"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Quando o intérprete de Jesus conheceu São João Paulo II

  Esteban Pittaro / Aleteia Brasil | Abr 12, 2017
Icon Films
O filme “A Paixão de Cristo” proporcionou ao protagonista, Jim Caviezel, um momento inesquecível da sua vida

Enquanto a família saiu para acompanhar a visita de João Paulo II à cidade canadense de Vancouver, o jovem Jim tinha que estudar espanhol e, por isso, perdeu a chance de ver o papa. Foram necessários vinte anos para que, já com a carreira no cinema consolidada, o intérprete de Jesus em “A Paixão de Cristo” finalmente tivesse uma segunda oportunidade.
Do encontro inesquecível com São João Paulo II, há duas partes que Jim Caviezel destacou em algumas entrevistas: a parte séria e a parte engraçada.

Junto com a esposa e os sogros, o ator pôde conversar com o hoje canonizado pontífice durante cinco minutos, em 2004, época da estreia do grande filme produzido por Mel Gibson. A primeira coisa que Jim Caviezel fez foi agradecer ao Santo Padre pela carta que tinha enviado aos artistas durante o Jubileu do Ano 2000 – uma carta tinha tido, para ele, um impacto profundo. Jim lhe agradeceu também pelo grande valor que São João Paulo II deu a Nossa Senhora durante todo o seu pontificado.

O ator também respondeu a uma pergunta do próprio papa sobre como tinha se preparado para interpretar Jesus em “A Paixão de Cristo”. Alguns meses depois, Jim relatou esse momento no programa de entrevistas do célebre apresentador norte-americano Larry King e explicou a resposta que tinha dado ao Papa: nervoso, o ator contou a São João Paulo II que tinha se preparado para o papel convivendo com italianos, já que… “Jesus era italiano”.

Diante da surpresa de João Paulo II, Jim prosseguiu: “Sim. Ele não saiu da casa dos pais antes dos 30 anos, manteve sempre os mesmos 12 amigos e a mãe dele acreditava que Ele era Deus! Ele só podia ser italiano!”.

Mantendo-se sério, São João Paulo II entrou na brincadeira e respondeu a Jim Caviezel: “Que curioso, não é mesmo? Eu sempre achei que Ele era polaco…”.

O ótimo humor de São João Paulo II é uma das muitas características no pontífice admiradas por Jim Caviezel – e por bilhões de pessoas de todo o planeta. Outra delas, como não poderia deixar de ser, é o fato de que o papa polonês tinha sido ator antes de entrar no seminário. Aliás, Jim contou, no programa de Larry King, que esse fato foi importante para convencer o próprio pai quanto à sua vocação artística: o pai, que também é católico, só aprovou a decisão de Jim quando soube que o papa também tinha sido ator.

Jim Caviezel testemunhou sobre o magistério de São João Paulo II:

“A minha atuação se baseia na verdade. E tudo o que leio do Santo Padre na carta aos artistas fala da verdade. Há um bem e há um mal. E é importante não fazer com que o bem pareça mal e o mal pareça bem. É importante chamar as coisas pelo nome. E esse é o meu treinamento. Eu acho que, quando ele fala às pessoas, ele fala do coração. E quando você fala para um milhão de pessoas ou está atuando como ator, você está falando do seu coração”.
São João Paulo II escreveu aos artistas:

“Em Cristo, Deus reconciliou consigo o mundo. Todos os crentes são chamados a dar testemunho disso; mas cabe a vocês, homens e mulheres que dedicaram suas vidas à arte, dizer com a riqueza da sua genialidade que, em Cristo, o mundo foi redimido”.
Jim Caviezel teve a oportunidade de expressar de maneira explícita esta certeza de São João Paulo II em “A Paixão de Cristo”.
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Pe. Geovane Saraiva

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