"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

terça-feira, 25 de abril de 2017

3 segredinhos da santidade do Papa João Paulo II

  Aleteia Brasil | Abr 24, 2017
Vaticano
Revelados pelo porta-voz da Santa Sé que trabalhou com ele durante mais de 20 anos

O médico e jornalista espanhol Joaquín Navarro-Valls trabalhou de 1984 a 2006 como diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. Esse longo período de 22 anos se estendeu do pontificado de São João Paulo II aos primeiros quinze meses do Papa Bento XVI. Navarro-Valls foi o primeiro leigo a ocupar o cargo de porta-voz da Santa Sé.

Em uma conferência dada em abril de 2014, ele contou aos ouvintes três “segredos” da santidade de João Paulo II:

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1 – Profunda oração e presença de Deus

O santo pontífice declarava que o melhor momento da sua jornada era a celebração da Eucaristia. Ele também tinha o costume de levar os seus convidados antes e depois do jantar até a sua capela para fazer uma breve oração de dois ou três minutos.

Certa vez, ele estava conversando sozinho com Navarro-Valls quando passaram pela capela: o Papa se ajoelhou para rezar e foram se passando dois minutos, cinco, dez, quinze… Até que, de repente, o Papa se virou e lhe disse: “Peço muitas desculpas! Esqueci que você estava aí!“.

2 – Muito trabalho, mas sem estresse

Embora São João Paulo II tivesse uma inimaginável carga de assuntos para atender, ninguém jamais o via com pressa: ele trabalhava duro, mas sem tensão, e abordava uma questão de cada vez, concentrando-se plenamente no que fazia.

Até quando viajava o Papa levava duas malas cheias de papéis com os assuntos pendentes – e só dormia depois de acabar as pendências do dia.

3 – Bom-humor sempre

Já idoso, enfermo e bastante curvado, o Papa ouviu um bispo lhe dizer certa vez: “Santidade, vejo que está em ótima forma“. Famoso pelo bom humor, o santo pontífice lhe respondeu: “Excelência, acha que não vejo na televisão o quanto estou arruinado?“.

São João Paulo II não gostava de cancelar as audiências das quartas-feiras e, para evitar o cancelamento de duas seguidas, tirava menos de duas semanas anuais de férias. Um dia, Navarro-Valls lhe perguntou: “Santo Padre, sabe o que é o estatuto do trabalhador?“. O Papa polonês respondeu: “Não sei, explique-me“. O porta-voz da Santa Sé prosseguiu: “Aqui na Itália, todos os trabalhadores têm direito a um mês de férias remuneradas por ano. Portanto, o Santo Padre deveria estar incluído“. São João Paulo II fez uma expressão pensativa e retrucou, espirituoso: “Que pena! É que, você sabe, eu moro no Vaticano e não na Itália…“.
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Pe. Geovane Saraiva

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