quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

A Igreja espera de seus membros

Padre Geovane Saraiva*
Aquele Espírito que marcou Jesus de Nazaré, com o selo do Pai, na missão de levar a Boa-Nova aos irmãos e às irmãs, pelo sacramento do batismo, quer também, em profundidade, nos marcar no dom e na graça de vivermos nossa missão (cf. Lc 4, 18). É a palavra de Deus que vem ao nosso encontro, com o Filho sempre se dando a conhecer. Ao se revelar no encontro com a criatura humana, por meio de sua palavra, vê-se também a comunicação de alguém que é todo divino e bondade. Nós o vemos, iniciando seu programa de vida, anunciando a salvação aos pequenos e empobrecidos, dando pleno cumprimento às palavras por ele anunciadas, sendo ele próprio a salvação. 

Nenhuma descrição de foto disponível.Quem o escuta com mais sentimento e espírito de fé nas Letras Sagradas, encontra-se, evidentemente, com Jesus de Nazaré. Encontrá-lo significa perceber e, ao mesmo tempo, carregar consigo as marcas de uma etapa de vida, que nos faz antever numa nítida clareza, que é o dom da salvação de Deus. Para os que se dispõem a seguir tal caminho, Jesus os chama de amigos, chamados também são a percorrer pelo caminho da verdade, ao abraçar a missão de fazer pela humanidade a mesma coisa que ele fez, aquilo que a criatura humana, por si só, jamais ousou fazer.

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Que os nossos olhos fixos em Jesus de Nazaré nos ajudem a compreender as dificuldades pelas quais passa a humanidade, envolvida em desconcertantes crises. Como filhos da Igreja, repletos de confiança, somos convidados a reavivar o dom da fé e a reaprender com o Filho de Deus, dentro de uma postura lúcida e responsável, identificada com o seu Evangelho. Só mesmo um mundo inflamado da força e da misericordiosa ternura de Deus, para ter a consciência de que a Igreja é uma organização de voluntários, como se espera de seus membros.

No poder da unção sagrado do Senhor, pelo seu espírito profético, aqui no exemplo do agricultor, seguro e confiante de bons resultados em uma terra boa, jamais nos esqueçamos de colocar em nossas mãos e em nossa boca o projeto de Deus, precioso tesouro de amor solidário e fraterno, amor este identificado pelos bons frutos, unidos pela ação e oração, como nas palavras de Madre Teresa de Calcutá: "As mãos que ajudam são mais sagradas do que os lábios que rezam". Amém!

*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Blogueiro, Escritor e Colunista, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza

A verdadeira estrela

Padre Geovane Saraiva*

Em Deus, vemos a História da humanidade toda permeada e marcada por seus desígnios e mistérios, no impossível, que se tornou possível, longe de toda e qualquer distinção de raça, cor, cultura, pobre ou rico. É o projeto do amor de Deus consumado numa única família, a família dos filhos de Deus, iluminada pelo clarão da verdadeira estrela, Nosso Senhor Jesus Cristo, manifestado no paradoxo do seu glorioso nascimento, igualmente nos magos, ao chegarem ao Menino Jesus guiados pela estrela.
Os anjos anunciam aos pastores o nascimento do Salvador da humanidade, ao mesmo tempo em que no Oriente, lugar bem distante e longínquo, surge uma estrela com a missão de comunicar aos magos o nascimento da verdadeira Estrela da humanidade. Somos convidados a perceber os sinais insondáveis de Deus no surgimento dessa estrela, revelação do projeto redentor do nosso bom Deus.
Os três magos, pedagogicamente, cumprem muito bem a missão recebida de Deus, desaparecendo depois do inaudito encontro com o menino Jesus, causando-lhes alívio e despreocupação. Quão profundo e misterioso é o encontro supramencionado, convencendo-nos da verdadeira estrela da humanidade naquela criança, perante a qual os magos se ajoelharam e a adoraram (cf. Lc 2, 9-11)! Desse mistério indescritível Dom Helder asseverou: "Obrigado, ó Pai! Vimos o vosso Filho, que se fez para sempre Homem-Deus. E a felicidade de ver que vosso Filho Divino nos ensina a amar o que não vemos. Obrigado, pela alegria de viver mergulhados em vós!".
A luz da vida, que é o próprio Cristo Jesus, quer iluminar e aquecer os que andam na escuridão e na sombra da morte. A força transformadora, que se revelou há mais de dois mil anos em uma criança, quer se revelar como luz dos homens e das mulheres, de todo o mundo, indicando-nos seu caminho de justiça e paz. Que nossos corações mentes e olhos se voltem para o recém-nascido, na glória que manifestou ao mundo, querendo de nós uma única coisa: vencer a escuridão da vida, na bondade de Deus, guiados pela verdadeira estrela. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Blogueiro, Escritor e Colunista, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com

Hoje é celebrado São João Bosco, fundador dos Salesianos



REDAÇÃO CENTRAL, 31 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- “Um só é meu desejo: que sejam felizes no tempo e na eternidade”, escreveu pouco antes de sua morte São João Bosco, cuja memória litúrgica é recordada neste dia 31 de janeiro. O fundador da Congregação Salesiana (os Salesianos) ficou também conhecido como patrono e mestre da juventude.

João Melchior Bosco Occhiena nasceu 16 de agosto de 1815 na aldeia del Becchi, perto de Morialdo em Castelnuovo (norte da Itália), em uma família muito humilde. Quando tinha dois anos, seu pai morreu e sua mãe, a Serva de Deus Margarida Occhiena, sendo analfabeta e pobre, foi responsável pela educação dos seus filhos.

Aos nove anos, João Bosco teve um sonho no qual viu uma multidão de meninos que brigavam e blasfemavam. Ele tentou silenciá-los com os punhos. Então, apareceu Jesus Cristo e lhe disse que devia ganhar os meninos com a mansidão e a caridade e que sua professora seria a Virgem Maria. A Mãe de Deus disse: “a seu tempo compreenderá tudo”.

Não conseguiu entender este sonho inicialmente, mas Deus mesmo o foi esclarecendo de diferentes maneiras com o tempo.

Dom Bosco teve que estudar e trabalhar ao mesmo tempo, com seu desejo de ser sacerdote. Ingressou no seminário de Chieri e conheceu São José Cafasso, que lhe mostrou as prisões e os bairros onde havia jovens necessitados. Foi ordenado sacerdote em 1841.

Iniciou o oratório salesiano, no qual todo domingo se reunia com centenas de meninos. No começo, esta obra não tinha um lugar fixo, até que conseguiram se estabelecer no bairro periférico de Valdocco. Depois de uma enfermidade que quase lhe custou a vida, prometeu trabalhar até o final por Deus através dos jovens.

São João Bosco se dedicou inteiramente a consolidar e estender sua obra. Deu alojamento a meninos abandonados, ofereceu oficinas de aprendizagem e, sendo um sacerdote pobre, construiu uma igreja em honra a São Francisco de Sales.

Em 1859, fundou os Salesianos, tomando como modelo São Francisco de Sales. Mais adiante, fundou as Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Além disso, construiu a Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim, e a Basílica do Sagrado Coração, em Roma, somente com doações.

