quinta-feira, 31 de maio de 2018

De Capistrano a Canindé, lindo caminho

Fotos: Padre Geovane Saraiva (16/01/2018)
Viagem: Canindé a Capistrano (Mazagão), passando por Aratuba (CE 065 - Serra do Baturité). Fotografias nas ladeiras de Canindé a Aratuba e de Aratuba a Capistrano (Pai João), com os amigos Jardel Silveira e Francisco de Assis Silveira. Pelos lugares belíssimos, Deus seja louvado! 



















terça-feira, 29 de maio de 2018

Mistério da Santíssima Trindade

Padre Geovane Saraiva*

No mistério da Santíssima Trindade, encontra-se o eixo central da fé e da vida cristã, na revelação de Deus como Pai, Filho e Espírito Santo. Nosso Senhor Jesus Cristo foi quem nos revelou tão excelso mistério, falando-nos do Pai, do Espírito Santo e d’Ele próprio. Longe de pensar numa verdade produzida pela Igreja, mas revelação do Filho, compreendendo-a como inesgotável mistério de amor, verdade revelada por Deus. Tomemos a simplicidade de uma criança, ao interpelar Santo Agostinho, enquanto meditava sobre o mistério da Santíssima Trindade: “Eu te digo, é mais fácil colocar toda a água do oceano neste pequeno poço na areia do que a inteligência humana compreender os mistérios de Deus”.

Resultado de imagem para imagem da santissima trindadeA história da humanidade se divide em duas partes: antes de Cristo e depois de Cristo.  Na encarnação do Verbo, temos o fim de uma era e o começo de uma nova, com a humanidade peregrinando na história, na qual, nos nossos dias, somos chamados a contemplar Jesus na montanha sagrada, no seu encontro com o Pai, dizendo-nos que devemos ir ao mundo, mas no sentido de transformá-lo. É que Deus nos fala por meio da história e nos chama à conversão, que quer de nós o anúncio da salvação.

Que Deus nos dê um pouco da alma grande e elevada de Santo Agostinho, quando desejarmos encontrar explicações plausíveis sobre o mistério da Santíssima Trindade; nós que fomos batizados em nome da Trindade Santa. Reconheçamos, pois, Deus como Senhor da vida, Pai da criação e de todos. Jesus, o Emanuel, o Deus conosco, assegura-nos, como seus seguidores, sua presença em nosso meio, fundamentada nas suas palavras, dirigidas à Igreja na pessoa dos doze: “Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio” (Jo 20, 21).

Por Jesus de Nazaré, Deus Pai realiza o sonho da pessoa humana radicalmente livre, restaurando a comunhão, dando-lhe resposta e sentido à vida, convencendo-a de que no seu mistério de amor a criatura humana é chamada a um permanente e estreito diálogo, pelo anúncio da esperança e do perdão, na busca da verdade e da paz. Voltados ao mistério da Santíssima Trindade, pelo nosso modo de viver, identificado com Jesus de Nazaré, na alegria e na confiança de que sua palavra é eterna: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”. Assim seja!

 *Padre, Jornalista, Colunista e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE. Da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza geovanesaraiva@gmail.com

sábado, 26 de maio de 2018

A divina diversidade nas diferenças humanas

domtotal.com
Por trás da evolução cósmica e convergente do universo, existe uma inteligência amorosa que dá vida 
Todo o universo está cheio da energia amorosa de Deus.
Todo o universo está cheio da energia amorosa de Deus. (Reprodução/ Pixabay)
Por Marcelo Barros

Nesse domingo 20, as Igrejas cristãs concluíram os 50 dias da celebração anual da Páscoa com a memória do dia no qual, conforme a tradição cristã, a ressurreição de Jesus deu como fruto a vinda do Espírito Santo como presença permanente de Deus nas pessoas e no mundo.

A partir de então, pode-se crer em Deus como Amor presente e atuante nas pessoas e nas relações entre todos os seres. Cada vez mais os cientistas aceitam que, por trás da evolução cósmica e convergente do universo, existe uma inteligência amorosa que dá vida e consistência a tudo. Para a tradição judaica e cristã, esse Amor que fecunda o universo se chama Deus. É Amor que cria amor em nós e no mundo. Na Bíblia, o termo espírito é feminino (ruah). Deus é mãe carinhosa que nos educa, conforta e fortalece nas lutas da vida.

Na abertura das celebrações de Pentecostes, as Igrejas antigas cantam uma palavra do livro da Sabedoria: "O Espírito do Senhor, o universo todo encheu. Tudo abarca em seu saber e tudo enlaça em seu amor. Aleluia, aleluia". Isso significa que todo o universo está cheio da energia amorosa de Deus. Os seres vivos testemunham que o amor divino é único, mas se manifesta de formas diversas na natureza e nas pessoas. Assim, o próprio Deus assume a diversidade como algo que é seu e através da qual ele se manifesta para nós.

Nesses dias, a ONU comemora duas datas nas quais se acentua a importância da diversidade. Nessa segunda-feira, 21 de maio, a cada ano, se comemora o Dia Mundial das Diversidades Culturais. Na terça-feira, 22, a ONU nos convida a refletir sobre a Diversidade biológica ou biodiversidade. Embora sejam comemorações independentes, as duas datas revelam a importância do respeito às diversidades. Na primeira comemoração, se trata das diversidades culturais e humanas. Na segunda, a preocupação é a diversidade biológica. Atualmente, os cientistas estão de acordo: o próprio fenômeno da vida acontece como uma rede de relações entre células diferentes e entre organismos diversos. Para se manter e se desenvolver, a vida precisa da biodiversidade. Quando, em nome do lucro, os proprietários de terra fazem monocultura e transformam imensas paisagens de terra em plantações de cana de açúcar, de soja ou, pior ainda, de pasto para o gado, é a própria vida que é ameaçada. O agronegócio troca a vida para todos pelo lucro para poucos.

Do lado da fé, a festa cristã de Pentecostes lembra que a primeira manifestação do Espírito de Deus aos discípulos de Jesus foi torná-los capazes de se comunicarem com pessoas de diferentes idiomas e formarem uma unidade a partir da diversidade cultural e étnica (Atos 2).

Por muito tempo, as Igrejas pensavam que a proposta divina da unidade excluía quaisquer diferenças entre si. Todos tinham de pensar igual, agir na mesma linha e dizer uma palavra única. No século III, o bispo Cipriano de Cartago já advertia: "A unidade abole as divisões, mas respeita as diferenças". E a cada ano, para preparar essa festa do Espírito que os cristãos celebram nesse domingo, várias Igrejas diferentes se unem em orações pela unidade dos cristãos. Compreendem que se trata de unidade de fé e de amor na diversidade das instituições e das formas de ser cristãos. Nada de uniformidade. Como é a realidade do universo: os astros se relacionam e se harmonizam na grande diversidade cósmica.

