sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Bolsonaro: compara indígenas em reservas a animais de zoológicos

 — Foto: Foto Rogério Marques/Futura Press/Estadão Conteúdo
— Foto: Foto Rogério Marques/Futura Press/Estadão Conteúdo
Índios em reservas são como animais em zoológicos, diz Bolsonaro
Presidente eleito afirmou que não se justifica reserva maior que o estado do RJ para abrigar 9 mil ianomâmis. 'O índio é um ser humano igualzinho nós, querem o que nós queremos', declarou.
Por G1 — Brasília e Vale do Paraíba

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (30) em Cachoeira Paulista (SP) que manter índios em reservas demarcadas é tratá-los como animais em zoológicos.

Ele cumpriu agenda de compromissos na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, onde participou da formatura de sargentos da Aeronáutica em Guaratinguetá e visitou a comunidade católica Canção Nova, em Cachoeira Paulista.

Bolsonaro deu a declaração sobre os índios ao responder à pergunta de um jornalista sobre a capacidade do futuro governo de reduzir o desmatamento e a emissão de gases de efeito estufa, metas do Acordo de Paris. O acordo foi assinado por 195 países e tem como objetivo reduzir o aquecimento global. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro ameaçou retirar o Brasil do Acordo de Paris por entender que o compromisso afeta a soberania nacional.

"Sobre o acordo de Paris, nos últimos 20 anos, eu sempre notei uma pressão externa – e que foi acolhida no Brasil – no tocante, por exemplo, a cada vez mais demarcar terra para índio, demarcar terra para reservas ambientais, entre outros acordos que no meu entender foram nocivos para o Brasil. Ninguém quer maltratar o índio. Agora, veja, na Bolívia temos um índio que é presidente. Por que no Brasil temos que mantê-los reclusos em reservas, como se fossem animais em zoológicos?", questionou.

Para o presidente eleito, o índio ainda está "em situação inferior a nós" e não pode ser usado para a demarcação de uma "enormidade" de terras que poderão no futuro ser transformadas em "novos países".

"O índio é um ser humano igualzinho a nós. Querem o que nós queremos, e não podemos usar o índio, que ainda está em situação inferior a nós, para demarcar essa enormidade de terras, que no meu entender poderão ser, sim, de acordo com a determinação da ONU, novos países no futuro. Justifica, por exemplo, ter a reserva ianomâmi, duas vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro, para talvez, 9 mil índios? Não se justifica isso aí", declarou.

Nesta sexta-feira, o presidente Michel Temer assinou uma declaração conjunta com outros líderes do Brics (grupo de países emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) de apoio ao Acordo de Paris.

"Com respeito à mudança do clima, comprometemo-nos à plena implementação do Acordo de Paris, adotado sob os auspícios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, incluindo os princípios das responsabilidades comuns porém diferenciadas e das respectivas capacidades, e instamos os países desenvolvidos a proverem aos países em desenvolvimento apoio financeiro, tecnológico e de capacitação, para aumentar suas capacidades de mitigação e adaptação", diz o texto da declaração.

HADDAD: PRECISAMOS NOS UNIR PARA ENFRENTAR O OBSCURANTISMO

 Ricardo Stuckert
Ricardo Stuckert
Em carta enviada ao Diretório Nacional do PT, que está reunido nesta sexta-feira 30, Fernando Haddad, dos Estados Unidos, afirma que "setores progressistas internacionais acompanham com muita atenção e preocupação a escalada antidemocrática protagonizada por nossos adversários"; "O avanço do obscurantismo é uma pauta mundial e precisamos reunir forças em torno desse debate e de como enfrentá-lo", alerta, se colocando à disposição do partido e dizendo esperar "estar à altura dos novos desafios que enfrentaremos juntos".

G20: Brasil assina apoio ao Acordo de Paris em reunião do Brics

Brasil assina declaração de apoio ao Acordo de Paris em reunião informal entre líderes dos Brics
Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reafirmaram compromisso com a 'plena implementação do Acordo de Paris'.
Por G1
Temer posou para foto ao lado dos outros quatro chefes de Estado dos Brics — Foto: Reprodução/NBR
Temer posou para foto ao lado dos outros quatro chefes de Estado dos Brics — Foto: Reprodução/NBR

Resultado de imagem para foto g20 buenos airesOs líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul assinaram nesta sexta-feira (30) uma declaração conjunta na qual, entre outros pontos, se comprometem com a "plena implementação do Acordo de Paris". O encontro dos Brics ocorreu paralelamente à cúpula do G20.

O gesto do atual presidente Michel Temer marca posição distinta em relação ao governo eleito. No começo de setembro, durante a campanha eleitoral, Bolsonaro ameaçou retirar o Brasil do Acordo de Paris (assinado por 195 países com o objetivo de reduzir o aquecimento global) porque, no entendimento dele, o Brasil teria de abrir mão de 136 milhões de hectares na Amazônia e isso afetaria a soberania nacional.

Na quarta (28), Bolsonaro voltar a citar o tema da soberania com a justificativa da chamada teoria do "Triplo A". O presidente eleito ainda afirmou que pediu a retirada do Brasil como sede da COP 25.

Amélia Gonzalez: decisão de não sediar a COP 25 pode ajudar a comprometer economicamente o país
Declaração dos Brics
Na declaração, os presidentes dos Brics mostraram expectativa quanto ao Programa de Trabalho do Acordo de Paris durante a COP-24, que começa na próxima semana na Polônia.

Além do presidente brasileiro, participaram da reunião líderes dos outros quatro países dos Brics: Putin (Rússia); Cyril Ramaphosa (África do Sul); Xi Jinping (China) e Narendra Modi (Índia).

"Com respeito à mudança do clima, comprometemo-nos à plena implementação do Acordo de Paris, adotado sob os auspícios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, incluindo os princípios das responsabilidades comuns porém diferenciadas e das respectivas capacidades, e instamos os países desenvolvidos a proverem aos países em desenvolvimento apoio financeiro, tecnológico e de capacitação, para aumentar suas capacidades de mitigação e adaptação. Invocamos todos os países a atingirem um resultado equilibrado sob o Programa de Trabalho do Acordo de Paris durante a COP-24, que permita a operacionalização e a implementação do Acordo de Paris. Ressaltamos a importância e a urgência de conduzir um primeiro processo bem-sucedido e ambicioso de reabastecimento do Fundo Verde do Clima."

Último discurso
Durante a reunião, Temer fez seu último discurso defendendo a união dos cinco países contra o que chamou de desafios “que passam por tendências ao protecionismo”.

“Passados 10 anos daquela crise economia [de 2008] enfrentamos mais uma vez momentos desafiadores. Não são os mesmos desafios, mas são desafios também coletivos, que passam por tendências ao protecionismo, ao isolacionismo e ao unilateralismo e que portanto exigem como antes respostas coletivas. Exigem que nos mantenhamos apegados à mesma ideia singela mas poderosa, ideia singela de unirmos esforços”, disse Temer.