Partiu para a Casa do Pai um 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado em 1924.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

LULA: 'NÃO DEIXARAM QUE ME DESPEDISSE DO VAVÁ POR PURA MALDADE'


Em declaração transmitida pela presidente do PT, Gleisi Hofmann, o ex-presidente Lula repudiou a nova demonstração da cruel perseguição do Judiciário ao proibi-lo de se despedir do irmão Vavá durante velório realizado nesta quarta (30); "Não posso fazer nada porque não me deixaram ir. O que eu posso fazer é ficar aqui e chorar", lamentou Lula.

Último show dos Beatles, num telhado em Londres, completa 50 anos

A apresentação realizada num telhado em Londres ficou conhecida como Apple Rooftop Concert.

Imagens do último shows dos Beatles, no telhado da Apple Records, em 30 de janeiro de 1969.
Imagens do último shows dos Beatles, no telhado da Apple Records, em 30 de janeiro de 1969. (Apple Records)
Os Beatles já estavam cansados de ser os Beatles quando subiram a um "palco" pela última vez: no dia 30 de janeiro de 1969, os Fab Four pegaram seus instrumentos no topo do edifício do número 3 da Savile Row, no bairro de Mayfair, em Londres, e tocaram para nunca mais tocarem juntos em frente a uma audiência - o último show dos Beatles. A apresentação ficou conhecida como Apple Rooftop Concert.



A história ainda não definiu com certeza de quem foi a ideia: há quem diga que foi do conciliador Ringo Starr, e na lembrança do tecladista Billy Preston, que acompanhou o quarteto na apresentação, a ideia foi de John Lennon. O engenheiro de som Glyn Johnson, célebre por gravar os maiores atos do rock inglês naquele ano (além dos Beatles, Rolling Stones e Led Zeppelin), porém, diz que foi dele.
Fato é que a banda e toda sua laia estavam instalados no prédio da Apple Records, o centro de operações da gravadora, produtora de filmes e estúdio. O plano era - depois de ter gravado e lançado o "White Album" em 1968, e de um período em que Ringo ficou afastado da banda - fazer um filme sobre o processo criativo dos Beatles no estúdio, nas gravações do que seria o disco "Let It Be". O final seria uma apresentação ao vivo: a primeira desde o último show da banda, em San Francisco, Califórnia (EUA), em 1966.
As filmagens na verdade começaram no Twickenham Film Studios, e eram realizadas de segunda a sexta começando as 9h da manhã, por regulamentações sindicais. Mas a banda já não estava em seu melhor momento no quesito convivência, e o fato de tentar fazer rock and roll no inverno britânico muito cedo não ajudava.
Um trecho do filme "Let It Be", dirigido por Michael Lindsay-Hogg (que décadas depois revelaria ser filho de Orson Welles) e vencedor de um Oscar de trilha sonora em 1971, mostra um momento em que George Harrison discute com Paul McCartney num tom altamente irônico. "Eu vou tocar o que você quiser que eu toque ou não vou fazer nada", diz Harrison. "O que quer que te agrade, eu vou fazer."
Envolvido nas gravações de uma parte das "The Basement Tapes", com Bob Dylan e a The Band em Nova York, Harrison concordou em retornar a Londres sob uma condição: abandonar as sessões no Twickenham e mover a operação para o prédio da Apple Records.
A turma concordou, equipamentos foram levados do estúdio em Abbey Road, e alguns dias depois dos trabalhos o quarteto decidiu estar pronto para o show ao vivo.
Em um momento revelador do filme "Let It Be", McCartney tenta de todo jeito convencer John Lennon e fazer a banda voltar ao palco usando como argumento a série de shows realizados em Liverpool em 1961, depois da temporada na Alemanha. "Quando voltamos, os shows foram terríveis, estávamos nervosos. Mas continuamos a tocar e então a gente tinha eles nas mãos. Se alguém tivesse filmado aquelas apresentações... elas foram fantásticas", diz Paul.
A sugestão de um show surpresa, inesperado, insólito, é tentadora demais mesmo para Lennon. A história segue e conta que depois de algumas especulações megalomaníacas como Los Angeles, o Coliseu e uma ilha na Grécia, a banda concordou em fazer subir os equipamentos e tocar no terraço, na hora do almoço, na região central de Londres.
Instrumentos, a estrutura de palco, o sistema de PAs, microfones e cabos foram levados quatro lances de escada acima, e no dia 30 de janeiro de 1969 uma pequena turma de amigos, além da equipe de filmagem, começava a presenciar aquela que seria a última aparição dos quatro Beatles juntos tocando suas músicas.
A missão de montagem e mixagem do som ficou por conta dos engenheiros Glyn Johns, Keith Slaughter e Dave Harries. Um dos problemas a serem resolvidos pela equipe era o vento nos microfones. Eles então mandaram um operador de fitas novato (ninguém menos que Alan Parsons) ir comprar meias-calças numa loja próxima. "Eu recebi muitos olhares estranhos", lembrou Parsons anos depois.
O som foi mixado numa máquina de gravação de 8 canais, e o grupo performou algumas tomadas de cinco canções: "Get Back", "Dig a Pony", "I'Ve Got a Feeling", "Don't Let Me Down" e "One After 909".
Embora o filme se encontre hoje fora de catálogo, alguns vídeos e trechos ainda podem ser encontradas na web.

Agência Estado

Lula para ir a velório de irmão: Desembargador também nega recurso

domtotal.com
Com o despacho do magistrado, divulgado no início da manhã desta quarta-feira, fica mantida a decisão da juíza Carolina Lebbos.
Manifestantes protestaram na porta da PF em Curitiba, nessa terça (29).
Manifestantes protestaram na porta da PF em Curitiba, nessa terça (29). (Fagner Agelino/AE)

O desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), negou recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que solicitava que ele deixasse temporariamente a prisão para comparecer ao velório de um irmão que morreu na terça-feira.

De acordo com o despacho do magistrado, divulgado pelo TRF-4 no início da manhã desta quarta-feira, fica mantida a decisão da juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais de Curitiba, que rejeitou pedido da defesa de Lula pela saída do ex-presidente para comparecer ao velório.

A Polícia Federal do Paraná também havia se posicionado contra a saída de Lula, apontando inexistência de helicópteros da PF disponíveis para o transporte do ex-presidente e "elevada possibilidade" de manifestações de apoiadores e detratores de Lula, com risco de confrontos violentos, entre outras razões.

O desembargador lembrou na decisão que a Lei de Execução Penal prevê a saída temporária de réu preso para comparecer ao velório de familiares, mas aponta que depende de juízos de razoabilidade, sendo analisada a viabilidade operacional e econômica.

"O indeferimento, portanto, não foi arbitrário ou infundado. Pelo contrário, está adequado à situação concreta. Aliás, conforme já destacou a digna magistrada, inclusive com amparo no parecer do Ministério Público, ‘o indeferimento da autoridade administrativa encontra-se suficiente e adequadamente fundamentado na impossibilidade logística de efetivar-se o deslocamento pretendido em curto espaço de tempo, bem como no risco de sérios prejuízos à segurança pública e do próprio apenado‘", afirmou o desembargador.

Lula cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde abril do ano passado, após ter sido condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP), no âmbito da operação Lava Jato.

Reuters

CHICO BUARQUE SE SOLIDARIZA A LULA E REPUDIA JUSTIÇA CÍNICA E COVARDE

Divulgação
Divulgação
O cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda prestou solidariedade à família Lula da Silva pela perda de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do ex-presidente, e manifestou indignação diante do claro desrespeito à lei por parte das autoridades do poder judiciário brasileiro, que não permitiram que Lula fosse ao enterro do irmão; Chico disse: "minha solidariedade ao Lula pela perda do Vavá. E meu repúdio à Justiça pelo cinismo e pela covardia”.

