quarta-feira, 31 de maio de 2017

Nasa anuncia detalhes de missão que vai explorar o Sol a partir de 2018

Nasa/Divulgação
Missão Parker Solar Probe enviará sonda que orbitará a uma distância de menos de 6 milhões de km do Sol, sete vezes mais perto do que qualquer espaçonave já chegou.
Por Portal Ternura - atualizado em 31/05/2017 13:57  
Nasa se prepara para enviar uma sonda em direção ao Sol para desvendar os mistérios da estrela e coletar informações importantes sobre a atividade solar. Detalhes do projeto, cujo lançamento está previsto para 2018, foram divulgados pela agência espacial americana nesta quarta-feira (31) em um evento para a imprensa na Universidade de Chicago.

Em homenagem ao astrofísico Eugene Parker, que teve papel importante na ciência ao desenvolver uma teoria sobre o vento solar supersônico, a sonda e a missão -- anteriormente nomeada Solar Probe Plus -- será nomeada Parker Solar Probe. O cientista de 89 anos fez um pronunciamento nesta quarta-feira após o anúncio, afirmando estar honrado de ter seu nome associado a essa "missão heroica".

Segundo os cientistas à frente da missão, o objetivo não é apenas adquirir conhecimento teórico sobre as características do Sol e desenvolver ciência básica, mas obter dados que permitirão prever eventos climáticos espaciais que pode ter impacto real na Terra, como as tempestades solares.
Concepção artística da sonda Solar Probe Plus se aproximando do Sol (Foto: Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory)
Concepção artística da sonda Solar Probe Plus se aproximando do Sol (Foto: Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory)

"Para desvendar os mistérios da coroa solar, mas também proteger uma sociedade que depende cada vez mais da tecnologia das ameaças climáticas do espaço, enviaremos a Parker Solar Probe para tocar o Sol", diz o texto da Nasa que descreve a missão.

Entenda como será a missão
Depois do lançamento, previsto para ocorrer entre 31 de julho e 19 de agosto de 2018, a sonda Parker Solar Probe passará a orbitar o Sol em órbitas cada vez mais próximas da estrela. Ao longo de quase 7 anos, a orbita chegará a 5,9 milhões de km do Sol, distância bem menor do que a de Mercúrio, planeta mais próximo da estrela. A missão prevê que a sonda completará 24 órbitas, de cerca de 88 dias cada, e fará sete aproximações do planeta Vênus.

Ilustração mostra como será lançamento da Parker Solar Probe, que está previsto para ocorrer entre 31 de julho e 19 de agosto de 2018  (Foto: JHU/APL)
Ilustração mostra como será lançamento da Parker Solar Probe, que está previsto para ocorrer entre 31 de julho e 19 de agosto de 2018 (Foto: JHU/APL)

Ao longo da missão, os instrumentos da sonda devem detectar o fluxo de energia do Sol, compreender o aquecimento da coroa solar, além de explorar os motivos da aceleração do vento solar.

O vento solar é uma rajada de partículas lançadas pelo Sol no espaço. As partículas liberadas pelo Sol em direção à Terra não atingem a superfície do nosso planeta graças a um escudo magnético - a magnetosfera.

Mesmo assim, as tempestades solares são capazes de interromper sistemas de eletricidade, satélites, internet e todos os meios de telecomunicações, o que inclui sinais de telefone, rádio e TV. O fenômeno também pode colocar em perigo voos comerciais.

Fonte: G1

Dois delegados da Polícia Federal são mortos a tiros em Florianópolis

Uma das vítimas abriu inquérito de investigação do acidente aéreo que causou a morte do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato.
Por G1 SC
31/05/2017 06h44  Atualizado há 54 minutos
Crime aconteceu no bairro Estreito, na área continental de Florianópolis (Foto: Júlio Ettore/RBS TV e Nelson Jr./SCO/STF )
Crime aconteceu no bairro Estreito, na área continental de Florianópolis (Foto: Júlio Ettore/RBS TV e Nelson Jr./SCO/STF )
Dois delegados da Polícia Federal (PF) foram mortos a tiros em Florianópolis na madrugada desta quarta-feira (31) em uma casa noturna. Uma terceira pessoa também foi baleada. De acordo com a PF, as vítimas trabalhavam no estado do Rio de Janeiro.
Adriano Antonio Soares era delegado chefe da Polícia Federal em Angra dos Reis e abriu o inquérito para investigar o acidente aéreo que causou a morte do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Já Elias Escobar atuava em Niterói.
Em nota, a Polícia Federal lamentou a morte dos policiais e esclareceu que o inquérito que apura o acidente envolvendo a morte de Teori encontra-se em Brasília, presidido por outro delegado, e apenas foi registrado em Angra dos Reis, local do fato.
Briga em casa noturna
Os policiais estavam em uma casa noturna na rua Fúlvio Aducci, no bairro Estreito, região continental da capital catarinense. De acordo com a Polícia Federal, ocorreu um desentendimento entre frequentadores e tiroteio por volta das 2h. Os policiais federais não estavam em serviço.
Um dos policiais teria morrido no local e outro no hospital. A terceira pessoa baleada seria um dos envolvidos no desentendimento e até o início da manhã desta quarta-feira estava internada e não teve a identidade divulgada.
De acordo com a Polícia Militar, por volta das 5h30, um veículo teria passado em frente a unidade de saúde atirando. Ninguém se feriu nesta segunda ocorrência.
Investigação
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, com apoio da Polícia Federal. Ao menos outros dois homens estariam envolvidos na briga. Nenhum suspeito foi detido. O motivo da discussão na casa noturna ainda não foi informado.
Segundo a PF, as vítimas estavam em Florianópolis participando de um curso.
Nota da Polícia Federal
A Polícia Federal lamenta a morte de dois delegados, ocorrida na madrugada de hoje (31/05) em Florianópolis/SC. Os dois atuavam em Angra dos Reis e Niterói, respectivamente, e estavam na cidade participando de uma capacitação interna. O falecimento dos policiais decorreu de uma troca de tiros em um estabelecimento na capital catarinense. Neste momento de imensa tristeza, a Polícia Federal expressa suas condolências e solidariedade aos familiares e amigos enlutados. Sobre informações que relacionam um dos policiais mortos à investigação do acidente aéreo que vitimou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, a PF esclarece que o inquérito que apura o caso encontra-se em Brasília/DF, presidido por outro delegado, e apenas foi registrado em Angra dos Reis, local do fato.
Elias Escobar foi um dos delegados mortos em Florianópolis (Foto: Arquivo pessoal)
Elias Escobar foi um dos delegados mortos em Florianópolis (Foto: Arquivo pessoal)

Brasil perdeu o equivalente a quatro Estados do Rio em áreas verdes

 domtotal.com
Este é o país mais perigoso do mundo para ambientalistas, segundo a ONG britânica Global Witness.
Este é o país mais perigoso do mundo para ambientalistas, 
segundo a ONG britânica Global Witness. (Divulgação)
Por André Trigueiro

O momento político conturbado do Brasil - que faz o eixo gravitacional das notícias orbitar em torno da Operação Lava Jato e das delações escandalosas - nos impede, por vezes, de perceber os horrores da destruição sistemática do verde e de quem o defende.

Este é o país mais perigoso do mundo para ambientalistas, segundo a ONG britânica Global Witness, que contabilizou 50 assassinatos de ativistas em 2015 (último período analisado), um aumento de 72% em relação ao ano anterior.

Ao que parece, também é o mais perigoso para as florestas. Divulgado dias atrás, o Mapbiomas - mais completo levantamento já feito sobre cobertura vegetal do Brasil - revela que o único país com nome de árvore no mundo está perdendo a guerra contra o desmatamento.

O estudo realizado pelo Observatório do Clima e outras 18 instituições usou imagens de satélites para descobrir que, em apenas 16 anos (2000 a 2016), o Brasil perdeu aproximadamente 190 mil quilômetros quadrados de áreas verdes, o equivalente a quatro vezes o Estado do Rio de Janeiro.

Os Pampas (35% de área devastada) e os manguezais (20%) lideraram o ranking da destruição. O Pantanal, maior planície alagada do mundo, perdeu neste curto período 13% de sua área vegetada. O avanço das pastagens e das plantações de soja no Cerrado destruiu uma área equivalente a três vezes o Estado do Sergipe.

Na Amazônia, perdemos "um Uruguai" de florestas. O único bioma que seguiu na contramão dessa destruição avassaladora foi a Mata Atlântica, que ganhou quase "uma Bélgica" de área verde, para o bem dos mais de 100 milhões de brasileiros que dependem das águas que brotam de suas entranhas, entre outros serviços ambientais.