SE VENCER O MEDO, SUPREMO PODE LIBERTAR LULA


"Na próxima terça-feira, dia 4 de dezembro, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal poderá, se vencer o medo, libertar Lula", avalia o jornalista Ribamar Fonseca sobre julgamento do novo habeas corpus do ex-presidente Lula; "Já é possível vislumbrar-se movimentos discretos no Congresso e no Supremo para libertar Lula, que todos sabem ter sido preso sem ter praticado nenhum dos crimes de que o acusam, com o objetivo apenas de retirá-lo do páreo sucessório e impedi-lo de voltar ao Palácio do Planalto. O mundo inteiro, que tem feito manifestações pela sua libertação, sabe que ele é um preso político, vitima de uma vergonhosa trama para eliminá-lo da vida pública do país".

Acordo de Paris sobre o clima: os compromissos dos países

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No Acordo, a primeira revisão obrigatória está prevista para 2025, data considerada tarde demais para respeitar a meta de 2°C.
Os especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estimam que é necessário reduzir 40% a 70% das emissões entre 2010 e 2050 para o aumento da temperatura permanecer abaixo de 2°C.
Os especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estimam que é necessário reduzir 40% a 70% das emissões entre 2010 e 2050 para o aumento da temperatura permanecer abaixo de 2°C. (AFP)

Aprovado no fim de 2015, em vigor menos de um ano depois e ratificado por 183 países, o Acordo de Paris traçou o caminho para um mundo sustentável através de mudanças drásticas na economia global, mas sem estabelecer objetivos vinculativos.

A meta

O objetivo do Acordo é conter o aumento da temperatura "muito abaixo de 2ºC" em relação à era pré-industrial e "continuar se esforçando para limitar este aumento a 1,5ºC", embora muitos especialistas tenham dúvidas de que essa meta possa ser alcançada.

Limitar o aumento a 2ºC ou 1,5°C é um objetivo muito ambicioso, dado o nível atual de emissões de gases de efeito estufa. Os especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estimam que é necessário reduzir 40% a 70% das emissões entre 2010 e 2050 para permanecer abaixo de 2°C.

O Acordo não especifica metas obrigatórias para cada país, como faz o Protocolo de Kyoto, de modo que cada nação deve determinar seus próprios objetivos de redução de emissões para 2025 ou 2030.

A busca, durante a segunda metade do século, de um equilíbrio entre a emissão e absorção de gases do efeito estufa é interpretado por alguns como o fim das energias fósseis (carvão, petróleo, gás), enquanto outros miram na captação de CO2 (técnica que ainda não está disponível) para continuar a explorar tais energias.

O calendário

Os planos de ação nacionais evitariam os cataclísmicos +4ºC/5°C previstos para um cenário de ausência de políticas climáticas, mas colocariam o planeta em uma trajetória ainda perigosa de +3°C.

Daí a necessidade de reforçar esses compromissos. Um amplo balanço, em uma base voluntária, está previsto para 2018.

As ONGs estão pressionando para que o maior número possível de países cumpram e revisem para cima suas ambições a partir de 2020, especialmente levando em conta que as tecnologias "verdes" serão mais acessíveis.

No Acordo, a primeira revisão obrigatória está prevista para 2025, data considerada tarde demais para respeitar a meta de 2°C.

Os países também devem comunicar em 2020 sua estratégia de desenvolvimento de baixa quantidade de dióxido de carbono para 2050.

Verificação dos compromissos

O Acordo de Paris prevê que os países prestem contas das ações programadas e dos seus resultados. É necessário certa flexibilidade para algumas nações, em particular as mais pobres.

Mas as regras específicas de transparência ainda devem ser determinadas. Que informações devem ser incluídas nos planos nacionais e com que grau de detalhamento? Que indicadores devem ser apresentados? Este foi um dos principais temas da conferência COP22 do Marrocos.

A transparência também se aplica à ajuda financeira, e os países desenvolvidos devem comunicar "a cada dois anos" medidas adotadas para auxiliar os países em desenvolvimento.

Ajuda aos mais pobres:

Em 2009, os países ricos prometeram que ofereceriam uma ajuda que aumentaria até atingir 100 bilhões de dólares em 2020, para financiar infraestruturas energéticas limpas e adaptações aos impactos negativos do aquecimento global.

O texto de Paris estabelece que os 100 bilhões de dólares são apenas um mínimo anual e que será estabelecido um novo objetivo para 2025.

Um roteiro publicado em outubro pela OCDE e cerca de 40 países estima que, sobre a base dos compromissos já anunciados, a ajuda atingiria 67 bilhões por ano em 2020. Em função dos efeitos do estímulo ao investimento privado, os financiamentos passariam de 77 a 133 bilhões de dólares em 2020.

O Acordo de Paris prevê um reequilíbrio entre as ajudas à redução de emissões, majoritárias, e à adaptação aos impactos do aquecimento global. Segundo a OCDE, atualmente apenas 16% da ajuda financeira é destinada à adaptação.

A soma de 100 bilhões de dólares pode ser comparada com os três a quatro bilhões de dólares necessários, segundo o think tank New Climate Economy, para assegurar uma transição para economias de "baixo carbono", o que só poderá ser alcançado através de uma reorientação maciça das finanças.


AFP

Participação do Brasil no G20 é irrelevante à espera do que fará Bolsonaro

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Do Brasil, o que os líderes querem saber mesmo é o que será do governo Bolsonaro.
Brasil é um ator importante no cenário mundial, mas terá um protagonismo limitado
Brasil é um ator importante no cenário mundial, mas terá um protagonismo 
limitado (Wilson Dias/Agência Brasil)
A reunião de líderes das 20 maiores economias do mundo, a Cúpula do G20, que começou nesta sexta-feira (30), em Buenos Aires, enfrenta o seu maior desafio desde a crise financeira de 2008. O Brasil é um ator importante no cenário mundial, mas terá um protagonismo limitado por conta da transição de governo.

O presidente Michel Temer terá participação na sessão plenária da Cúpula de Líderes do G20, mas terá apenas duas reuniões bilaterais ao longo do dia. Uma com o primeiro-ministro de Singapura, Lee Hsien Loong, e outra com primeiro-ministro da Austrália, Scott John Morrison.

Antes disso, Michel Temer terá um encontro informal com os membros dos BRICS, que se reúnem paralelamente ao G20. Do Brasil, o que os líderes querem saber mesmo é o que será do governo Bolsonaro. Mas, para isso, ainda devem aguardar. Se o G20 tem como objetivo gerar o diálogo e o consenso entre os países, esse objetivo pode fracassar no encontro na Argentina. A guerra comercial entre Estados Unidos e China e um recuo no combate às mudanças climáticas são ameaças palpáveis.

As grandes potências vivem tempos de fortes tensões entre si que poderão agravar-se ou distender-se depois dos encontros desta sexta-feira (30) e sábado em Buenos Aires, cidade que, aliás, também enfrentará protestos sociais contra o G20 nesta sexta-feira.