Um livro de reflexões do Papa sobre as tribulações ontem e hoje

Capa do livro "Cartas da tribulação" do cardeal Jorge Mario Bergoglio
Capa do livro "Cartas da tribulação" do cardeal Jorge Mario Bergoglio 
O volume repropõe um texto inédito de 1987 de Jorge Mario Bergoglio sobre a “doutrina da tribulação”. O livro foi ampliado e atualizado aos tempos atuais e quem conta a origem da obra é o próprio Papa Francisco no prefácio.
Cidade do Vaticano

O livro “Cartas da tribulação” foi lançado, nesta terça-feira (29/01), na Itália, com o prefácio do Papa Francisco e a introdução de pe. Antonio Spadaro, diretor da revista jesuíta “La Civiltà Cattolica”.

O volume repropõe um texto inédito de 1987 de Jorge Mario Bergoglio, Papa Francisco, sobre a “doutrina da tribulação”, publicado na revista dos Jesuítas, em maio passado. O livro foi ampliado e atualizado aos tempos atuais e quem conta a origem da obra é o próprio Papa Francisco no prefácio, editado por ele na primeira edição, em 1987, a convite do pe. Miguel Angel Fiorito.

Naquela ocasião, tinham sido publicadas oito cartas de dois prepósitos gerais da Companhia de Jesus, sete do pe. Lorenzo Ricci, escritas entre 1758 e 1773, e uma do pe. Jan Roothaan del 1831. As missivas se referem à “grande tribulação” pela decisão tomada por Clemente XVI, em 1773, de suprimir a Ordem dos Jesuítas, depois reconstituída em 1814, por vontade de Pio VII em 1814.

“Lembro-me, ressalta o Papa Francisco, “que quando levei ao Pe. Miguel Ángel Fiorito o rascunho do prefácio que eu tinha escrito para a primeira edição das “Cartas da tribulação”, o mestre, como era chamado, me pediu para desenvolver melhor o último parágrafo em que eu falava da importância do recorrer à acusação de si mesmo. Naquele ponto, tratava-se do discernimento e de como enfrentar bem a vergonha e a confusão que fazem espaço quando o maligno desencadeia uma perseguição feroz contra os filhos da Igreja”. “A resposta”, explica Francisco, “era a de opor-lhe a vergonha saudável e a confusão que a Misericórdia infinita do Senhor e a sua lealdade fazem sentir aos que pedem perdão pelos próprios pecados. «Ali, existe uma graça», me disse. «Deve desenvolvê-la!»

Discernimento em época de confusão
“Trinta anos depois”, constata o Papa, “estamos em outro contexto, mas a Guerra é a mesma e pertence somente ao Senhor. Essas cartas são «um tratado de discernimento em época de confusão e tribulação», e a sua reedição convida-me novamente com força, junto com as reflexões de outros colegas que estão incluídos no livro, a continuar a absolver aquele encargo que me foi dado pelo mestre, que agora para mim tem o sabor de profecia do idoso, de  «desenvolver uma graça»”.

“Sinto”, diz Francisco aos leitores, “que o Senhor me pede para partilhar novamente as Cartas da Tribulação. Partilhá-las com todos aqueles que, em meio à confusão que o pai da mentira sabe semear em suas perseguições, se sentem decididos a combater bem, livres daquela autocomiseração à qual somos tentados a nos render. Ela esconde a fonte da vingança e nada faz além de alimentar o mal que deseja eliminar. Contra toda tentação de confusão e derrota, faz bem voltar a sentir o espírito paterno daqueles que nos precederam e que anima essas cartas. Eles nos ensinam a escolher o consolo nos momentos de grande desolação”.

Fonte de mansidão, coragem e lucidez
O Papa faz um convite: “Recomendo a lê-las e rezar com elas. Essas cartas são, e foram para muitos em alguns momentos particulares, uma verdadeira fonte de mansidão, coragem e esperança”.

Além das oito cartas dos superiores gerais, padre Ricci e padre Roothaan, referidas às tribulações do passado, pela primeira vez traduzidas do latim nessa nova edição, o volume propõe outras cinco cartas do Papa Bergoglio, escritas em 2018: quatro dirigidas à Igreja no Chile, inerentes “à ferida aberta, dolorosa e complexa da pedofilia”, e uma dirigida ao Povo de Deus “a fim de desarraigar a cultura do abuso”.

“Essas cartas e as reflexões que as compõem”, explica na nota introdutiva o diretor da revista jesuíta “La Civiltà Cattolica”, pe. Antonio Spadaro, responsável pela introdução do livro, “são relevantes para entender como Bergoglio sinta o dever de agir como sucessor de Pedro, ou seja, como Francisco. São palavras que ele diz hoje para a Igreja, repetindo-as sobretudo a si mesmo. São  sobretudo, palavras que o Pontífice considera fundamentais, hoje, para que a Igreja seja capaz de enfrentar tempos de desolação, perturbação, polêmicas pretensiosas e contra o Evangelho”.

Paquistão: confirmada a absolvição para Asia Bibi

Asia Bibi poderá agora deixar o Paquistão
Asia Bibi poderá agora deixar o Paquistão 
A decisão é da Corte Suprema paquistanesa. Asia Bibi pode agora deixar o país.
Michele Raviart – Cidade do Vaticano

A Corte Suprema do Paquistão rejeitou o pedido de reabertura do processo de Asia Bibi, absolvida em outubro passado da acusação de blasfêmia, depois de passar nove anos na prisão.

Agora, nenhum obstáculo formal proíbe a paquistanesa de deixar o país. Asia Bibi se encontra numa localidade secreta do Paquistão na companhia do seu marido Ashiq Masih, enquanto as filhas obtiveram asilo no Canadá. O advogado da cristã, Saif ul Malook, abandou o país por motivos de segurança, mas regressou a Islamabad para a sentença final.

Recurso rejeitado
O recurso foi apresentado pelo religioso muçulmano Qari Salaam, depois que a absolvição desencadeou protestos dos grupos islâmicos radicais. Somente um acordo com o governo sobre a possibilidade de pedir a reabertura do caso fez com que os grupos desistissem dos protestos, que duraram três dias em todo o país.

Medidas de segurança
Ao redor da Corte Suprema do Paquistão foram deslocados numerosos policiais e tropas paramilitares para prevenir eventuais manifestações.