Enquanto o verde da nossa bandeira vai desbotando, um livro recentemente traduzido para o português revela novos conhecimentos a respeito das florestas. Em "A Vida Secreta das Árvores", o engenheiro florestal alemão Peter Wohlleben demonstra que as árvores têm o poder de se comunicar entre si, emitir alertas de perigo por meio de sinais elétricos transmitidos por redes de fungos e registrar com clareza quem são seus agressores, entre outras capacidades surpreendentes.

Os estudos científicos que serviram de base para as conclusões de Wohlleben sugerem que as florestas são comunidades de seres sociais, que se percebem interligados e que interagem o tempo todo.

Quem sabe esta visão mais sofisticada - e humanizada - do que sejam as florestas eleve a percepção dos governantes sobre a função estratégica das áreas verdes na regulação do clima, estocagem de carbono, produção de água e proteção da biodiversidade. Dependemos de tudo isso para termos saúde, longevidade e qualidade de vida.


Uol, 28-05-2017.

Solenidade de Pentecostes

Comentário à liturgia dominical

30 MAIO 2017REDACAOESPIRITUALIDADE E ORAÇÃO

Ciclo A – Textos: Atos 2, 1-11; 1Co 12, 3-7.12-13; Jo 20, 19-23

P. Antonio Rivero L.C. Doutor em Teologia Espiritual, professor e diretor espiritual no Centro de Noviciado e Humanidades clássicas da Legião de Cristo em Monterrey (México).

Idéia principal: a ação visível do Espírito Santo na Igreja, através de um vento ruidoso, um fogo e umas línguas (primeira leitura).

Resumo da mensagem: no sexto domingo de Páscoa vimos a ação invisível do Espírito Santo na alma de cada um de nós: é o nosso Consolador ou Paráclito. Hoje, Pentecostes, a liturgia ressalta a ação visível do Espírito Santo na Igreja. O Espírito Santo converte a Igreja em missionária e católica, cujos efeitos são: vento que leva o pólen divino, fogo que queima com a caridade quem o toca e língua para levar a mensagem de Cristo.

Pontos da idéia principal:

Em primeiro lugar, o Espírito Santo hoje se manifesta como vento, como sopro vivificador. O Espírito Santo é como a alma da Igreja, que infunde santidade e estabilidade, apesar de todos os pecados e misérias dos seus integrantes. É sopro que varre toda a escória para deixar em cada coração o aroma do céu. Se a Igreja fosse somente uma instituição humana, já teria se corrompido faz tempo e desaparecido totalmente; como aconteceu com tantos projetos e impérios humanos. A Igreja, apesar dos retrocessos, contramarchas e terríveis crises, permanece sempre com o aroma do essencial, pois o Espírito é o sopro que limpa e purifica. E esse aroma é transmitido como pólen divino que fecundará todas as culturas com o amor de Cristo.

Em segundo lugar, o Espírito Santo também se manifesta como fogo. Esse vento se converte também em fogo que arde dentro de nós y nos impulsiona a sair para fora a todas as periferias existenciais, como diria o Papa Francisco, para incendiar esse mundo com a palavra do Evangelho. Em Pentecostes nasce a Igreja missionária e ardente, lançada para levar o calor divino a todos os lugares do mundo. Sempre teremos a tentação de voltar para o Cenáculo e de fechar a porta, especialmente quando lá fora sopram ventos de contradição. Somente o Espírito nos dará força para vencer esses medos e paralisias, como fez com os primeiros apóstolos, que de covardes e medrosos, se converteram em intrépidos e audazes mensageiros da Boa Nova, que levaram com ardor missionário a mensagem da salvação de Jesus.

Finalmente, o Espírito Santo se manifesta como língua. Língua, não línguas, como aconteceu em Babel a soberba do Gênese onde ninguém entendia ninguém. A língua do Espírito Santo è uma só: a caridade, que nos une a todos num mesmo coração e numa mesma alma. E com essa língua, a caridade, formamos em só corpo em Cristo pelo Espírito (segunda leitura); e com essa língua podemos entender-nos em todas partes, como aconteceu com os apóstolos, e levar a todo o mundo a mensagem de amor e de perdão trazida por Cristo a este mundo (primeira leitura e evangelho). O que destrói esta língua do Espírito são os mil dialetos ideológicos que às vezes queremos falar nas relações com os demais para defender o nosso egoísmo, os nossos interesses e as nossas ambições. No Cenáculo, onde o Espírito Santo è infundido, as diferenças e as divisões são superadas. A verdadeira unidade só provem de Deus Espírito que é principio de coesão (segunda leitura).

Para refletir: vou deixar a porta e as janelas abertas do meu ser para que entrem o vento e o fogo do Espírito Santo neste Pentecostes para depois contagiá-lo no meu entorno com a minha língua e a minha conduta? Experimento em mim outros ventos e fogos que querem me destruir e devorar a minha vida de graça e meu amor a Cristo? Falo a língua do Espírito Santo que é a caridade ou tenho outros dialetos ideológicos?

Qualquer sugestão ou dúvida podem se comunicar com o padre Antonio neste e-mail: arivero@legionaries.org

Música para a esperança: do Complexo da Maré para o Vaticano

domtotal.com
Orquestra tocaria para o papa aos pés do Cristo Redentor, em julho de 2013, mas o mau tempo acabou afogando seu sonho.
(29 mai) Músicos da Orquestra Maré do Amanhã tocam aos pés do Cristo Redentor
(29 mai) Músicos da Orquestra Maré do Amanhã tocam aos pés do Cristo Redentor (AFP).

Em 2013, as lágrimas de Débora Santos caíam como a chuva que a impediu de tocar para o Papa Francisco no Rio de Janeiro. Quatro anos depois, ela chora de alegria com a ideia de voar para Roma.

Junto à Orquestra Maré do Amanhã, nascida dentro de um projeto social fundado em 2010 em uma das favelas mais violentas do Brasil, a violoncelista de 18 anos tocará no Vaticano no próximo sábado (3).

Uma justa recompensa após ter perdido na última hora as Jornadas Mundiais da Juventude em sua cidade: apesar de estar previsto que a orquestra tocaria para o papa aos pés do Cristo Redentor, em julho de 2013, o mau tempo acabou afogando seu sonho.

"Ficamos muito tristes, porque preparamos uma música para ele. É muito gratificante saber que todo nosso esforço está sendo recompensado. É maravilhoso. Chorei muito. Fiquei muito feliz. Finalmente, depois de quatro anos...", afirma.

No sábado, o grupo de 26 brasileiros com entre 14 e 19 anos realizará, finalmente, o sonho de tocar para Francisco, por ocasião da chegada do "Trem das crianças" ao Vaticano. Entre o público estarão 400 jovens procedentes das regiões do centro da Itália afetadas por terremotos recentemente.

Notas contra tiros

A 10.000 quilômetros do Vaticano, no Complexo da Maré, a terra não treme, mas a troca de tiros marca o ritmo da vida de seus habitantes, reféns da guerra entre narcotraficantes e das contundentes intervenções policiais.

Segundo a ONG local Redes da Maré, ocorreram 18 mortes violentas entre janeiro e abril neste conjunto de favelas que tem 140 mil habitantes, próximo ao Aeroporto Internacional do Rio, superando o total de óbitos registrado em 2016.

Na segunda-feira, os jovens da orquestra subiram o Corcovado, onde deveriam ter tocado para Francisco, para participar de uma missa na véspera de sua viagem, mas dois integrantes do grupo não puderam sair de casa devido a um tiroteio provocado por uma operação policial.

"Já tivemos que cancelar muitos ensaios por culpa da violência", lamenta Bruno Costa, um contrabaixista de 16 anos cujas notas são frequentemente sufocadas pelas detonações.

"É muito complicado me deslocar pelo bairro com meu instrumento, que é muito grande. Os traficantes pensam que estou levando uma arma na capa do instrumento, ou um corpo".

Novos horizontes

A própria gênesis do projeto tem suas raízes na violência que afeta o Rio diariamente. Foi na Maré onde a polícia encontrou o carro sujo de sangue de Armando Prazeres, o célebre maestro assassinado em 1999.

Após vários anos de depressão, seu filho, Carlos Eduardo, decidiu se dedicar de corpo e alma a mudar a vida dos jovens das favelas pela música.

Hoje, o projeto está presente em todas as escolas da Maré, e 2.200 jovens tiveram seu primeiro contato com instrumentos graças à ONG.

