amazônia, diz Inpe

Mayke Toscano/Gcom-MT: <p>Desmatamento Amazônia </p>
O desmatamento em áreas protegidas da Amazônia cresceu; nos primeiros 15 dias de maio, a derrubada de árvores já soma mais da metade de tudo que foi desmatado nos nove meses anteriores; por hora, a Amazônia perde uma área verde do tamanho de 20 campos de futebol; esse tem sido o ritmo da destruição da floresta em maio nas Unidades de Conservação federais, áreas protegidas por lei.

A PALAVRA DA VEZ É 'INGOVERNABILIDADE'

Luis Macedo/Câmara dos Deputados



Se na semana passada a palavra mais corrente nos círculos políticos era 'impeachment', nesta é 'ingovernabilidade'. No Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal e na esplanada dos ministérios, a sensação de desgoverno e de caos é o alvo da preocupação de todos os atores políticos.

MORO QUIS FICAR COM DINHEIRO DA MULTA DA PETROBRAS, MAS FOI DERROTADO


O ex-juiz da Operação Lava Jato, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, tentou levar para seu ministério o dinheiro da multa da Petrobras, mas foi derrotado; ele tentou convencer a Procuradora Geral da República, Raquel Dodge e o presidente da República, Jair Bolsonaro, mas a verba acabou indo para a Educação.

A imaculada Conceição e a política maculada

 domtotal.com
Os estranho caso dos líderes religiosos, "devotos da Virgem
 Maria", que mal rezam um rosário.
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Vice-chanceler italiano, Matteo Salvini, durante comício na Piazza D'Uomo, em Milão.
Vice-chanceler italiano, Matteo Salvini, durante
 comício na Piazza D'Uomo, em Milão. (AFP)

Por Mirticeli Dias de Medeiros*
O dogma da Imaculada Conceição está na lista dos 4 dogmas marianos que todo católico batizado é chamado a aceitar como verdade de fé. E aqui falo como católica, devota de Maria. Este artigo não bastaria para contar as inúmeras situações nas quais senti milagrosamente a sua intervenção.

Agora, permitam-me falar como jornalista e historiadora (que não deixa de ser católica por isso). Sendo assim, preciso analisar não somente as manifestações espirituais em torno dessa devoção - presente na vida da Igreja há séculos, muito antes de Pio IX bater o martelo com a Ineffabilis Deus, de 1854.

Iniciamos a semana com o vice-chanceler italiano, Matteo Salvini, recitando uma espécie de ladainha ao invocar os santos protetores da Europa no palco de um comício, realizado em Milão. E ela, a Virgem Puríssima, citada como medianeira da vitória dos partidos de extrema-direita nas eleições europeias que se realizam entre 23 e 26 de maio deste ano.

Detalhe: não foi somente a profissão de fé de um líder que se diz católico, mas a atribuição da vitória à mãe da Igreja que, certamente, não toma nenhum partido. Depois disso, muitos italianos perguntaram: “Mas Salvini ao menos reza aquele rosário que ele ergue com tanto orgulho durante essas manifestações?”. Bom, quanto a isso, tirem as suas conclusões através da afirmação do próprio ministro durante um programa transmitido pela emissora italiana La7, veiculado esta semana:

“Sou o último dos bons cristãos [...] Falo palavrão, vou à missa três vezes ao ano, mas defendo a nossa história”, disse.

É a instrumentalização da fé, capaz de sustentar imperialismos, guerras e, na idade contemporânea, nacionalismos. Isso não é novo na história da Igreja. Tudo começa no século IV, quando Constantino se mune de uma cruz para alcançar seus próprios interesses. E os cristãos, ora inocentes, ora coniventes, se conformaram com tais práticas assumindo um estranho conformismo que vai contra a natureza anti-idolátrica da religião de Cristo: “É, mas foi a providência de Deus”. Se no Pai-nosso se instituiu o “Santificado seja o Vosso Nome”, foi justamente para que esse santo nome jamais fosse violado, independente da circunstância.

Bom, voltemos ao nosso dogma. Obviamente, não colocarei em xeque a natureza espiritual desta verdade de fé, como citei na introdução deste texto. Porém, isso não me impede de questionar: por que o dogma da Imaculada Conceição só viria a ser proclamado durante o conturbado pontificado de Pio IX (o último papa-rei, como é caracterizado pela historiografia)?

