"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Respeitado pelo ex-presidente: Henrique Meirelles é ouvido como testemunha de defesa de Lula em ação da Lava Jato

No processo, Lula é acusado de receber como propina um terreno onde seria construída nova sede do Instituto Lula e apartamento no prédio onde mora.
Por G1 PR
21/06/2017
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Em depoimento ao juiz Sérgio Moro – responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância – o ministro da Fazenda Henrique Meirelles disse que a independência do Banco Central era uma condição para que ele assumisse a presidência do órgão, e que isto foi respeitado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Meirelles falou como testemunha de defesa de Lula, no processo em que o ex-presidente é acusado de receber como propina um terreno onde seria construída nova sede do Instituto Lula e apartamento no prédio onde mora.
"Quando nós conversamos da primeira vez e ele me convidou para ser presidente do banco, eu coloquei isso de ser a independência do banco como uma das condições. Durante o curso da administração, isso foi respeitado na medida em que todas as decisões que foram tomadas pelo Banco Central naquela oportunidade prevaleceram e na medida em que ele me manteve no cargo. Então, isso significa, na prática, o respeito à instituição", disse.
Outras testemunhas
O General Marco Edson Gonçalves Dias, ex-chefe de segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também foi ouvido na manhã desta quarta. Atualmente aposentado, Dias atuou na segurança da Presidência da República durante os dois mandatos de Lula e tinha contato diário com o ex-presidente.
À defesa de Lula, Dias negou ter presenciado qualquer fato ilícito cometido pelo ex-presidente.
Moro perguntou sobre o apartamento vizinho ao de Lula, no prédio em que ele mora em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Dias contou que foi responsável por um diagnóstico da segurança da residência, assim que assumiu a função e que o apartamento estava vazio à época.
Após a avaliação, o imóvel foi locado pela Secretaria de Administração para abrigar a equipe de segurança.
Ainda de acordo com a testemunha, como havia muita movimentação de seguranças no prédio, posteriormente, uma casa foi alugada perto do prédio para abrigar as equipes. O apartamento passou, então, a ser usado para receber visitas de Lula.
Dias informou que não sabe o que aconteceu com o apartamento após o fim do mandato.
A defesa de Lula desistiu de três testemunhas que estavam presentes na audiência: José Orcírio Miranda dos Santos, que é o Deputado Federal Zeca do PT, e o brigadeiro Rui Chagas Mesquita.
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Pe. Geovane Saraiva

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