"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Francisco: «Mundo tem de parar os senhores da guerra»

Agência Ecclesia 13 de Abril de 2017, às 18:01        (Lusa)

Francisco deu uma entrevista ao jornal «La Repubblica» publicada esta Quinta-feira Santa
(Lusa)
Cidade do Vaticano, 13 abr 2017 (Ecclesia) - O Papa diz que o pecado manifesta-se atualmente em “todo o seu poder destrutivo” sobretudo através “da guerra, das várias formas de violência, e da rejeição dos mais frágeis”.

“O mundo tem de parar os senhores da guerra, porque quem mais sofre são os últimos e os desamparados”, frisa Francisco, numa entrevista ao jornal italiano ‘La Repubblica’, publicada esta Quinta-feira Santa.

Numa abordagem a vários temas da atualidade, o Papa argentino voltou a utilizar a expressão “guerra aos pedaços”, ao falar sobre os conflitos que estão ativos em várias partes do globo.

Enquanto no século XX a sociedade “era devastada por duas grandes e mortíferas guerras mundiais e sabia da ameaça da guerra nuclear e de um número elevado de outros conflitos, hoje, infelizmente, vivemos uma terrivel guerra mundial travada aos bocados”, salienta Francisco, que depois deixa uma interpelação.

“Será que a violência permite atingir objetivos a longo prazo? Não serão os resultados apenas mais e mais violência, uma espiral de conflitos mortais, que apenas beneficia alguns senhores da guerra?”.

Para o Papa, “responder à violência com violência leva - na melhor das hipóteses - a um contexto de migração forçada e de sofrimento desumano”.

“Na pior das hipóteses, traz morte física e espiritual a muitas pessoas, talvez mesmo a todas”, acrescentou.

Esta Quinta-feira Santa, Francisco presidiu à celebração de ‘lava-pés’ com alguns presos na Casa de Reclusão de Paliano, na Província de Frosinone e Diocese de Palestrina, a sul de Roma.

Um momento que permitiu ao Papa argentino cumprir também uma tradição que tem mantido ao longo do seu pontificado, de estar na Páscoa com aqueles que são vistos como pessoas “à margem da sociedade”.

De acordo com o Papa, esta tradição “é um dever que nasceu no seu coração” mas também do Evangelho que diz ‘Eu era prisioneiro e tu visitaste-me”.

“Esta é a missão que Jesus tem para cada um de nós, mas especialmente para o bispo que é o pai de todos”, sustentou.

Para Francisco, esta celebração com os presos é uma forma de ir contra a corrente de uma sociedade que tende a afastar aqueles que erraram ou que a determinado passo da vida caíram mas querem levantar-se.

“Quando permanecemos fechados nos nossos preconceitos, quando ficamos escravos dos idolos de uma falsa sensação de bem-estar, quando nos guiamos por determinados padrões ideológicos, ou quando absolutizamos as leis económicas que esmagam as pessoas, na realidade o que fazemos é continuar encerrados nas celas estreitas do individualismo e da autosuficiência, privados da verdade que gera a liberdade”, referiu o Papa.

“Apontar o dedo a quem errou não pode servir de desculpa para as nossas próprias contradições”, completou.

JCP
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Pe. Geovane Saraiva

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