'Impossível' com Bolsonaro

Havia uma expectativa de um acordo político entre os dois blocos durante esta cúpula do G20, mas o presidente francês, Emmanuel Macron, descartou essa possibilidade. Num recado direto ao presidente eleito Jair Bolsonaro, o presidente francês disse que achava impossível avançar agora com um acordo entre o Mercosul e a União Europeia devido à mudança política no Brasil.

O presidente francês criticou a postura de Bolsonaro na questão ambiental. Disse que não pode pedir aos empresários e aos trabalhadores franceses que façam sacrifícios na luta contra as alterações climáticas e, ao mesmo tempo, assinar tratados comerciais com países que não pensam em fazer o menor esforço nessa matéria. Em referência ao Brasil, Macron disse que "não está disposto a aceitar acordos comerciais com países que não respeitarem o acordo de Paris".


Marcio Resende, RFI em Buenos Aires

Bolsonaro Apoiou Pezão: ‘Mais Preparado Para Conduzir O Rio’

E AGORA?
Por Portal Click Política  Em 29 nov, 2018


O presidente eleito Jair Bolsonaro comemorou a prisão do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, nesta quinta (29).


Mas, em 2014, Bolsonaro pediu votos para Pezão no segundo turno com Marcelo Crivella.

Então eleito deputado federal, Bolsonaro disse à época que “Pezão está muito melhor preparado para conduzir os destinos do Rio”.


Também disse que Pezão tinha conhecimento de “todos os problemas do Rio de Janeiro”.

Naquele momento, Pezão já enfrentava denúncias de corrupção.

Entre elas, a compra de ambulâncias superfaturadas no período em que era prefeito de Piraí, no interior do Rio.

As informações são da Coluna Radar


Portal Click Política

CLÃ BOLSONARO TEM UM PROJETO: SEMEAR O TERROR PARA COLHER UM ESTADO DE EXCEÇÃO


O clã Bolsonaro está colocando em marcha um projeto para semear terro no país; são duas operações em andamento: a criação do fantasma do "inimigo externo", o  "terrorismo do Islã"; e a criação do espantalho do "inimigo interno", as "forças ocultas" que pretenderiam assassinar Bolsonaro; o plano é criar uma brutal sensação de insegurança e pânico  para obter, de uma sociedade em pânico, das instituições em frangalhos e das mídias embasbacadas, aprovação para um estado de exceção; leia o artigo de Mauro Lopes .

Em Roma, cientistas e pensadores refletem se existe um cérebro 'maligno'?

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Psiquiatras, neurologistas e padres debatem a partir de uma visão científica sobre a existência do mal.
Muitas vezes, a forma como a religião tradicional define os distúrbios psiquiátricos é a partir de termos morais.
Muitas vezes, a forma como a religião tradicional define os distúrbios psiquiátricos é a partir de termos morais. (Reprodução/ Pixabay)
Por  Elise Harris

ROMA - Talvez uma das questões mais ponderadas de todos os tempos diz respeito à existência do mal - o que é, por que existe e por que um Deus amoroso o permitiria? No entanto, apesar de séculos e séculos de estudos, nenhuma resposta clara foi encontrada por filósofos e humanistas que investigaram o tema.

Nesta semana, psiquiatras, neurologistas e padres retomaram a discussão a partir de uma visão científica, perguntando se existem coisas como "bons" e "maus" cérebros - e como, se é que isso acontece, isso se cruza com a fé.

De acordo com o professor Stephen Stahl, que falou durante a aula de 22 de novembro sobre psicofarmacologia, o estudo do impacto das drogas na mente e no comportamento, realizado na Universidade Pontifícia Regia Apostolorum, em Roma, não há uma resposta clara para a pergunta.

Em uma entrevista com Crux, Stahl, professor adjunto de psiquiatria da Universidade da Califórnia em San Diego e membro honorário do departamento de psiquiatria da Universidade de Cambridge, disse que a verdadeira questão, do ponto de vista científico, é "qual é a diferença entre estar doente e ser mau?

"Há pessoas que fazem más ações e não são realmente responsáveis por isso, porque estão muito doentes", como pessoas com esquizofrenia ou alucinações, ele disse, mas advertiu que isso não está necessariamente mal, mas se trata de um estado "psicótico".

O mal, Stahl disse, é algo que ninguém pode realmente diagnosticar, mas é amplamente entendido como incluindo formas de "comportamento maligno", como o terrorismo. Esses comportamentos se correspondem intimamente com indivíduos que sofrem de uma condição psiquiátrica chamada "transtorno de personalidade antissocial", disse o professor, ou seja, as pessoas que dão ao termo "psicopata" sua definição médica.

Stahl, que é um dos principais pesquisadores em psiquiatria e psicofarmacologia, e que em breve publicará um livro intitulado "Mal, terrorismo e psiquiatria", disse que psicopatas reais são pessoas que "não têm consciência, não têm empatia", mas podem manipular os outros e muitas vezes podem até ser carismáticos”.

Observando como cerca de quatro por cento dos homens e dois por cento das mulheres sofrem com a condição, ele disse que o número é maior nas prisões, porque é mais fácil para as pessoas que operam sem consciência fazer as coisas que as levam até atos considerados maus.

No entanto, Stahl disse que existem "psicopatas idiotas", esses que são apreendidos, enquanto os "psicopatas inteligentes" são políticos ou pessoas que acabam como CEOs de empresas.

"Há uma sobre representação de psicopatas que são altamente bem-sucedidos porque são implacáveis, e não os incomoda passar por cima das pessoas para chegar ao topo", disse ele, acrescentando que muitos terroristas também estão no grupo.

Os verdadeiros psicopatas, disse o professor, são os que ficam para trás e dão as ordens, permitindo que outros levem a culpa se as coisas derem errado.

Stahl disse que o comportamento de padres e fundadores de ordens religiosas ou movimentos acusados de vários escândalos e atividades de culto nos últimos anos também de certa forma se alinha com a descrição de um psicopata.

Ações realizadas por pessoas que não têm consciência estão próximas de uma definição do mal, disse Stahl, acrescentando que, em sua opinião, o mal "é mais uma ideia religiosa, mas existe alguma sobreposição" com a ciência.

Olhando para o conceito católico dos “sete pecados mortais”, Stahl disse que muitos deles refletem verdadeiros distúrbios psiquiátricos, como a preguiça, que ele disse “é provavelmente um transtorno depressivo maior. [Estas são] pessoas que realmente não têm motivação, falta de vontade de cuidar de si mesmas”.

"Muitas vezes, a forma como a religião tradicional define os distúrbios psiquiátricos é a partir de termos morais", disse ele, descrevendo a discussão sobre o mal e a psiquiatria como um tapete no qual "há um fio cerebral junto a outro fio moral tecendo o tapete e você pode ver um os fios de ambas as perspectivas, mas depende do prisma que você está olhando, destaca mais um do que outro”.