Devemos ter em mente que a proclamação do dogma acontece nos anos de triunfo do liberalismo e do florescer do positivismo de Comte (1798-1857), sem contar os ventos do marxismo que já começavam a soprar – o Manifesto do Partido Comunista seria publicado 4 anos depois, em 1848. O homem, a natureza e a razão passam a tomar o lugar de Deus, ideias que também ameaçavam a soberania da Igreja enquanto instituição. Inclusive, acreditava-se firmemente que Pio IX seria o último papa, tendo em vista que o Estado Pontifício já mostrava sinais de enfraquecimento. Portanto, proclamar um dogma que reunisse em si toda a base dogmática cristã – o homem elevado à ordem sobrenatural, a encarnação de Cristo e a redenção proporcionada por Ele  – certamente não seria em vão.

Transformar o ato consagração à Imaculada Conceição em ato político: algo que nem a Virgem Maria previu. No caso do Brasil, fez-se uma referência específica ao Imaculado Coração de Maria, título que, nas aparições de Fátima, recebeu enorme destaque. A Virgem Maria teria pedido que os bispos de todo o mundo consagrassem a Rússia a seu Imaculado Coração, sustentando, assim, a natureza religiosa do ato: um claro combate à ideologia ateia.

No caso da “consagração de Bolsonaro” foi um verdadeiro ato de fé ou um gesto que serve para sustentar a polarização e esse maniqueísmo religioso que se manifestam no Brasil? Foi um ato de devoção ou mais um “agrado” para manter essa subserviência do eleitorado católico? Foi uma demonstração de amor filial à Virgem Maria ou a convocação de uma cruzada política – às vésperas das manifestações de domingo, coincidentemente -  que convoca a Virgem Maria para o fronte de uma batalha civil, não religiosa?

*Mirticeli Dias de Medeiros é jornalista e mestre em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Desde 2009, cobre primordialmente o Vaticano para meios de comunicação no Brasil e na Itália, sendo uma das poucas jornalistas brasileiras credenciadas como vaticanista junto à Sala de Imprensa da Santa Sé.

Freira franciscana resgata crianças afetadas pelo HIV/Aids no Quênia

Freira oferece a crianças soropositivas uma dieta nutritiva para impulsionar seu sistema imunológico, educação e os medicamentos necessários para combater o vírus.