 Na situação social e política atual, diversos movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos, ligados aos interesses do povo mais pobre se juntam em uma grande frente de esquerda. Querem deter a onda do Fascismo, cada vez mais defendido e apregoado por grandes meios de comunicação e pelas elites brasileiras. Ao ouvir notícias contraditórias, há pessoas que ficam sem saber o que pensar. Alguns se perguntam de que lado devem se colocar. Um bom critério é ver de que lado estão os movimentos sociais e as pessoas e grupos mais ligados aos pequenos e deserdados da sociedade. Como disse Jesus no evangelho: "Pai, eu te dou graças porque escondeste tuas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos" (Mt 10, 25 ss).


Marcelo Barros
Marcelo Barros é monge beneditino e teólogo especializado em Bíblia. Atualmente, é coordenador latino-americano da Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo (ASETT). Assessora as comunidades eclesiais de base e movimentos sociais como o Movimento de Trabalhadores sem Terra (MST). Tem 45 livros publicados dos quais está no prelo: "O Evangelho e a Instituição", Ed. Paulus, 2014. Colabora com várias revistas teológicas do Brasil, como REB, Diálogo, Convergência e outras. Colabora com revistas internacionais de teologia, como Concilium e Voices e com revistas italianas como En diálogo e Missione Oggi. Escreve mensalmente para um jornal de Madrid (Alandar) e semanalmente para jornais brasileiros (O Popular de Goiânia e Jornal do Commercio de Recife, além de um jornal de Caracas (Correo del Orinoco) e de San Juan de Puerto Rico (Claridad).

Empresa deve devolver a trabalhador desconto de IR por férias pagas na rescisão

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Não incide o desconto de IR sobre o pagamento das férias indenizadas, em razão da natureza indenizatória dessa parcela.
6ª Turma do TST determinou que uma siderúrgica devolva valores descontados a título de IR sobre o valor das férias pago a um auxiliar administrativo dispensado.
6ª Turma do TST determinou que uma siderúrgica devolva valores descontados a título de IR sobre o valor das férias pago a um auxiliar administrativo dispensado. (Pixabay)

Parcelas de natureza indenizatória, entre as quais estão incluídas as férias indenizadas, não estão sujeitas à incidência do Imposto de Renda. Assim entendeu a 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao determinar que uma siderúrgica devolva valores descontados a título de IR sobre o valor das férias pago a um auxiliar administrativo dispensado.

O juízo da 1ª Vara do Trabalho de Cubatão (SP), ao julgar a questão, entendeu que o empregador apenas havia seguido o Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/99), que considera as férias indenizadas como base de incidência.

Para esse juízo, a discussão jurídica a respeito da natureza da parcela deveria ser travada pelo interessado diretamente com a Receita Federal, e não com o empregador. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região manteve a sentença.

O autor recorreu ao TST, sustentando que a decisão da corte regional contrariou as Súmulas 125 do Superior Tribunal de Justiça e 17 do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

O relator, ministro Augusto César Leite de Carvalho, destacou que “a jurisprudência atual, notória e predominante” da corte entende não incidir o desconto de IR sobre o pagamento das férias indenizadas, em razão da natureza indenizatória da referida parcela. Ele citou diversos precedentes da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1) e de todas as turmas do TST.

Por isso, definiu que é dever da siderúrgica repassar ao ex-empregado os valores descontados. O voto foi seguido por unanimidade.


Consultor Jurídico/TST

Equipe da Globo é expulsa por caminhoneiros da refinaria de Suape (PE)

Trindade: 'Deus é plural'

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Reflexão sobre a liturgia do Domingo da Santíssima Trindade - Mt 28,16-20
A imensa maioria dos cristãos não sabe que, ao adorar a Deus como Trindade, está confessando que Deus, em sua intimidade mais profunda, é só amor, acolhida, ternura, misericórdia.
A imensa maioria dos cristãos não sabe que, ao adorar a Deus como Trindade, está confessando que Deus, em sua intimidade mais profunda, é só amor, acolhida, ternura, misericórdia. (Reprodução/ Pixabay)
Por Adroaldo Palaoro*

“...batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19)

A Igreja celebra, neste domingo, a Festa da Trindade, cume e compêndio de todas as festas do ano: do Deus que é Pai, é Filho e é Espírito.

Assim, a festa de hoje vem plenificar o tempo pascal, como uma espécie de “síntese”. Síntese, não intelectual, mas “misterial”, ou seja, celebração de nossa participação no fluxo amoroso das pessoas divinas; pois a SS. Trindade não é uma questão especulativa, é, sobretudo, uma experiência de um Deus amoroso.

A liturgia nos convoca a viver a experiência do Deus “comunhão de Pessoas”; para isso, ela nos convida a fazer uma viagem ao interior de Deus, como vida de amor que se revela na história da humanidade, vida entendida como Pai, Filho e Espírito Santo.

A imensa maioria dos cristãos não sabe que, ao adorar a Deus como Trindade, está confessando que Deus, em sua intimidade mais profunda, é só amor, acolhida, ternura, misericórdia.

Essa viagem ao coração da Trindade culmina na grande comunhão humana, pois o Deus Pai, Filho e Espírito integra no amor todos os povos da terra. Dessa forma, a viagem ao interior de Deus se converte em movimento ao exterior, no encontro expansivo com todos os homens e mulheres.

Quanto mais mergulhemos em Deus, comunidade de Amor, mais poderemos expandir-nos em solidarieda-de, amor e justiça para com todas as pessoas, porque o interior de Deus é princípio de reconciliação e unidade (na diversidade) de todos os povos e raças do mundo.

Foi-nos dito que o dogma da Trindade é o mais importante de nossa fé católica; no entanto, a imensa maioria dos cristãos não consegue compreender o que ele quer dizer. Com a Trindade, nós cristãos não queremos “multiplicar” Deus. O que queremos é expressar a experiência singular de que Deus é comunhão e não solidão. “No princípio está a comunhão dos TRÊS e não a solidão do UM” (L. Boff).

Aproximar-nos do Deus de Jesus é descobrir a Trindade. E em cada um de nós a Trindade deixa-se refletir. Nossa vida deveria ser um espelho que em todo momento refletisse o mistério da Trindade. O grande ensinamento da Trindade é que só vivemos, se convivemos.