"As expectativas de vida, os sonhos que tinham, eram sonhos muito pequenos. Estavam presos naquele mundo deles. Arte e cultura abrem a cabeça deles para enxergar um horizonte maior. Hoje eles enxergam estudar em Viena, fazer musica profissionalmente, fazer uma faculdade de musica. Coisa que nem passava na cabeça deles quando começaram", disse Carlos Eduardo Prazeres.

"Quero fazer faculdade, e quero tocar numa orquestra. Não aqui no Brasil. Nada contra, mas meu sonho é tocar na sinfônica de Berlim. Acho que posso ir longe se eu estudar bastante. Se der meu melhor com certeza consigo chegar lá", declarou Débora.

Em Roma, o repertório será composto por clássicos da música erudita e tradicional brasileira, mas também incluirá dois tangos, de Astor Piazzolla e Carlos Gardel, para recordar a terra do Papa argentino.

O Papa receberá um violino branco assinado pelos jovens músicos, que esperam trazer outro instrumento para o Rio com uma mensagem especial escrita por Francisco para seus companheiros no Brasil.

"O que mais me dói é ver esses meninos prosperando mas com o sonho de sair da Maré, porque é um lugar onde não está dando para viver. É muito triste não ter o sentimento de pertencimento. É isso que eu queria tentar mudar, que as pessoas entendessem que a paz é possível", concluiu Carlos Eduardo.


AFP

ONGs e o Ministério do Meio Ambiente pedem veto às MPs que acabam com proteção a florestas

domtotal.com
Medida Provisória permite que 5.970 quilômetros quadrados da Amazônia, equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo, sejam desmatados.
Medida Provisória permite que áreas antes protegidas sejam usadas para atividades como retirada de madeira, agropecuária e mineração.
Medida Provisória permite que áreas antes protegidas sejam usadas para atividades como retirada de madeira, agropecuária e mineração. (Antonio Scorza/AFP Photo).

O Ministério do Meio Ambiente e organizações socioambientais tentam convencer o governo a mudar de ideia e vetar duas medidas provisórias que acabaram com proteção de várias florestas protegidas da Amazônia, abrindo espaço para a exploração de unidades de conservação.

Recomendações de veto foram enviadas ao presidente Michel Temer, sob o argumento de que houve "contrabandos que desvirtuaram e extrapolaram as medidas provisórias nº 756/2016 e 758/2016", conforme declarou o ministro do MMA, José Sarney Filho. As duas MPs já foram aprovadas na Câmara e no Senado e agora só dependem da caneta de Temer para se tornarem lei.

Organizações como Greenpeace, Instituto Socioambiental (ISA) e WWF também se mobilizam para tentar sensibilizar o governo sobre o rebaixamento ambiental que atingiu 597 mil hectares de terras na região, o equivalente a 5.970 quilômetros quadrados, quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

A Casa Civil informou que o tema "está em análise, sem posição ainda sobre vetos". O texto ainda não chegou oficialmente ao Planalto, por isso, o prazo de 15 dias para que o presidente tenha que tomar uma decisão ainda não está contando. Segundo explicou um técnico é preciso aguardar o "autógrafo do congresso", mas o texto já é conhecido.

De qualquer forma, segundo uma fonte, "por força de lei", antes de ratificar o texto aprovado será preciso ouvir um grupo de ministérios. Fontes do Planalto, entretanto, dizem que dificilmente o governo cederá às pressões e que "não teria lógica" o Executivo vetar um projeto que ele mesmo elaborou.

Interlocutores do presidente ainda argumentam que "as reduções de áreas em determinadas localidades foram compensadas a maior em outras". Na prática, porém, os aumentos dessas áreas não têm relação com o mesmo bioma ou relevância ambiental das regiões afetadas.

A reclassificação dessas florestas passa a permitir as áreas sejam usadas para atividades como retirada de madeira, agropecuária e mineração, além de serem compradas e vendidas por particulares. A unidade de conservação do Jamanxim, ainda que protegida, já tem sido um dos principais alvos de desmatamento em toda a Amazônia. Trata-se de uma região extremamente relevante para a região, porque faz a conexão de outras áreas protegidas, ligando a bacia do Rio Xingu com a Bacia do Tapajós.

O Greenpeace criou a campanha #vetatudo, estimulando as pessoas a mandarem mensagem pelo veto total via rede sociais diretamente para o presidente. "Começaremos ainda conversas com aqueles que compram no Exterior os produtos agropecuários brasileiros e estão muito preocupados em não associar suas marcas a destruição florestal", declarou a organização.

Ciro Campos, assessor do ISA, afirmou que a organização vai recomendar o veto integral, porque as medidas são inconstitucionais e representam um crime contra a Amazônia. "Inconstitucionais, porque alteram unidades de conservação via medida provisória, o que só poderia ser feito por lei específica. E são criminosas, porque incentivam o desmatamento justamente onde a floresta mais precisa de proteção, causando um grave retrocesso ambiental", declarou.

Para Maurício Voivodic, o diretor executivo do WWF-Brasil, as medidas aprovadas "abrem precedente para novas ocupações de áreas preservadas em unidades de conservação na Amazônia, que ficarão ainda mais vulneráveis a crimes ambientais, como grilagem, garimpo e extração ilegal de madeira".

Nesta segunda-feira, 29, o WWF enviou ao presidente Michel Temer uma carta em que pede o veto integral das MPs. Em carta ao Palácio do Planalto, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura - que reúne empresas, ONGs e academia - alerta que a medidas "trazem danos irreparáveis à biodiversidade e ao clima" e sua sanção comprometeria "a credibilidade das necessárias iniciativas de desenvolvimento econômico no País".

Agência Estado

Dez coisas que o papa propõe aos jornalistas

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Francisco é um grande comunicador, simplesmente porque fala a linguagem mais comum de todas.
Para o papa, não há jornalismo se não existe uma predileção por ser voz
Para o papa, não há jornalismo se não existe uma predileção por ser voz
 "dos sem voz". (L'Osservatore Romano)
"Dez coisas que o Papa Francisco propõe aos jornalistas" é um "livro que resume o ensinamento do Papa Francisco sobre a mídia e a profissão de jornalista", como o resumiu Fernando Prado, responsável pela editorial. Prado visitou o site Religión Digital (RD) acompanhado pelo autor do obra, Manuel Bru, para explicar a chave do estilo de comunicação do Pontífice e poder contribuir para com o repórter.

Bru é sacerdote da diocese de Madrid e delegado episcopal para a catequese. Prado é ex-colaborador do RD e atualmente é responsável pelas Publicações Claretianas. O livro é parte de um conjunto de pequenos textos de autores bastante importantes sobre temas específicos, sobre esses dez pontos que o Papa propõe.


Qual é o denominador comum, Fernando?

F.- Penso que o Papa, quando era o cardeal de Buenos Aires, teve como estratégia pastoral atingir a grupos específicos de pessoas, em virtude das jornadas internacionais ou nacionais.

Assim, tive a ideia de que poderíamos fazer algo semelhante com autores aqui na Espanha, principalmente para os grupos aos quais o Papa também está falando ao longo destes anos do seu pontificado. Pode ser também uma orientação para aqueles que se dedicam a questões específicas dentro da Igreja e fora da Igreja, como neste caso, as mensagens dirigidas a jornalistas.

Conte-nos um pouco, os temas que já publicaram e alguns que ainda estão aguardando para ser publicados, se for possível.

F.- Tudo começou com o Ano da Misericórdia. Quis fazer o primeiro livro da coleção fazendo uma síntese do que foi a bula que publicou o Papa nesse ano. E colocar em dez pontos sintéticos o que era o conteúdo dessa bula.

Em seguida, já pensando nesta coleção, veio outro livro dedicado à ecologia, por ocasião da encíclica "Laudato si", que pedi ao Pachi Alvarez de los Pozos, o encarregado dos jesuítas a nível internacional nas questões de justiça e ecologia. Tratava-se de sintetizar, em dez pontos, o que é a encíclica social, ou encíclica verde do Papa Francisco.

Mais tarde, a mesma coisa aconteceu com "Amoris Laetitia". Este livro, onde pedi ao Cardeal Fernando Sebastián para me fazer um resumo da encíclica em dez pontos, atingiu já uma terceira edição.

E o último livro por parte de jornalistas, que veio antes disso, foi "Dez coisas que o Papa Francisco propõe aos sacerdotes." É também de um jesuíta, o padre Diego Fares, que acaba de lançar a segunda edição e que está tendo sucesso entre os sacerdotes, obviamente. Resume em dez pontos o Magistério do Papa Francisco sobre a questão dos sacerdotes.