Ir. Lilly Manavalan, da congregação franciscana, na clínica St. Clare, no norte do Quênia, em 1º de maio
Ir. Lilly Manavalan, da congregação franciscana, na clínica St. Clare, no norte do Quênia, em 1º de maio (Doreen Ajiambo)
Por Doreen Ajiambo*
Samburu, Quênia – Quando o sol nasce nessa remota região do norte do Quênia às 6 da manhã, é um novo amanhecer para a missionária irmã Lilly Manavalan. Seu dia começa com uma caminhada de mais de uma hora através de um vale profundo para chegar às ruas onde encontra crianças vulneráveis vivendo com HIV.
Em um dia normal, ela leva duas crianças, filhos que perderam seus pais e estão infectados com o vírus para o Centro Santa Clara para Meninas em Nchiru, no Quênia, onde a religiosa oferece um lar com amor e um futuro promissor enquanto vivem o convite para um novo começo em Cristo.
“Esta é minha paixão e realmente gosto de estar com os pobres”, disse a freira franciscana. “Sinto-me muito feliz e satisfeita quando ajudo os pobres, especialmente aqueles que sofrem de HIV/AIDS”.
Manavalan, que é do estado de Kerala, no sudoeste da costa de Malabar, na Índia, é enfermeira no Centro Santa Clara. Com muita paixão e resiliência, ela ajuda as pessoas pobres, muitas vivendo com o HIV. Também desenvolveu o desejo de trabalhar no norte do Quênia, depois que sua colega informou que muitas pessoas nesta parte do mundo não tinham conhecimento sobre HIV, AIDS ou saúde sexual, disse ela.
O Índice de Estigma e Discriminação para o HIV e a AIDS em 2014, do Nordeste da África, mostra que 98% das pessoas vivendo com HIV nessa região não têm laços estreitos com suas famílias. O relatório também indica que 83% dos moradores acreditam que as pessoas que são soropositivas são punidas por Deus por mau comportamento, enquanto 72% acreditam que o vírus é disseminado por profissionais do sexo.
Manavalan veio a Samburu em 2009 especificamente para ajudar aqueles que sofrem de preconceito relacionado ao HIV/AIDS.
“Eu me comprometi a lutar para superar o estigma e a discriminação”, disse Manavalan. “Percebi que muitos não sabem como o HIV é disseminado e não acreditam que estão em risco. Outros não querem nem conviver com qualquer pessoa que viva com o vírus”.
Moradores da tribo Samburu - geralmente vivendo em grupos de cinco a 10 famílias, acreditam que o HIV não pertence a eles, mas a comunidades externas. Os moradores consideram pessoas com HIV/AIDS amaldiçoadas, pecadoras e entre os mortos-vivos.
Recentemente, um grupo de homens e mulheres bem-vestidos nas ruas empoeiradas foi ouvido usando frases ásperas para se referir às pessoas que vivem com o vírus, afastando-se deles.
“O HIV não é a nossa doença, é a doença do povo urbano”, disse John Lepariyo, 60 anos, com voz baixa e profunda. “As pessoas que sofrem de tal tipo de doença são consideradas amaldiçoadas e tentamos separá-las de outros membros da comunidade porque tememos que elas possam disseminar o vírus.”
O povo samburu é pastoralista e seminômade, cujas vidas se centram no gado, cabras, ovelhas e camelos. As pessoas desta região estão fortemente enraizadas em sua cultura, normas, crenças e valores. Como resultado, algumas pessoas infectadas, especialmente crianças, foram abandonadas por suas famílias e comunidades nas ruas e deixadas para morrer. Outros temem ir para o atendimento médico nos postos de saúde próximos devido à discriminação.
Manavalan disse que oferece às crianças uma dieta nutritiva para impulsionar seu sistema imunológico, educação e os medicamentos necessários  para combater o vírus.
“Damos a eles o melhor alojamento, remédios e tratamento gratuito”, disse Manavalan. “Também aconselhamos e ensinamos essas crianças o catecismo. Queremos que saibam que Deus pertence a todos nós, ainda nessa condição”.
A abordagem mudou a vida de muitas crianças que foram falsamente acusadas de espalhar o vírus mortal para quem tentar ajudá-las, disse ela.
Joyce, de dezesseis anos de idade (nome fictício) é uma das garotas resgatadas por Manavalan das ruas. Ela foi expulsa em sua aldeia depois que os idosos descobriram que ela era HIV positiva. A razão da sua expulsão da aldeia foi, segundo eles, por medo de infectar outras pessoas com o vírus.
Deprimida e sem ter para onde ir, procurou refúgio nas ruas antes de ser resgatada e levada para o centro dirigido pelas irmãs da Índia. O centro atende mais de 500 crianças.
“Eu me senti tão deprimida, tão de coração partido e fora deste mundo”, disse Joyce, que foi resgatada em Wamba, uma aldeia na região de Samburu. “Minha mãe e todos me deixaram porque eu era HIV positivo. Um amigo começou a contar a minha história para os meus colegas e eu comecei a me sentir solitária e isolada. As pessoas pararam de estar comigo”.
Hoje, três anos depois que Joyce foi resgatada, as lembranças de seu tempo na aldeia e nas ruas ainda estão frescas em sua mente. No entanto, graças a Manavalan, Joyce é feliz, encontra-se saudável e está indo muito bem na escola.
“Agora me sinto tão amada e cuidada”, disse ela. “Quando eu terminar o ensino médio, vou para a faculdade, depois volto para o trabalho no centro e ajudo as crianças que vivem com HIV. Eu aconselho as pessoas com a mesma condição a aceitarem seu status e serem apenas elas mesmas”.
Martha (nome fictício) foi resgatada há cinco anos por Manavalan, depois de ser expulsa de sua aldeia e deixada para morrer na rua.
“Eu estava muito desnutrida quando fui trazida para este centro”, disse a jovem de 14 anos de Archers Post, uma pequena cidade no noroeste do Quênia. “Estava esperando a morte porque já tinha perdido a esperança na vida. A irmã Lilly me levou para o hospital e foi quando recebi medicamentos e tratamento. Agora estou feliz e quero me tornar enfermeira quando terminar o ensino médio”.
O padre Francis Riwa, fundador do centro de resgate, dirige o centro, a clínica e as equipes com a irmã Manavalan, para resgatar as crianças nas ruas. Duas outras irmãs Claristas Franciscanas ajudam no centro e na clínica.
Riwa elogiou as freiras pela prestação de serviços de saúde, aconselhamento e apoio psicológico, bem como assistência e auxílio para aqueles que vivem com HIV/AIDS.
“Quero agradecer às irmãs porque mostraram a essas crianças o verdadeiro amor de Jesus Cristo”, disse Riwa, de 62 anos, que também é encarregada e administra escolas e outros lares na região. “Elas abraçaram e aconselharam essas crianças. Muitas se recuperaram de feridas emocionais e têm um propósito para viver”.
O padre, que também é médico, disse que há muitos mitos e equívocos na região sobre como se pode contrair o HIV. Ele incentivou as irmãs a continuarem educando as comunidades sobre o vírus.
“Eu disse às pessoas por aqui que o vírus só pode ser transmitido de uma pessoa para outra através do leite materno, sangue, sêmen, mucosa anal e fluido vaginal”, disse ele. “A maioria das pessoas acredita que se pode pegar o HIV de alguém, abraçando-o ou apertando a mão”.
As autoridades locais contatadas pelo Global Sisters Report não fizeram comentários sobre os problemas das pessoas que vivem com HIV/AIDS em Samburu. Os anciãos, por outro lado, disseram que era impossível para as autoridades locais ir contra a cultura e as crenças da comunidade, mesmo se quisessem falar com verdade sobre o vírus.
“Esses líderes nasceram aqui e conhecem nossa cultura. Eles estão muito conscientes de que tememos as pessoas que vivem com HIV/AIDS”, disse Lepariyo, um ancião.
Enquanto isso, Manavalan prometeu continuar resgatando mais crianças e educando a comunidade.
“Eu quero salvar mais vidas de crianças vulneráveis das ruas”, disse ela. “Meu desejo é ver a comunidade aceitar pessoas vivendo com HIV”.
Global Sisters Report - Tradução: Ramón Lara