Viver a experiência do Deus Trino implica saber com-viver; fomos feitos para o encontro e a comunicação. Estamos, portanto, falando de uma única realidade que é relação.

Deus-Trindade é a relacionalidade por excelência; Deus só existe como ser em relação; Deus é só relação, porque Deus é so amor. “No princípio está a relação” (G. Bachelard).

E sendo Deus essencialmente relação, não poderia permanecer fechado n’Ele mesmo;  num gesto de pura gratuidade,  essa relação se manifesta como transbordamento de vida, chamando toda a Criação à existência   e convidando a  humanidade a entrar no fluxo dessa relação trinitária.

Mas, para nos aproximar do Deus comunhão de Pessoas, temos de superar o ídolo ao qual nos apegamos. Sim, o “falso deus” identificado com um ser poderoso que se manifesta como um déspota, um tirano destruidor, um ditador arbitrário; um ser onipotente que ameaça nossa pequena e limitada liberdade. É muito difícil abandonar-nos a alguém infinitamente poderoso. Parece mais fácil desconfiar, ser cautelosos e salvaguardar nossa independência.

Mas Deus Trindade é um mistério de Amor. E sua onipotência é a onipotência de quem só é amor, ternura insondável e infinita. É o amor de Deus que é onipotente. E sempre que esquecemos isso e saímos do fluxo do amor, nós fabricamos um Deus falso, uma espécie de ídolo que não existe.

A Trindade não é uma verdade para crer mas uma presença a ser acolhida, uma experiência a ser vivida. Uma profunda experiência da mensagem cristã será sempre uma aproximação ao mistério Trinitário.

A festa da Trindade deve nos libertar do “Deus Ser todo poderoso” e empapar-nos do Deus Ágape que nos identifica com Ele. A imagem do “Deus todo poderoso” não expressa bem a experiência do “Deus trino”. Deus é amor e só amor. Só na medida que amemos, poderemos conhecer a Deus.

Esta é talvez a conversão que muitos cristãos mais precisam: fazer a passagem de um Deus considerado como Poder a um Deus adorado alegremente como Amor.

Felizes aqueles que descobrem que a Trindade não é um mistério incompreensível, mas a cotidiana experiência do Amor, a partir de uma vida encarnada em nossa história, com um respiro, um ânimo e uma paixão especial por continuar vivendo cada dia com os mesmos sentimentos de Jesus, junto a tantas pessoas que trabalham por outro mundo mais fraterno, justo e solidário. A Trindade é o espelho que nos mostra como devemos ser e viver à luz da “melhor Comunidade”.

Ora, tal Mistério fonte de todo ser, constitui o modelo ideal de todo e qualquer convívio humano. Somos feitos à “imagem e semelhança da Trindade”. Trazemos em nós impulsos de comunhão.

Sempre que construirmos relações pessoais e sociais que facilitem a circulação da vida, a comunhão de diferentes à base da igualdade, estaremos tornando visível um pouco do mistério íntimo de Deus.

Deus quer inserir-nos nesta sua comunhão eterna, como no-lo disse Jesus: “Que todos sejam um como Tu, Pai, estás em mim, e eu em Ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que Tu me enviaste”  (Jo. 17,21).

Portanto, Trindade é a glória de Deus que se expressa na vida da humanidade; é o Amor mútuo, a comunhão pessoal, de Palavra (Filho) e de Afeto (Espírito Santo) que sustenta as relações entre os seres humanos. Assim é a Trindade na terra: quando todos compartilham a vida e se amam.

Não crê na Trindade quem simplesmente professa que há “em Deus três pessoas”, ou quem faz mecanicamente o sinal da Cruz, mas aquele que vive o impulso e a expansão do Amor Redentor, que se expressa como compaixão, reconciliação e compromisso. Crer na Trindade é amar de um modo ativo, como dizia S. Agostinho. Contempla-se a Trindade ali onde nos amamos e nos comprometemos com a libertação do próximo. Estamos envolvidos pelo mesmo movimento do Amor sem fim que parte do Pai, passa pelo filho e se consuma no Espírito.

Só quem tem coração solidário adora um Deus Trinitário, pois no compromisso libertador torna-se visível a presença trinitária.

Texto bíblico: Mt 28,16-20

Na oração: Como homem e como mulher trazemos uma força interior que nos faz “sair de nós mesmos” e criar laços, construir fraternidade, fortalecer a comunhão.

Fomos criados “à imagem e semelhança” do Deus Trindade, comunhão de Pessoas. (Pai-Filho-Espírito Santo). Quanto mais unidos somos, por causa do amor que circula entre nós, mais nos parecemos com o Deus Trindade.

- Em quê aspectos concretos de sua vida se manifesta o mistério do Deus trinitário como amor e vida?

- Como poderia abrir-se mais à ação do Espírito da Verdade em sua vida, para que o(a) leve a um conhecimento existencial e atualizado do Evangelho de Jesus?

- Com quais iniciativas concretas você poderia contar para que sua comunidade cristã seja cada dia mais imagem da comunidade de amor infinito que é a Trindade divina?

- Quais diferenças estão criando divisões e intolerâncias em sua comunidade? Quais elementos da vida comunitária são fatores de união, fazendo-os crescer como irmãos(ãs) e fortalecendo a missão evangelizadora?

- Sua comunidade é sinal e instrumento de salvação de Deus Trindade, através da iniciativa do amor (Pai), da entrega radical (Filho) e da abertura à novidade dos caminhos de Deus (Espírito)?

*Adroaldo Palaoro é padre jesuíta e atua no ministério dos Exercícios Espirituais.

Rezar a oração da noite para dormir bem

Para recuperar a paz interior e descansar com o coração unido a Deus

Meu Pai,
agora que as vozes silenciaram
e os clamores se apagaram,
aqui ao pé da cama
minha alma se eleva a Ti, para dizer:
Creio em Ti, espero em Ti,
e amo-te com todas as minhas forças,
glória a Ti, Senhor!

Deposito nas tuas mãos a fadiga e a luta,
as alegrias e desencantos
deste dia que ficou para trás.
Se os nervos me traíram,
se os impulsos egoístas me dominaram
se dei lugar ao rancor ou à tristeza,
perdão, Senhor!
Tem piedade de mim.

Se fui infiel,
se pronunciei palavras em vão,
se me deixei levar pela impaciência,
se fui um espinho para alguém,
perdão Senhor!

Nesta noite
não quero entregar-me ao sono
sem sentir na minha alma
a segurança da tua misericórdia,
a tua doce misericórdia
inteiramente gratuita.