Assuntos

Maria Santíssima, a grande mulher

Aprendamos a recorrer à Virgem Maria para que, como em Caná, sempre interceda por nós junto a seu filho e nosso irmão, Nosso Senhor Jesus Cristo

Algumas pessoas julgam estranhas ou mesmo depreciativas as passagens bíblicas nas quais Nosso Senhor se refere à sua Mãe, Maria Santíssima, chamando-a de “mulher”. Este artigo deseja esclarecer a questão.
É depreciativo o Senhor chamar Nossa Senhora de mulher? – Não. O apelativo “mulher” que aparece pela primeira vez em Jo 2,4 tem significado teológico muito profundo na obra redentora de Cristo, de modo que, conforme o Papa São João Paulo II, ele “não contém em si nenhuma conotação negativa e será de novo usado por Jesus em relação à Mãe, aos pés da Cruz (cf. Jo 19,26). Segundo alguns intérpretes, este título ‘mulher’ apresenta Maria como a nova Eva, Mãe de todos os crentes na fé” (A Virgem Maria58 catequeses do Papa sobre Nossa Senhora. 2ª ed. Lorena: Cléofas, 2001, p. 110).
Mais adiante, o mesmo Papa retoma esse ensinamento dizendo que “a maternidade universal de Maria, a ‘Mulher’ das bodas de Caná e do Calvário, recorda Eva, ‘Mãe de todos os viventes’ (Gn 3,20). Contudo, enquanto esta contribuíra para a entrada do pecado no mundo, a nova Eva, Maria, coopera para o evento salvífico da Redenção. Assim, na Virgem, a figura da ‘mulher’ é reabilitada e a maternidade assume a tarefa de difundir entre os homens a vida nova em Cristo” (idem, p. 116).
Mais: “Gn 2 é a imagem inversa do episódio em Caná. Como Eva incitou Adão a desafiar o Senhor e levar a família humana ao pecado, também Maria incita Jesus, o novo Adão, a iniciar sua missão de salvação. A descrição de Maria alude a Gn 3,15, onde Javé fala de uma ‘mulher’ cujo filho irá esmagar o diabo sob os pés (CIC 489, 494)” (Scott Hahn; Curtis Mitch. O Evangelho de S. João. Campinas: Ecclesiae, 2015, p. 32).
Ainda: que dizer de Mt 12,46-50, Mc 3,31-35 e Lc 8,19-21? – Respondemos que os episódios, via de regra, são os seguintes: pessoas avisam o Senhor Jesus de que sua Mãe e seus irmãos o aguardam, mas Ele responde que sua Mãe e seus irmãos são aqueles que cumprem a sua palavra. Daí alguns verem nisso um menosprezo à Virgem Maria. No entanto, Salvador Iglesias comenta que “em ambos os casos, a evasiva de Jesus converte-se no mais elogioso louvor – ainda que velado – da sua Mãe. Por que, quem como Ela escutou a Palavra de Deus e a cumpriu?” (O Evangelho de Maria. São Paulo: Quadrante, 1991, p. 117).
Dito isso, leiamos o que de belo o Papa São Paulo VI escreveu sobre Nossa Senhora, no Credo do Povo de Deus, de 30 de junho de 1968, nos números 14 e 15: “Cremos que Maria Santíssima, que permaneceu sempre Virgem, tornou-se Mãe do Verbo Encarnado, nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo (cf. Concílio de Éfeso: 251-252); e que por motivo desta eleição singular, em consideração dos méritos de seu Filho, foi remida de modo mais sublime (cf. Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen Gentium, 53), e preservada imune de toda a mancha do pecado original (cf. Pio IX, Bula Ineffabilis Deus); e que supera de longe todas as demais criaturas, pelo dom de uma graça insigne (cf. Lumen Gentium, 53)”.
Continua: “Associada por um vínculo estreito e indissolúvel aos mistérios da Encarnação e da Redenção (ibidem 53, 58 e 61), a Santíssima Virgem Maria, Imaculada, depois de terminar o curso de sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celestial (cf. Constituição Apostólica Munificentissimus Deus); e, tornada semelhante a seu Filho, que ressuscitou dentre os mortos, participou antecipadamente da sorte de todos os justos. Cremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja (cf. Lumen Gentium, 53, 56, 61 e 63; Paulo VI, Alocução na conclusão da 3ª Sessão do Concílio Vaticano II; Exortação Apostólica Signum Magnum), continua no céu a desempenhar seu ofício materno, em relação aos membros de Cristo, cooperando para gerar e desenvolver a vida divina em cada uma das almas dos homens que foram remidos (cf. Lumen Gentium, 62; Paulo VI, Exortação Apostólica Signum Magnum)”.
Aprendamos a recorrer à Virgem Maria para que, como em Caná, sempre interceda por nós junto a seu filho e nosso irmão, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Papa: degradação ambiental tem a ver com degradação humana e social

Segundo o Papa, os ambientes humano e  natural caminham de mãos dadas e podem se degradar juntos
Segundo o Papa, os ambientes humano e natural caminham de mãos dadas e podem se degradar juntos 
Na mensagem aos participantes da IV Conferência Internacional “Pelo equilíbrio do mundo”, em Cuba, Francisco diz que "vários acontecimentos ocorridos no planeta contribuíram significativamente para colocar em risco o equilíbrio da civilização atual"
Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

O Papa Francisco enviou uma mensagem, nesta terça-feira (29/01), aos participantes da IV Conferência Internacional “Pelo equilíbrio do mundo”.

O congresso teve início, nesta segunda-feira (28/01), em Havana, Cuba, e se concluirá na próxima quinta-feira, 31, “como parte da comemoração de uma data significativa para esse querido país, como o nascimento de José Martí. O objetivo é unir esforços que contribuam, através de um diálogo frutífero, a fortalecer os laços de fraternidade entre as nações”, afirma o Papa no texto.

Ambientes humano e natural caminham de mãos dadas 
“É fácil constatar como os vários acontecimentos ocorridos no planeta contribuíram significativamente para colocar em risco o equilíbrio da civilização atual. Por esta razão, os homens de bem devem se unir e encontrar-se em eventos dessa natureza, num quadro de pluralidade, a fim de alcançar uma autêntica promoção humana, sabendo também que «todos aqueles que estão empenhados na defesa da dignidade das pessoas podem encontrar, na fé cristã, as razões mais profundas para tal compromisso»”, ressalta Francisco na mensagem, citando um trecho da Encíclica Laudato si’.

Segundo o Papa, “o ambiente humano e o ambiente natural caminham de mãos dadas e podem se degradar juntos. A degradação ambiental não pode ser enfrentada de forma adequada se não compreendermos as causas que têm a ver com a degradação humana e social. Por este motivo, eu me expressei durante minha visita pastoral a Cuba, que uma “cultura do encontro” deveria ser cultivada, sobretudo entre os jovens, por meio da promoção da ‘amizade social’, que nos una num objetivo comum de promoção das pessoas”.

Civilização cada vez mais fraterna
Francisco incentivou os participantes a buscarem alternativas eficazes em torno do pensamento de José Martí, “homem de luz”, conforme definido por São João Paulo II durante sua visita a Cuba, em 1998.

“Que os ensinamentos deste mestre e escritor cubano ressoem dentro de nós e nos lembrem, com suas palavras, que «todas as árvores da terra se concentrarão no final em uma, que dará na eternidade um aroma suave: a árvore do amor, de ramos robustos e copiosos, que em seu nome abrigarão todos os homens, sorridentes e em paz»”.

O Papa conclui, desejando “que esses dias de trabalho e reflexão deem frutos de compreensão e diálogo na conquista de uma civilização cada vez mais fraterna”.

Papa na Audiência Geral: os jovens são fermento de paz no mundo

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O Papa se deteve, na habitual catequese, em sua recente Viagem Apostólica ao Panamá, convidando os fiéis a darem graças a Deus, junto com ele, “por esta graça” que o Senhor “quis doar à Igreja e ao povo daquele amado país”.
Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

A Sala Paulo VI, no Vaticano, ficou repleta de fiéis que participaram da Audiência Geral com o Papa Francisco, nesta quarta-feira (30/01).

O Papa se deteve, na habitual catequese, em sua recente Viagem Apostólica ao Panamá, convidando os fiéis a darem graças a Deus,   junto com ele, “por esta graça” que o Senhor “quis doar à Igreja e ao povo daquele amado país”.