*Doreen Ajiambo é jornalista multimídia residente em Nairobi, no Quênia. É correspondente da África/Oriente Médio para o Global Sisters Report. Cobre os temas de religião, refugiados e a política da África e algumas políticas relacionadas a esses temas na Europa.

"A Globo teve que colocar você no ar em horário nobre", escreve Lula para Chico Buarque

OPOVO.COM.BR
Em resposta, o artista enviou de volta ao petista uma foto fazendo o L de "Lula Livre"

Sua chance de ver por trás dos muros de um claustro dominicano

Em apenas 12 meses, essas freiras de Nova Jersey conseguiram planejar, angariar fundos e expandir seu mosteiro

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“E como você pretende angariar fundos para este projeto, Irmã?”, perguntaram-lhe, diante da proposta da freira de expandir o antigo mosteiro. Sorrindo, ela respondeu: “Deus proverá!”
E Ele o fez.
Em 17 de maio, comemorando o 100º aniversário do Mosteiro de Nossa Senhora do Rosário em Summit, Nova Jersey, sob um céu azul ensolarado, o cheiro de tinta fresca era a evidência de que sua fé e confiança estavam bem assentadas.
O cardeal Joseph Tobin, da arquidiocese de Newark, proferiu a homilia na missa de dedicação. Ele afirmou que o projeto foi feito à “velocidade da luz”. As irmãs haviam planejado, ampliado o terreno e construído uma nova ala para o antigo monastério em apenas doze meses. Como disse um participante dos trabalhos: “talvez as Irmãs devam considerar entrar no ramo do gerenciamento de construção!”
A nova ala fornece um espaço muito necessário para a crescente ordem abrigar postulantes e convidados, bem como espaços de trabalho mais amplos para as muitas atividades que as Irmãs realizam. Também foi adicionado acesso para deficientes, superando o que havia sido um imenso desafio para aqueles com cadeiras de rodas e andadores ao acessar a capela.
Ir. Maria Madalena colocou em prática suas habilidades de carpintaria construindo uma dúzia de camas e mesas de estilo monástico que serão usadas por convidados. E para não deixar que nada fosse desperdiçado, ela usou madeira que fora retirada do próprio terreno.
Embora esse empreendimento tenha sido realmente impressionante para essa pequena comunidade de monjas contemplativas enclausuradas, há aqui uma lição mais profunda de fé que supera de longe o novo piso de mármore na entrada.
A mensagem era que cada tijolo, cada galão de tinta, cada janela era, de fato, um presente da Fé.
Dizer “Deus proverá” e crer concretamente revela um grau de fé que é muitas vezes ignorado pelo mundo. É uma fé que está ancorada na confiança e pela qual oramos com amor.
É a fé que cada pessoa é convidada a desenvolver; a fé que pode mudar o mundo.
E no topo de uma pequena colina em Summit, Nova Jersey, fica uma estrutura de tijolo e argamassa que concretamente proclama ao mundo essa verdade; um testemunho no qual confiar, e um milagre de fé.
Dê um passeio panorâmico através da nova ala do mosteiro.

