terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Padre Geovane Saraiva no Carmelo: velório da Irmã Maria da Paz

Carmelo Santa Teresinha,
noite de 30/1/2017, 
velório da religiosa acima citada, 
que morreu aos 85 anos, com mais 65 dedicados à vida 
contemplativa, na condição de Irmã Carmelita.
Resultado de imagem para Morre Irmã Maria da Paz, aos 85 anos
Do blog do Jornalista Eliomar de Lima
Fotos: Joca de Deus






Conhecendo a hierarquia dos anjos e suas respectivas funções

A Igreja nos ensina que há 9 coros dos anjos, sendo eles divididos em 3 hierarquias
gennaro  CHURCH POP  31 DE JANEIRO DE 2017
Conhecendo a hierarquia dos anjos e suas respectivas funções
© P.M WYSOCKI / LUMIÈRE DU MONDE
 Sagrada Tradição nos ensina que há 9 coros dos anjos, sendo eles divididos em 3 hierarquias.

A primeira hierarquia:

É formada pelos Serafins, Querubins e Tronos. E vivem em um alto grau de intimidade com Deus. Dedicam-se a adorar e glorificar a Deus constantemente, e em grau bem mais elevado que os outros.

Serafins – do grego “séraph”, abrasar, queimar, consumir. Assistem ante o trono de Deus e é seu privilégio estarem unidos a Deus de maneira mais íntima, nos ardores da caridade.

Querubins – do hebraico “chérub”, que São Jerônimo e Santo Agostinho interpretam como “plenitude de sabedoria e ciência”. Assistem também ante o trono de Deus e é seu privilégio verem a verdade de um modo superior a todos os outros Anjos que estão abaixo deles.

Tronos – algumas vezes são chamados “Sedes Dei, (Sejas de Deus). Também assistem ante o trono de Deus e é sua missão assistir aos Anjos inferiores na proporção necessária.

A segunda hierarquia:

São os Santos Anjos que dirigem os Planos da Eterna Sabedoria, comunicando os projetos divinos aos Anjos da Terceira Hierarquia, que vigiam o comportamento da humanidade. Eles são responsáveis pelos acontecimentos no Universo. Esta Hierarquia é formada pelos seguintes Coros de Anjos: Dominações, Potestades e Virtudes.

Dominações – são assim chamados porque dominam sobre todas as ordens angelicais encarregadas de executar a vontade de Deus. Distribuem aos Anjos inferiores suas funções e seus ministérios.

Potestades – ou “condutores da ordem sagrada”, executam as grandes ações que tocam no governo universal do mundo e da Igreja, operando para isso prodígios e milagres extraordinários.

Virtudes – cujo nome significa “força”, são encarregados de eliminar os obstáculos que se opõem ao cumprimento das ordens de Deus, afastando os anjos maus que assediam as nações para desviá-las de seu fim, e mantendo assim as criaturas e a ordem da Divina Providência.

A Terceira hierarquia:

É formada pelos Santos Anjos que executam as ordens de Deus. Eles estão mais próximos de nós e conhecem a fundo a natureza de cada pessoa que devem assistir, a fim de poderem cumprir com exatidão a Vontade Divina. Esta Hierarquia é formada pelos: Principados, Arcanjos e Anjos.

Principados – como seu nome indica, estão revestidos de uma autoridade especial: são os que presidem os reinos, as províncias e as dioceses; são assim denominados pelo motivo de que sua ação é mais extensa e universal.

Arcanjos – São enviados por Deus em missões de maior importância junto aos homens.

Anjos – Os que têm a guarda de cada pessoa em particular, para desviá-la do mal e encaminhá-la ao bem, defendê-la contra seus inimigos visíveis e invisíveis e conduzí-la ao caminho da salvação. Velam por sua vida espiritual, corporal e a cada instante, enviam as luzes, forças e graças que necessitam.