O padre Alberto Carrara, coordenador do Grupo de Pesquisa Italiano em Neurobioética e professor de antropologia filosófica e neurobioética na Pontifícia Universidade Regina Apostolorum, em Roma, disse que, do ponto de vista de um crente, o pecado ainda tem um papel a desempenhar.

De um ponto de vista cristão, o mal “é a limitação e a fragilidade que se manifesta, ou pode se manifestar, em patologias psiquiátricas, que vêm dessas feridas”.

Em conversa com Crux, Carrara, que também é membro da Cátedra de Bioética e Direitos Humanos da UNESCO, disse que a natureza humana "encontra-se ferida pelo pecado, pelo mal" e, como consequência desta natureza ferida e caída, distúrbios mentais e psiquiátricos podem se desenvolver.

Usando o exemplo de uma guitarra, Carrara disse que nem todos os acordes de uma pessoa estão sempre afinados. Observando que 25% da população sofre de algum tipo de patologia mental ou doença, com cerca de dois por cento se transformando em uma patologia psiquiátrica séria, como aponta o professor, a fé tenta "iluminar" esse fenômeno a partir da perspectiva de Cristo, que veio salvar a humanidade de pecado", mas é preciso e congratula-se com informações científicas, neste caso, os dados da psiquiatria".

Segundo Stahl, deveria haver uma parceria natural entre a ciência e as comunidades de fé, mas “muitas vezes os cientistas basicamente não estão pensando nesses termos. Eles estão tão interessados na tapeçaria que tecem, quase racional e científica, sem realmente ter uma perspectiva moral”.

Por outro lado, “às vezes as pessoas com uma forte perspectiva moral não conhecem muito bem a ciência”, ele disse, explicando que, por causa disso, “é um casamento muito bom quando as duas perspectivas trabalham juntas, porque você pode ser secular ao ponto de tentar esterilizar o que você está fazendo, mas o sofrimento humano é algo que tem dimensões morais, não é apenas biológico”.

Stahl disse que essa convergência é especialmente útil em questões difíceis como a livre escolha quando se trata de tratamento, com os psiquiatras se perguntando quando é aceitável “forçar” o tratamento em alguém, e até que ponto uma pessoa pode recusar o tratamento, no caso de pessoas que são potencialmente um perigo para si ou para os outros.

Em seus comentários a Crux, Carrara disse que os prismas do cérebro versus a moral “devem ser complementares”, porque “ambos iluminam o ser humano”, e ambos buscam aliviar o sofrimento, “o que a Igreja nos diz ao respeito é importante".

Carrara, que atualmente está realizando pesquisas sobre a consciência, abordou o tema da linha entre a consciência de uma pessoa sobre suas ações e a doença mental, onde começa e termina uma e outra.

A resposta, disse ele, “não é simples, porque a consciência contém dimensões multifacetadas. Falamos de consciência de uma maneira polissêmica, que tem diferentes níveis, estratificações e complexidades”, e há também a questão de exatamente o quanto uma patologia “pode diminuir essa área de autoconsciência”.

Notando que existem síndromes neurológicas e psiquiátricas que podem potencialmente alterar o estado da consciência de uma pessoa e a percepção que tem de si mesma e de seu ambiente, ele disse que o que está em jogo nesses casos é a "integridade da pessoa".

Carrara disse que os profissionais devem ler dados psiquiátricos, genéticos e neurocientíficos com uma pessoa específica em mente, já que nem todos são iguais e as patologias podem se manifestar de maneira diferente.

"É preciso ser tomado caso a caso, não podemos fazer um catálogo", disse ele.
Em termos de parâmetros éticos, Carrara disse que a dignidade humana é a primeira.
Entre outras coisas, isso significa fazer uma avaliação dos riscos versus os benefícios de um dado tratamento, disse ele, já que há tantos distúrbios quanto drogas “que alteram e modificam a identidade pessoal”.

Outra questão ética importante, disse ele, envolve a justiça social e a “justiça dos tratamentos”, já que nem todas as pessoas têm acesso à terapia ou às drogas certas.

 "Nem todo caso é matemático, mas todo caso deve ser considerado em sua globalidade", apontou Carrara, acrescentando que, por causa disso, "a medicina é uma arte".


Crux - Tradução: Ramón Lara.

Pedofilia: ações concretas vindas do Vaticano?

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Saiba o que esperar do evento que poderá traçar rumos para que não se repitam abusos sexuais envolvendo sacerdotes e religiosos católicos.
Papa discursa durante a abertura do sínodo para os jovens, em outubro de 2018.
Papa discursa durante a abertura do sínodo para os jovens, em outubro de 2018. (Reuters)
Por Mirticeli Dias de Medeiros*

O mês de fevereiro de 2019 promete. Entre os dias 21 e 24, o Papa Francisco receberá, no Vaticano, os presidentes das conferências episcopais de todo o mundo, os quais, juntos, discutirão os escândalos dos abusos sexuais na Igreja. É a primeira vez que acontece um evento dessa magnitude para tratar de um problema específico.

O pontífice reconheceu que não basta confiar na máquina da cúria romana para a resolução do problema, uma vez que tal enfrentamento exige a ação concreta daqueles que estão em contato direto com o povo: os bispos em suas respectivas dioceses. Os prelados, durante a estadia em Roma, serão auxiliados pela comissão de combate à pedofilia criada por Francisco, a qual é presidida pelo arcebispo de Boston (EUA), Sean Patrick O’Malley - que, curiosamente, não participará do evento e preferiu não se pronunciar sobre o motivo da sua ausência. Quem assumirá o seu lugar na tarefa de coordenar o encontro será o jesuíta Hans Zollner, presidente do centro de proteção de menores, instalado na Universidade Gregoriana de Roma desde de 2014, e o padre que se encarregou de visitar, nos últimos anos, mais de 40 conferências episcopais em todo o mundo para aplicar medidas de proteção, tornando-se, assim, um dos maiores especialistas na matéria.

O episcopado católico é convidado a dar respostas concretas a um problema que, há anos, destrói a vida de milhares de famílias em todo o mundo, além de levar ao descrédito a política de combate à pedofilia que os últimos papas prometeram adotar. Tal convocação é uma medida de emergência motivada, em grande parte, pela crise da igreja nos Estados Unidos e no Chile: não dá para negar. E também porque, dessa vez, os protagonistas desse colapso moral não são somente os padres abusadores, mas os bispos que acobertaram esses criminosos. Podemos dizer que, acima de tudo, trata-se de uma crise do episcopado católico: uma das maiores desde o pós-guerra. Agora, cabe a Papa Francisco pagar a conta do fruto mais amargo do clericalismo que ele tanto condena e o qual, mesmo após o apelo do Concílio Vaticano II, enraizou-se nos mais diversos setores do catolicismo.