Senhor! Eu te agradeço, meu Pai,
porque foste a sombra fresca
que me cobriu durante todo este dia.
Eu te agradeço porque,
invisível, carinhoso e envolvente,
cuidaste de mim como uma mãe,
em todas essas horas.

Senhor! Ao redor de mim
tudo já é silêncio e calma.
Envia o anjo da paz a esta casa.
Relaxa meus nervos,
sossega o meu espírito,
solta as minhas tensões,
inunda meu ser de silêncio e de serenidade.

Vela por mim, Pai querido,
enquanto eu me entrego confiante ao sono,
como uma criança
que dorme feliz em teus braços.
Em teu Nome, Senhor, descansarei tranquilo.

Amém.

https://pt.aleteia.org/

Papa "Centesimus Annus": construir uma cultura de inclusão


Membros Fundação Centesimus Annus Pro Pontifice
Papa exorta os membros da Fundação “Centesimus Annus, a perseverar no compromisso de construir uma cultura global de justiça econômica, de igualdade e de inclusão.
Cidade do Vaticano
O Santo Padre concluiu suas atividades, na manhã deste sábado (26/5), recebendo, na Sala Régia do Vaticano, cerca de 500 participantes da Conferência Internacional da Fundação “Centesimus Annus pro Pontifice”, que teve como tema: “Debate sobre as novas políticas e estilos de vida na era digital”.
A Conferência de três dias, que acaba de se concluir no Vaticano, sob a presidência do Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, contou com a participação especial do Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, que abordou o tema: “Uma agenda cristã comum pelo Bem Comum”.

A Fundação “Centesimus Annus”, recordamos, é uma Carta encíclica do Papa João Paulo II, promulgada em 1° de maio de 1991, por ocasião do centenário da Encíclica “Rerum Novarum”, daí o seu nome “Centesimus Annus”.

Importância de conhecer a Doutrina Social da Igreja
Em seu discurso aos numerosos membros da Fundação, por ocasião dos seus 25 anos de atividades, o Papa Francisco falou sobre a importância de se conhecer a Doutrina Social da Igreja no âmbito dos negócios e setores econômicos da sociedade civil:

“As atuais dificuldades e crise no sistema econômico precisam de uma inegável dimensão ética, pois são ligadas a uma mentalidade de egoísmo e exclusão, que geraram certa cultura de descarte, sobretudo entre os mais vulneráveis. É o que se nota com a crescente ‘globalização da indiferença’, que gera diante evidentes desafios morais, que a família humana deve enfrentar”.
Neste sentido, o Papa recorda, de modo especial, os multíplices obstáculos ao desenvolvimento humano integral, não apenas nos Países mais pobres, mas também cada vez mais no mundo opulento. Francisco lembra ainda das questões éticas urgentes, ligadas aos movimentos migratórios. Por isso, disse aos membros da Fundação:

“Esta Fundação tem uma responsabilidade importante ao levar a luz da mensagem evangélica ao enfrentar as questões humanitárias urgentes e ao ajudar a Igreja a realizar este aspecto essencial da sua missão. Mediante um esforço constante, com os líderes da Economia, das Finanças e de outros setores sindicais públicos, vocês buscam assegurar, que a dimensão social intrínseca de toda atividade econômica, seja adequadamente tutelada e efetivamente promovida”.

Novas políticas e novos estilos de vida
Em outras palavras, o Papa destacou que “a dimensão ética das relações sociais e econômicas não pode ser importada do externo e imposta à vida e atividade social, que é um objetivo a longo prazo. Aqui, Francisco referiu-se ao tema da Conferência internacional deste ano: “Novas políticas e novos estilos de vida na era digital”. E explicou:

“Um dos desafios, ligados a esta temática, é a ameaça enfrentada pelas famílias, por causa das escassas oportunidades de trabalho e da revolução da cultura digital. Este é um aspecto necessário que torna decisiva a solidariedade da Igreja. A contribuição de vocês é expressão de uma atenção privilegiada da Igreja com o futuro dos jovens e das famílias. Esta atividade conta com a especial colaboração ecumênica, representada pelo Patriarca Bartolomeu, aqui presente”.
O Santo Padre concluiu seu discurso destacando que, mediante a transmissão da riqueza da Doutrina Social da Igreja, os membros da Fundação “Centesimus Annus” buscam formar as consciências dos líderes, em campo político, social e econômico.

Por isso, encorajou-os a perseverar neste compromisso, que contribui para a construção de uma cultura global de justiça econômica, de igualdade e de inclusão.

Lula lidera em Minas, diz pesquisa

26 de Maio de 2018 por esmael


 A Paraná Pesquisas informa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em Minas Gerais com 27,8% das intenções de voto.


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O levantamento do instituto também indica que haverá segundo turno entre o petista e o deputado Jair Bolsonaro (PSL), que tem 23,4%.

Em terceiro lugar, aponta da sondagem, vem Marina Silva (Rede) com 11,6%, seguida de Ciro Gomes (PDT), com 7,5%.

Geraldo Alckmin (PSDB) tem 6,5% e Alvaro Dias (PODE) ficou no 3,6%.

A Paraná Pesquisas entrevistou 1.850 eleitores em 85 municípios mineiros entre os dias 18 e 23 de maio. A margem de erro é de 2,5% para mais ou para menos. A sondagem foi registrado no TSE sob o número BR-09344/2018.

Os 5 argumentos que indicam a existência de Deus, segundo S. Tomás de Aquino

  Redação da Aleteia | Maio 25, 2018
GRASS IN THE BREEZE
GRASS IN THE BREEZE
Jose Melendez | CC BY SA 2.0

Que tipo de "prova científica" é razoável pretender que exista a respeito da existência de um Ser que não tem natureza material?
Em seu famoso livro “Deus, um delírio”, o ateu proselitista Richard Dawkins afirma que a questão da existência de Deus depende de evidências científicas e não pode ser provada. Ele considera que algum dia talvez saibamos a resposta, mas, enquanto isso, podemos afirmar a forte probabilidade de que Deus não existe.

Um primeiro ponto de atenção neste processo de raciocínio está no perigo de facilmente extrapolá-lo para a falácia de pensar que, se algo ainda não foi provado, é sinal de que não existe. A vida extraterrestre, por exemplo, nunca foi provada, mas desta premissa não é válido afirmar como conclusão que ela não exista.

Mas há outro ponto de atenção muito mais sutil nesse terreno de mistura entre suposta argumentação científica e especulações baseadas em opinião pessoal: a discussão sobre as provas. Que tipo de “prova científica” é razoável pretender que exista a respeito da existência de um Ser que não tem natureza material?