É uma coleção simples, destinada a grupos muito específicos, sobre temas muito concretos, para colocar em uma síntese simples o magistério do Papa sobre algumas questões.

Este último livro o publicamos por ocasião do Dia das Comunicações Sociais, que se celebrou este domingo 28 de Maio. Queríamos chegar na hora e pedi a Manuel Bru, há alguns meses, para escrevê-lo. Ele fez um trabalho fantástico! Eu acho que ambos os jornalistas católicos e jornalistas em geral, vão valorizar muito esta contribuição. Resume o ensinamento do Papa Francisco em torno dos meios de comunicação e à profissão de jornalista, que foi forjado em dez temas.

Em seguida, virão outros. Apresentei estes livros ao Papa, tive a sorte de poder fazer isto pessoalmente, e quando eu disse que seriam quatorze tomos, porque foram os que tínhamos planejado até agora, me disse: "Ô, em que via sacra você me colocou?".

Todos esses livros, que abordam temas como os da mulher, os catequistas, a vida consagrada, etc., todos os conhecerão nos próximos meses dentro da nossa editora, com alguma questão muito focada no Papa Francisco, com o objetivo de fazer a sua mensagem mais conhecida e fazer dele mais amado em nosso país.

Eu gostei muito, além da ideia, do verbo, porque o poderia intitular: o que "manda" o Papa Francisco. E a coleção fala do que "propõe", neste caso aos jornalistas. A proposta é muito relevante neste pontificado. Manolo, o que nos oferece aos jornalistas?

M.- Bem, como você muito bem diz, é uma proposta extremamente sugestiva. O Papa, tudo que faz, é dar sugestões. O que oferece aos jornalistas são algumas dicas, em caso de eles quererem aceitá-las, para refletir sobre a própria profissão, sobre o significado que ela tem. Aqui se trata de um discurso, que o Papa fez aos jornalistas, com uma grande profundidade. Como, por exemplo, repensar desde o início o que chamamos de notícia. Eles podem refletir sobre a função social que tem o trabalho jornalístico se for orientada para o bem comum e o que pode ser feito para melhorar este mundo.

Há também uma proposta ética e profética, mas a partir de uma negação. Neste último sentido, das dez propostas na mensagem, só encontramos uma que diz: "Não caia na desinformação, calúnia ou difamação".

E, apesar disso, você não coloca o "não", você aponta no sentido de "fugir de pecados".

Sim, porque essa é a sua língua também. Eu acho que ele toma muito cuidado para não usar uma linguagem impositiva, mas também porque no fundo é assim.

E então, eu acho que a proposta de fundo é uma proposta filosófica muito interessante. Frequentemente se diz que o Papa Francisco, ao contrário do papa anterior, não tem a profundidade teológica e filosófica. Eu acho que é um erro muito grave.

É um mito absurdo que contribui para desinformar sobre a figura de Francisco.

M.-. Está claro. Eu acho que tanto em quantidade como em qualidade, a mensagem do Papa Francisco aos jornalistas é importante nos poucos anos de seu pontificado.

Conheço muito bem de João Paulo II porque eu fiz minha monografia sobre este assunto. E Bento XVI também teve que responder ao desafio de todas as redes sociais, e tem uma mensagem muito interessante. Mas a profundidade filosófica da mensagem de Francisco também é muito interessante e ao mesmo tempo muito prática. Coisa que faz parte do jogo típico do Papa Francisco.

Sua mensagem contém algo importante, que o jornalismo abrange duas dimensões. Uma é a dimensão social: não há jornalismo se não há predileção por ser a voz dos "sem voz". Em seguida, uma característica muito interessante, que é a dimensão estética: ele entende que não há verdade ou bondade na comunicação se não há beleza. As duas se exigem uma à outra.

Isto, apontando só duas das principais ideias das mensagens, mas elas supõem muito mais.

Eu achei muito curioso, acho que para você também e para Fernando, um dos primeiros discursos públicos do Papa Francisco foi precisamente na recepção que nos fez aos jornalistas, onde lançou um dos primeiros titulares que estão marcando esses quatro anos do pontificado: "Como desejo uma Igreja pobre e para os pobres".

Algumas pessoas acusam o papa Francisco de usar a mídia ou de jogar muitas manchetes. Primeiro, ele é chamado o papa dos gestos, em seguida, o Papa das palavras. Contudo: até que ponto isso pode ser assim, ou até que ponto a mídia é um instrumento, como falava João Paulo II, uma fórmula para construir o Reino e para proclamar a "boa noticia"? Não nos esqueçamos de que o Evangelho é "bom", mas, sobretudo é "notícia".

F.- Acho que Francisco, em primeiro lugar, tem uma grande sintonia com o povo da profissão jornalística, já tinha antes, de fato. Ele o vem demonstrando ao longo deste tempo. Ou talvez, por sua simples maneira de falar. Ele fala a língua do povo. Apesar de falar de coisas profundas e importantes, sempre usa uma linguagem simples que qualquer um pode entender. Através dessas imagens que coloca ou essas expressões que usa, além disso, sendo muito natural, rapidamente ele se conecta com as pessoas.

Eu acho que é um grande comunicador, simplesmente porque ele fala a linguagem mais comum de todas e inteligível para todos. Ele está ciente disso e o aproveita. E não é para conquistar as pessoas, mas para se mostrar como ele é realmente.

Então, também tem uma característica das idiossincrasias dos argentinos, e que as pessoas não entendem. Se você notar, os argentinos ganham todos os concursos de publicidade. Eles têm uma capacidade muito agradável de comunicar com imagens simples, capturando a atenção das pessoas. E eu acho que o Papa também tem a idiossincrasia portenha, esse tipo de facilidade acertada de se conectar com as coisas mais simples e ao mesmo tempo profundas ganhando a atenção de quem está ouvindo. Foi o seu estilo antes e continua sendo agora.

E o foco também aumentou de Buenos Aires para Roma. No entanto, o personagem parece não se sentir afetado por isso. Continua falando com essa naturalidade.

Ontem, ele estava em uma paróquia Romana e antes da Eucaristia, com homilia improvisada, teve um encontro absolutamente maravilhoso com as crianças.

Como você bem diz, no final, há três ou quatro mensagens que todo mundo entende, e isso, para a comunicação é brutal.

M.- Ele não só comunica ideias, comunica, como ele diz, em "Evangelii Gaudium" pregação-ideias, sentimentos e imagens. Lidando com muita facilidade e com credibilidade. Dá para perceber que ele não fala só por falar, mas que acredita no que diz e faz todo o esforço para vivê-lo.

E é uma mensagem muito positiva para todos, incluindo jornalistas. Não é a mensagem de notar as falhas e os perigos, mas é uma mensagem de bênção e também de bênção respeitosa.

Eu termino o livro com uma anedota que faz parte do primeiro discurso, que como comentava antes, ele fez aos repórteres assim que foi eleito. Onde teve esse gesto maravilhoso de dizer: "Agora é fazer uma bênção final e eu sei que muitos de vocês não confessam nenhuma fé. Porém, não vou deixar de dar a bênção, mas, por respeito para aqueles que não têm fé, eu vou fazê-la em silêncio".

Recolho do livro uma coisa que Paloma Gómez Borrero me disse: ao longo do tempo houve jornalistas que, com lágrimas nos olhos, disseram que o papa tinha cativado eles com esse gesto.

Imagino o necessário que é esta mensagem positiva. Pois desde a Igreja, temos o perigo de enviar mensagens para diferentes grupos profissionais, bem como de jornalistas, pedindo contas e criticando algumas informações.

Precisamos desta mensagem positiva também, porque o que eles estão fazendo é como ele diz em um dos discursos: "um pilar fundamental no desenvolvimento da participação na opinião". O estado de opinião e a democracia, sem essa liberdade e sem a marca dos jornalistas, não seriam possíveis.

O que estão sugerindo suas palavras é que, em um mundo cercado por más notícias e catástrofes, ele também é capaz de introduzir muitas boas notícias ou de propor soluções para estes conflitos que são igualmente notícias e que possuem relevância na agenda social dos meios de comunicação. O que podemos entender a partir daqui?

F.- O Papa faz isto em forma de belisco afetuoso, para que tomemos consciência. Pode ser que o Papa Francisco aos que mais beliscou, com esse tipo de reflexão ou denúncia profética, eram os mais próximos: os bispos, os cardeais e os padres. Mas nunca fez isto com amargura, o belisco é sempre com essa finalidade de tomar consciência. E nunca em uma linguagem que provoque o efeito da violência dos que o ouvem. É curioso nisso.