Em entrevista ao site americano Crux, a irlandesa Marie Collins, uma das vítimas que chegou a integrar a comissão de combate à pedofilia criada por Francisco, explicou o que já passou da hora de a Igreja traçar uma linha de ação concreta para chegar à raiz do problema. Ela cita três pontos que, se executados, demonstrariam o quanto a Igreja pretende agir “além do discurso” durante o encontro com os bispos do ano que vem.

“Deveriam colocar em prática uma política universal de salvaguarda em todas as entidades eclesiais do mundo, alinhada com a ‘tolerância zero’ prometida por Papa Francisco [...]. Os participantes também deveriam chegar à decisão de estabelecer uma política de responsabilização de todos os líderes da Igreja no tocante à gestão dos casos de abusos de menores. Em terceiro lugar, eles deveriam discernir quais mudanças são necessárias em relação ao direito canônico para facilitar a introdução dessas mudanças de salvaguarda e responsabilização”, ressaltou.

Já o arcebispo de Chicago (EUA), cardeal Blasé Joseph Cupich, em entrevista ao mesmo jornal, prometeu que essa reunião será o início de uma reforma mundial cujas iniciativas acontecerão em nível regional e nacional.

 “Trata-se de resolver um problema global e fortalecer o nosso compromisso como Igreja, de modo que possamos estabelecer a capacidade de resposta, de responsabilidade e transparência. Devemos encontrar um modo de constatação global das falhas passadas e apontar soluções que visem o futuro”, enfatizou.

*Mirticeli Dias de Medeiros é jornalista e mestre em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Desde 2009, cobre primordialmente o Vaticano para meios de comunicação no Brasil e na Itália, sendo uma das poucas jornalistas brasileiras credenciadas como vaticanista junto à Sala de Imprensa da Santa Sé.

Não amar a Deus: por que isto é um “tríplice crime”

  Redação da Aleteia | Nov 30, 2018
© Public Domain

Os 3 crimes da criatura que prefere as criaturas, segundo as “Meditações para todos os dias do ano”
No livro “Meditações para todos os dias do ano”, o autor M. Hamon explica que não amar a Deus é um tríplice crime:

CRIME DE MENOSPREZO (“menos preço”), pois Deus e as Suas perfeições merecem todo o nosso amor infinitamente mais que todas as criaturas juntas.

CRIME DE INJUSTIÇA, pois o homem, não podendo viver sem amar e amando as criaturas, já não ama o seu Criador, preferindo o finito ao Infinito, o nada ao Tudo, a pouca bondade e beleza que há na criatura à Bondade e Beleza Infinitas que há em Deus, e isto é sumamente injusto.

CRIME DE INGRATIDÃO, porque recebemos tudo de Deus e nada das criaturas exceto alguns benefícios que Deus permitiu que elas nos fizessem; porque esperamos de Deus uma felicidade eterna e das criaturas o que unicamente diz respeito à vida presente; porque Deus só nos faz o bem, enquanto as criaturas, muitas vezes, não nos fazem senão mal.

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M. Hamon, em “Meditações para todos os dias do ano”; tradução do pe. Francisco Luiz de Seabra, com aprovação eclesiástica, 1940, páginas 20 e 21 – via blog Almas Castelos

Papa Francisco: apostolado da Igreja não é marketing nem publicidade

Papa e concelebrantes da missa de hoje na Casa Santa Marta. Foto: Vatican Media - ACI Group

Vaticano, 30 Nov. 18 / 07:43 am (ACI).- Nesta sexta-feira, 30, dia em que a Igreja recorda a memória de Santo André Apóstolo e Mártir, o Papa Francisco refletiu em sua homilia sobre a necessidade de anunciar a fé com coerência, alertando que a missão da Igreja não é a de fazer marketing ou publicidade para conquistar fiéis e sim a de anunciar o Evangelho de Cristo.

Segundo noticiou o hoje o site oficial do Vaticano (https://www.vaticannews.va/pt/), o Papa falou sobre a Primeira Leitura, em que São Paulo explica como a fé provenha da escuta e a escuta diz respeito à Palavra de Cristo, e recordou como é “importante o anúncio do Evangelho”, o anúncio de que “Cristo nos salvou, de que Cristo morreu e ressuscitou por nós”. De fato, o anúncio de Jesus Cristo não é levar "uma simples notícia”, mas “a única grande Boa Notícia”.

“Não é um trabalho de publicidade, fazer propaganda para uma pessoa muito boa, que fez o bem, curou tantas pessoas e nos ensinou coisas belas. Não, não é publicidade. Tampouco é fazer proselitismo. Se alguém vai falar de Jesus Cristo, pregar Jesus Cristo para fazer proselitismo, não, isso não é anúncio de Cristo: isso é um trabalho, de pregador, feito com a lógica do marketing. Que é o anúncio de Cristo? Não é nem proselitismo nem propaganda nem marketing: vai além. Como é possível compreender isso? É antes de tudo ser enviado”, afirmou.

Portanto, ser enviado “à missão”, explicou o Santo Padre, significa colocar “em jogo a própria vida”. O apóstolo, o enviado que “leva o anúncio de Jesus Cristo” e “o faz com a condição de que coloque em jogo a própria vida, o próprio tempo, os próprios interesses, a própria carne”.

“Esta viagem, de ir ao anúncio, arriscando a vida, porque jogo a minha vida, a minha carne – esta viagem – tem somente passagem de ida, não de volta. Voltar é apostasia. Anunciar Jesus Cristo com o testemunho. Testemunhar significa colocar em jogo a própria vida. Faço aquilo que digo”, completou.

O Papa então convida à “coerência entre a palavra e a própria vida: isso – evidenciou – se chama testemunho”. O apóstolo, o anunciador, “aquele que leva a Palavra de Deus, é uma testemunha”, que coloca em jogo a própria vida “até o fim”, e é “também um mártir”. De outro lado, foi Deus Pai que para "fazer-se conhecer" enviou “seu Filho em carne, arriscando a própria vida”. Um fato que “escandalizava assim tanto e continua a escandalizar”, porque Deus se fez “um de nós”, numa viagem “com passagem somente de ida”.

O Santo Padre também destacou o papel do anúncio que os mártires desempenham ao dar testemunho da fé com a entrega da própria vida: “Os mártires são aqueles que [demonstram] que o anúncio foi verdadeiro. Homens e mulheres que deram a vida – os apóstolos deram a vida – com o sangue; mas também tantos homens e mulheres escondidos na nossa sociedade e nas nossas famílias, que dão testemunho todos os dias, em silêncio, de Jesus Cristo, mas com a própria vida, com aquela coerência de fazer aquilo que dizem”.

Para concluir, o Papa recordou que todos nós, com o Batismo, assumimos “a missão” de anunciar Cristo”: vivendo como Jesus “nos ensinou a viver”, “em harmonia com aquilo que pregamos”, o anúncio será “frutuoso”. Se, ao invés, vivemos “sem coerência”, “dizendo uma coisa e fazendo outra contrária”, o resultado será o escândalo. E o escândalo dos cristãos, concluiu, faz muito mal “ao povo de Deus”.

