"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Há quem queira colocar as mãos na planície de Nínive

domtotal.com
O Curdistão é rico em recursos minerais, como urânio, carvão, cromo, cobre, ferro.
Patriarca de Babilônia dos Caldeus, no Iraque, Louis Raphaël I Sako
Patriarca de Babilônia dos Caldeus, no Iraque, Louis Raphaël I Sako (Rádio Vaticano).

O Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Louis Raphaël I Sako, manifestou preocupação em relação aos episódios que nos últimos meses vão sempre se delineando na planície de Nínive – norte do Iraque – como uma espécie de “área de disputa”, em torno da qual estão em jogo questões de caráter geopolítico, como a da possível, futura proclamação de independência da região autônoma do Curdistão iraquiano.

Tentativa de exercer controle sobre cidades da planície

Segundo o Patriarca “há uma tentativa de colocar as mãos nas cidades da planície de Nínive, mediante lutas públicas ou manobras ocultas, que exercem efeitos negativos para as populações autóctones desta terra”.

“Já agora se vê uma forma insidiosa de ‘controle/invasão’ que está eliminando os legítimos direitos dos nativos, e os impele a emigrar ou a descartar a ideia de retornar a suas casas”, refere um comunicado do Patriarcado de Babilônia dos Caldeus.

Tomar decisões somente após ouvir populações locais

O Patriarcado caldeu convida políticos e funcionários a tomar decisões somente após ter ouvido as populações locais de cada cidade da planície de Nínive e a enfrentar a fase da reconstrução envolvendo os representantes daquelas cidades.

Ao mesmo tempo, o Patriarcado de Babilônia define como “inapropriadas” também muitas tomadas de posição expressas por quem não vive na região ou até mesmo no Iraque, e que com suas interferências acaba por aumentar a confusão e a conflitualidade étnico-religiosa.

Alusões evidentes ao caso da cidade cristã de Alqosh

Segundo a agência missionária Fides, o comunicado do Patriarcado caldeu não menciona episódios específicos, mas se mostram evidentes as alusões ao caso de Alqosh, a pequena cidade da planície historicamente habitada por cristãos, onde a Câmara da província iraquiana de Nínive dias atrás removeu o prefeito cristão, Abdul Micha, com alegações de corrupção, e o substituiu com um dirigente político local próximo do Partido democrático do Curdistão. 


Rádio Vaticano
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Pe. Geovane Saraiva

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