Precisamente, falando sobre o que é ou não é notícia, Bru escreveu no primeiro capítulo, que é uma das questões que no Papa é muito clara: "não parem de pensar o que é notícia".

No mundo da comunicação, bem sabemos, sempre se diz que "não é notícia de que um cão morde uma pessoa, mas uma pessoa que morde um cão". E, às vezes, o mais impressionante e mais escandaloso é interessante. E, claro, ficam na espera eterna outras notícias importantes, especialmente para aqueles que precisamos melhorar este mundo que não aparecem nos jornais, simplesmente porque eles não são um escândalo. Mas eles também são um escândalo, o que acontece é que nos acostumamos à existência de alguns problemas no mundo, então eles não são mais notícia.

Ele insiste em nos perguntar e nos convidar à reflexão qual é a verdadeira notícia para os profissionais da mídia. E tentar não procurar apenas o titular pelo titular, mas o bem que você pode fazer para dar a notícia de uma forma ou de outra, ou insistir em uma coisa ou outra. O Papa insiste porque é o próprio de um pastor, como Francisco: preocupar-se com as ovelhas, aquelas que estão no redil e aquelas que estão fora dele.

Eu acho que, nesse sentido, as mensagens do Papa com o convite para crescer são muito positivos. Sempre tentando encontrar o melhor de cada um. Até mesmo jornalistas e muitos outros atores da sociedade que estão agindo, alguns como políticos ou como economistas, mas sempre tentando enxergar o melhor neles para coloca-lo à luz.

Eu diria que o livro, foi feito com muito bom gosto, é um livro muito bem feito. Eu pedi o livro a ele precisamente porque sabia que tinha feito sua tese de doutorado sobre o ensino da comunicação com o Papa João Paulo II. Porque é um grande especialista sobre estas questões. Ele também é professor de jornalismo, é sacerdote e tem se desenvolvido na mídia.

Bru nos ofereceu um livro fantástico que acho que vai encantar, não só aos jornalistas religiosos, mas também àqueles que trabalham em diferentes meios de comunicação, escrita e audiovisual ou na internet.

Pela minha parte, tenho muito mais a dizer.

O livro e a coleção me lembram muito do que ouvi dizer o Papa em sua homilia, que comentava ontem na paróquia, onde Francisco falava muito sobre a necessidade da doçura e do respeito. Falava de deixar entrar o Espírito Santo, cuja linguagem é doce e respeitosa. Estes livros possuem este espírito, tive a oportunidade de ler alguns deles: o Papa propõe, não impõe. E com uma linguagem muito doce, a linguagem do Evangelho. Uma linguagem de iniciativa e de proposta, não pessimista, não deixando ninguém para trás.

Isso é algo que temos que te agradecer, Fernando, e também a Publicações Claretianas.

E a você, Manuel, porque é um bom presente para o Dia das Comunicações e que, a qualquer momento, um colega jornalista dos vários que conhecemos, enquanto olhar o livro possa parar e pensar que esta é também uma vocação, como o Papa diz na décima proposta de que você aponta.

M.- Sim. Foi um livro que escrevi com um gosto especial. Eu amei por uma razão muito simples: desde que começou as ações para a fundação de treinamento "Crônica Branca" de jovens jornalistas, em um ponto determinado, em 2007, encontrei em Buenos Aires um escrito do cardeal Bergoglio intitulado "Comunicador, quem é seu próximo?" Eu estava animado porque eu vi expressado o que eu sempre acreditei que é a linha da profissão. estávamos trabalhando na Fundação e teve a chance de dizer isto ao Papa Francisco. Eu lhe disse que tinha anos trabalhando nesse discurso. Ele me chamou de exagerado e disse: "é impossível, não dá para um ano".

E então eu disse: "Não, alguns meses".

Ele disse: "Ah bem, espanhóis, exagerados como sempre".

Mas é verdade, esse discurso me cativou. E agora, como Papa, ele cada dia o estende e o discute mais. Mas é sempre aquele discurso, essa pergunta constante: "Comunicador, quem é seu próximo".

E aqui temos alto-falantes para continuar comunicando a mensagem. É também nossa responsabilidade.

Obrigado por tê-lo feito e fazê-lo com tanta alegria. E obrigado, Fernando, pela ideia. Desejo-lhe continuidade. Estaremos esperando por aqueles que você adiantou para nós e alguns outros.

F.- Eu também me sentia em dívida com os jornalistas, que é a minha profissão, de alguma forma frustrada, que vou canalizando por outro. Eu acho que é um compromisso para aqueles que vivem esta profissão com paixão.

Então, continuemos "propondo" para alcançar um mundo mais justo, onde possamos continuar comunicando a "boa notícia". É necessário. Muito obrigado aos dois.


Religión Digital
Tradução: Ramón Lara.

Aécio pressionou diretor-geral da PF para ter acesso a inquérito

domtotal.com
Senador afastado é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na estatal mineira Furnas e responde a cinco inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).
Conversa entre o tucano e o diretor, em 26 de abril, foi gravada pela PF.
Conversa entre o tucano e o diretor, em 26 de abril, foi gravada pela PF. (Marcos Oliveira/ Agência Senado)

Uma interceptação telefônica da Operação Patmos mostra que o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) tentou pressionar o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, para ter acesso a depoimentos que o implicam nas apurações sobre esquema de corrupção em Furnas.

Aécio é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na estatal mineira e responde a cinco inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Irritado por não ter acesso a depoimentos, Aécio ligou para Daiello e pediu um encontro. "Uma hora que você… que eu pudesse dar um pulo aí. Pelo seguinte, contudo é... é... na verdade... pela Súmula 14 (do STF) que faculta a defesa ao acesso, né? Ao processo, aos autos, aos depoimentos, o delegado se negou a entregar à defesa, ontem, a cópia do depoimento que ele já tinha colhido, tá?", queixou-se Aécio ao diretor-geral.

A conversa entre o tucano e Daiello, em 26 de abril, foi gravada pela PF. Aécio disse que seu advogado, Alberto Toron, iria procurá-lo na instituição.

'Bronca'

A PF também capturou uma "bronca" de Aécio em seu colega Zezé Perrella (PMDB-MG). No diálogo divulgado pelo jornal Hoje em Dia o tucano cobra "lealdade" de Zezé, após declaração do aliado. Zezé teria se vangloriado de não estar na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, revelada quando da divulgação das delações da Odebrecht. O áudio foi captado em 13 de abril.

"Vou te falar aqui como amigo, com a liberdade de amigo. Eu achei, olhe, poucas vezes eu vi uma declaração tão escrota, Zezé", afirmou Aécio. "A não ser, Zezé, que a sua campanha foi financiada na lua ou pela quentinha", disse o tucano.

Conforme Aécio, era hora de "separar o joio do trigo". "Porque tem uma bandidada que assaltou o Brasil e tem gente que fez campanha, né? Como é que você acha que você chegou no Senado? Sua campanha foi financiada do mesmo jeito que a minha", disse o tucano.

A assessoria de Aécio negou qualquer tentativa de pressionar Daiello. "O diretor da PF não se sujeitaria a qualquer tipo de pressão. O senador considera que o diálogo foi republicano." Informou ainda que "as campanhas foram feitas em absoluto respeito à legislação".

Perrella disse que está "constrangido, porque Aécio interpretou uma fala como uma crítica".

Agência Estado

Te escolhi porque você é a resposta mais linda e exata das minhas orações

  Logo Eu | Maio 30, 2017
wavebreakmedia/shutterstock
Eu escolhi você e continuarei o escolhendo todos os dias, porque, antes de escolher, Deus já o tinha escolhido pra mim

Eu escolhi você porque, desde quando entrou na minha vida, o meu mundo em preto e branco tomou cor. Eu escolhi você porque meus domingos à tarde deixaram de ser tediosos e eu passei a gostar de ficar no sábado à noite em casa com o meu pijama velho, vendo um filme qualquer ao seu lado.

Eu escolhi você porque aprendi que posso ser muito e que melhorar algumas coisas em nós é preciso e faz parte do nosso crescimento. Eu, com você, sou mais. Eu, com você, sou soma e não divisão.

Eu escolhi você porque meu riso toma forma de amor e minha alma fica leve quando estou com você. Eu te escolhi porque meu primeiro e último pensamento do dia continua sendo você. Eu escolhi você porque as despedidas, por mais simples que sejam, são sempre dolorosas e logo me sinto invadida pela tal da saudade. Eu o escolhi porque você é a primeira pessoa que eu procuro quando algo de bom me acontece, é a primeira pessoa que eu procuro quando não estou bem e preciso de um abraço, desses que sufocam a gente de tanto amor.