Francisco agradeceu o acolhimento caloroso e familiar do presidente do Panamá e demais autoridades, e também dos voluntários e das pessoas que corriam para saudá-lo “com grande fé e entusiasmo”.

O Papa disse que as pessoas levantavam as crianças, como se estivessem dizendo: “Eis o meu orgulho, eis o meu futuro! Quanta dignidade nesse gesto, e quanto é eloquente para o inverno demográfico que estamos vivendo na Europa”, disse ele.

Jornada Mundial da Juventude
“O motivo dessa viagem foi a Jornada Mundial da Juventude. Todavia, nos encontros com os jovens se realizaram outros ligados à realidade do país: com as autoridades, bispos, jovens detentos, consagrados e uma casa-família. Tudo foi contagiado e amalgamado pela presença alegre dos jovens: uma festa para eles e uma festa para o Panamá, e também para toda a América Central, marcada por várias situações e necessitada de esperança e paz.”

Francisco recordou que antes da Jornada Mundial da Juventude, foram realizados os encontros dos jovens indígenas e afro-americanos, “uma iniciativa importante que manifestou ainda melhor o rosto multiforme da Igreja na América Latina. Depois com a chegada de grupos de várias partes do mundo, formou-se uma grande sinfonia de rostos e línguas, típica desse evento. Ver todas as bandeiras desfilarem juntas, dançando nas mãos dos jovens alegres de se encontrar é um sinal profético, um sinal contracorrente em relação à triste tendência atual aos nacionalismos conflitantes. É um sinal de que os jovens cristãos são fermento de paz no mundo”.

Forte impressão mariana
O Papa disse ainda que esta JMJ teve uma forte impressão mariana, pois o seu tema foram as palavras da Virgem ao Anjo: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”.

 Segundo Francisco, foi forte ouvir as palavras proferidas pelos representantes dos jovens dos cinco continentes e vê-las transparecer em seus rostos. Enquanto houver novas gerações capazes de dizer “eis-me aqui” a Deus, haverá um futuro para o mundo.

O Pontífice recordou alguns momentos da JMJ como a Via-Sacra com os jovens, afirmando que no Panamá “os jovens levaram com Jesus e Maria o peso da condição de muitos irmãos e irmãos que sofrem na América Central e no mundo inteiro. Dentre eles se encontram muitos jovens, vítimas de várias formas de escravidão e pobreza.

Responsabilidade dos adultos
A seguir, recordou a Liturgia Penitencial com os jovens reclusos  no Centro Correcional de Menores e a visita ao Lar do Bom Samaritano que acolhe os portadores de Hiv/Aids.

O Papa falou também da Vigília e da missa com os jovens, ressaltando que na celebração eucarística “fez um apelo à responsabilidade dos adultos para que não faltem às novas gerações educação, trabalho, comunidade e família”.

Para Francisco, o encontro com os bispos da América Central foi um momento de consolo. “Juntos nos deixamos instruir pelo testemunho de São Óscar Romero, a fim de aprender melhor o “sentir com a Igreja”, que era o seu lema episcopal, estando próximos aos jovens, aos pobres, os sacerdotes e ao santo povo fiel de Deus.”

Jovens discípulos missionários
Teve um forte valor simbólico a consagração do altar da Igreja de Santa Maria La Antigua que foi restaurada. “Um sinal da beleza reencontrada, para a glória de Deus, para a fé e a festa do seu povo”, disse o Papa.

“Que a família da Igreja no Panamá e no mundo inteiro possa obter do Espírito Santo sempre nova fecundidade, para que continue e se difunda na terra a peregrinação dos jovens discípulos missionários de Jesus Cristo”, concluiu Francisco.

Visita da Virgem Peregrina ao Panamá foi marcante, diz reitor do Santuário de Fátima


Virgem Peregrina de Fátima no Panamá / Foto: Santuário de Fátima

PANAMÁ, 29 Jan. 19 / 10:47 am (ACI).- A imagem peregrina nº 1 de Nossa Senhora de Fátima encerra nesta terça-feira, 29 de janeiro, sua passagem pelo Panamá e, para o retiro do Santuário mariano de Portugal, esta visita ao país centro-americano “foi uma surpresa marcante do primeiro ao último minuto”.

“Eu creio que esta visita da Imagem Peregrina nos surpreendeu do primeiro ao último minuto e vai ficar nas nossas memórias como um momento muito marcante”, afirmou à sala de Imprensa do Santuário de Fátima o Pe. Carlos Cabecinhaso qual liderou a delegação do Santuáriode Fátima ao Panamá.

A imagem peregrina chegou às terras centro-americanas no dia 21 de janeiro, após um pedido feito pelo Arcebispo do Panamá, Dom José Domingo Ulloa, para que a Virgem estivesse presente na Jornada Mundial da Juventude.

Nesse sentido, Pe. Cabecinhas assinalou que nestes últimos dias, “a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima se fez peregrina no meio dos peregrinos”.

A imagem nº 1 da Virgem Peregrina cumpriu um programa exigente, delineado pelos organizadores da JMJ, que a levou não só junto aos jovens, mas também a várias comunidades cristãs da Cidade do Panamá, destacando-se uma passagem pelo Centro Penitenciário Feminino e o Instituto Oncológico Nacional, na Cidade do Panamá.

“Esta atenção às periferias, aos mais pobres e aos que muitas vezes são esquecidos, de uma forma geral, marcou muito esta visita”, ressaltou o reitor, pontuando as visitas à prisão e ao hospital.

Para Pe. Cabecinhas, estes “foram momentos particularmente intensos, momentos profundamente emotivos que permitiram àqueles que sofrem por doença, àqueles que cuidam deles, mas também às reclusas um contato próximo com a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, um momento para apresentar as suas suplicas, para agradecerem, para pedir por aqueles que mais amam...isso foi muito visível”.

Entre a peregrinação da imagem da Virgem Peregrina de Fátima, houve ainda uma passagem pelo Santuário Nacional del Corazón de Maria e pelas igrejas de Nossa Senhora de Fátima e de Nossa Senhora de Lourdes.

“Foram momentos que não deixaram de nos surpreender pela adesão dos fiéis do Panamá”, observou.

De acordo com o sacerdote, a devoção dos panamenhos “não deixa de nos surpreender em cada momento pelo entusiasmo, pela alegria, pela forma como, em cada momento, recebem Nossa Senhora de Fátima e, dos diálogos que aqui vamos tendo, é evidente que se há uma grande devoção mariana no Panamá, a grande evocação é precisamente Nossa Senhora de Fátima”.

Presença na JMJ Panamá 2019

Pe. Carlos Cabecinhas assinalou também a presença marcante da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima na Jornada Mundial da Juventude. Segundo ele, “o programa da imagem da Virgem Peregrina de Fátima não foi um programa paralelo, foi integrado no programa da própria jornada, com tudo o que isso significa”.

“Foi a própria organização das jornadas que assumiu a presença da Imagem da Virgem Peregrina de Fátima, procurando que ela fosse marcando os vários momentos de caminhada dos jovens”.

Junto aos jovens, a imagem peregrina esteve presente em recitações do Terço, procissões, vigílias. Entretanto, o reitor recordou de modo especial “o momento em que o Papa Francisco esteve diante da imagem da Virgem Peregrina para rezar”, na noite de sábado, 26 de janeiro, durante a vigília.

Foi um momento em que o Pontífice se colocou diante da Virgem “para lhe confiar os jovens e para confiar Maria aos jovens, isto é, dizer-lhes que têm de imitá-la, seguindo o seu exemplo, procurando ir ao seu encontro”.