Papa: precisamos de uma cultura que reconheça em todos o rosto de Jesus

Papa Francisco
"Devemos oferecer aos pobres, às criaturas frágeis, a quem vive nas periferias, o melhor que temos. E entre as pessoas mais frágeis das quais devemos cuidar estão certamente muitas crianças rejeitadas, que tiveram sua infância e seu futuro roubados; menores que empreendem viagens desesperadas para fugir da fome ou da guerra": disse o Papa ao Instituto Hospital dos Inocentes de Florença
Raimundo de Lima - Cidade do Vaticano

Precisamos de uma cultura que reconheça o valor da vida, sobretudo da vida frágil, ameaçada, ofendida, de uma cultura que reconheça em todo rosto, mesmo o menor, o rosto de Jesus: foi o que disse o Papa aos membros do Instituto Hospital dos Inocentes de Florença – região italiana da Toscana – recebidos, por Francisco (cerca de 70 ao todo) na manhã desta sexta-feira (24/05), na Sala Clementina, no Vaticano.

Ao dar as boas-vindas aos dirigentes, funcionários do Instituto e às crianças – que são as protagonistas desta instituição que há seiscentos anos acolhe, assiste e promove a infância –, Francisco ressaltou que o Instituto dos Inocentes de Florença, com seus seis séculos de história, nos fala de uma cidade que deu o melhor de si no acolhimento das crianças, a fim de que não fossem mais “abandonadas”, mas acolhidas, confiadas ao amor e aos cuidados da comunidade.

Atendo-se ainda à história multissecular do Instituto, ressaltou que este teve em sua origem a generosidade de um rico banqueiro, Francesco Datini, que doou o montante com o qual foi possível iniciar a realização desta obra.

“Também hoje, a responsabilidade social e ética do mundo das finanças é um valor indispensável para construir uma sociedade mais justa e solidária”, ressaltou o Pontífice.

O Papa destacou que nestes seiscentos anos o Instituto sempre se preocupou em oferecer a suas crianças “todo o necessário para crescer de modo digno”.

“Esta é uma verdade que hoje deve ser dita com força: devemos oferecer aos pobres, às criaturas frágeis, a quem vive nas periferias, o melhor que temos. E entre as pessoas mais frágeis das quais devemos cuidar estão certamente muitas crianças rejeitadas, que tiveram sua infância e seu futuro roubados; menores que empreendem viagens desesperadas para fugir da fome ou da guerra.”

O Santo Padre mencionou ainda aquelas “crianças que não vêm a luz porque suas mães sofrem condicionamentos econômicos, sociais, culturais que as levam a renunciar aquele dom maravilhoso que é o nascimento de um filho”.

“Como precisamos de uma cultura que reconheça o valor da vida, sobretudo da vida mais frágil, ameaçada, ofendida, e ao invés de pensar em poder colocá-la de lado, de excluí-la com muros e fechamentos, se preocupe em oferecer cuidados e beleza! Uma cultura que reconheça em todo rosto, inclusive o menor, o rosto de Jesus.”

Aludindo ao V Congresso Eclesial Nacional, realizado em Florença em novembro de 2015, ao qual na ocasião fez um discurso, disse neste ter feito referência também a um aspecto particular: “o fato que muitas vezes as mães deixavam, junto a seus recém-nascidos, medalhas quebradas ao meio, com as quais esperavam, apresentando a outra metade, poder reconhecer seus filhos em tempos melhores”.

Eis o motivo porque – ressaltou ter dito na ocasião – devemos imaginar que nossos pobres tenham uma medalha quebrada ao meio. “Nós temos a outra metade. Porque a Igreja mãe tem na Itália metade da medalha de todos e reconhece e todos os seus filhos abandonados, oprimidos, cansados”, frisou.

O objetivo que hoje devemos propor, em vários níveis de responsabilidade, é que nenhuma mãe se encontre nas condições de ter que abandonar sua criança.

“Devemos fazer de modo que diante de qualquer evento, inclusive trágico, que possa separar uma criança de seus pais, haja estruturas e percursos de acolhimento em que a infância seja sempre protegida e assistida no único modo digno: dando às crianças o melhor que podemos oferecer-lhes.”

Agradeço e convido-os a continuar o serviço de vocês com competência e ternura, profissionalismo e dedicação, concluiu Francisco.

Papa Francisco afirma que, apesar das guerras, "a paz é sempre possível"


O Papa Francisco recebe as credenciais de um dos novos embaixadores. Foto: Vatican Media

Vaticano, 23 Mai. 19 / 01:25 pm (ACI).- O Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira, 23 de maio, no Vaticano, as credenciais dos novos embaixadores da Tailândia, Noruega, Nova Zelândia, Serra Leoa, Guiné, Guiné-Bissau, Luxemburgo, Moçambique e Etiópia, e defendeu diante deles que a "paz é sempre possível".

