"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sexta-feira, 30 de junho de 2017

De Star Wars a Piratas do Caribe: quando o cinema fala diretamente aos pais

  Alvaro Real | Jun 29, 2017
Kristina Alexanderson CC
A lista de filmes que exploram a paternidade é grande

Uma coisa é ver Star Wars quando você é criança ou adolescente, outra muito diferente é assistir à saga quando você é pai. “Luke, sou seu pai”, na voz de Darth Vader pode ser quase uma piada para quem ainda não experimentou a paternidade. Mas, para quem já é pai, o diálogo em que Vader e Luke Skywalber brigam às margens do abismo pode soar assustador. Igualmente emocionante é a batalha final, com a (re) conversão de Anakin graças ao perseverante amor de seu filho Luke.

Nas novas edições da saga de Star Wars – O Despertar da Força e Rogue One – a paternidade volta ao centro. Em O Despertar da Força,  a cena mais importante de Han Solo com Kylo Ren pode ser para os pais amantes da ficção o que a despedida de Ilsa y Rick em Casablanca é para os aficionados pelo cinema romântico: inesquecível. Já em Rogue One, o vínculo entre Galen e Jyn é o motivo e o desenrolar de todo o filme e, em consequência, da saga original de George Lucas. Por trás dos droides e dos sabres de laser, o que sustenta Star Wars é a relação pai e filho.

O filme Piratas do Caribe 5 também lança mão da relação pai e filho para comover quem sentia falta das andanças de Jack Sparrow. Este filme de aventura também pode ser definido como a história de amor de dois filhos por seus pais, que os abandonam para não colocá-los em perigo, como acontece com Galen em Rogue One. Pais, embora piratas, redimem-se ao amor dos filhos. Para muitos críticos, esta última edição da saga de Sparrow, da família Turner e companhia recupera o frescor das primeiras.

O filme mais assistido em todo mundo neste ano – A Bela e a Fera – também apresenta, em dois polos, a importância da relação entre pai e filho. Sabemos pelo filme original do amor de Bela por seu pai, Maurice, o único que a escuta em seu desejo de querer “mais que uma vida provinciana”, o que a leva a tomar a drástica decisão de ir para o castelo encantado. E, nesta nova interpretação da história, aprendemos com a Fera que o vínculo familiar – ou a falta dele – explica algumas de nossas atitudes.

Exemplos de atos heroicos de pais pelos filhos estão presentes em vários gêneros do cinema do século XXI. À Procura da Felicidade, de Will Smith, e Procurando Nemo são alguns dos exemplos. E, se voltarmos alguns anos atrás, encontraremos com este mesmo objetivo  o premiado A Vida é Bela, com a imortal atuação de Roberto Benigni.

A lista de filmes que falam sobre a paternidade é grande, embora alguns não tenham sido sucessos de bilheteria. Mas, independentemente do gênero, o amor de um pai pelo filho é um tema sempre recorrente para aqueles que querem entender os tipos de história que são atrativos para as grandes audiências.

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Pe. Geovane Saraiva

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