Uma liturgia familiar para celebrar o Advento


REDAÇÃO CENTRAL, 30 Nov. 18 / 05:00 am (ACI).- Durante o Advento, é tradição ter a coroa como uma forma de se preparar para o nascimento de Jesus. A cada domingo, uma vela é acesa. Para esse tempo especial, a ACI Digital preparou um conteúdo de Liturgia familiar com a Coroa do Advento, disponibilizado aos leitores.
Esta é uma ocasião especial para ser vivida em família, quando os membros se reúnem para, juntos, fazerem essa caminhada em direção à chegada do Salvador. A cada semana, pode-se seguir um dia dessa liturgia que traz reflexões, leituras bíblicas, preces e canções.

Hoje Igreja celebra Santo André Apóstolo, a “ponte do Salvador”



REDAÇÃO CENTRAL, 30 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 30 de novembro, é celebrada a festa de Santo André Apóstolo, irmão de Pedro e patrono da Igreja Ortodoxa. As passagens dos Evangelhos que mostram como André aproximou algumas pessoas de Jesus lhe renderam o título de “ponte do Salvador”.

Santo André nasceu na Betsaida. De início, foi discípulo de João Batista e logo começou a seguir Jesus. Foi por intermédio dele que Pedro conheceu o Senhor. “Encontramos o Messias”, disse ao seu irmão.

Aparece ainda no episódio da multiplicação dos pães e dos peixes, quando indica a Jesus um jovem que tinha apenas cinco pães e dois peixes.

Além disso, ao lado de Filipe, dirige-se a alguns gregos e os leva a conhecer o Salvador.

A tradição assinala que, depois do Pentecostes, o apóstolo André pregou em muitas regiões e foi crucificado na Acaia, Grécia. Diz-se que a cruz em que morreu tinha forma de “X”, a qual ficou conhecida popularmente como “cruz de Santo André”.

Esta cruz recebeu as seguintes palavras do apóstolo: “Salve Santa Cruz, tão desejada, tão amada. Tira-me do meio dos homens e entrega-me ao meu Mestre e Senhor, para que eu de ti receba o que por ti me salvou!”.

Santo André é também fundador da Igreja em Constantinopla, nome antigo da atual cidade do Istambul, na Turquia.

Em um dia como este em 2014, o Papa Francisco, sucessor do Pedro, e o Patriarca Bartolomeu, herdeiro de Santo André, renovaram na Turquia os laços de irmandade entre ambas as Igrejas.

Naquela ocasião, durante a homilia, Francisco dirigiu estas palavras ao Patriarca: “Amado irmão, caríssimo irmão, estamos já a caminho, a caminho para a plena comunhão e já podemos viver sinais eloquentes de uma unidade real, embora ainda parcial. Isso nos conforta e sustenta na prossecução deste caminho”.

Por fim, declarou: “Temos a certeza de que, ao longo desta estrada, somos apoiados pela intercessão do Apóstolo André e do seu irmão Pedro, considerados pela tradição os fundadores das Igrejas de Constantinopla e de Roma. Imploramos de Deus o grande dom da unidade plena e a capacidade de o acolher nas nossas vidas. E não nos esqueçamos jamais de rezar uns pelos outros”.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Segunda Turma do STF julgará pedido de liberdade de Lula em 4 de dezembro

Defesa do ex-presidente apresentou novo pedido após Sérgio Moro ser anunciado ministro de Jair Bolsonaro; Moro condenou Lula em 1ª instância. Petista está preso desde 7 de abril.
Por Mariana Oliveira e Rosanne D'Agostino, TV Globo e G1 — Brasília

29/11/2018 18h22  Atualizado há uma hora

Ex-presidente Lula é carregado por apoiadores em São Bernardo (SP) — Foto: Andre Penner/AP Photo
Ex-presidente Lula é carregado por apoiadores em São Bernardo (SP) — Foto: Andre Penner/AP Photo


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima terça-feira (4) o julgamento do novo pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os advogados de Lula apresentaram o pedido após o ex-juiz federal Sérgio Moro, ainda como magistrado, aceitar o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça (entenda a argumentação mais abaixo).

Compõem a Segunda Turma do STF os ministros Edson Fachin (relator), Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Lula está preso desde abril deste ano. O ex-presidente foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) em um processo da Lava Jato – o TRF-4 confirmou a sentença de Sérgio Moro.

Relator do caso, Fachin já havia liberado o pedido de Lula para julgamento, mas faltava o presidente da Turma, Ricardo Lewandowski, marcar a data.

Fachin liberou o processo para julgamento antes mesmo de a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestar sobre o caso. O Superior Tribunal de Justiça, o TRF-4 e a 13ª Vara Federal de Curitiba dizem que houve legalidade nas decisões que mantiveram Lula preso até agora.

Entenda a argumentação
A defesa de Lula afirma que houve parcialidade de Sérgio Moro na condenação do petista. Argumentam os advogados que a parcialidade é demonstrada no fato de Moro aceitar o convite de Bolsonaro para ser ministro.

Para a defesa de Lula, Moro demonstrou "inimizade capital" e "interesses exoprocessuais" ao condenar Lula, no ano passado, por corrupção e lavagem de dinheiro, o que, no entender dos advogados, deveria afastá-lo do processo.

O processo de Lula
No entendimento de Moro e dos três desembargadores da 8ª Turma do TRF-4, Lula recebeu da OAS um apartamento triplex em Guarujá (SP) em retribuição a contratos firmados pela construtora com a Petrobras.

Desde o início das investigações, Lula afirma ser inocente, acrescentando não ser o dono do apartamento. A defesa do ex-presidente alega que o Ministério Públicou não produziu provas contra ele, acrescentando que o petista não cometeu crimes antes, durante ou depois do mandato de presidente da República.

A condenação de Lula em segunda instância, confirmando a condenação dada por Moro, levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a rejeitar a candidatura do petista à Presidência neste ano. Com isso, o PT substituiu Lula por Fernando Haddad, que perdeu para Bolsonaro.

PARA 90%, MILITARES DEVEM EVITAR SUBMISSÃO DO PAÍS AOS EUA


Uma nova sondagem feita com a comunidade 247, com 2,4 mil votos de assinantes e membros do canal no YouTube, aponta que a grande maioria prefere que o grupo militar que cerca Jair Bolsonaro, como seu vice, general Mourão, impeça que o Brasil seja submisso ao governo dos EUA, de Donald Trump; apenas 10% votaram a favor de o Brasil ser submisso à política externa estadunidense; a enquete foi feita depois que o presidente eleito bateu continência para John Bolton, assessor de Trump, em reunião nesta quinta.

MACRON: SEM ACORDO AMBIENTAL, NÃO TEM ACORDO

MACRON ISOLA BOLSONARO: SEM ACORDO AMBIENTAL, NÃO TEM ACORDO COMERCIAL 
Começam as retaliações às declarações intempestivas de Jair Bolsonaro; o presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira (29) que a possibilidade de apoiar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul depende da posição de Bolsonaro sobre o Acordo Climático de Paris, que o capitão ameaçou romper; "Não podemos pedir aos agricultores e trabalhadores franceses que mudem seus hábitos de produção para liderar a transição ecológica e assinar acordos comerciais com países que não fazem o mesmo. Queremos acordos equilibrados", disse Macron.