Se o próprio conceito de Deus implica a Sua imaterialidade, e, se além disso, Ele próprio é o Criador de toda a natureza e, portanto, é maior que ela, então a suposta prova da Sua existência não pode ser reduzida aos limites da natureza, precisando-se que seja deduzida pela razão.

De fato, um dos maiores filósofos da história, S. Tomás de Aquino, refletiu e escreveu sobre 5 argumentos racionais que apontam para a necessidade da existência de Deus. São eles:

1° argumento: o “primeiro motor imóvel”
O movimento existe: isto é evidente aos nossos sentidos. Ora, se aquilo que se move é movido por alguma força, por algum motor, não é intelectualmente satisfatório pensar que cada motor de cada movimento seja movido ele próprio por outro motor, sendo este, por sua vez, movido por outro motor, que seria movido por mais outro, e assim indefinidamente ao infinito: é razoável que exista uma origem primeira do fenômeno do movimento, ou um motor que move sem ser movido. Esse primeiro motor imóvel teria que ser Deus, o Criador de todo movimento.

2° argumento: a “causa primeira”
Se todo efeito tem uma causa e cada causa é, por sua vez, o efeito de outra causa, caímos no mesmo ciclo indefinido e infinito do problema anterior, o que não é satisfatório para uma honesta busca intelectual de respostas claras. Qual seria a causa primeira das outras causas, uma causa que não seja causada por nenhuma outra?

3° argumento: o “ser necessário”
Se todos os seres são finitos e contingentes, isto é, “são e deixam de ser”, então todos os seres deixariam de ser e, em determinado momento, nada existiria, o que é tão absurdo quanto afirmar que aquilo que existe passou a existir a partir do nada, sem qualquer causa primeira e sem qualquer motor não movido. Acontece que a própria existência dos seres contingentes implica a de um Ser necessário, que simplesmente “é”: Deus.

4° argumento: o “ser perfeitíssimo”
Podemos claramente perceber que uma coisa é maior ou menor que outra, ou menos ou mais verdadeira que outra, o que significa que somos capazes de compreender que os seres finitos têm algum grau de perfeição, mas nenhum é a perfeição absoluta ou a suma causa de todas as perfeições – esta, no entanto, precisa existir, dado que há seres que a possuem em algum grau. Necessariamente, o grau sumo da perfeição do ser teria que ser Deus.

5° argumento: a “inteligência ordenadora”
Todos os seres tendem a uma finalidade que não é obra do mero acaso, mas de uma inteligência que os dirige. Logo, é preciso que exista um ser inteligente que ordene a natureza e a encaminhe para a sua finalidade: esse ser inteligente teria que ser Deus.

Fé e razão andam juntas
O Concílio Vaticano I afirma que a fé e a razão não são apenas compatíveis, mas se apoiam mutuamente, o que também é enfaticamente reiterado pela célebre encíclica Fides et Ratio, de São João Paulo II:

“A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade”.

É verdade que o que Deus é em si está além da nossa capacidade natural de saber. Fomos criados por Deus, mas não somos iguais a Ele e não podemos conhecê-lo totalmente pelas nossas próprias forças.

O Vaticano I diz que Deus é substância espiritual completamente simples e imutável – pela Sua natureza, Deus é diferente de qualquer coisa criada.

A fé, porém, é um dom de Deus que nos permite conhecê-lo, ainda que imperfeitamente, já que o próprio conceito de Deus supera a nossa capacidade limitada de compreensão.

Além disso, saber quem é Deus é diferente de saber que Ele existe. Nós somos capazes de deduzir que Ele existe a partir da estrutura do mundo criado, usando a nossa racionalidade para descobrir na criação os indícios que apontam para a sua origem: o primeiro motor, a causa primeira, o Ser supremo.

Portugueses dizem “não” à legalização da eutanásia em frente à Assembleia da República


Manifestantes em frente à Assembleia da República em Portugal / Foto: Facebook Stop Eutanásia


Lisboa, 25 Mai. 18 / 04:00 pm (ACI).- Centenas de portugueses se reuniram em frente à Assembleia da República, em Portugal, para a manifestação contra a legalização da eutanásia no país, tema que será votado no próximo dia 29 de maio pelos parlamentares.


A iniciativa foi promovida pelo movimento de cidadãos ‘Stop Eutanásia’ e contou com a presença de diversos oradores que contestaram a “legitimidade” dos deputados para legislar sobre uma matéria que ficou de fora do programa eleitoral da maioria dos partidos com assento no Parlamento.

Durante a manifestação, os presentes gritaram palavras de ordem em defesa da vida e contra a eutanásia e ergueram cartazes com dizeres como “Proteja todas as vidas”; “Exigimos cuidados paliativos para todos”; “Os portugueses não querem a eutanásia”, entre outros.

“Muito poucas outras leis nos fariam estar aqui num dia de chuva a meio da semana. O que nos move é sabermos que estão em causa os alicerces da nossa civilização e da nossa ordem jurídica. Esta não é uma questão como outra qualquer. Uma questão tão importante como esta não pode ser votada por esta assembleia”, defendeu Pedro Vaz Patto, jurista e presidente da Comissão Nacional Justiça.

“A vida nunca perde dignidade”, acrescentou.

Antigo bastonário da Ordem dos Médicos, Gentil Martins lamentou a “confusão que continua a reinar” neste campo. Segundo a Agência Ecclesia, do episcopado português, ele ainda criticou a “leviandade” com que se procura legislar sobre a eutanásia sem um debate aprofundado.

Ao defender que “a vida humana é inviolável”, evocou as indicações da Associação Médica Mundial no sentido de “manter o juramento hipocrático” de defesa da vida, independentemente das legislações nacionais.

Também esteve entre os oradores da manifestação a enfermeira Sara Sepúlveda, que cuida de doentes em fim de vida. A profissional de saúde ressaltou que as pessoas se uniram nesta manifestação para “exigir [a garantia de] cuidados paliativos em todo o país”, informou o site ‘Público’.

“Não se deixem enganar com a morte digna”, exorou a enfermeira. Segundo ela, “dizem-nos que [a morte medicamente assistida] é a pedido de quem sofre. A seguir dirão que também abrange aqueles que não conseguem pedir” em nome do “direito a todos à eutanásia”.

“Nós podemos tratar as pessoas, se nos forem para isso dadas as condições que nos são retiradas todos os dias”, completou.

