"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quarta-feira, 29 de março de 2017

ONU: Papa apela à eliminação das armas nucleares, um 'imperativo moral'

 domtotal.com
O Papa evoca as “preocupações” ligadas a um eventual uso deste armamento por terroristas.
Mensagem à conferência da ONU alerta para 'consequências catastróficas' de eventual ataque.
Mensagem à conferência da ONU alerta para 'consequências 
catastróficas' de eventual ataque. (US Government)

O Papa Francisco apelou à “eliminação” das armas nucleares numa mensagem divulgada hoje pelo Vaticano, a respeito da conferência sobre o tema promovida pela ONU.

“O objetivo final da eliminação das armas nucleares torna-se tanto um desafio como um imperativo moral e humanitário”, escreve.

A finalidade da Conferência que decorre até sexta-feira, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, é negociar um instrumento juridicamente vinculante sobre a “proibição das armas nucleares”, que conduza à sua total eliminação.

O Papa evoca as “preocupações” ligadas a um eventual uso deste armamento por terroristas, no atual contexto de multiplicação de ameaças à segurança mundial.

“Estas preocupações são ainda maiores quando levamos em consideração as catastróficas consequências humanas e ambientais que adviriam de qualquer uso de armas nucleares, com efeitos devastadores, indiscriminados e incontroláveis”, adverte.

A Santa Sé está representada na conferência da ONU pelo subsecretário das Relações com os Estados, monsenhor Antoine Camilleri, que leu a mensagem do Papa Francisco.

 “A paz e a estabilidade internacionais não podem ser fundadas sobre um falso sentido de segurança, sobre a ameaça de uma destruição recíproca ou de total aniquilamento, sobre a simples manutenção de um equilíbrio de poder”, defende o pontífice.

Francisco entende que é necessário ir além da proibição das armas nucleares, adotando estratégias de longo prazo para promover a paz e a estabilidade, que ultrapassem o medo e o isolacionismo.

“A humanidade tem a capacidade de trabalhar junta para construir a nossa casa comum; temos a liberdade, a inteligência e a capacidade de guiar e dirigir a tecnologia, assim como a de limitar o nosso poder e de colocá-lo a serviço de outro tipo de progresso: mais humano, mais social e mais integral”, assinala.

O Papa deixa votos de que a conferência da ONU dê um contributo eficaz no avanço da ética da paz e da segurança cooperativa multicultural, “de que a humanidade tanto necessita”.


Ecclesia
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Pe. Geovane Saraiva

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