(via ChurchPop)

Marcha pela Vida: as imagens retumbantes que a mídia não quis nos mostrar

Os meios de comunicação insistem em guardar silêncio sobre a enorme maioria que defende a vida. Mas as mensagens dessas faixas resistem!
Marcha pela Vida: as imagens retumbantes que a mídia não quis nos mostrar
No último fim de semana, a tradicional Marcha pela Vida que costuma tomar as ruas de Washington foi de novo (como também é “tradicional”) ignorada pela mídia mundial. Por que será?
Seguem fotos desta edição, apontada como uma das mais vultosas já realizadas na capital norte-americana em favor da vida e contra a cultura do descarte. As mensagens das faixas e cartazes são eloquentes.
Escolha a vida
Forte o suficiente para amar
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Chega de aborto já
Estamos firmes pela vida
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Jogo de palavras com os verbos “defund” (parar de financiar, parar de dar fundos financeiros) e “defend” (defender): “Parem de financiar a [organização abortista] Planned Parenthood; defendam a infância“. Para saber mais sobre a Planned Parenthood, poderosa organização internacional que foi acusada de comercializar órgãos e membros de fetos abortados, confira este artigo.
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Eu fui adotada, não abortada
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Leão morto por dentista = EUA ultrajados; gorila morto por zoológico = EUA ultrajados; mais de 3.000 bebês assassinados por dia = EUA silenciosos“. O cartaz faz menção ao assunto abordado neste artigo.
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Batidas de coração detectadas devem ser protegidas
1/3 da minha geração sumiu
Uma pessoa é uma pessoa, não importa o quanto é pequena
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Toda vida humana deve ser protegida: os ainda não nascidos, os presos, os imigrantes, os refugiados, os deficientes
Toda vida é preciosa
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“Eu sou defensor da vida”
“Chega de financiar a [organização abortista] Planned Parenthood”
“Encarem o fato: o aborto mata uma pessoa”
“Rezemos pelo fim do aborto”
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Entre as várias mensagens, uma contundente: “É uma criança, não uma escolha“. Os defensores do aborto, nos EUA, se proclamam como “pró-direito de escolha”, dizendo que a mulher tem o “direito” de escolher entre ter o bebê ou abortá-lo.
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Pró-vida; pró-mulher“: os defensores do aborto dizem que eles é que são “a favor da mulher” ao alegarem que ela tem o “direito” de matar o próprio filho como se ele não fosse uma pessoa.
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A bebê de Roe nunca foi abortada. Ela foi adotada e amada“. A referência é ao processo “Roe contra Wade”, o célebre caso que abriu caminho nos EUA para a legalização do aborto na década de 1970. A gestante Norma L. McCorvey, conhecida pelo pseudônimo “Jane Roe”, demandava o “direito” de abortar sua bebê argumentando que a gravidez era fruto de um estupro.  Henry Wade era o representante do Estado do Texas, que se opunha à legalização do aborto. O tribunal sentenciou a favor de Roe, mas o Texas se recusou a mudar sua legislação, prolongando o caso durante três anos. “Jane Roe” deu à luz enquanto o impasse permanecia. A bebê foi encaminhada para adoção – e o cartaz recorda que ela foi amada pela sua nova família.
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Não é uma vida? Acho que o seu argumento é vago e não convence
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Eu me arrependo de ter abortado” e “Eu guardo luto pela minha irmã abortada“, dizem o cartazes segurados pelas mulheres. O cartaz do homem testemunha: “Eu me arrependo da paternidade perdida“.
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Cartaz da mãe: “Fui concebida num estupro. Eu amo a minha vida“.
Cartaz da filha: “Minha mamãe foi concebida num estupro. Eu amo as nossas vidas“.
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“Este é o meu feminismo”
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“Eu amo estas duas pessoas”
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“Às vezes, as menores coisas ocupam o maior espaço no seu coração” (Ursinho Puff)

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Imagens via blog Senza Pagare
Melhores Histórias
“O que eu estou fazendo aqui?”, ela se perguntou ao estar no meio de uma…
 

Cardeal Rivera: Muro da vergonha de Trump o isolará não só do México, mas do mundo

Donald Trump. Foto: Flickr Gage Skidmore (CC BY-SA 2.0).

