domingo, 12 de agosto de 2018

Papa pediu aos jovens para serem «protagonistas no bem» (c/vídeo)


Francisco explicou que «não basta não fazer o mal»

Cidade do Vaticano, 12 ago 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco pediu hoje aos jovens italianos para serem “protagonista no bem” e explicou que as promessas do batismo têm dois aspetos, a “renúncia ao mal”, dizer “não a uma cultura da morte”, e adesão ao bem”.

“Se não nos opomos ao mal, nós o alimentamos. É necessário intervir onde o mal se espalha, porque o mal se espalha onde não há cristãos ousados ​​que se opõem com o bem”, afirmou na Praça de São Pedro, antes da oração do ângelus.

Aos jovens italianos, peregrinos e turistas, Francisco pediu que não se sintam bem quando não fazem o mal porque “todos são é culpado do bem que ele poderia fazer e não fez.

“Não basta não odiar, é preciso perdoar”, realçou.

O Papa explicou que “não é suficiente não ter rancor” mas deve-se rezar “pelos inimigos”, como “não é suficiente não ser causa de divisão”, é preciso levar “a paz onde ela não existe”.

“Não é suficiente não falar mal dos outros, devemos parar quando ouvimos alguém falando mal. Pare a conversa: Isso está indo bem”, exemplificou ainda.

Francisco salientou que para “não entristecer o Espírito Santo” é necessário viver de forma “consistente com as promessas do Batismo”, que foram renovada no Sacramento da Confirmação, o Crisma.

“O cristão não pode ser hipócrita, deve viver de maneira coerente. As promessas do batismo têm dois aspetos: Renúncia ao mal e adesão ao bem”, realçou.

O pontífice argentino observou que a renúncia ao mal é dizer “não” às tentações, ao pecado, a satanás, em concreto, significa dizer “não a uma cultura da morte”, que se manifesta na fuga do real para “uma falsa felicidade que se expressa nas mentiras, na fraude, na injustiça, no desprezo do outro”.

Neste contexto, e citando novamente São Paulo, recordou que o apóstolo “exorta a remover do coração” seis elementos ou vícios que “perturbam a alegria do Espírito Santo”: “Dureza, indignação, ira, gritos e calúnias com todo tipo de malícia”.

A peregrinação a Roma, intitulada “Por mil estradas”, com jovens de 180 dioceses italianas é uma iniciativa que antecipa o próximo Sínodo dos Bispos sobre os Jovens, no Vaticano, em outubro.

“Andemos juntos para o próximo Sínodo dos Bispos, que a Virgem Maria nos apoie com sua intercessão materna, para que cada um de nós, todos os dias, com ações, possa dizer “não” ao mal e “sim” ao bem”, referiu o pontífice pedindo aos jovens que andem “no amor”.

Após a recitação da oração do ângelus, Francisco agradeceu a “presença e testemunho cristão” dos jovens.

Neste âmbito, desejou que no regresso às suas comunidades “testemunhem” “a alegria da fraternidade e da comunhão” que experimentaram nos dias de peregrinação e oração.

O pontífice manifestou também “gratidão” à Conferência Episcopal Italiana pela organização do encontro nacional e agradeceu também aos padres e freiras o seu trabalho com os jovens.

Francisco despediu-se com os tradicionais votos de “bom domingo” e “bom almoço” e pediu a todos os presentes na Praça de São Pedro que rezem por si.

No final, abençoou a Cruz de São Damião e a imagem de Nossa Senhora de Loreto que os jovens italianos vão levar para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que se vai realizar na cidade do Panamá, em janeiro de 2019.

Neste sábado, o Papa encontrou-se com as dezenas de milhares de jovens italianos peregrinos, no Circo Máximo, de Roma, desafiando-os a sonhar sempre, sem medo.

CB


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