População vulnerável submetida a ondas do calor cresceu em todo mundo

Número de pessoas submetidas a uma onda de calor aumentou em 157 milhões na comparação com 2000 e em 18 milhões comparado a 2016.


Outro fator do aquecimento global que afeta na questão da saúde é o risco de insegurança alimentar para os mais pobres.
Outro fator do aquecimento global que afeta na questão da saúde é o risco de insegurança alimentar para os mais pobres. (Muhammad Hamed/Reuters)
A elevação da temperatura global aumentou a exposição de populações vulneráveis a ondas de calor extremo em todas as regiões do mundo no ano passado. A informação consta de estudo sobre os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde feito por especialistas de 27 instituições internacionais em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e divulgado hoje (28) na revista médica “The Lancet”, em Londres.
De acordo com a publicação, o número de pessoas consideradas vulneráveis que foram submetidas a uma onda de calor aumentou em 157 milhões na comparação com 2000 e em 18 milhões comparado a 2016.
As regiões com maior risco são a Europa e o Leste do Mediterrâneo, que tem mais de 40% da população acima de 65 anos, faixa etária mais vulnerável. Já as populações da América do Sul e parte da Ásia estão mais expostas a enchentes e secas.
De acordo com o estudo, são consideradas populações vulneráveis os idosos, principalmente em áreas urbanas; os profissionais que trabalham expostos na agricultura, na área de construção e trabalhadores manuais. Também apresentam maior vulnerabilidade às variações climáticas pessoas que tem condições médicas pré-existentes, como doenças neurológicas, cardiovasculares, pulmonares renais e diabetes.
Os pesquisadores mostram que um dos efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde é o chamado estresse por calor. Os médicos explicam que o corpo humano precisa manter uma temperatura média de 37º para funcionar normalmente. Quando expostos ao calor extremo, os mecanismos de defesa do corpo se alteram, com a dilatação das veias para aumentar o fluxo de sangue e o aumento do suor para equilibrar a temperatura, causando estresse nas funções de alguns órgãos.
A publicação já identificou que 2018 tem sido um ano ainda mais quente em muitas partes do mundo e que a mortalidade por exposição a calor extremo já é uma realidade. A poluição do ar por carvão, por exemplo, é atribuída pelo estudo como causa de 16% das mortes em todo o mundo.
Ainda segundo a pesquisa, o calor agrava a poluição do ar e 97% das cidades em países de baixa e média renda não atendem às diretrizes de qualidade do ar da OMS. O relatório destaca também que o aumento da temperatura fora de época aumenta a propagação da cólera e da dengue em áreas endêmicas.
Outro fator do aquecimento global que afeta na questão da saúde é o risco de insegurança alimentar para os mais pobres, uma vez que os indicadores apontam uma tendência de redução no rendimento das colheitas em todas as regiões do mundo.
Onda de calor no Japão
Idosos, principalmente em áreas urbanas, estão entre os mais afetados pelas ondas de calor - Issei Kato/Reuters/Direitos reservados

Impacto no trabalho

A pesquisa revela ainda, pela primeira vez, que o calor extremo tem impacto na capacidade laboral. Em 2017, as altas temperaturas resultaram na perda de 153 bilhões de horas de trabalho em 2017.
Segundo o relatório, a China perdeu 21 bilhões de horas, o equivalente a um ano de trabalho para 1,4% de sua população ativa. A Índia perdeu 75 bilhões de horas, o que representa 7% de sua população total de trabalhadores.
Soluções
Os autores sugerem o fortalecimento de regulamentos trabalhistas para proteger os trabalhadores, além da melhoria nas condições de hospitais e sistemas de saúde e aumento dos esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Os especialistas alertam que os gastos para adaptação aos efeitos do aquecimento global para a saúde ainda são inadequados, da ordem de 11,68 bilhões de libras, o que representa apenas 4,8% de tudo o que é investido no mundo em ações de adaptação para mudanças climáticas.
A pesquisa faz parte do projeto "Lancet Countdown: acompanhando o progresso em saúde e mudanças climáticas", que foi lançado em 2015 depois que a revista The Lancet concluiu que as mudanças climáticas são a maior ameaça à saúde pública no século 21. A revista médica também projeta que os efeitos do aquecimento global podem anular os avanças na saúde conquistados nos últimos 50 anos.

Agência Brasil

Brasil Desmoronou Com Bolsonaro E Não Consegue Ser Uma Democracia

Diz Imprensa Internacional
Por Portal Click Política  Em 29 nov, 2018


No jornal alemão Die Zeit, um artigo intitulado Apocalypse Brasil retrata nosso país:

Bolsonaro e seus apoiadores do âmbito militar e das igrejas evangélicas souberam usar com maestria a opinião pública fragmentada. (…) Por meio de uma campanha de desinformação sem precedentes e alimentada por voluntários, retrataram a recente história do Brasil como um desmoronamento cinematográfico, como a ruína na corrupção, violência e abandono.

Nós, na Europa, somos receptivos a essa narrativa porque ela confirma nosso olhar acostumado sobre a América do Sul. Perturbados, olhamos para um país que aparentemente não consegue ser uma democracia de verdade. O problema é que a Europa, independentemente de sua indignação superficial sobre a ascensão do fascismo e a ameaçadora catástrofe ambiental, compartilha – ao menos inconscientemente – dos interesses da elite brasileira no poder, o interesse na restauração da velha ordem.

É que uma revolução social profunda não acabaria apenas com o subdesenvolvimento estrutural do Brasil, a eliminação dos últimos redutos indígenas e do bioma mais importante do planeta. No longo prazo, também impediria que o Brasil jogasse soja e minério de ferro em grandes quantidades no mercado internacional, importando máquinas e carros alemães em contrapartida. Essa revolução restringiria a exploração fatal dos recursos naturais e colocaria em questão a ordem econômica global e pós-colonial.

Isso teria consequências indiretas também sobre nós. Não aconteceria apenas contra o egoísmo da elite brasileira, mas também contra o dos fabricantes de automóveis e produtores de carne europeus, que alimentam seus animais com soja barata. Também por isso, estamos inclinados a acreditar na espetacular história do colapso da democracia brasileira, uma história difundida por apoiadores de Bolsonaro na TV, nos jornais e via WhatsApp, para restaurar uma ordem social e familiar reacionária e para inflamar uma perseguição santa contra o PT, contra a comunidade LGBTQ e contra a ascensão social de afro-brasileiros.