Em seu discurso aos diplomatas na Sala Clementina do Palácio Apostólico, o Papa advertiu que "a violência e os conflitos armados são uma das maiores ameaças da convivência em harmonia".

No entanto, "a dolorosa lição de divisão e ódio também nos ensina que a paz é sempre possível. A resolução dos conflitos e a reconciliação são sinais positivos da unidade que é mais forte que a divisão e da fraternidade que é mais poderosa que o ódio".

O Papa Francisco também defendeu "a urgente necessidade de estar atentos aos mais pobres dos nossos cidadãos é um claro dever, que se expressa de modo eloquente quando, no respeito das legítimas diversidades, nos unimos em promover seu desenvolvimento humano integral".


"Esta união", destacou o Santo Padre, "tem um nome concreto: fraternidade!".

"Dado que temos que enfrentar desafios globais cada vez mais complexos, é justo destacar a importância da fraternidade para que a convivência pacífica não seja somente uma estratégia política, mas um exemplo de solidariedade que vai além, em relação ao desejo mútuo de alcançar um objetivo comum".

Nesse sentido, "essa fraternidade pode ser reconhecida no desejo universal de amizade entre pessoas, comunidades e nações, embora nunca possa ser considerada segura de uma vez por todas".

No entanto, o Papa Francisco reconheceu que "é muito encorajador ver os esforços que estão sendo feitos na comunidade internacional para superar situações de conflitos armados e criar caminhos de paz, e ver como o diálogo fraterno é indispensável para alcançar esta preciosa meta".

"O diálogo, a compreensão, a disseminação da cultura da tolerância, a aceitação do outro e a convivência entre os seres humanos contribuem significativamente para reduzir muitos problemas econômicos, sociais, políticos e ambientais que afligem grande parte da raça humana", concluiu o Papa.

Papa Francisco faz este pedido a Maria Auxiliadora a poucos dias de sua festa

Por Mercedes de la Torre
Papa Francisco. Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa) / Maria Auxiliadora. Imagem: Daniel Daley CC-
Vaticano, 23 Mai. 19 / 12:30 pm (ACI).- No final da Audiência Geral desta quarta-feira, 22 de maio, o Papa Francisco recordou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora que a Igreja celebra no dia 24 de maio e aproveitou a oportunidade para enviar uma mensagem especial aos católicos na China.

O Santo Padre explicou aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro do Vaticano que a invocação de Maria Auxiliadora é particularmente venerada na China no Santuário de “Nossa Senhora de Sheshan”, localizado em Xangai.

"Esta feliz ocasião me permite expressar especial proximidade e carinho a todos os católicos da China, que, entre o cansaço e as provações diárias, continuam acreditando, esperando e amando", expressou o Papa.


Nesta linha, Francisco desejou aos "queridos fiéis na China" que a Virgem "nossa Mãe do Céu ajude todos a serem testemunhas da caridade e da fraternidade, permanecendo sempre unidos na comunhão da Igreja universal. Rezo por vocês e concedo-lhes a benção".

Por isso, o Papa pediu a todas as pessoas reunidas para rezar juntas a Nossa Senhora uma Ave Maria pelos católicos na China.

Além disso, em sua saudação aos peregrinos poloneses, o Santo Padre convidou a seguir o exemplo de Jesus Cristo “animados pelo Espírito Santo”, e a rezar ao Pai “por nós, por nossas famílias, pela Igreja e pela humanidade, para que se cumpra em todos a sua vontade salvífica”. “Confio vocês e seus seres queridos à proteção maternal de Maria Auxiliadora e os abençoo de coração”, expressou o Pontífice.

Além disso, o Papa encorajou os peregrinos de língua espanhola a pedirem ao Senhor "a graça de serem homens e mulheres de oração, e a recordarem diante do Pai a todos os nossos irmãos e irmãs, especialmente os mais necessitados e abandonados, para que não falte a ninguém o consolo e o amor".

Nossa Senhora Auxiliadora, que nos sustenta em tempos difíceis


REDAÇÃO CENTRAL, 24 Mai. 19 / 05:00 am (ACI).- “No céu, ficaremos gratamente surpreendidos ao conhecer tudo o que Maria Auxiliadora fez por nós na terra”, disse São João Bosco, grande propagador do amor a esta devoção mariana que se faz presente na Igreja e nas famílias cristãs nos momentos difíceis desde os tempos antigos.

