"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

domingo, 21 de maio de 2017

Papa pede que «as armas se calem» na República Centro-Africana


Agência Ecclesia 21 de Maio de 2017, às 12:30        Visita do Papa à RCA, 2015

Visita do Papa à RCA, 2015
Confrontos colocam em causa processo de paz num país que Francisco visitou em 2015

Cidade do Vaticano, 21 mai 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco apelou hoje no Vaticano ao fim dos conflitos na República Centro-Africana, após o recrudescimento da violência entre milícias rivais, nas últimas semanas.

“Rezo pelos defuntos e os feridos e renovo o meu apelo: que as armas se calem e prevaleça a boa vontade de dialogar, para dar ao país a paz e o desenvolvimento”, disse, no final da oração do Regina Coeli, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

Francisco comentava as “dolorosas notícias” que chegam de um país que visitou em novembro de 2015 e que diz “trazer no coração”.

“Os confrontos armados provocaram numerosas vítimas e deslocados, ameaçando o processo de paz. Estou próximo da população, dos bispos e de todos os que multiplicam esforços pelo bem das pessoas e pela convivência pacífica”, declarou.

Na última semana, o bispo de Bangassou, na República Centro-Africana, foi resgatado aos guerrilheiros pelos comandos portugueses que estão ao serviço das Nações Unidas no país.

Os missionários Combonianos explicam, em nota de imprensa, que D. Juan José Aguirre Muñoz tinha acabado de negociar a “libertação de mais de mil pessoas”, que estavam refugiaram no interior da missão católica.

Pelo menos 22 pessoas morreram em consequência dos combates entre as milícias cristãs e muçulmanas esta semana na cidade de Bria, na República Centro-Africana, informou a missão da ONU.

A violência estendeu-se a outras cidades do país, colocando frente a frente milícias do movimento “Seleka”, de maioria muçulmana, e grupos dos “antiBalaka”, conotados com a população cristã.

A situação tem-se repetido desde 2013, quando o presidente cristão François Bozizé foi retirado do cargo por rebeldes do movimento Seleka.

A guerra civil na República Centro-Africana já provocou mais de cinco mil mortos, além de que quase meio milhão de deslocados.

OC
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Pe. Geovane Saraiva

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