Escolhi você porque, mesmo depois de tanto tempo juntos, meu coração ainda acelera quando o vê e ainda fico ansiosa, com aquele friozinho na barriga, toda vez que sei que vou encontrá-lo.

Escolhi, porque você é a resposta mais linda e exata das minhas orações, todas as vezes em que eu achava não ter saída e pedia a Deus alguém para cuidar de mim e não das minhas dores. E então Deus cuidou das minhas feridas e preparou o meu coração para a sua chegada e, mesmo com todos os bloqueios e medos, eu fui cada vez mais me envolvendo nessa história. E então você veio e, em vez de quebrar o meu coração, como já haviam feito antes, você quebrou as barreiras e bloqueios que eu mesma criara depois de tantas feridas. Você cuidou de mim todas as vezes em que fiquei doente, cuidou de mim quando eu queria desistir, você cuidou de me amar e de não perder o encanto nunca.

Eu escolhi você porque, quando tento expressar o que sinto, as palavras engasgam, trombam e eu acabo não conseguindo definir o que sinto. Escolhi, porque nunca ninguém me mostrou o quanto o amor pode ser bondoso e paciente, o quanto ele pode e deve não arder em ciúmes e que é preciso manter o respeito sempre. Eu escolhi você porque seu sorriso ainda mexe comigo e o seu toque faz meu corpo balançar. Eu escolhi você, porque amo andar de mãos dadas e amo os seus beijos na testa enquanto esperamos o elevador. Eu escolhi, porque ainda acho lindo o jeito que você me olha e porque seu abraço continua sendo o melhor do mundo, ele é o meu abrigo.

Eu escolhi você e continuarei o escolhendo todos os dias, porque, antes de escolher, Deus já o tinha escolhido pra mim. Ele pensou em cada detalhe, Ele pensou em cada ponto que eu precisava melhorar e em quem poderia me ajudar a me tornar uma pessoa melhor. Ele sabia quem iria me ensinar e também quem queria aprender. Ele sabia exatamente quem iria despertar meu riso solto e fazer meus olhos brilharem de tanto amor.

Ele sabia quem iria amar os meus exageros, quem não iria se importar com a minha risada escandalosa e quem iria me achar linda logo pela manhã. Ele sabia quem iria me admirar e sentir orgulho de cada conquista minha; quem iria aplaudir minhas vitórias e estar do meu lado nos fracassos. Ele sabia quem iria gostar do meu jeito desarrumado e desastrado de ser. Ele sabia quem iria transbordar, quem viria pra somar e quem seria o melhor pra mim. Valeu a pena ter esperado, valeu a pena ter orado. Você é a minha melhor escolha.


(via Logo Eu)

Nossa Senhora que chora, hóstia que sangra, manto que muda de cor: acreditar?

Facebook Santa Teresita Parroquia de Paraná
Vírgen que lloró sangre en Paraná, Argentina

Casos supostamente extraordinários estariam acontecendo na Argentina

AArgentina tem registrado diversos casos aparentemente “extraordinários” ao longo das últimas semanas em comunidades paroquiais espalhadas pelo país.

Lágrimas de sangue

O mais recente ocorreu na paróquia de Santa Teresita, na cidade de Paraná, província de Entre Ríos, em 17 de maio. Conforme a agência AICA, um grupo rezava diante do Santíssimo quando apareceram no rosto de uma imagem de Nossa Senhora das Dores algumas gotas que pareciam lágrimas de sangue.
As autoridades do arcebispado iniciaram a investigação do fenômeno que, de acordo com um comunicado, “é materialmente constatável, visível”; no entanto, prossegue o mesmo comunicado, “o fruto que vier a dar será obra do Espírito Santo em cada um. A Igreja, como mãe, nos dá o seu conselho de não tirar disto nenhuma interpretação” enquanto a investigação estiver em andamento. “Qualquer que seja o resultado dessa investigação, devemos utilizar este tempo para renovar a nossa fé e devoção a nossa Mãe Santíssima como caminho que nos leva a Jesus Cristo, bem como para nos ajudar a responder, com solícita caridade fraterna, às lágrimas do coração dos irmãos que sofrem no corpo e na alma”.
Na mesma arquidiocese, faz alguns meses, fiéis e um padre da paróquia de São Domingos Sávio afirmaram ter visto lágrimas nos olhos de uma imagem da Imaculada Conceição na capela de adoração ao Santíssimo.

O manto que muda de cor

Poucos dias antes, durante as celebrações pelo centenário das aparições de Nossa Senhora em Portugal, outro caso foi registrado na paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Martínez, diocese de San Isidro, na Grande Buenos Aires: numerosos fiéis perceberam uma aparente mudança de cor no manto da Virgem Peregrina, de branco para azul celeste e branco – as cores da bandeira argentina. Fotos do caso viralizaram nas redes sociais. Algo parecido havia ocorrido na paróquia Nossa Senhora de Fátima do bairro Juan de Vera, em Corrientes, durante o mês de novembro de 2013.

A hóstia que sangra

No início de abril, em Rafaela, província de Santa Fé, uma hóstia consagrada que estava sendo adorada em uma casa de recuperação apresentou uma gota que parecia de sangue. O bispo foi chamado, conversou com as pessoas presentes no momento e reservou a hóstia para ser investigada.
A Igreja, nestes casos e em outros similares, pede que os acontecimentos sejam julgados com prudência e mesura a fim de esclarecer e dar certeza sobre os fatos. Ao longo da história, a Igreja recebeu testemunhos da presença real e substancial de Jesus Cristo na Eucaristia por meio desta forma tão singular de manifestação. Não foram casos comuns nem simples de se discernir”, observou a diocese de Rafaela em comunicado.

Prudência

Os diversos comunicados oficiais sobre possíveis eventos extraordinários falam de prudência. Enquanto as investigações prosseguem, a grande pergunta de quem acredita na origem sobrenatural de tais eventos é esta: Deus quer nos dizer algo com isto?
O comunicado da arquidiocese de Paraná, a respeito das supostas lágrimas de sangue na face da imagem de Nossa Senhora das Dores, responde: “Não mais do que já nos disse em seu Filho Jesus. Por isso, um primeiro fruto deste fato é voltarmos a escutar a Deus onde Ele nos espera: em sua Palavra na Igreja”.

Ela perdeu o marido e dois filhos aos 27 anos. Mas conseguiu superar a dor

  Alfa y Omega | Maio 31, 2017
Archivio personale di Marta Uriol
Uma prova de que Deus sempre oferece outra chance em nossa vida

Com 18 anos, eu comecei a sair com Quique. Foi uma história maravilhosa. Estávamos cada dia mais felizes, com os gêmeos de 1 ano e outro bebê para nascer. Porém, sofremos um acidente. Fiquei 15 dias na UTI, lutando pela minha vida. Mas perdi um dos gêmeos, o bebê que eu estava esperando e Quique.

Quando você ficou sabendo do que tinha acontecido?

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Na UTI, eu lutava, pensando em todos os planos que tínhamos pela frente. Saí emocionada. Eu não sabia de nada. Pensei que estivessem me esperando no quarto. Bom… foi muito bonito porque minha mãe me escreveu uma carta como se fosse Quique, dizendo-me ele que estava com a Virgem e que tinha levado o bebê para cuidar dele.

E a cruz começa a pesar…

Foi uma dor selvagem. Eu, que era tão apaixonada, que queria viver cada minuto com intensidade e, de repente, não queria viver mais. Um tio meu me tentava me consolar, falando sobre a vida eterna.

Mas foi muito difícil. Eu realmente entendia o que as pessoas que querem tirar a própria vida pensam. Eu tinha perdido a minha vida e tinha só 27 anos. Queria ter 80 para morrer logo e ir encontrá-los.

Como ficou sua relação com Deus depois dessas perdas?

Lembro-me que disse à minha mãe: “Não quero ser amiga Dele. Eu passo a vida toda fazendo o que Ele quer e ele me manda isso!”. E ela me respondeu: “Faça o que você quiser, mas a única resposta e único o consolo que você tem estão Nele”.

Sentia que Deus me levava em seus braços, literalmente. Sentia que Cristo era o meu cicerone. Foram momentos brutais.

Como essa dor passou?