Cidade do México, 31 Jan. 17 / 02:30 pm (ACI).- O Arcebispo Primaz do México, Cardeal Norberto Rivera, criticou fortemente o “muro da vergonha”, anunciado pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e advertiu que a estrutura o isolará não só do México e da América Latina, mas do mundo inteiro.

Em uma mensagem pronunciada no dia 29 de janeiro na Catedral Primaz do México, o Cardeal Rivera encorajou os mexicanos a “não deixar que o desânimo prevaleça” e recordou que “Jesus nos diz constantemente no Evangelho: ‘não tenham medo’”.

“Para o crente, a coragem está fundamentada no amor misericordioso de Deus, que nunca abandona os seus filhos; e, por outro lado, a coragem deve brotar de nós mesmos, da consciência clara de saber quem somos nós, quais os nossos princípios, valores, fortalezas, e por que não, nossas fraquezas e deficiências”.

O Cardeal Rivera assinalou que, “ante as ameaças que recebem nossos irmãos imigrantes nos Estados Unidos, sobre nossa economia, sobre o futuro de muitas empresas e fontes de trabalho, me alegra ver a unidade espontânea de todos os mexicanos”.

“Hoje somos conscientes de que a fortaleza do nosso povo está na unidade nacional, no apoio ao nosso governo que, com toda razão, deixou claro que a dignidade e a soberania nacional não são negociáveis. O México é um país grande, com uma cultura memorável, com uma história cheia de contrastes, com fé inabalável e uma clara identidade nacional da qual nos sentimos orgulhosos”, destacou.

Em seguida, o Purpurado lamentou “a provocação e as agressões do presidente dos Estados Unidos” e assinalou que o México, nestas circunstâncias, “deve acreditar no diálogo, deve optar pelas pontes e não pelo muro da vergonha, esse muro da ignomínia que não defenderá os Estados Unidos, mas o isolará não só do México e da América Latina, mas também do mundo”.

“Não são os cidadãos americanos que estão contra o México, mas alguns governantes”, disse e destacou que “a Igreja Católica nos Estados Unidos é um exemplo claro de solidariedade e fraternidade com os mexicanos”.

“Por isso, hoje apelamos aos nossos irmãos americanos de boa vontade a fim de que apoiem o México, porque apoiar este país, que foi um vizinho amigo e leal, contribui para o bem-estar e prosperidade também dos próprios Estados Unidos da América”, assegurou.

O Arcebispo Primaz do México sublinhou que “a América não é os Estados Unidos, mas o continente inteiro”.

“Tanto México, como Argentina, Peru e Canadá também são América e atualmente estamos buscando uma integração econômica e cultural mundial, na qual liderar novamente os nacionalismos antigos e protecionismo é uma insensatez, é uma quimera que, depois da sua ilusão, só dará frutos amargos de ódio, isolamento e pobreza”, advertiu.

O Cardeal Rivera incentivou novamente os mexicanos a não cair “na provocação nem na tentação de responder com ofensas as agressões; atuemos como cristãos, seguindo o conselho de Jesus: ‘Não devolvam mal por mal, rezem pelos seus inimigos’”.

“A força que os crentes têm é a oração. Percebi como organizaram campanhas de oração pelo México; unamo-nos a elas”.

“Supliquemos a proteção da Santíssima Virgem Maria de Guadalupe, Padroeira da América, para invocá-la como ‘Consoladora dos aflitos’; a fim de pedir pela nossa pátria, pelos nossos irmãos imigrantes e pela paz e harmonia do nosso país”.

O Arcebispo do México destacou: “Unidos sempre vamos ser fortes. Com a nossa fé em Cristo nosso Senhor e em Nossa Senhora de Guadalupe seremos prósperos; não tenhamos medo, hoje mais do que nunca, devemos estar unidos e ser solidários”.

“Esta é a hora do México, de mostrar quem somos e descobrir as nossas capacidades e oportunidades, recordemos o ditado popular: ‘Há males que vêm para o bem’”.