Os cristãos dos primeiros séculos chamavam Virgem Maria com o nome de Auxiliadora. Tanto que os dois títulos lidos nos monumentos antigos do oriente são: Mãe de Deus (Theotokos) e Auxiliadora (Boeteia).

Santos como São João Crisóstomo, São Sabas e São Sofrônio a nomeavam também com esta advocação, sendo São João Damasceno o primeiro a propagar a jaculatória: “Maria Auxiliadora, rogai por nós”.

“Ó Maria, és poderosa Auxiliadora dos pobres, valente Auxiliadora contra os inimigos da fé. Auxiliadora dos exércitos para que defendam a pátria. Auxiliadora dos governantes para que nos alcancem o bem-estar. Auxiliadora do povo humilde que necessita de tua ajuda”, proclamou tempos depois São Germano.


No século XVI, o Papa São Pio V, grande devoto da Mãe de Deus, após a vitória do exército cristão sobre os muçulmanos na batalha de Lepanto, ordenou que fosse invocada Maria Auxiliadora nas ladainhas.

Na época de Napoleão, o Papa Pio VII estava preso por este imperador e o Pontífice prometeu que, se ficasse livre, decretaria uma nova festa mariana na Igreja. Napoleão caiu, o Santo Padre retornou triunfalmente a sua sede pontifícia em 24 de maio de 1814 e decretou que todos os dias 24 desse mês seria realizada em Roma a Festa de Maria Auxiliadora.

No ano seguinte, nasceu São João Bosco, a quem a Virgem apareceu em sonhos pedindo que lhe construísse um templo com o título de Auxiliadora. Foi assim que o santo iniciou dois monumentos: o físico que é a Basílica de Maria Auxiliadora de Turin e o “vivo” formado pelas Filhas de Maria Auxiliadora.

São João Bosco assegurava a seis jovens que ele e muitos fiéis obtinham grandes favores do céu com a novena de Nossa Senhora Auxiliadora e a jaculatória dada por São João Damasceno.

“Confiai tudo a Jesus eucarístico e a Maria Auxiliadora e vereis o que são milagres”, afirmava São João Bosco.

Oração à Nossa Senhora Auxiliadora

Ó Maria, Virgem poderosa,
Tu, grande e ilustre defensora da Igreja,
Tu, auxílio maravilhoso dos cristãos,
Tu, terrível como exército ordenado em batalha,
Tu, que só destruíste toda heresia em todo o mundo:
nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, defende-nos do inimigo;
e na hora da morte, acolhe a nossa alma no paraíso.
Amém.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Haddad: Bolsonaro tem medo, porque estudantes não sairão das ruas

Ricardo Stuckert:
Durante a terceira etapa da Caravana Lula Livre, nesta quinta-feira, 23, em Manaus, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad fez uma defesa enfática da Educação; "Ninguém mais pode ficar triste depois do dia 15. Esse país tem força. No golpe de 64 os estudantes eram em torno de 200 mil. Hoje, vocês [estudantes] são oito milhões. Ele tem medo de vocês. E ele tem toda razão em ter medo, porque nós não vamos sair das ruas"; comitiva chega ao Pará nesta sexta-feira (24).

Argélia: Lula pede a libertação de líder oposicionista


A campanha internacional pela libertação da secretária-geral do Partido dos Trabalhadores (PT) da Argélia, norte da África, Luisa Hanune, ganhou um importante reforço com o gesto do presidente Lula, desde a sua prisão em Curitiba.

Luisa foi candidata a presidente da República por três vezes – a primeira mulher argelina a candidatar-se a esse posto em 2004 -, e deputada por cinco mandatos consecutivos após 1997. Ela foi colocada abusivamente em “prisão provisória” por ordem do Tribunal Militar de Blida, onde compareceu para prestar depoimento como testemunha. Uma apelação lhe foi negada no último dia 20.

Luisa é acusada de “conspiração para prejudicar a autoridade de um comandante militar” e de “conspiração para mudar o regime”. São acusações absurdas em meio a extraordinária mobilização popular neste país muçulmano, onde, todas as sextas-feiras desde 22 de fevereiro, milhões de homens e mulheres tomam as praças e ruas (terça-feira é o dia das passeatas estudantis), com a bandeira de “fora o regime”.

Como disse uma nota de solidariedade da Comissão Executiva Nacional do PT, em 12 de maio, “a relação com a brutalidade contra a Luisa é evidente!”.

De sua parte, Luisa Hanune, que também é co-coordenadora do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos, havia chamado, desde o final de 2017, à defesa de Lula contra a perseguição que lhe move a Justiça brasileira.