Um dia, eu me disse – foi uma atitude de coração, que Deus me deu: “Não posso mais, acabou, seja o que Deus quiser”. E comecei a aceitar, a agradecer pelo que aconteceu, pela raiz da dor, pelas pessoas que me escreveram. Comecei a agradecer pelo marido que eu tive, pelos filhos. E me esforcei para viver o hoje. Viver cada dia era uma batalha.

A esperança tem um nome e se chama José. É verdade?

A poucos meses do acidente, fui a Astúrias [Espanha] com meus sogros. Quatro meses antes do acidente, eu estava grávida e tínhamos o casamento de meus cunhados lá. Estávamos emocionados, mas não pudemos ir porque eu tive que ficar de repouso. Quando eu voltei, tive um momento de rebeldia: “Deus, se o Senhor ia leva-los, porque não permitiu que eu desfrutasse dessa viagem com ele, já que seria sua última viagem?”

Depois, comentando sobre isso com minha cunhada, e explicando-lhe sobre a minha vontade de voltar a Astúrias, ela disse que talvez fosse melhor eu ir para um lugar onde não houvesse recordações, um lugar para conhecer gente nova, um lugar neutro.

Então, eu decidi ir para a Terra Santa com minha família, apesar de não ter sentido vontade, porque pensava: “Vou percorrer o caminho da cruz, como se eu já não tivesse sofrido o bastante!”. A verdade é que voltei mudada desta viagem. Meu coração começou a funcionar.

Este verão, em Astúrias, conheci José.

Como se vive um amor depois de um duelo tão profundo?

Eu dizia que nunca ia me esquecer do meu marido. Estou com os anéis que ele me deu nas mãos ainda. Eu o tenho presente. A família dele segue sendo a minha. Disse isso a José. E ele me respondeu: “Olhe, eu gosto de você como você é; se não fosse por isso, não seria você. É isso que eu quero”.

Ele é um homem de Deus. Nós nos casamos onde nos conhecemos. Lá, eu havia pedido à Virgem da Guia: “Se a Senhora estiver aqui para me guiar, guie-me. Da mesma forma como a senhora guia os marinheiros, guie-me, porque estou em um momento de total e absoluta escuridão”. E assim aconteceu.

Ao final desta edição, Marta Oriol já terá Rocío em seus braço. Em casa, quatro irmãos vão cuidar dela. No céu, outros três (a sua última irmã, Paz, é uma dos trigêmeos, que morreu ao nascer). Eles serão para a pequena a presença certeira de que ela nasceu para não morrer jamais.

Por Rocío Solís

Artigo publicado originalmente por Alfa e Ômega traduzido e adaptado ao português.

Papa nomeia brasileiro como Secretário do Dicastério para os Leigos, Família e Vida

2017-05-31 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) –  O Santo Padre nomeou Secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida o Padre Alexandre Awi Mello, ISch. Diretor Nacional do Movimento de Schönstatt no Brasil

O sacerdote passa a auxiliar o Cardeal Kevin Joseph Farrell, nomeado Prefeito do Dicastério pelo Papa Francisco em 15 de agosto de 2016.

O Padre Alexandre Awi Mello, nascido no Rio de Janeiro em 17 de janeiro de 1971, é membro do Instituto Secular Padres de Schönstatt desde 1992.

Foi ordenado presbítero no Santuário da Mãe Três Vezes Admirável de Schönstatt no dia 7 de julho de 2001, pelas mãos de Dom Karl Josef Romer.

Depois de um ano como vigário numa paróquia da cidade de Santa Maria/RS, Brasil, sua comunidade lhe confiou o cuidado pastoral dos jovens nomeando-o assessor da juventude de Schönstatt no Sul e no Sudeste do Brasil. Nessa tarefa ele se manteve, mesmo depois de 2010 quando foi nomeado para a Direção do Movimento Apostólico de Schönstatt no Brasil, tarefa que passará a seu sucessor com sua transferência para Roma.

Estudos e atividades

Padre Alexandre Awi Mello concluiu seus estudos de Teologia na Pontifícia Universidade Católica de Santiago do Chile com o grau de Bacharel em teologia.

Entre 1998 e 2000, fez um mestrado em Teologia na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Vallendar (PTHV), Alemanha. Sua monografia teve por tema “A Arte de Ajudar - atitudes fundamentais no acompanhamento espiritual”, obtendo a licença para a docência.

Ainda no ano de 2000 fez um curso de aprofundamento na Sociedade Alemã de Psicologia Pastoral (DGfP), com o tema: “O diálogo centrado na pessoa na pastoral”.

De 2004 a 2006, paralelo ao trabalho pastoral, fez um curso de especialização em “Counselling na pastoral” no Instituto para Counselling e Logoterapia (IATES), em Curitiba/PR, Brasil.

Desde 2010 trabalha em sua tese de doutorado na Universidade de Dayton, USA, com o Dr. Thomas Thompson, SM, na área de mariologia. Seu tema: Maria-igreja, Mãe do povo missionário: o Papa Francisco e a piedade popular mariana no contexto teológico-pastoral da América Latina.

Foi professor de Teologia Pastoral e de Teologia Sistemática no Instituto Paulo VI em Londrina/PR, de 2002 a 2004. Nos anos seguintes, lecionou na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, campus Londrina.

Mudando-se para São Paulo em 2010, passou a lecionar na UNISAL, dos Salesianos, e na Faculdade de Filosofia e Teologia São Bento, onde era professor até sua nomeação.

Por meio de sua atividade como Diretor do Movimento Apostólico de Schönstatt no Brasil, adquiriu valiosas experiências na pastoral da juventude, no trabalho pastoral com famílias e no acompanhamento de pessoas em variadas condições de vida, bem como na pastoral popular em torno aos Santuários marianos de.

Participou na organização do Simpósio Teológico-pastoral sobre a Evangelização da Família na Pós-modernidade, 2006, e integrou o grupo brasileiro no XXIII Congresso Internacional de Mariologia em Roma, em 2012.

Conferência de Aparecida e JMJ

O sacerdote colaborou com o Cardeal Bergoglio durante a V Conferência Geral do Conselho Episcopal Latino-americano e do Caribe realizada em Aparecida em maio de 2007 e acompanhou o Pontífice por ocasião da XXVIII Jornada Mundial da Juventude, em 2013, no Rio de Janeiro. 

(Com informações da Assessora Nacional de Comunicação do Mov. Apostólico de Schoenstatt)

(from Vatican Radio)

Papa nomeia Bispo para Uruguaiana (RS)

2017-05-31 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre nomeou Bispo da Diocese de Uruguaiana (RS) Dom José Mário Scalon Angonese, até agora Bispo Titular de Giufi e Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba.

Dom José Mário Nasceu em 1º de junho de 1960 em Unistalda, Diocese de Uruguaiana (RS). Realizou estudos de Filosofia e Teologia no Seminário Maior de Viamão, Arquidiocese de Porto Alegre (1983-1989). Após, frequentou o curso de especialização de Psicopedagogia na Faculdade de Filosofia de Canoas.

Em 16 de dezembro de 1989 recebeu a ordenação sacerdotal, sendo incardinado na Arquidiocese de Santa Maria.

Durante seu ministério sacerdotal foi Promotor da Pastoral Vocacional (1990-2002), desempenhando no Seminário Menor São José as funções de Assistente (1990-2002), Diretor Espiritual (1991-1998) e Reitor (1999-2001).

Em 1995 exerceu seu ministério na Diocese de Cruz Alta como Pároco na Igreja da Natividade, em Ijuí. A seguir, foi Pároco da Igreja Santíssima Trindade em Nova Palma (2002-2010) e da Paróquia da Ressurreição em Santa Maria (2011-2013). Ademais, foi Reitor do Seminário Maior São João Maria Vianney (2011-2013)

Em 20 de fevereiro de 2013 foi nomeado Bispo Titular de Giufi e Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba, sendo ordenado em 28 de abril do mesmo ano.

(from Vatican Radio)

Papa na Audiência: cristãos sejam semeadores de esperança

Francisco na Audiência Geral - AFP

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa recebeu na manhã desta quarta-feira (31/5) na Praça São Pedro, os peregrinos e fiéis, provenientes de diversas partes do mundo, para a tradicional Audiência Geral.
Em sua catequese semanal, Francisco falou sobre a iminente Solenidade de Pentecostes, que a Igreja celebra no próximo domingo, 4 de junho.