“Confiemos, não percamos a fé e trabalhemos incansavelmente para transformar o nosso amado México em uma pátria digna, fraterna, onde o reino de Cristo se torne realidade, um reino de amor, de justiça e de paz”, concluiu.

LIÇÕES PARA A VIDA, nosso livro

Novo livro do Padre Geovane Saraiva
Um renovado ardor pastoral e missionário da parte os seguidores de Jesus de Nazaré.
Professor Olímpio Araújo disse:
Pe. Geovane Saraiva, o acadêmico, escritor e sacerdote, é um convicto operário da Messe do Senhor. Incita os leitores a um modo novo de ser missionário, do qual ele próprio, como pastor, está imbuído. Sempre acreditando, sempre confiando na misericórdia divina.
Foto: Arquivo da Paróquia Santo Afonso - Pascom
À medida que passam os tempos, a missão da Igreja merece uma maior atenção, sempre acompanhada de um renovado ardor da parte dos cristãos. Faz-se mais necessário o valor indizível da oração, como sustento da ação missionária da Igreja, e o sucesso de todo trabalho depende, evidentemente, da íntima e estreita união com Deus dos seguidores de Jesus de Nazaré.
Que a Igreja, sacramento de salvação, continue, corajosamente e com grande sabedoria e satisfação, a anunciar o Evangelho da salvação aos homens do nosso tempo, sem nunca perder de vista a natureza da missão, que é partir até aos confins do mundo, como ensina o Livro Sagrado: "Como é maravilhoso ver o mensageiro pelas montanhas, trazendo notícias de paz, boas notícias de salvação" (Is 52, 7). Padre Geovane Saraiva


Documento do Sínodo dos Bispos 2018

Brasil e Mundo, Papa Francisco

O Secretário Geral do Sínodo dos Bispos Lorenzo Cardeal Baldisseri recentemente enviou a todas as Conferências Episcopais, aos Sínodos das Igrejas Orientais sui juris, à União dos Superiores-Gerais e os Discatérios da Cúria Romana, um documento sobre o próximo Sínodo dos Bispos que o Papa Francisco convocou para o mês de outubro de 2018 sobre o tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Este texto encontra-se disponível também no site da Internet do Vaticano:   www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/.

Através deste  documento mediante o qual em toda a Igreja se dá início à consulta sobre o tema sinodal  já mencionado. Todos os componentes das Igrejas particulares e instituições acadêmicas, organizações e outras instâncias eclesiais, estão convidados de promover uma ampla consulta de todo o Povo de Deus sobre os jovens, sobre a sua fé e sobre o discernimento vocacional.  É oportuno interpelar os jovens a fim de que participem ativamente no processo sinodal. Uma síntese dos resultados alcançados deste consulta deve ser enviada à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, até o fim do mês de outubro de 2017. Segue agora um resume do documento preparatório de vinte e duas páginas.
Documento Preparatório XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos
TEMA: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”
Índice
Introdução – Nos passos dos discípulos amado
1 – Os jovens no mundo de hoje
Um mundo que se transfora rapidamente
As novas gerações
Os jovens e as escolhas
2 –  Fé, Discernimento, Vocação.
Fé e Vocação
O dom do discernimento
Percursos de vocação e missão
O acompanhamento
3 – A Ação Pastoral
Caminhar com os jovens
Sujeitos (Todos os jovens e as figuras de referência)
Lugares (Compromisso Social, ambientes pastorais, o Mundo Digital)
Instrumentos (As linguagens da pastoral, educação, percursos da Evangelização, Silêncio, Contemplação, Oração)
Maria de Nazaré
QUESTIONÁRIO
Coletar os dados
Interpretar a situação
Compartilhar as práticas.
Padre Brendan Coleman

“Sou cristão, mas não sou religioso”

4 motivos para provar que o movimento que separa fé e religião vai contra os ensinamentos de Jesus
Jamie Halmick  THERESA NOBLE  31 DE JANEIRO DE 2017
“Sou cristão, mas não sou religioso”
Antonio Gravante - Shutterstock
Desde a minha conversão à Igreja, tenho observado um movimento entre os jovens cristãos que afirmam amar Jesus, mas rejeitam a “religião”.

