"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sábado, 6 de maio de 2017

Cine Humberto Mauro exibe a mostra Inéditos/Passou Batido

domtotal.com
A programação reúne 48 filmes, de 29 países e tem entrada gratuita em todas as sessões.
Cena do filme
Cena do filme "Sono de inverno". (Divulgação)

Com a proposta de oferecer ao público filmes de grande relevância, mas que não são exibidos no circuito comercial, a Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro, realiza mais uma edição da mostra Inéditos/Passou Batido. Já tradicional na programação da Casa, a mostra que teve início dia 21 de abril e vai até 31 de maio, reúne filmes produzidos e lançados recentemente que não estrearam ou ficaram pouco tempo em cartaz em Belo Horizonte. A programação reúne 48 filmes, de 29 países e tem entrada gratuita em todas as sessões.

Entre as obras selecionadas encontram-se produções nacionais e internacionais, que transitam por variados gêneros e estéticas. Nomes consagrados da direção e da atuação estão na lista, como Wim Wenders, Xavier Dolan, Marília Rocha, Spike Lee e Isabelle Huppert.

A riqueza e diversidade da mostra é reafirmada também pela escolha de filmes premiados. É o caso de Eu, Daniel Blake, do diretor britânico Ken Loach, que ganhou a Palma de Ouro de Cannes em 2016; o inédito Sono de Inverno, de Kis Uykusu, vencedor do mesmo prêmio em 2015; e O Apartamento, do iraniano Asghar Uykusu, que venceu a categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar de 2017.

Produção nacional em destaque - A filmografia brasileira está presente, entre outros, com A cidade onde envelheço, da mineira Marília Rocha, que tem gravações realizadas em Belo Horizonte e venceu o Festival de Cinema de Brasília este ano; Cinema novo, de Eryk Rocha, filho de Glauber Rocha, construído a partir de recortes de obras do Cinema Novo; e Mãe só há uma, de Anna Muylaert.

Outros destaques nacionais são Martírio, de Vincent Carelli, que aborda a questão indígena no Brasil sob a perspectiva histórica dos Guarani Kaiowá; Guerra do Paraguay, de Luiz Rosemberg Filho, inédito em Belo Horizonte; e Já visto, jamais visto, último filme do já falecido diretor Andrea Tonacci. Já entre as produções internacionais, destacam-se o sul africano Eles só usam black-tie, de Sibs Shongwe-La Mer – inédito em Belo Horizonte, o documentário Cavalo Dinheiro, do português Pedro Costa; e Os belos dias de Aranjuez, de Wim Wenders, exibido em formato 3D.

História Permanente do Cinema - Paralelamente à Inéditos/Passou Batido, acontece a mostra História Permanente do Cinema, projeto do Cine Humberto Mauro que dialoga com a mostra em cartaz. Alguns diretores que têm obras contemporâneas selecionadas para mostra foram escolhidos também para compor a programação da História Permanente, Win Wenders, Vincent Carelli e Ken Loach. Durante a Inéditos/Passou Batido, serão exibidos seis títulos em paralelo.

Cine Humberto Mauro - Reconhecido em Minas Gerais pelo seu perfil de cinema de repertório, o Cine Humberto Mauro, desde 1978, é um reduto de críticos, professores, estudantes, diretores e amantes da arte cinematográfica em geral, sendo referência para a formação e reflexão sobre o tema.  Desde sua criação, realiza significativas ações voltadas à formação de público: promove permanentemente mostras temáticas, retrospectivas de cineastas, festivais e lançamentos de filmes, bem como cursos, conferências, debates, palestras, além de seminários relacionados à produção cinematográfica mundial.

Mostra Inéditos/Passou Batido

Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes

Av. Afonso Pena, 1537 – Centro

Período: 21 de abril a 31 de maio

Classificação livre

Entrada Gratuita

Informações para o público: (31) 3236-7400
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Pe. Geovane Saraiva

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