"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quarta-feira, 15 de março de 2017

Edith Stein: filósofa, religiosa e mártir

 Gaudium Press | Mar 10, 2017
Wikimedia Commons - Domínio Público
Um grande - e desafiador - exemplo para as mulheres de hoje, em especial as jovens

Podemos imaginá-la esquálida, sem o escapulário, sem o hábito das carmelitas descalças; o cabelo curto já esbranquiçado, o uniforme cinza, largo e sujo, que lhe chega pouco abaixo dos joelhos; os sapatos masculinos embarrados…

Irreconhecível como prisioneira no fétido campo de concentração e de extermínio de Auschwitz, na atual Polônia, a freira nascida judia e que adotara o nome de Teresa Benedita da Cruz realiza agora esgotadores trabalhos forçados todo o dia, junto com sua irmã Rosa e as outras vítimas da perseguição nazista.

Sem direito a conservar qualquer objeto de piedade nem a levar algo que a distinga como religiosa, a pobre mulher de 51 anos reduzida quase aos ossos é bem consciente do que a espera e do porquê de estar ali: ela tem origem judaica, é católica e, além do mais, freira carmelita de clausura.

Edith Stein (1891-1942) era graduada em filosofia e letras – percebe-se a formação no teor das suas obras, escritas com insaciável sede da verdade. O rosto e a expressão dos olhos grandes e profundos também revelam a pensadora constante, que indaga e procura respostas em tudo o que vive, observa e sente.

Dos retratos que sobraram dela se deduz ainda que era calma e analítica, dotada de grande autocontrole. Essas qualidades, porém, nada valiam para os criminosos chefes do tenebroso campo em que, como as outras, era tratada feito um animal.

Ela já tinha renunciado ao matrimônio desde que se apaixonara pela filosofia, e, dentro dela, da fenomenologia, ciência que a foi levando pela mão até o convento do Carmelo de Colônia, onde se preparou para o próprio holocausto. Não vem ao caso repassar agora uma detalhada biografia, facilmente encontrável na internet.

Santa Teresa Benedita da Cruz, canonizada pela Igreja, intercede hoje do Céu por nós, que a seguiremos algum dia, Deus permita que à felicidade eterna.

Filósofa, religiosa e mártir: três degraus que a levaram à glória.

Um grande exemplo para as tantas jovenzinhas de hoje que desejam ser pensadoras e intelectuais, mas são condicionadas sem se darem conta por ideologias que, mesmo nas universidades, determinam rotas pré-determinadas ao pensamento…

O que chama bastante a atenção em Edith Stein é que ela não entrou na vida religiosa com ilusões e devaneios. Ela tinha boa noção do que a esperava e foi em frente sem temor, com firme decisão.

Existem aspectos da sua vida que nos fazem compreender o que é realmente a santidade: luta e dor sob controle, sem pena de si mesma nem presunções de virtuosismo. Uma vida sem falsas resignações sentimentais.

Aprenderemos, com este exemplo, que a vida dos santos é um sacrifício contínuo, voluntário e libertador? Que os católicos têm razões reais para venerá-los?

Santo Agostinho cunhou uma frase que pode dar medo a muitos valentões e valentonas, ainda mal informados sobre o que significa de verdade ser cristão:

“Quem não conheceu ainda as tribulações é porque não começou a ser cristão”.

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A partir de texto de Antonio Borda no site Gaudium Press (em espanhol)

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Pe. Geovane Saraiva

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