Por outro lado, ao final da JMJ Panamá 2019 e após o anúncio de que a próxima jornada será em Portugal, o Patriarca de Lisboa, Cardeal Manuel Clemente garantiu que Nossa Senhora de Fátima “terá um papel fortíssimo” JMJ 2022.

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima retorna a Portugal nesta terça-feira.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

JUÍZA QUER OUVIR PF SOBRE DESLOCAMENTO DE LULA E CASO VAI PARA MORO


A juíza Carolina Lebbos, da 12a Vara de Execução Penal, pediu uma manifestação da Polícia Federal sobre a viabilidade de deslocamento do ex-presidente Lula para São Paulo, a fim de que possa estar presente no sepultamento de seu irmão mais velho, Genival Inácio da Silva, o Vavá, que faleceu nesta quinta-feira 29; como a PF é submetida ao Ministério da Justiça, o caso foi parar nas mãos de Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato responsável pela prisão de Lula.

FUNDAÇÃO DO INSTITUTO MISSÕES CONSOLATA: 18 ANOS DE

Mensagem do Superior Regional dos Missionários da Consolata:

Mensagem da Irmã Maria Angelina, Conselheira da Região América, MC:

Mensagem do Superior Regional dos Missionários da Consolata:

A Missão foi o grande desejo da vida de José Allamano, desde o tempo de seminário.

Por Jordão Maria Pessatti*
Nesta mensagem, quero recordar para mim e para todos vós alguns pontos da história da fundação da nossa querida Família Missionária, cujo aniversário hoje celebramos.

A Missão foi o grande desejo da vida de José Allamano, desde o tempo de seminário. Certo dia, com outros dois companheiros, resolveu deixar o seminário diocesano, para ingressar no Colégio Apostólico, ansioso de abraçar a vocação missionária. Mas, em razão da fragilidade de sua saúde física, foi dissuadido de tal propósito. Não obstante isso, conservou vivo no coração o desejo e o amor pela Missão.

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Como Diretor Espiritual no seminário diocesano, inculcava nos alunos o zelo missionário. O mesmo fazia com os sacerdotes diocesanos, durante os retiros e encontros espirituais realizados na “Casa Santo Inácio”, e mais ainda com os jovens sacerdotes do assim chamado “Convitto Eclesiástico”. Achava estranho que a diocese de Turim, tão fecunda em numerosas instituições de caridade, não contasse com uma instituição inteiramente consagrada às missões. E decidiu remediar esta lacuna.

Na mente de Allamano, a fundação do nosso Instituto não surgiu da noite para o dia. Foi algo que amadureceu em seu espírito, através de longa preparação espiritual, e depois de superar grandes provações e sérias contrariedades. Não resta dúvida, o caminho da fundação foi muito empenhativo e cansativo para Allamano, atarefado como estava com o trabalho do Santuário da Consolata, do qual era Reitor, com os compromissos da direção do “Convitto Ecleiástico”, com a Casa de Retiros de Santo Inácio e com a Causa de beatificação de seu tio, José Cafasso.

A fundação, ele só pôde realizá-la depois que o Cardeal Agostinho Richelmy, seu antigo companheiro de seminário e amigo, assumiu a sede episcopal de Turim. Nele, encontrou plena partilha de ideais e apoio.

IMG_1232Em janeiro de 1900, quando parecia ter chegado o momento da fundação, Allamano contraiu uma grave doença, que o levou às portas da morte. A cura, considerada um milagre da Consolata, foi para ele o sinal de que o Instituto devia ser fundado. De fato, no ano seguinte, no dia 29 de janeiro de 1901, o Instituto Missões Consolata nascia.

A profunda motivação da fundação deve ser procurada no próprio espírito de Allamano. A raiz da fundação está na santidade deste generoso sacerdote, que assim explicava: “Como eu não pude ser missionário, quero que as pessoas que se sentem atraídas pela vocação missionária não sejam impedidas de seguir tal caminho”.

Há, depois, outras razões contingentes e concretas que, sem dúvida, influenciaram o começo da obra, como: o desejo de continuar a missão do Cardeal Guilherme Massaia, a especial devoção que sempre alimentou para com São Fidélis de Sigmaringa, missionário mártir, o espírito missionário e as insistências que lhe eram feitas por parte de alguns sacerdotes do “Convitto Eclesiástico”, desejosos de ver concretizada a obra.

A decisão definitiva de fundar o Instituto foi tomada somente depois de receber uma ordem explícita do Arcebispo, Dom Agostinho Richelmy, que lhe disse: “O Instituto deve ser fundado e deve ser você a fundá-lo”. À palavra de ordem do Arcebispo, Allamano respondeu, como respondeu o Apóstolo Pedro a Jesus, por ocasião da pesca milagrosa no mar de Tiberíades: Em teu nome, Senhor, lançarei as redes! (Lc 5,5).

No dia 8 de maio de 1902 partiam para o Quênia os primeiros quatro missionários, dois sacerdotes e dois leigos, seguidos depois por outros.

E a fundação do Instituto das Missionárias da Consolata? No trabalho assíduo da missão, bem cedo foi constatada a necessidade da presença feminina nas missões. Para dar uma resposta a tal necessidade, Allamano obteve dos Superiores do Cottolengo as Irmãs Vicentinas, que trabalharam ao lado dos Missionários da Consolata no Quênia por 22 anos, ou mais, a partir de 1903. Depois, por motivo de dificuldades, em 1909 as expedições das Irmãs Vicentinas se interromperam e, gradualmente, as que estavam no Quênia retornaram à pátria.

Allamano, que seguira com sofrimento estes eventos, sem poder evitar suas consequências, viu-se obrigado a intervir, para garantir a indispensável presença das irmãs nas missões. Assim, perante a insistência de Dom Filipe Perlo, e de acordo com o Arcebispo de Turim, mais ainda confortado pelo parecer do Cardeal Jerônimo Gotti, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, mas especialmente arrimado na palavra do Papa Pio X, José Allamano, a 29 de janeiro de 1910, deu começo ao Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata. Ele próprio contava mais tarde como havia amadurecido a fundação delas, afirmando: “Foi o Cardeal Jerônimo Gotti que me encorajou a fundar as irmãs, dizendo-me pessoalmente: “É vontade de Deus que se funde o Instituto das irmãs”. Ao que eu respondi: “Eminência, congregações de irmãs já existem muitas!” Sim, retrucou o Cardeal, há muitas irmãs, mas poucas missionárias!”

Em conversa familiar com as irmãs, era sobretudo a intervenção do Papa que Allamano evidenciava, afirmando: “É o Papa Pio X que vos quis; foi ele que me deu a vocação de fundar irmãs missionárias”. Falava assim com simplicidade e gostava até mesmo de recordar a conversação que mantivera com Pio X, depois de lhe expor a dificuldade de encontrar pessoal feminino suficiente para as missões. O Papa respondeu a Allamano: “É preciso que vós mesmo inicieis a fundação de um Instituto de irmãs missionárias, como fundastes a dos missionários”. Ao ouvir tais palavras, Allamano voltou a dizer: “Santidade, já existem tantas famílias religiosas femininas!” “Sim – retrucou o Papa – mas não exclusivamente missionárias”. E Padre Allamano continuou: “Mas eu, beatíssimo Padre, não tenho vocação de fundar irmãs!” A esta afirmação do nosso Fundador, o Papa Pio X respondeu: “Se não tendes essa vocação, eu vo-la dou!” O comentário que, em seguida, Allamano fazia com as missionárias era coerente: “Vede, foi o Papa que vos quis! Portanto, deveis ser “papalinas!”

