"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sexta-feira, 31 de março de 2017

A noite em que eu conversei com meu primo no céu

  Sergio Argüello Vences | Mar 31, 2017
Andrés Navarro García CC
Foi mais que um sonho...

Já faz um ano que eu celebrei a última Missa do meu primo Carlos Manuel. Lembro bem de quando me deram a notícia. Não queria acreditar. Era tão jovem… Mas Deus tinha outros planos para ele e o chamou à Sua presença.

Foi uma bênção assistir ao funeral e celebrar sua Eucaristia de despedida. A igreja estava lota e foi uma missa muito triste. Ver a dor dos meus tios e primos foi comovente. Que dor enorme é ver um filho partir, um irmão se apagar!

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Cada vez que penso neles, os encomendo ao bom Deus, peço que Ele lhes dê consolo e forças para continuar. Fico emocionado só de pensar no sofrimento deles.

Eu escrevi estas palavras às 3 da manhã porque, enquanto dormia, sonhei com meu primo. Foi um sonho lindo! Comecei a sentir muita paz e vi alguém do meu lado. Era muito mais alto do que eu e, quando firmei o olhar, reconheci Carlos Manuel. Ele parecia bem, estava feliz…

Ele me tocou no ombro, me abraçou e caminhamos por uma montanha muito ensolarada, com um céu azul e nuvens grandes. Não sei por qual motivo, mas a primeira coisa que eu disse foi:

– Primo, lamento seu acidente…

– Não tem que lamentar; mesmo que eu tenha sentido muito medo no início, tudo passou depois que vi que Jesus estava do meu lado… Na verdade, tudo aconteceu neste lugar de que eu gosto muito. É a porta por onde entrei no céu, pelas mãos de Deus.

– Deus estava com você? Como é o céu?

– É estupendo! Você tem que conhecer. Jesus é muito bom conosco, você tem que vir conhecê-lo.

– Farei todo meu esforço para me comportar bem e ganhar o céu, prometo.

Neste momento, meus tios vieram à minha mente e eu perguntei:

– Primo, você não sente saudade da sua vida, da sua família e dos seus amigos?

– Sim, principalmente da minha mãe, do meu pai e dos meus irmãos. Há pouco, disse a Deus que ele me deu a melhor família. E Ele me assegurou que os tinha escolhido especialmente para mim.

– Com certeza, você tem uma família muito bonita. Eles sentem muita saudade de você. Dá para ver nos olhos dos meus tios o quanto você lhes faz falta.

– Eu sei. E quando eles se lembram de mim, eu os abraço. Eu me preocupava ao vê-los tristes. Mas meu avozinho me disse que eles ficarão bem, que a fé deles os ajudará a descobrir que estou muito contente e cercado de boas pessoas. Já tenho até amigos.

Neste momento, eu acordei. Eram três da manhã e, embora tenha sido um sonho muito curto, eu estava tão contente por ter conversado com meu primo que eu me pus a escrever (agradeço a você, Carlos Manoel, por lembrar-me que o céu existe sim. Você não se despediu, mas espero ficar mais tempo com você da próxima vez).

Enquanto escrevo, não posso deixar de pensar na dor de meus tios e em você, pai, mãe, filho, filha, esposo, esposa, amigo ou amiga que, infelizmente, viu partir um ser muito amado. Talvez em acidente, como meu primo, ou por uma dolorosa doença.

Confio muito no meu bom Jesus e nesta “mansão” que Ele preparou para nós. Por isso, lembro a vocês que não há motivos para o desespero. Assim como meu primo está bem, seu familiar ou amigo também está disfrutando da glória de Deus. Um dia vocês voltarão a se encontrar. Pois todos somos cidadãos e cidadãs do céu.

E a vocês, tios, meu coração diz que não foi só um sonho!

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Pe. Geovane Saraiva

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