Também o psicólogo clínico Abel Santos defendeu o investimento nos cuidados paliativos. De acordo com ele, a “vida marcada pela doença e o sofrimento merece ainda maior proteção”.

“Não podemos admitir que a morte seja uma resposta para a doença e o sofrimento”, afirmou o especialista, conforme pontua a Agência Ecclesia.

O psicólogo ainda chamou a atenção para “a presença de dezenas de jovens na concentração”, o que “mostra que eles estão comprometidos com os nossos idosos e que não os querem deixar em qualquer serviço de saúde que execute a morte”.

Por sua vez, também presente na manifestação, o sacerdote Nuno Coelho contou que, em suas visitas às casas e aos hospitais, quando alguém lhe diz “chega, não quero mais viver”, responde acrescentando apenas uma palavra: “Não quero mais viver assim”.

“Assim: desta forma solitária, desta forma em que ninguém se interessa por nós”, assinalou o sacerdote, segundo ‘Público’.

Antes da manifestação, uma delegação do movimento ‘Stop Eutanásia’ se reuniu com a direção da bancada do PSD no Parlamento. Participaram deste encontro o líder parlamentar, Fernando Negrão, os deputados Rubina Berardo, António Leitão Amaro e Margarida Mano.

Ao site ‘Renascença’, Abel Santos, do ‘Stop Eutanásia’, disse que os representantes do PSD garantiram que, apensar da liberdade de voto dada pelo partido aos seus deputados, a direção votará contra os projetos de legalização da eutanásia.

“Os deputados que estiveram conosco estão claramente contra, e vão tentar que, de fato, o PSD, como partido mais votado da sociedade portuguesa, não tenha uma posição displicente em relação a uma situação tão radical como esta”, contou.

“Nós fizemos o nosso trabalho, representamos a sociedade civil, viemos dar o nosso contributo e representar a voz do povo, e ficou claramente discutido e claro na reunião que tivemos, que a eutanásia não é solução”, acrescentou Santos a ‘Renascença’.

Comunhão para protestantes na Alemanha seria um golpe à verdade da Eucaristia

Imagem referencial Foto: Pixabay / Domínio Público.

FILADELFIA, 25 Mai. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Arcebispo da Filadélfia (Estados Unidos), Dom Charles Chaput, advertiu que abrir as portas à Comunhão para protestantes, como propõem diversos bispos na Alemanha, seria um golpe duro à verdade da Eucaristia.

“A essência da proposta alemã de intercomunhão é que haveria uma partilha na santa comunhão, mesmo que não haja uma verdadeira unidade da Igreja”, disse Dom Chaput em uma coluna intitulada ‘O que acontece na Alemanha’, no site First Things.

A proposta dos bispos alemães, disse, “atinge o coração da verdade do sacramento da Eucaristia, porque em sua própria natureza, a Eucaristia é o corpo de Cristo”.

O Prelado afirmou que o “corpo de Cristo” é “a presença real e substancial de Cristo sob as aparências do pão e do vinho”, assim como “a comunhão dos crentes unidos a Cristo, a cabeça”.

Por isso, “receber a Eucaristia é proclamar de maneira solene e pública, diante de Deus e da Igreja, que estamos em comunhão com Jesus e com a comunidade visível celebrando a Eucaristia”.


Em fevereiro deste ano, a Conferência Episcopal Alemã, sob a liderança do Cardeal Reinhard Marx, anunciou que estão preparando um documento com as diretrizes para permitir que os protestantes casados com católicos possam receber a comunhão eucarística sob certas condições.

No início de abril, sete bispos alemães enviaram uma carta ao Vaticano pedindo esclarecimentos sobre se esta decisão poderia ser tomada por uma conferência episcopal ou se é necessária a “decisão da Igreja universal”.

Ao conversar com uma delegação da Conferência Episcopal Alemã em 3 de maio, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Luis Ladaria informou que o Papa Francisco os incentiva a que encontrem, “em espírito de comunhão eclesial, um resultado possivelmente unânime”.

Em seu artigo, Dom Chaput indicou que a proposta dos bispos alemães se realiza precisamente 500 anos depois que Martinho Lutero rechaçou a teologia sacramental católica.

O Prelado norte-americano disse que, “como seres humanos, os bispos muitas vezes discordam”, e ocorrem “diferenças internas” entre eles. Entretanto, o caso alemão se destaca pela “proeminência global da controvérsia” e pelo “tema doutrinário do debate”.

“Quem pode receber a Eucaristia, quando e por que, não são perguntas simplesmente alemães”, advertiu e destacou que “se, como o Concílio Vaticano II disse, a Eucaristia é ápice e fonte da nossa vida cristã e selo da nossa unidade católica, então as respostas a estas perguntas têm implicações para toda a Igreja”.

O Arcebispo Chaput assinalou que a proposta dos bispos alemães, “inevitavelmente” redefinirá “quem e o que é a Igreja”.

“A comunhão pressupõe fé e credo comum, incluindo a fé sobrenatural na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, junto com os sete sacramentos reconhecidos pela tradição perene da Igreja Católica. Ao renegociar este fato, a proposta alemã adota uma noção protestante de identidade eclesial”, advertiu.

Nesse sentido, assinalou, somente o batismo e a crença em Cristo pareceriam ser suficientes, sem acreditar no “mistério da fé como é entendido pela tradição católica e seus concílios”.

Dom Chaput também advertiu que a proposta dos bispos alemães “corta a ligação vital entre comunhão e confissão sacramental”, pois não implicaria que os cônjuges “devem procurar a confissão pelos pecados graves” antes de receber a Eucaristia.

Embora “muitas coisas nos unam com os cristãos protestantes” e “a nossa separação seja uma ferida para a unidade dos cristãos”, para Dom Chaput, “inserir uma falsidade no momento mais solene do nosso encontro com Jesus na Eucaristia – dizer das ações de uma pessoa ‘estou em comunhão com essa comunidade’, quando na verdade não está em comunhão com esta comunidade – é uma mentira e, portanto, uma ofensa greve diante de Deus”.

O Arcebispo da Filadélfia indicou finalmente, em relação à reforma protestante de Lutero, que “o que ocorre na Alemanha não ficará na Alemanha. A história já nos ensinou essa lição uma vez”.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

DOCUMENTO DO VATICANO SOBRE ECONOMIA É UMA ACUSAÇÃO SÉRIA

A autêntica libertação deve sempre se desenvolver dentro de princípios éticos, e não tentando afixar a ética como um adendo.
Em 1881, a Wharton School of Business foi inaugurada na Universidade da Pensilvânia. Foi a primeira escola de administração universitária dos Estados Unidos, e a data de sua fundação marca um ponto alto na evolução da economia a partir de um assunto que foi estudado durante séculos como parte da teologia moral para uma disciplina distinta própria.