Allamano dedicou aos seus filhos e filhas as atenções e cuidados mais assíduos, através de contatos pessoais, cartas, encontros formativos. Convencido de que à missão se deve oferecer o melhor, na formação de seus missionários e missionárias visou sempre a qualidade, mais que o número. Queria evangelizadores bem preparados, “santos em grau superlativo”, zelosos, dispostos a sacrificar até mesmo a vida. Repetia frequentemente: “Primeiro santos, depois missionários”, entendendo o termo “primeiro” não em sentido de tempo, mas como valor prioritário e absoluto.

A semente que deu origem à árvore do Instituto, na qual estamos enxertados pela graça da vocação missionária, foi fecundada no coração de um sacerdote diocesano, repleto de amor por Jesus Cristo, inflamado de zelo pela causa da missão. Esta árvore nasceu pequena, à sombra do Santuário da Consolata, em Turim, e foi cultivada carinhosamente pela Mãe da Consolação – a celeste Jardineira do Espírito Santo. Mas, para que a árvore do Instituto, agora já mais que centenária, possa manter-se viçosa e produzir copiosos frutos para a Igreja, é necessário que permaneçamos fiéis à meta fixada pelo Fundador e vivamos com fidelidade e amor os seus ensinamentos.

Se fizermos isso, o Instituto manter-se-á vivo e fecundo, à semelhança da árvore de que nos fala o salmo primeiro, que, plantada à beira da torrente, sempre dá seus frutos, jamais sofre os efeitos funestos da estiagem... (Sl 1,3).

Pois bem, que a graça de Deus, a proteção da Mãe Consolata e do Bem-aventurado José Allamano nos ajudem a ser aquilo que devemos ser: autênticos missionários e missionárias da Consolata! Assim seja!

*Jordão Maria Pessatti (1929-2018), imc, 25 de janeiro de 2014.

Papa propõe valorização da «unidade e fidelidade» perante crise do Matrimônio

Jan 29, 2019 - 11:01


Início do Ano Judicial assinalado com audiência ao Tribunal da Rota Romana


Cidade do Vaticano, 29 jan 2019 (Ecclesia) – O Papa disse hoje no Vaticano que a Igreja Católica e a sociedade devem promover as virtudes da “unidade e fidelidade” para responder à crise do Matrimónio.

“Unidade e fidelidade são dois valores importantes e necessários, não só entre cônjuges, mas também em geral, nas relações interpessoais e sociais”, declarou, na audiência aos membros do Tribunal da Rota Romana (Santa Sé), por ocasião da abertura do Ano Judicial.

“Os esposos que vivem na unidade e na fidelidade refletem bem a imagem e a semelhança de Deus. Esta é a boa nova: que a fidelidade é possível, porque é um dom, nos esposos como nos presbíteros”, desenvolveu.

Francisco sublinhou os “inconvenientes” que decorrem das promessas por cumprir e da falta de palavra, uma situação que tem consequências na vida matrimonial.

A sociedade em que vivemos está cada vez mais secularizada e não favorece o crescimento da fé, tendo isto como consequência que os fiéis católicos têm dificuldade em testemunhar um estilo de vida segundo o Evangelho, no que diz respeito ao sacramento do Matrimónio”.

O Papa sublinhou que o casamento deve ser um ato de “plena unidade e harmonia”, em que o homem e a mulher possam trocar entre si “as respetivas riquezas humanas, morais e espirituais”.

“A unidade e a fidelidade: estes dois bens irrenunciáveis e constitutivos do Matrimónio exigem não só que sejam adequadamente apresentados aos futuros esposos, mas solicitam também a ação pastoral da Igreja, especialmente dos bispos e dos sacerdotes, para acompanhar as famílias nas diversas etapas da sua formação e do seu desenvolvimento”, prosseguiu o pontífice.

Francisco retomou umas das preocupações que surgiu nas duas assembleias do Sínodo dos Bispos sobre a família (2014 e 2015), a necessidade de uma “tripla preparação” para o Matrimónio, “remota, próxima e permanente”.

Esta formação deve envolver a “participação ativa” das comunidades católicas no acompanhamento das famílias, do ponto de vista “espiritual e formativo”.

A Rota Romana é o tribunal ordinário da Santa Sé para julgar processos de apelo (segunda instância) ao Papa; julga também em terceira e última instância as causas julgadas por ele próprio e por outros tribunais eclesiásticos.

A instituição tem ainda a seu cargo o julgamento de causas reservadas ao Romano Pontífice (Papa), relativas a chefes de Estado, cardeais, bispos, dioceses e outras pessoas jurídicas.

OC

LULA PEDE PARA IR AO ENTERRO DE VAVÁ, QUE JÁ ESTÁ SENDO VELADO


Se a lei brasileira for cumprida, o ex-presidente Lula, que vem sendo mantido como preso político desde abril do ano passado, deixará nesta terça-feira, 29, a cela em Curitiba, onde foi colocado para não disputar as eleições presidenciais de 2018; advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, já apresentou o pedido para que o ex-presidente seja autorizado a sair para velar e enterrar o irmão Genival Lula da Silva, o Vavá, que morreu aos 79 anos vítima de câncer; no fim do ano passado, Lula teve negado pedido para ir ao enterro do amigo e ex-deputado Sigmaringa Seixas, sob argumento de que poderia sair da prisão apenas em casos de "falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão".

MEIO MILHÃO POR LULA NOBEL DA PAZ

Ricardo Stuckert

Ricardo Stuckert
Meio milhão de pessoas de diversos países aderiram à campanha internacional pelo Prêmio Nobel da Paz para Lula; o número foi alcançado a dois dias do fim do prazo da coleta de assinaturas; quem quiser colocar seu nome ao lado do ex-presidente tem até 31 de janeiro para fazer parte do movimento iniciado pelo ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel, que recebeu o prêmio em 1980; Esquivel e os demais apoiadores consideram que Lula foi um lutador incansável contra a fome e a pobreza, e que sua trajetória o transformou em um líder mundial pela paz e pela dignidade humana; condenado sem provas, Lula é o principal preso político do País.


BRASIL ESTÁ NO FUNDO DO POÇO EM RANKING MUNDIAL DE CORRUPÇÃO

 DEPOIS DE 5 ANOS DE LAVA JATO, BRASIL ESTÁ NO FUNDO DO POÇO EM RANKING MUNDIAL DE CORRUPÇÃO

O Brasil atingiu a sua pior colocação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional e que indica a percepção da sociedade sobre o tema em 180 países; Brasil ficou com 35 pontos, pior número desde 2012, e aparece na 105ª posição, ante os 37 pontos e a 96ª colocação no ano passado; Lava Jato, que solapou com grandes empresas e serviu de mote para criminalizar a esquerda, além de levar Sérgio Moro à condição de ministro da Justiça, não cumpriu o combate à corrupção como prometido.