Ao aproximar-se desta Solenidade o Papa refletiu sobre a relação entre a esperança cristã e o Espírito Santo. Na Carta aos Hebreus, a esperança é comparada a uma âncora, pois dá segurança e estabilidade à “barca” da nossa vida em meio às ondas turbulentas.
A esperança – disse o Pontífice - é semelhante a uma vela, que recebe o “vento” do Espírito Santo, converte-o em força e nos impele a atravessar o oceano da existência.
O Espírito Santo faz com que vivamos cheios de esperança, sem nunca desanimar, “esperando contra toda a esperança”. A esperança não decepciona porque o amor de Deus encheu os nossos corações de esperança.
Por isso, o Papa convidou todos os presentes a “ser semeadores de esperança. Um cristão pode semear amarguras, perplexidades, mas este modo de agir não é cristão:
“O cristão semeia esperança, semeia o óleo da esperança, semeia o perfume da esperança e não o vinagre da amargura e da desesperança”. 
Francisco concluiu sua catequese exortando os fiéis a serem outros paráclitos, ou seja, consoladores e defensores dos nossos irmãos, sobretudo dos pobres, excluídos e não amados: defensores da criação.
A seguir, o Papa passou a cumprimentar os diversos grupos de peregrinos presentes na Praça São Pedro. Eis a saudação que dirigiu aos fiéis de língua portuguesa:
“Saúdo cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa, de modo particular os fiéis de Angola, Sendim, Serrinha, Florianópolis e Minas Gerais. Queridos amigos, nestes dias de preparação para a festa de Pentecostes, peçamos ao Senhor que derrame, abundantemente, sobre nós os dons do seu Espírito, para que possamos ser testemunhas de Jesus até aos confins da terra. Obrigado pela sua presença.”
Ao término da sua catequese, o Papa concedeu a todos a sua Bênção apostólica.

Papa convida a viver com esperança ao encontro de quem sofre


Agência Ecclesia 31 de Maio de 2017, às 09:40      

Francisco projeta celebração do Pentecostes, com festa das comunidades do Renovamento Carismático


Cidade do Vaticano, 31 mai 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que a vida dos católicos deve ser marcada pela esperança, projetando a celebração do Pentecostes, com comunidades do Renovamento Carismático, que assinalam o seu 50.º aniversário.

“Cheios de confiança, seremos capazes de enfrentar qualquer tribulação e de ser semeadores da esperança entre os nossos irmãos, consolando, defendendo e assistindo todos, como o Paráclito nos ensina”, disse, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a audiência pública semanal.

A intervenção recordou em particular os pobres, os “excluídos e não amados”, para além de desafiar os católicos a serem “defensores" da "criação" e dos "descartados".

"Que a próxima festa de Pentecostes - que é o aniversário da Igreja -, esta próxima festa do Pentecostes nos encontre unidos em oração com Maria, Mãe da Igreja e nossa. E o dom do Espírito Santo nos faça abundar na esperança, direi mais: nos faça esbanjar esperança", desejou.

A Igreja Católica assinala este domingo o Pentecostes,  50 dias depois da Páscoa, um dia particularmente dedicado à oração e celebração do Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade na doutrina cristã.

O Papa quis assinalar hoje a “relação que existe entre o Espírito Santo e a esperança”, sublinhando que é o Espírito que “move a Igreja, caminha com ela”.

Francisco saudou os vários grupos que estão em Roma para participar com ele na Vigília de Pentecostes, este sábado, por ocasião dos 50 anos do Renovamento Carismático Católico.

“Exorto-vos a perseverar na oração, juntamente com Maria, nossa Mãe, pedindo a Jesus que o dom do Espírito Santo nos faça sobreabundar na esperança”, apelou.

Em português, o Papa deixou uma saudação particular a grupos de fiéis de Angola, Sendim, Serrinha, Florianópolis e Minas Gerais.

“Queridos amigos, nestes dias de preparação para a festa de Pentecostes, peçamos ao Senhor que derrame em nós abundantemente os dons do seu Espírito, para que possamos ser testemunhas de Jesus até os confins da terra. Obrigado pela vossa presença”, disse.

OC

10 conselhos práticos para a luta diária contra o demônio

A tentação de Cristo de Félix Joseph Barrias / Crédito: Wikimedia Commons

REDAÇÃO CENTRAL, 30 Mai. 17 / 07:00 pm (ACI).- Diante do aumento da atividade demoníaca denunciado recentemente por exorcistas, dois sacerdotes dedicados a este ministério nos Estados Unidos exortaram os fiéis a se afastarem do mal e do pecado, aproveitando o que Deus oferece para proteger o homem.

O ‘National Catholic Register’ reuniu vários conselhos sobre como previnir o mal, com base em duas entrevistas recentes com Mons. John Esseff, sacerdote da Diocese de Scranton (Pensilvânia) de 64 anos e exorcista há mais de 40 anos; e o Bispo de Springfield, Dom Thomas Paprocki.

A seguir, 10 conselhos práticos que compartilharam aos fiéis:

1. Odiar o pecado e se manter afastado do mal

Mons. Eseff indicou que “o trabalho habitual do demônio é o pecado” e “provoca a morte das almas”, portanto, sempre deve ser rechaçado.

“É melhor se proteger do mal do que tentar se livrar dele. Depois que ele abre uma porta, nem sempre pode ser fechada por conta própria”, acrescentou.

2. Nunca falar diretamente com o demônio

Deve-se entender que a batalha espiritual não é uma luta entre duas pessoas iguais. Somente em um exorcismo, o sacerdote fala com o demônio, mas requer uma permissão do bispo local para ter toda a autoridade da Igreja.

“Um leigo deve se dirigir somente a Deus, pois pode se envolver em problemas falando com o demônio”, explicou Dom Paprocki.


3. Reconhecer como o demônio trabalha

“A possessão é o trabalho extraordinário do diabo e é muito raro (embora a obsessão, a opressão, a infestação sejam mais comuns). Seu trabalho ordinário é a tentação e enfrentamos a tentação todos os dias”, afirma Dom Paprocki.

Por sua parte, Mons. Esseff, explica que “o poder de Satanás aumenta quando as pessoas não acreditam que ele é real. Deus é ‘Eu sou o que sou’, mas o diabo quer ser: ‘Eu sou o que não é’”.

4. Ter uma vida sacramental

Mons. Esseff destacou que depois que a confissão deixa de ser frequente, “a atividade de Satanás aumenta. Para diminuir a obra de Satanás, é necessário se confessar com mais frequência. A confissão é mais poderosa do que um exorcismo. A primeira é um sacramento e a outra é uma bênção”.

“A melhor maneira de nos proteger do mal é através dos sacramentos, porque foram instituídos por Jesus Cristo e nos enchem de graça para nos proteger e nos aproximar de Deus”, acrescentou Dom Paprocki.

5. Usar sacramentais

Pode-se usar sacramentais como a água benta, os terços, os escapulários e outros artigos religiosos porque “foram dados pela Igreja pela inspiração do Espírito Santo”.

“São formas que nos ajudam a ser santos”, indicou Dom Paprocki.

6. Pedir ajuda a Deus na oração

“Vocês devem dizer e fazer coisas de maneira diferente de como lhes indica a sua natureza. É a natureza humana que cai novamente nos hábitos antigos. As pessoas precisam procurar a Deus e rezar pela graça. Então, devem estar prontos para aceitar estas graças e se esforçarem por tomar boas decisões”, explicou Mons. Esseff.

Ambos os exorcistas recomendaram orações de proteção como o “Pai Nosso”, o “Credo dos Apóstolos”, o “Credo Niceno-Constantinopolitano”, “A couraça da São Patrício” ou a São Miguel Arcanjo.

Também recordaram pedir a intercessão de Maria Santíssima e dos santos.

7. Abençoar o lar

“Podemos pedir para que um sacerdote abençoe a nossa casa e use orações menores de exorcismo. Um exorcismo menor não precisa de permissão do bispo para ser realizada”, sublinhou Dom Paprocki.

8. Consultar um sacerdote, caso necessite de ajuda

Mons. Esseff afirmou que, “quando um sacerdote reza e dá a sua bênção, está agindo na pessoa de Jesus Cristo, que é poderoso. Quando entro em uma sala, o diabo vê Jesus Cristo”.

9. Perseverar na leitura espiritual

Ler a Bíblia todos os dias. Além disso, os exorcistas recomendaram alguns livros católicos como o “Um Manual para a Guerra Espiritual”, de Paul Thigpen, e “Orações de Libertação”, de Pe. Chad Ripperger.

10. Visitar Deus no Santíssimo Sacramento

É importante dedicar um tempo para forcar-se somente na adoração a Deus, agradecer e pedir a sua ajuda para crescer com a graça. Recomenda-se participar da Hora Santa, pelo menos uma vez por semana.

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil

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