"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

terça-feira, 4 de julho de 2017

Restauração revela duas pinturas inéditas de Rafael Sanzio nos Museus Vaticanos

Uma pintura feita a óleo sobre a parede: uma técnica realmente particular
3 JULHO 2017REDACAOARTE SACRA E BELAS ARTES

(ZENIT – Cidade do Vaticano, 3 Jul. 2017).- Duas figuras femininas, alegorias das virtudes da Amizade e da Justiça, são obra de Rafael, revelam as restaurações em andamento na Sala de Constantino, dos Museus Vaticanos.

O informou a Secretaria para a Comunicação/CTV, que apresentou no Vatican Magazine as imagens da figura da Amizade recém restaurada, e das primeiras sondagens de limpeza da figura da Justiça.

Graças ao trabalho dos restauradores dos Museus Vaticanos, coordenados pela numero um do laboratório de restauração de pinturas dos Museus Vaticanos, Maria Ludmilla Pustka e o histórico de arte Arnold Nesselrath, delegado para a área técnico-científica dos Museus Vaticanos e Diretor do Departamento para a Arte dos séculos XV e XVI, se obteve a confirmação daquilo que fontes da época relatavam.

Pouco antes de morrer de forma inesperada aos 37 anos, no dia de seu aniversário, devido a uma febre (entre 1519 e 1520) – o mestre Rafael Sanzio – que projetou e desenhou a decoração da sala destinada a banquetes, nomeações de cardeais e recepção de embaixadores e autoridades políticas, pintou com as próprias mãos duas figuras na sala, posteriormente completadas pelos alunos, entre os quais despontam Giulio Romano e Giovan Francesco Penni.

O restaurador Fabio Piacentini, trabalhando desde março de 2015 na Sala de Constantino, explicou ao Vatican Magazine: “Analisando precisamente a pintura “de visu”, nos damos conta que era certa a participação do mestre, do grande Rafael. Nos deparamos com uma pintura feita a óleo sobre a parede, que é uma técnica realmente particular. Efetuadas as primeiras provas de limpeza e retirando todas as substâncias acumuladas no decorrer dos séculos durante restaurações mais antigas, eis que surge a preciosidade da pintura e o traço pictórico típico do mestre. A técnica usada é aquela que Rafael havia usado para a decoração de toda a sala. Sobre a parede aplica um estrato suficientemente espesso de uma resina natural conhecida também como “pez grega” e sobre ele, depois, pintou como se fosse uma pintura sobre tela, ou melhor ainda, sobre mesa”.

Confirma isto o Professor Arnold Nesselrath, delegado para a área técnico-científica dos Museus Vaticanos:

“Sabia-se, de fontes do século XVI, que Rafael havia pintado ainda duas figuras nesta sala. Sabíamos que antes de morrer tinha feito ainda duas tentativas na técnica a óleo nesta sala. Estas duas figuras são, com efeito, pintadas a óleo, como dizem as fontes, e são de uma qualidade muito superior àquelas que estão junto delas. Rafael era um grande aventureiro na pintura, sempre experimentava algo diferente. Quando entendia como funcionava uma coisa, tentava o próximo desafio. E assim, quando chega na sala maior do apartamento pontifício, decide pintar esta sala a óleo. Conseguiu pintar somente duas figuras e os alunos, mais tarde, continuaram no método tradicional e deixaram estas duas figuras autógrafas do mestre”.

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Pe. Geovane Saraiva

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