Ou um ponto baixo – naquilo que agora parece ser uma involução. Desvinculado dos sujeitos humanos cujas vidas, decisões e valores são o que constituem a atividade econômica, o moderno estudo da economia tornou-se um monstro de Frankenstein acadêmico e político, coagindo seus súditos com suas leis fingidas, desumanizando a vida comunitária e política, deixando vidas humanas pelo caminho como danos colaterais.


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O novo documento da Congregação para a Doutrina da Fé e do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral sobre as finanças modernas, intitulado Oeconomicae pecuniariae quaestiones (“Considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro”) não menciona a Wharton, mas denuncia nos termos mais diretos jamais vistos da Santa Sé a ideia de que a economia é uma ciência não diferente da biologia, uma ciência cujas leis são tão naturais quanto os ventos, que os valores humanos e religiosos podem tentar comentar, mas não podem alegar que moldam, e ainda menos que ditam, os resultados econômicos que são o mero cumprimento das leis de ferro. Chegamos a acreditar que a economia, assim como a gravidade, simplesmente é: a demanda impulsiona a oferta assim como a maçã cai no chão.


Não é assim, dizem os autores. “A reta orientação da razão não pode, portanto, faltar em cada setor do agir humano. Isso significa que nenhum espaço no qual o homem age pode legitimamente pretender de ser estranho, ou de permanecer impermeável, a uma ética fundada na liberdade, na verdade, na justiça e na solidariedade”, afirma o documento.

“Isso vale também para aqueles âmbitos nos quais vigoram as leis da política e da economia: ‘Pensando no bem comum, hoje precisamos imperiosamente que a política e a economia, em diálogo, se coloquem decididamente a serviço da vida, especialmente da vida humana’.” A citação anterior do texto é da Laudato si’, sobre o cuidado da casa comum.

Longe de a economia ter sido liberada do olho inquisitorial da religião, o documento insiste que a autêntica libertação deve sempre se desenvolver dentro de princípios éticos, e não tentando afixar a ética como um adendo. “Exatamente para libertar cada âmbito do agir humano daquela desordem moral que frequentemente o aflige, a Igreja reconhece entre as suas atividades primárias também aquela de recordar a todos, com humilde certeza, alguns claros princípios éticos”, afirma o documento.

E a ética necessária não é a ética hiperindividualista e adoradora do mercado do libertarianismo. O texto não apenas pede especificamente a regulação do mercado, mas, ao falar sobre o colapso financeiro de 2008 e sobre o potencial de ter aprendido algumas lições éticas a partir dele, mas também afirma: “Antes, parece às vezes retornar ao auge um egoísmo míope e limitado a curto prazo que, prescindindo do bem comum, exclui do seus horizontes a preocupação não só de criar, mas também de distribuir a riqueza e de eliminar as desigualdades, hoje tão evidentes”.

As questões não são meramente éticas: são antropológicas. “Nesse sentido, a nossa época revelou as limitações de uma visão individualista do homem, entendido prevalentemente como consumidor, cuja vantagem consistiria antes de tudo numa otimização dos seus ganhos pecuniários”, afirma o documento.

“Todavia, a pessoa humana possui peculiarmente uma índole relacional e uma racionalidade em perene busca de um ganho e de um bem-estar que sejam integrais, não reduzíveis a uma lógica de consumo ou aos aspectos econômicos da vida.”

E em seguida: “Tal antropologia relacional ajuda o homem também a reconhecer a validade de estratégias econômicas que buscam primeiramente a qualidade global de vida, antes ainda que o aumento indiscriminado de ganhos, que procuram um bem-estar que quer ser sempre integral, de todo o homem e de todos os homens. Nenhum ganho é realmente legítimo quando diminui o horizonte da promoção integral da pessoa humana, da destinação universal dos bens e da opção preferencial pelos pobres”.

A visão da Congregação para a Doutrina da Fé e do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral não é a visão comum fora dos círculos católicos, e não o é há algum tempo. “A economia tornou-se completamente livre das amarras da ‘teologia natural’, assim como a geologia em relação às restrições da religião revelada”, proclamou Francis Walker em 1888, no terceiro encontro anual da American Economic Association (citado por Elizabeth Hinson-Hasty em seu livro The Problem of Wealth: A Christian Response to a Culture of Affluence [O problema da riqueza: uma resposta cristã a uma cultura da afluência]). Quem quer aturar embaraços? Como a “religião revelada” deve ter parecido démodé para aqueles primeiros exploradores do admirável mundo novo da análise econômica!

Eu suspeito há muito tempo das afirmações das Ciências Sociais como sendo ciência. Sim, a análise estatística é valiosa e nos impede de confundir uma anedota com a realidade. Sim, apesar de toda a comoção em torno do casamento real, algumas tradições realmente precisavam ser abandonadas, e novas intuições precisavam ser exploradas.

Mas, quase um século antes de Walker celebrar a remoção das restrições religiosas da investigação acadêmica, Thomas Malthus escreveu “Ensaio sobre o princípio da população” e focou o estudo nascente da “economia política” naquele que ele considerava como o problema da escassez. Ainda estamos vivendo com o feio darwinismo social e, de fato, com o pensamento eugenista que Malthus iniciou. Seus escritos foram uma fonte envenenada da qual fluíram muitas correntes doentias. Sua influência sobre o futuro da economia foi profunda e, de fato, nós, nos Estados Unidos, vivemos em um momento em que a política de escassez é usada para justificar cortes orçamentários desumanos em programas que ajudam os necessitados.

Nos Estados Unidos, nós também vivemos em um momento em que a direita política permanece organizada fundamentalmente em torno de uma crença ingênua de que os mercados primitivos e desregulados produzem os melhores resultados. O Congresso Republicano não conseguiu muito, mas aprovou um enorme corte de impostos, e o governo está desregulamentando setores inteiros da economia o mais rápido que pode.

O documento econômico do Vaticano, ao contrário, insiste que “é também evidente que aquele potente impulsionador da economia que são os mercados não é capaz de se regular por si mesmo. De fato, estes não sabem nem produzir aqueles pressupostos que consentem seu desenvolvimento regular (coesão social, honestidade, confiança, segurança, leis...), nem corrigir aqueles efeitos e aquelas externalidades que resultam prejudiciais à sociedade humana (desigualdade, assimetrias, degradação ambiental, insegurança social, fraudes...)”.

