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sábado, 22 de abril de 2017

Quase metade dos sítios naturais da Unesco são alvo de caça furtiva ou tráfico

domtotal.com
A caça furtiva nos sítios da Unesco põe em risco as espécies e a economia local.
"As espécies classificadas na Cites são vítimas da extração ilegal em 45% dos sítios naturais. (AFP/Arquivos)
"As espécies classificadas na Cites são vítimas da extração ilegal 
em 45% dos sítios naturais. (AFP/Arquivos)
Quase metade dos cerca de 200 sítios naturais classificados como Patrimônio Mundial da Unesco são vítimas da caça furtiva ou da exploração florestal ilegal, advertiu a ONG Fundo Mundial para a Natureza (WWF) em um relatório publicado nesta semana.

"As espécies classificadas na Cites (Convenção da ONU sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas e Fauna e Flora Selvagem) são vítimas da extração ilegal em 45% dos sítios naturais inscritos no Patrimônio Mundial", lamenta a ONG.

Quase um terço dos tigres em estado selvagem e 40% de todos os elefantes da África vivem em sítios da Unesco. Estes são, em alguns casos, os últimos habitats para espécies ameaçadas, como no caso do rinoceronte de Java, na Indonésia, ou da vaquita, espécie do Golfo do México.

Segundo o relatório, foi detectada a caça furtiva de espécies vulneráveis e ameaçadas, começando pelos elefantes, os rinocerontes e os tigres, em ao menos 43 sítios do Patrimônio Mundial, enquanto que os casos de exploração florestal ilegal de espécies vegetais preciosas, como o pau-rosa ou o ébano, foram registrados em 26 sítios.

Já a pesca ilegal foi detectada em 18 dos 39 sítios marinhos e litorâneos atualmente definidos.

A WWF ressalta, no entanto, que é difícil estimar a extensão dessas atividades devido à sua natureza ilegal.

A caça furtiva nos sítios da Unesco põe em risco não só as espécies, mas também a economia local, principalmente ao diminuir o atrativo destes sítios para os turistas, que desejam admirar os animais em seu meio natural.

A WWF calcula que a caça furtiva de elefantes priva o continente africano de 25 milhões de dólares em rendimentos de turismo por ano.

Com um valor anual de entre 15 e 20 bilhões de dólares, o mercado do comércio ilegal de espécies selvagens ocupa o quarto lugar na escala mundial de comércios ilegais, atrás das drogas, falsificações e tráfico de pessoas, segundo o relatório.

No que diz respeito ao comércio ilegal de madeira de construção (madeira destinada a qualquer uso exceto aquecimento), responsável por 90% do desmatamento registrado nos grandes países tropicais, o WWF o avalia em entre 30 e 100 bilhões de dólares por ano.

O documento ressalta que "populações locais e criminosos estrangeiros participam da" caça furtiva de espécies classificadas na Cites.

"Ainda é necessário distinguir o fenômeno praticado em pequena escala pelos locais para se abastecer de carne de caça e o exercido em grande escala pelas redes criminosas", conclui a WWF.


AFP
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Pe. Geovane Saraiva

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