Portal Click Política

Apenas 10% Dos Médicos Se Apresentam Para O Trabalho Após Saída Dos Cubanos

FIASCO TEMER-BOLSONARO
Por Portal Click Política  Em 28 nov, 2018

Dados divulgados pelo ministério da Saúde nesta quarta-feira (28) informam que somente 8,9% dos aprovados no novo edital do Mais Médicos, aberto após Cuba deixar o programa, se apresentaram para trabalhar nos postos de saúde. Tanto o atual governo quanto o presidente eleito, Jair Bolsonaro, haviam comemorado o fato de 97,8% das vagas abertas terem sido preenchidas (8.319 de 8.500), porém, somente 738 profissionais apareceram para trabalhar. O prazo para se apresentarem é 14 de dezembro, de acordo com o edital.

Após Cuba irresponsavelmente retirar-se do Mais Médicos por não aceitar dar liberdade e salário integral aos seus cidadãos, quase 100% das vagas já foram preenchidas por brasileiros. Está claro que o acordo do PT era pretexto para financiar a ditadura membro do foro de São Paulo.

— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 27 de novembro de 2018
Reportagem do portal UOL traz o caso da cidade de Cosmópolis, interior de São Paulo, que teve sete médicos aprovados no novo edital, mas somente três estão disponíveis. Segundo a prefeitura, três desistiram antes de ‘tomar posse’ e um não se apresentou. “Lá havia oito médicos cubanos – sete saíram. O outro fez o Revalida, exame de validação do diploma obtido no exterior, e foi aprovado”, informa o Uol.

Os gestores de Saúde estão preocupados. “Se houver dificuldade em repor os cubanos, o ministério estuda deslocar profissionais que já atuam no programa para essas regiões. Em edital de novembro de 2017, o índice de desistência entre profissionais com registro havia sido de 20%”, diz a matéria.

Já em Contagem, Grande Belo Horizonte, dos cinco médicos inscritos, dois desistiram. No posto de Nova Contagem, bairro pobre da cidade, o único médico que havia, um cubano, já deixou o posto. Com isso, a prefeitura estima que 22 pacientes deixam de ser atendidos diariamente no local.

Portal Click Política

Os bastidores da Sacrosanctum Concilium

Padres Conciliares reunidos na Basílica de São Pedro em dezembro de 1963
Padres Conciliares reunidos na Basílica de São Pedro em dezembro de 1963
O Esquema da reforma da Liturgia não estava na primeira pauta do Concílio Vaticano II. A questão estava em quinta ordem. Para a maioria dos padres conciliares o tema da Liturgia não era prioritário e havia um grupo de bispos neoescolásticos influentes que refutavam categoricamente uma reforma geral da Liturgia
Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

No nosso espaço Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos continuar a falar sobre a reforma litúrgica.

Ao encontrar os participantes do III Encontro Mundial de Corais no último sábado, o Papa Francisco recordou que  o Concílio Vaticano II, com a reforma litúrgica, reiterou que “a tradição musical da Igreja constitui um patrimônio de inestimável  valor”, ressaltando “as tantas tradições de nossas comunidades espalhadas por todo o mundo, que fazem emergir as formas mais radicadas na cultura popular e que se tornam também uma verdadeira oração”.

No programa passado, vimos como na convocação do Concílio Vaticano II não se falava muito da reforma litúrgica, não obstante o Movimento Litúrgico já fosse atuante já há alguns anos. Foi precisamente durante o evento conciliar que a renovação litúrgica ganhou força. Nesta quarta-feira, o padre Gerson Schmidt, aprofunda este tema, falando sobre “Os bastidores da Sacrosanctum Concilium”:

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14/11/2018
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"O Esquema da reforma da Liturgia não estava na primeira pauta do Concílio Vaticano II. A questão estava em quinta ordem. Para a maioria dos Padres conciliares o tema da Liturgia não era prioritário e havia um grupo de bispos neoescolásticos influentes que refutavam categoricamente uma reforma geral da liturgia.

Como o esquema sobre a Revelação De fontibus Revelationis (que gerará depois a Constituição Dogmática Dei Verbum) encontrava dura oposição, decidiu-se começar as deliberações sobre o esquema da Liturgia, que com certeza era o melhor.

A posteriori (depois de passados os tempos) muitos viram isso providencial, como um “desígnio divino, porque desse modo se tornou evidente para todos que a Liturgia constitui o centro da vida eclesial e que o Concílio buscava a sua renovação”¹.

Um dos mais influentes peritos do Concílio Vaticano II era o teólogo Joseph Ratzinger – que se tornará depois Papa Bento XVI. Ratzinger afirmou que a liturgia para muitos Padres conciliares nem era tema para discussão. Disse acerca disso: “o fato de que esse texto do esquema da liturgia ser abordado em primeiro lugar não foi do interesse entusiástico da maioria dos padres conciliares pela questão litúrgica, mas simplesmente devido ao fato de que não se previam grandes discussões a seu respeito. Nenhum padre via naquele texto uma ‘revolução’ que tivesse significado o ‘fim da Idade Média’, como desde então os teólogos pretendem interpretar. Consideravam-no apenas uma continuação das reformas iniciadas por Pio X, prosseguidas com prudência e determinação por Pio XII”².

Ouça e compartilhe!
As deliberações da Constituição Sacrosanctum Concilium sobre o esquema da Liturgia duraram de 22 de outubro a 13 de novembro de 1962. No entanto, não se desenvolveram tão harmoniosamente como alguns tinham achado.

As controvérsias giravam em torno da Eucaristia, do uso da língua vernácula, a concelebração, a comunhão com o cálice, a reforma do breviário, e sobretudo, a relação na aplicação das reformas litúrgicas.

Alguns pediam a revisão dogmática pela comissão teológica, em particular na questão das presenças de Cristo na liturgia, contidas no número 07 da SC. Depois de muitas discussões, no dia 21 de novembro de 1963 foi abandonado o pedido de manutenção do latim para a forma sacramentorum.

Com a morte de João XXIII, Paulo VI anunciou o segundo período do Concílio já priorizando a liturgia como um dos trabalhos mais importantes, pois tinha sido influenciado pelo seu colega de estudos Bevilacqua, mais próximo do cardeal Lercaro e de Bugnini.

Por fim, foi aprovado a Constituição, não dogmática, sobre a liturgia, por grande maioria. Na aprovação Paulo VI disse: “O tema da liturgia que foi abordado em primeiro lugar e que, em certa medida, é o mais importante por causa de seu valor intrínseco e do seu significado para a vida da Igreja, conclui-se felizmente”³.

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¹ Helmut Hoping, A Constituição Sacrosanctum Concilium. In: As constituições do Vaticano II, Ontem e Hoje, org. Geraldo B. Hackmann e Miguel de Salis Amaral, Edições CNBB, 2015, p.110.

² J. Ratzinger. Aus Meninem Leben. Erinnerungem(1926-1977), Suttgart, 1998,p.103.

³ Helmut Hoping, A Constituição Sacrosanctum Concilium. In: As constituições do Vaticano II, Ontem e Hoje, org. Geraldo B. Hackmann e Miguel de Salis Amaral, Edições CNBB, 2015, p.113-114