A pobreza intelectual, moral e cultural do mundo da sombria ciência de inspiração mathusiana alcança seu ápice no mundo das altas finanças, e aqui o documento realmente profere uma acusação quase à la Isaías:

“A intenção especulativa, particularmente no âmbito econômico-financeiro, arrisca hoje de suplantar todas as outras intenções importantes que integram a substância da liberdade humana. Este fato está deteriorando o imenso patrimônio de valores que funda a nossa sociedade civil como lugar de pacífica convivência, de encontro, de solidariedade, de regenerante reciprocidade e de responsabilidade em vista do bem comum. Nesse contesto, palavras como ‘eficiência’, ‘competição’, ‘liderança’, ‘mérito’ tendem a ocupar todo o espaço da nossa cultura civil, assumindo um significado que termina por empobrecer a qualidade das trocas, reduzida a meros coeficientes numéricos.”

Não vejo a hora de ver o que nossos amigos do Acton Institute e da Tim and Steph Busch School of Economics da Catholic University of America farão com essa declaração e, de fato, com todo o documento!

Como se espera de um documento da Congregação para a Doutrina da Fé, o texto frequentemente menciona a verdade, e tenho certeza de que os apologistas das ideias econômicas libertárias insistirão que suas visões apenas indicam uma verdade científica. Como responder? Uma analogia ajudará.

Na semana passada, houve uma controvérsia depois que uma assessora da Casa Branca, Kelly Sadler, disse em uma reunião que eles não deveriam se preocupar muito com a oposição do senador John McCain à nomeação de Gina Haspel para liderar a CIA, porque “ele está morrendo de qualquer jeito”. Tecnicamente, o que Sadler disse é verdade, mas não exaustivo. Também foi moralmente obsceno. Mutatis mutandi, essa é a resposta para quaisquer objeções a esse documento levantadas pelos altos sacerdotes da “ciência” econômica.

Como esse documento vem em parte da Congregação para a Doutrina da Fé, não há mais como se esconder por trás do falso argumento da direita de que algumas questões, como o aborto ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, envolvem uma doutrina irreformável, enquanto os assuntos econômicos são material de julgamento prudencial, e todos nós podemos pensar muito bem no que queremos. Não. As questões econômicas envolvem doutrinas muito centrais da fé também.

O documento não foge de preocupações específicas, mesmo distinguindo entre tipos de derivativos em um ponto! Mas vou deixar essas especificidades para aqueles que têm experiência no âmbito financeiro. O que é significativo para os nossos propósitos é como a visão da vida econômica apresentada nesse documento é imensamente diferente da realidade vivida na vida econômica dos Estados Unidos. Isso vai muito além das bizarrices do Occupy Wall Street: trata-se de uma acusação séria e intelectualmente grave, não de um discurso bombástico.

A separação da economia em uma disciplina distinta foi, em retrospectiva, uma catástrofe, semelhante a passar por cima das Cataratas do Niágara: pode ser emocionante no começo, mas os resultados não foram o exemplo de raciocínio que se prometia. Não pela primeira vez, nem pela última, em nome da emancipação da mente humana, seguiu-se uma escravidão autoinfligida. E não pela primeira vez, nem pela última, é a Igreja que aponta o caminho para uma genuína emancipação humana.

Cunhada De Temer Debocha Do Povo Brasileiro

 SAIBA!
Por Redação Click Política  Em 25 maio, 2018

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Em meio à maior crise de abastecimento vivida pelo Brasil, causada pela greve dos caminhoneiros, em protestos contra a política de reajuste de preços dos combustíveis de Michel Temer e Pedro Parente, a irmã de Marcela Temer, Fernanda Tedeschi, debochou dos brasileiros nesta sexta-feira, 25.

Em vídeo publicado em sua página no Instagram, Fernanda Tedeschi, mostra um marcador de combustível de carro com o tanque cheio. O vídeo, publicado no stories do Instagram de Fernanda, está legendado pela mensagem: “Ostentação”.

A irmã de Marcela Temer não chegou a usar a rede social para informar ao público onde conseguiu abastecer o carro que aparece na gravação.

Em sua declaração, Temer afirmou que autorizou que as Forças Armadas fossem usadas contra a greve dos caminhoneiros e no controle da crise que já afeta todo o País.

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Temer autoriza uso de forças federais para desbloquear rodovias

Agência Brasil – O governo federal autorizou o uso de forças federais de segurança para liberar as rodovias bloqueadas pelos caminhoneiros caso as estradas não sejam liberadas pelo movimento. O anúncio foi feito há pouco pelo presidente Michel Temer, em pronunciamento no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada após reunião no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que contou com a participação de ministros e do presidente.

“Quero anunciar um plano de segurança imeadiato para acionar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos governadores que façam o mesmo. Não vamos permitir que a população fique sem os gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e crianças fiquem sem escolas. Quem bloqueia estradas de maneira radical será responsabilizado. O governo tem, como tem sempre, a coragem de dialogar; agora terá coragem de usar sua autoridade em defesa do povo brasileiro.”

Ontem (24), os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Eduardo Guardia (Fazenda) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) anunciaram acordo para suspensão dos protestos da categoria por 15 dias. Depois disso, as partes voltarão a se reunir.

Hoje (25), no entanto, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra desmobilização de pontos de manifestação de caminhoneiros nas rodovias do país.

Em seu pronunciamento, Temer disse que uma “minoria radical” está impedindo que muitos caminhoneiros cumpram o acordo e voltem a transportar mercadorias. O presidente enfatizou que o governo atendeu às principais demandas da categoria. “O acordo está assinado e cumpri-lo é naturalmente a melhor alternativa. O governo espera e confia que cada caminhoneiro cumpra seu papel.”

O ministro Eliseu Padilha disse, também nesta sexta-feira, que o governo confia no cumprimento do acordo firmado ontem com as lideranças do movimento.

A decisão de suspender a paralisação não foi unânime. Das 11 entidades do setor de transporte, em sua maioria caminhoneiros, que participaram do encontro, duas delas, a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa 700 mil trabalhadores, recusaram a proposta.

Hoje a associação divulgou nota na qual afirma que, ao contrário de outras entidades, “que se dizem representantes da categoria, a Abcam, não trairá os caminhoneiros”. “Continuaremos firmes com pedido inicial: isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o diesel, publicada no Diário Oficial da União”, diz o texto.

Redação Click Política

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil

http://domtotal.com/pesquisar.html?cx=012259053967918215205%3A5hjxysyg8bg&ie=UTF-8&cof=FORID%3A11&q=padre+geovane+saraiva ...