"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

domingo, 7 de maio de 2017

Papa incentiva à «dimensão missionária» sem «frenesim de poder»

Agência Ecclesia 07 de Maio de 2017, às 00:02        Foto: Diocese do Porto

Igreja celebra Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Foto: Diocese do Porto
Cidade do Vaticano, 07 mai 2017 (Ecclesia) – O Papa sublinhou a “dimensão missionária da vocação cristã” na mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações que se celebra hoje, com o tema ‘Impelidos pelo Espírito para a missão’.

“O compromisso missionário não é algo que vem acrescentar-se à vida cristã como se fosse um ornamento, mas, pelo contrário, situa-se no âmago da própria fé. A relação com o Senhor implica ser enviados ao mundo”, escreve Francisco.

A mensagem assinala que “todos os cristãos são constituídos missionários do Evangelho”, algo que “vale de forma particular” para as pessoas chamadas a uma “especial consagração e também para os sacerdotes”.

Francisco considera importante “aprender do Evangelho o estilo de anúncio” e alerta para quem se deixa levar “por um certo frenesim de poder, pelo proselitismo ou o fanatismo intolerante”, “mesmo com a melhor das intenções”.

“O Evangelho, pelo contrário, convida-nos a rejeitar a idolatria do sucesso e do poder, a preocupação excessiva pelas estruturas e uma certa ânsia que obedece mais a um espírito de conquista que de serviço”, desenvolve.

O Papa observa que o povo de Deus “precisa de ser guiado” por pastores que “gastam a sua vida ao serviço do Evangelho” e pede às comunidades paroquiais, associações e grupos de oração que peçam “ao Senhor que mande operários para a sua messe e nos dê sacerdotes enamorados do Evangelho”.

“Com renovado entusiasmo missionário, são chamados a sair dos recintos sagrados do templo, para consentir à ternura de Deus de transbordar a favor dos homens”, acrescenta, assinalando que a Igreja precisa de sacerdotes “confiantes e serenos”.

Segundo Francisco, hoje é possível “voltar a encontrar o ardor do anúncio e propor”o seguimento de Cristo, sobretudo aos jovens.

“Face à generalizada sensação duma fé cansada ou reduzida a meros «deveres a cumprir», os nossos jovens têm o desejo de descobrir o fascínio sempre atual da figura de Jesus, de deixar-se interpelar e provocar pelas suas palavras e gestos”, refere.

Para o Papa “não poderá jamais haver” pastoral vocacional nem missão cristã sem a oração assídua e contemplativa, porque a vida cristã se alimenta com a escuta da Palavra de Deus, “sobretudo cuidar da relação pessoal com o Senhor na adoração eucarística”.

Na mensagem, lê-se que o discípulo não recebe o dom do amor de Deus “para sua consolação privada”, não é chamado a ocupar-se “de si mesmo nem a cuidar dos interesses duma empresa” mas não pode guardar essa experiência para si mesmo.

CB/OC
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Pe. Geovane Saraiva

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