EITA AGORA LASCOU! Ueiroz Indicou Sete Pessoas Para O Gabinete De Flávio Bolsonaro

Por Portal Click Política  Em 28 jan, 2019

Reportagem de Igor Mello, na edição desta segunda-feira (28) do jornal O Globo, mostra que Fabrício Queiroz, ex-PM que é investigado por movimentação suspeita segundo o Coaf, indicou ao menos sete pessoas para o gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)

Queiroz beneficiou pessoas da própria família e também da família de Adriano Magalhães da Nobrega, apontado pelo Ministério Público como líder da milícia que controla a comunidade de Rio das Pedras e principal articulador do Escritório do Crime, que reúne matadores de aluguel.

Alvo da Operação Os Intocáveis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e pela Polícia Civil, Adriano encontra-se foragido.

Segundo a reportagem, o primeiro a ser beneficiado por indicação de Queiroz, foi o ex-marido da atual mulher de Queiroz, Márcio da Silva Gerbatim que atuava como motorista e segurança de Flávio Bolsonaro.

A mulher, Marcia Aguiar, também foi indicada por ele para o gabinete, assim como as filhas Nathália e Evelyn Queiroz.

Em setembro de 2007, Queiroz emplacou mais dois nomes na Alerj. No dia 6, Danielle Mendonça da Costa Nóbrega, mulher de Adriano, passou a trabalhar no gabinete de Flávio. Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano, também ocupou cargos ligados a Flávio entre março de 2015 e novembro do ano passado. Antes de ir para o gabinete do senador eleito, Raimunda esteve lotada na liderança do PP — partido do senador eleito naquele momento.

O ex-assessor ainda conseguiu espaço para a enteada, Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, nomeada em agosto de 2017. Ela permanece no cargo até hoje.

Indicação de Lula ao Nobel “bomba” nas redes e leva “bolsominions” ao desespero

29 de janeiro de 2019 por Esmael Morais

A indicação de Lula ao prêmio Nobel da Paz, que vem ganhando adesões a cada minuto, é um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, fazendo despertar o ódio e o desespero dos “bolsominios” da extrema direita.

LEIA TAMBÉM: Jornal francês L’Humanité pede Nobel da Paz para Lula

O jornal francês L’Humanité dedicou a capa de domingo (27) para a campanha pelo Prêmio Nobel da Paz ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

A matéria fez o assunto decolar novamente e é o mais comentado no Twitter nesta terça-feira (29).

A campanha internacional para a indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Prêmio Nobel da Paz está na reta final. O prazo para assinatura de apoiadores ao manifesto de apresentação da candidatura ao comitê norueguês termina no dia 1º de fevereiro, sexta-feira.

O abaixo-assinado para efetivar a candidatura de Lula já conta com mais de meio milhão de assinaturas de personalidades do mundo inteiro.

Mourão assina decreto que delega definição de sigilo de dados a comissionados

domtotal.com
Uma informação classificada em grau ultrassecreto permanece 25 anos sob sigilo.
Uma informação classificada em grau ultrassecreto permanece 25 anos sob sigilo. (Romério Cunha/VPR)

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, assinou decreto publicado nesta quinta-feira que muda as regras de classificação de informações secretas e ultrassecretas para permitir que servidores comissionados, dirigentes de autarquias e de empresas públicas, entre outros, possam determinar o sigilo de dados.

O decreto, que altera a regulamentação da Lei de Acesso à Informação (LAI), prevê que a classificação de dados como ultrassecretos poderá ser delegada a altos cargos comissionados, a dirigentes máximos de autarquias, fundações, empresas públicas e de sociedades de economia mista.

Uma informação classificada em grau ultrassecreto permanece 25 anos sob sigilo. Pelas regras anteriores ao decreto desta quinta-feira, essa definição só podia ser dada pelo presidente da República, pelo vice-presidente, por ministros e autoridades com mesmas prerrogativas, comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, e chefes de missões diplomáticas e consulares permanentes no exterior.

Já os dados definidos como secretos, sigilosos por 15 anos, também poderão ser classificados por comissionados em nível de direção e assessoramento, ou de hierarquia equivalente, desde que haja uma delegação da competência. Esse tipo de classificação já poderia ser determinado pelas autoridades autorizadas a classificar dados como ultrassecretos, titulares de autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.

Para o secretário-geral da organização Contas Abertas, com o decreto a tendência é de aumento do volume de informações sigilosas.

"Eu acredito que esse decreto seja um retrocesso no que diz respeito à transparência, ao acesso à informação e ao controle social, e acho que esse decreto simplesmente deveria ser revogado".

Reuters

Brumadinho: Ambientalistas pedem providências da PGR após tragédia

domtotal.com
Entidades lembram da importância da responsabilização exemplar dos agentes privados e públicos envolvidos na tragédia.
Subiu para 65 o número de mortes confirmadas, nesta segunda-feira, após o rompimento da barragem.
Subiu para 65 o número de mortes confirmadas, nesta segunda-feira, após o rompimento da barragem. (Ricardo Stuckert/Divulgação).

O Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), representante das organizações não-governamentais no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), encaminhou nesta segunda-feira, 28, à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, representação solicitando providências urgentes diante do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG).

De acordo com o Proam, uma série de erros provocou esse desastre. Carlos Bocuhy, presidente da entidade e conselheiro do Conama, diz que, entre outras medidas, é necessário tornar mais eficaz, transparente e participativo o processo de licenciamento ambiental, além de aumentar a fiscalização. "Não se pode aceitar uma flexibilização e mais rapidez do licenciamento, como constam em projetos de lei em discussão no Congresso, sob o risco de novos acidentes como o de Brumadinho se repetirem".

O Proam solicita ainda a revisão da composição dos conselhos ambientais, para garantir que "democraticamente produzam decisões tecnicamente fundamentadas"; uma criteriosa análise dos riscos e contínuo monitoramento das barragens de rejeitos pré-existentes (só em Minas há 450); a desocupação das áreas de risco e descomissionamento das barragens inseguras; e a criação, por iniciativa do governo federal, de um fundo com recursos das atividades minerais, que seriam utilizados para ressarcir e indenizar rapidamente os afetados por situações como a de Brumadinho.

O presidente do Proam lembra ainda a importância da responsabilização exemplar dos agentes privados e públicos envolvidos na tragédia, como forma de desestimular novas ações irresponsáveis no futuro.

Bocuhy lembra, por exemplo, que novas atividades no sistema de barragens do Córrego do Feijão foram objeto de licenciamento ambiental em dezembro de 2018 e obtiveram concessão sob rito sumário, apesar de a Agência Nacional de Mineração considerar as barragens com potencial de dano alto. "Isso demonstra a fragilidade do processo do licenciamento ambiental e uma grave falha decisória da Câmara de Atividades Minerárias do Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam), que não acolheu os pleitos e preocupações externadas por técnicos e representantes da sociedade civil".



Saiba mais sobre o crime ambiental em Brumadinho:

Tristeza e indignação em Brumadinho, reportagem especial doDOMTOTAL.COM

Buscas prosseguem em Brumadinho onde rompimento de barragem já causou 60 mortes

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Vale suspende dividendos e bônus a executivos após rompimento de barragem

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Ibama multa Vale em R$ 250 milhões e Agência Nacional de Mineração interdita Complexo Córrego do Feijão

ONU Brasil lamenta tragédia em Minas Gerais

'Se houver negligência, aquilo se rompe', disse conselheiro do Ibama em dezembro

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Museu Inhotim é evacuado após rompimento de barragem

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Ações da Vale nos EUA caem 10% após rompimento de barragem

Vale admite possibilidade de vítimas em rompimento de barragem em MG

Marina Silva: 'A história se repete como tragédia em Brumadinho'

Agência Estado