"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

terça-feira, 4 de abril de 2017

Papa Francisco pede uma solução política aos problemas da Venezuela e do Paraguai

Por Miguel Pérez Pichel


O Santo Padre durante a Missa celebrada em Carpi. Foto: Marco Mancini / ACI Stampa


VATICANO, 03 Abr. 17 / 04:00 pm (ACI).- O Papa Francisco segue com atenção as informações acerca do golpe contra a Assembleia Nacional da Venezuela e a invasão e incêndio do Congresso do Paraguai.

Foi o que revelou antes da oração do Ângelus na Piazza Martiri, na cidade italiana de Carpi.

“Sigo com grande atenção o que está acontecendo na Venezuela e Paraguai. Rezo por aquelas populações a mim tão queridas, e convido todos a perseverarem incansavelmente, evitando todo tipo de violência, na busca de soluções política”.

O Supremo Tribunal da Venezuela retirou na última quarta-feira os poderes legislativos da Assembleia Nacional ao considerá-la em desacato.


Este acontecimento, considerado um golpe de Estado chavista contra as instituições democráticas da Venezuela, causou grande pressão, tanto dentro como fora do país que gerou, 48 horas depois, a retificação do Supremo Tribunal.

Em um comunicado da Conferência Episcopal Venezuelana, os Bispos venezuelanos afirmaram que “não se pode permanecer passivos, atemorizados e nem desesperançados” ante a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) de eliminar a Assembleia Nacional e substituí-la “por uma representação dos poderes judicial e executivo”.

Por sua parte, no Paraguai milhares de manifestantes insatisfeitos pela reforma constitucional que permite a reeleição presidencial, invadiram e incendiaram o Congresso do Paraguai, no sábado.

Queriam mostrar a sua insatisfação com uma medida que consideram um golpe de Estado encoberto. Participaram da polêmica decisão parlamentar 25 senadores convocados de surpresa e a votação foi realizada de maneira privada. A oposição disse que esta medida foi ilegal.

A tentativa de tomar a câmara legislativa foi repelida pelas forças de segurança que, através do lançamento de balas de borracha, gás lacrimogêneo e água pressurizada, conseguiram dispersar os manifestantes. Posteriormente, os manifestantes se dirigiram a diferentes ruas da cidade de Assunção, causando grandes danos no comércio e nos imóveis.

Depois destes graves incidentes, os Bispos do Paraguai fizeram um apelo urgente à paz. Em uma declaração assinada em 31 de março, a Conferência Episcopal do Paraguai exortou que não haja “mais guerras entre irmãos! Construamos sempre a paz!”.
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