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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Situação da Grande Barreira de Coral australiana é mais qrave do que o previsto

domtotal.com
Barreira natural sofreu em 2016 o processo de branqueamento mais grave registrado até hoje por causa do aquecimento das águas dos oceanos.
Observação aérea e submarina mostrou que 22% dos corais foram destruídos em 2016, mas agora a proporção chega a 29%.
Observação aérea e submarina mostrou que 22% dos corais foram destruídos em 2016,
 mas agora a proporção chega a 29%. Foto (AFP/Arquivos)

O processo de branqueamento da Grande Barreira de Coral da Austrália é mais grave do que o previsto inicialmente e o dano continuará aumentando, a não ser que haja uma redução das emissões dos gases que provocam o efeito estufa, advertiram cientistas nesta segunda-feira.

Os 2.300 quilômetros da barreira natural, que desde 1981 está na lista de patrimônio mundial da Unesco, sofreram no ano passado o processo de branqueamento mais grave registrado até hoje por causa do aquecimento das águas dos oceanos entre março e abril.

A observação aérea e submarina mostrou que 22% dos corais foram destruídos em 2016, mas agora a proporção chega a 29%. Como este é o segundo ano consecutivo de branqueamento, a perspectiva é muito negativa.

"Estamos muito preocupados com o que significa para a Grande Barreira de Coral e para as comunidades e indústrias que dependem dela", afirmou o presidente da Autoridade do Parque Marinho da Grande Barreira (GBRMPA), Russell Reichelt.

"A quantidade de coral que morreu pelo branqueamento em 2016 registra um aumento em relação a nossas previsões iniciais e antecipamos que acontecerá um declive adicional até o fim de 2017, mas ainda precisamos completar nossa observação".

- Avaliação de danos -

O branqueamento dos corais é um fenômeno de fragilização que é traduzido por uma descoloração, provocada pelo aumento aumento da temperatura da água. Isto provoca a expulsão das algas simbióticas que dão ao coral sua cor e seus nutrientes.

Os recifes podem ser recuperados se a água voltar a resfriar, mas também podem morrer se o fenômeno persistir.

A zona mais prejudicada fica ao norte da cidade turística de Port Douglas, onde as análises indicam a morte de 70% do coral de superfície.

Cairns e Townsville, outros destinos turísticos também muito populares, estão entre as regiões mais afetadas pelo flagelo em 2017. As regiões mais austrais desta maravilha natura, no entanto, escaparam da tragédia.

Apesar da possibilidade de recuperação do coral com uma queda da temperatura da água e se os pólipos voltarem a colonizá-lo, o restabelecimento pode demorar uma década.

Reichelt disse que os ciclones afetaram 25% da barreira, mas a avaliação completa do dano em 2017 só estará disponível no próximo ano.

- Resiliência alterada -

Na semana passada, a GBRMPA organizou uma conferência com mais de 70 especialistas de todo o planeta para elaborar uma estratégia que permita responder ao fenômeno.

Entre as opções mencionadas está o desenvolvimento de 'enfermeiras' do coral, a luta contra a proliferação de coroas de espinhos - uma espécie de estrelas do mar predadoras di coral - e a expansão de sistemas de monitoração do branqueamento.

Na conferência, um dos temas de maior destaque foi a necessidade de lutar contra o aquecimento global.

"A Grande Barreira de Coral é um sistema amplo e resiliente, que no passado mostrou sua capacidade de recuperação, mas as mudanças atuais estão alterando esta resiliência", advertiu Reichelt.

"Os participantes na conferência expressaram preocupação com a necessidade de uma ação global para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que provoca a mudança climático".

Em dezembro de 2015, um acordo foi anunciado em Paris um acordo com o objetivo de limitar o aquecimento do planeta a 2 graus acima do nível da era pré-industrial, limitando o uso de combustíveis fósseis que jogam monóxido de carbono na atmosfera.

A Austrália afirma que nunca fez tantos esforços para proteger a barreira, comprometendo-se a dedicar mais de dois bilhões de dólares australianos (1,4 bilhão de euros) a este problema em 10 anos.

A barreira e seus 345.000 quilômetros quadrados escaparam, por pouco, de entrar na lista do Patrimônio Mundial em Perigo da Unesco em 2015.


AFP
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Pe. Geovane Saraiva

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