O importante gesto de Lula agora, confirma que não há fronteiras entre os povos, e que nem as grades das prisões podem abalar a solidariedade militante entre os oprimidos.

Em Brasília, o deputado Vicentinho (PT-SP) pediu audiência ao embaixador da Argélia para pedir a libertação de Luisa, em nome de uma delegação de partidos (PT, PCdoB, PSB, PSOL e outros) e entidades (CUT, MST, UNE, CMP etc.).

Circula um abaixo-assinado internacional e moções também são enviadas às autoridades argelinas – a Assembléia da República de Portugal votou um pedido de libertação de Luisa – além de centenas de personalidades, parlamentares e partidos de vários países.

Qual era o sabor da cerveja consumida pelos personagens bíblicos?

Pesquisadores conseguiram chegar perto das características originais da bebida popular entre os personagens da Sagrada Escritura

Depois de reunirem amostras de leveduras extraídas de potes de barro das escavações arqueológicas israelitas, um grupo de biólogos, arqueólogos e cervejeiros elaboraram a fórmula da cerveja que pode ter sido consumida pelos personagens bíblicos. As leveduras estavam inativas milhares de anos. 
Durante o complicado experimento, os cientistas conseguiram isolar seis tipos diferentes de levedura. As amostras foram colhidas em locais provavelmente habitados por filisteus, cananeus, egípcios e judeus no mundo antigo. 
A equipe utilizou métodos de identificação e imagem de alta tecnologia, incluindo o registro da sequência de DNA de cada amostra. De acordo com o artigo publicado no mBio Journal, cada cerveja tem uma fragrância única. 
“Estamos falando de um verdadeiro avanço. É a primeira vez que conseguimos produzir álcool antigo a partir de levedura antiga. Isso nunca foi feito antes”, disse o Dr Yitzhak Paz, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel. 
O Dr. Ronem Hazan, microbiologista que iniciou o estudo, considera que colaborar com os arqueológicos foi a realização de um sonho: “Foi divertido para nos trabalhar em um ambiente tão multidisciplinar formado por biólogos, arqueólogos e loucos fabricantes de cerveja – sem contar também toda a cerveja [que experimentamos] e a diversão junto com a pesquisa”.  
No mundo antigo, o consumo de cerveja era generalizado e indiscriminado. Ricos e pobres de todas as idades tomavam a bebida. 
Em relação à autenticidade dos antigos sabores da cerveja, Hazan admitiu: “É muito complicado afirmar. Além do fato de termos utilizado ingredientes modernos, leva-se em conta que conseguimos isolar poucas leveduras das muitas que existiam na matriz original. Portanto, não sabemos qual era exatamente o sabor”. 
Hazan acredita, entretanto, que os pesquisadores vão conseguir um sabor mais preciso ao agregar um screening genético ao método de isolamento, o que poderia dar mais pistas sobre os outros ingredientes que havia nas cervejas.  
Mas Paz conclui: “O certo é que o ingrediente mais importante (a levedura) é antiga e, como o produto ficou muito próximo das cervejas conhecidas hoje na Etiópia e em outros lugares, acreditamos que o sabor que obtivemos é muito similar – se não idêntico – ao da antiguidade.”
Hazan mencionou também que a equipe está estudando a ideia de engarrafar a “nova” cerveja para o consumo mundial. Se eles encontrarem os sócios adequados, logo todos nós poderemos ter a oportunidade de experimentar os sabores bíblicos.

Cardeal Hummes: consciência da gravidade da crise ecológica, da crise climática

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Amazônia foi um dos temas abordados na 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizada de 1º a 10 de maio, em Aparecida (SP).
Cidade do Vaticano
O Sínodo dos Bispos para a Amazônia que se realizará, no Vaticano, em outubro próximo, tem como tema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.
A Amazônia foi um dos temas abordados na 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizada de 1º a 10 de maio, em Aparecida (SP).
No Porta Aberta desta semana, o relator geral do Sínodo dos Bispos para a Amazônia, o arcebispo emérito de São Paulo, cardeal Cláudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM), diz que na assembleia dos bispos, falou-se de “uma Amazônia, segundo o Papa Francisco, que está ameaçada. Ao mesmo tempo, há muitas esperanças, porque há muitas coisas positivas acontecendo, de modo particular agora neste momento histórico, a partir da grande conscientização que a humanidade acabou tomando, uma consciência da gravidade da crise ecológica, da crise climática e a Amazônia é fundamental para reverter essa crise.”