"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

terça-feira, 21 de março de 2017

Card. Kasper e o longo caminho dos cristãos rumo à unidade

2017-03-21 Rádio Vaticana

Roma (RV) - ”A Igreja Católica teria chegado à Reforma mesmo sem Lutero, os tempos estavam maduros naquele período histórico para uma forte renovação”. Palavras de Walter Kasper, Cardeal presbítero da Igreja de Todos os Santos na Appia Antica e Presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, durante encontro promovido pela Diocese e pela Igreja valdense de Pinerolo, no âmbito dos 500 anos da Reforma.

A palavra “reforma” foi repetida muitas vezes pelo Cardeal durante o seu longo e articulado discurso. “Dentro da Igreja Católica – recordou - existiram muitos momentos de reforma, o movimento monástico, Francisco de Assis e a reforma de Trento, para citar alguns. E mesmo no tempo de Lutero a Igreja estava se transformando. A ruptura, a divisão que ainda hoje nos diferencia é filha daquele tempo, de um Lutero que não soube esperar o bastante, pois em relação a muitos aspectos, como as indulgencias, se poderia ter chegado a um ponto de encontro: a renovação estava pronta. A ruptura tornou-se depois irremediável quando o Papa foi definido como anticristo. Lutero soube utilizar da melhor forma a opinião publica nascida graças à intervenção da imprensa de Gutenberg”.

O Cardeal Kasper analisou após a evolução do pensamento católico que no século XX ”chegou a reconhecer que o pensamento de Lutero tinha sua dignidade também do ponto de vista religioso. Além do mais, dois importantes acontecimentos deram um impulso a partir da base ao percurso da unidade dos cristãos. Estamos falando das duas Guerras Mundiais: na Primeira, nas trincheiras, encontravam-se protestantes e católicos e pertencentes a outras Confissões, e na Segunda, a ligação entre as varias pertenças se fortaleceram para além das linhas do front, também nos campos de prisioneiros e de extermínio”.

Chegando ao final de seu pronunciamento, o Cardeal reconheceu no Espirito Santo a mão que esta guiando os cristãos no caminho do ecumenismo: “o impulso do Espirito é pela  vergonha e pela divisão: o que temos em comum é mais importante do que aquilo que nos divide”.

O caminho rumo à unidade segundo Kasper, esta sendo realizado, mas certamente não é linear e livre de dificuldades: assemelha-se, antes, a uma estradinha de montanha, estreita, cheia de contornos e privada de proteção a jusante, onde uma armadilha está sempre a espreita. Um exemplo: o sacerdócio universal: “neste momento não nos sentimos no direito de mudar”.

(JE/reforma.it)

(from Vatican Radio)

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Pe. Geovane Saraiva

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