'Não prender Lula é reconhecer fragilidade da sentença', diz defesa

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Justificativas usadas por Moro para não prender Lula, como evitar "certos traumas" mostram que a sentença tem teor político.
A declaração foi dada pelo advogado Cristiano Zanin Martins, um dos que compõem a defesa de Lula, em São Paulo.
A declaração foi dada pelo advogado Cristiano Zanin Martins, um dos que compõem a defesa de Lula, 
em São Paulo. (Claudio Kbene/Divulgação).

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmaram que a decisão do juiz federal Sérgio Moro de não decretar a prisão imediata do petista apesar de tê-lo condenado a 9 anos e 6 meses de reclusão, é o "reconhecimento da própria fragilidade da fundamentação da sentença".

A declaração foi dada pelo advogado Cristiano Zanin Martins, um dos que compõem a defesa de Lula, em São Paulo. Para Martins, as justificativas usadas por Moro para não prender Lula, como evitar "certos traumas", uma vez que se trata de um ex-presidente, são afirmações que mostram que a sentença tem teor político. "Se ele tivesse elementos concretos... ele não pode julgar A ou B por ser ex-presidente da República ou não", disse.

Agência Estado

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