"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

domingo, 26 de março de 2017

Papa Francisco: não ao «preconceitos» e julgamentos sem «misericórdia»

Agência Ecclesia 26 de Março de 2017, às 11:35        (Lusa)

(Lusa)
Francisco falou aos peregrinos, no Vaticano, após visita a Milão, onde almoçou com reclusos


Cidade do Vaticano, 26 mar 2017 (Ecclesia) – O Papa disse hoje no Vaticano que é preciso abandonar “preconceitos” sobre os outros e evitar julgamentos “sem misericórdia”.

Francisco falava perante os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a recitação da oração do ângelus, um dia depois de ter realizado uma viagem à Arquidiocese de Milão, onde almoçou com reclusos, numa prisão da cidade.

“Caminhar na luz significa, sobretudo, abandonar as luzes falsas: a luz fria e fátua do preconceito contra os outros, porque o preconceito distorce a realidade e carrega-nos de adversão contra os que julgamos sem misericórdia e condenamos sem apelo”, declarou o Papa, no tradicional encontro do meio-dia com peregrinos de Roma e de vários países.

Francisco lamentou que os “mexericos” sobre os outros sejam o “pão nosso de todos os dias” e desafiou os católicos a abandonar a “luz falsa” do interesse pessoal”.

“Se avaliamos pessoas e coisas com base no critério do que nos é útil, do nosso prazer, do nosso prestígio, não damos verdade às relações e às situações”, observou.

Partindo do episódio da cura de um cego por Jesus, relatado na passagem do Evangelho que é lida hoje nas Igrejas de todo o mundo, a intervenção apresentou a fé como uma “luz nova” que se acende no Batismo.

O Papa quis deixar depois uma palavra de agradecimento ao arcebispo de Milão, cardeal Angelo Scola, e a todo o povo da região pelo “caloroso acolhimento” de mais de um milhão de pessoas, ao longo deste sábado.

“Senti-me verdadeiramente em casa, com todos, crentes e não-crentes”, confessou.

Francisco recordou ainda a beatificação, este sábado, de José Álvarez-Benavides y de la Torre e de outros 114 mártires da Guerra Civil Espanhola, que decorreu na cidade de Almería.

“Estes sacerdotes, religiosos e leigos foram testemunhas heroicas de Cristo e do seu Evangelho de Paz e de reconciliação fraterna. Que o seu exemplo e a sua intercessão sustentem o compromisso da Igreja em edificar a civilização do amor”, declarou.

OC
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Pe. Geovane Saraiva

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