Eu não acho que este movimento seja de todo ruim.

Muitos cristãos da geração millennial que rejeitam a “religião” argumentam que as pequenas diferenças entre as denominações cristãs realmente não importam no final. E eles estão certos; Há pouca diferença real entre muitas das denominações cristãs que surgiram ao longo do tempo desde a Reforma. Quando eu estou no meu estado natal de Oklahoma, eu me deparo com o número absurdo de igrejas diferentes que afirmam estar voltando às raízes do cristianismo.

Porém, a fragmentação sem fim de denominações cristãs é um escândalo para a unidade à qual Cristo nos chama (Jo 17,21). Talvez a rejeição dessas diferenças religiosas entre os jovens cristãos possa ser o início de um movimento ecumênico para a unidade no Corpo de Cristo. Neste sentido, sim, vamos rejeitar as “religiões” baseadas em diferenças superficiais e enraizadas na divisão e no pecado.

Mas, como uma ex-ateia, eu tenho que dizer que há também algumas bandeiras sérias neste movimento para rejeitar a “religião”. Em uma recente tarde de domingo, a hashtag #EuNãoVouÀIgrejaPorque estava entre os top trends no Twitter. Para minha surpresa, muitos dos tuítes foram de cristãos que, orgulhosamente, proclamaram que eles não “precisam” de religião, eles só precisam de Jesus. Parece que a mentalidade sob a rejeição dos sacramentos entre alguns cristãos evoluiu naturalmente para uma rejeição de algo tão básico como celebrar a Eucaristia semanalmente.

Além do fato óbvio de que isso acontece sempre na milenar tradição cristã, há também a preocupação válida de que esta forma de “cristianismo”, baseada em nada mais que sentimento, vai se tornar, dentro de uma geração ou duas, em ateísmo.

E como esta nova forma de “Cristianismo” evoluiu: Muitas pessoas que estão neste movimento argumentam que separar o Cristianismo da “religião” nos ajuda a voltar às raízes do Cristianismo, às reais intenções de Jesus.

Mas a Bíblia e os escritos dos padres primitivos da Igreja revelam muito pouco para sustentar essa afirmação.

Aqui estão algumas evidências da Escritura e da história antiga da Igreja:

1. Os cristãos se reúnem para adorar: Deus nos deu uma orientação clara e as Escrituras deixam evidente que os primeiros cristãos se reuniam para uma refeição eucarística todos os domingos. Reuniões de domingo nunca foram uma prática opcional para os cristãos. Se acreditamos que Jesus morreu por nós, o mínimo que podemos fazer é adorá-lo por uma hora todos os domingos.

Tome cuidado, então, muitas vezes para se reunir para dar graças a Deus, e mostrar o seu louvor. Pois quando vocês se reúnem frequentemente no mesmo lugar, os poderes de Satanás são destruídos, e a destruição a que ele se propõe é impedida pela unidade de sua fé. – Inácio de Antioquia, Carta aos Efésios.

 No primeiro dia da semana, nos reunimos com a finalidade de partir o pão (Atos, 20:7)

 2. Religião é o que nos liga a Deus: Há muito desdém pelas práticas exteriores de piedade nos dias de hoje. E certamente, é verdade que as práticas exteriores não levam sempre à caridade e santidade. Mas isso não é motivo para deixá-las para trás. Somos corpo e alma. A relação com Deus é alimentada por práticas exteriores; elas nos ligam a Deus e estamos ligados a ele através da nossa religião.

Estamos unidos e ligados a Deus por este vínculo de piedade. É disso que a religião toma seu nome. – Lactâncio, As Instituições Divinas

Pois assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras está morta. – Tiago 2:26

3. O cristianismo é comunidade: Nossa fé não é apenas um relacionamento individual com Jesus. O Cristianismo envolve relacionamento com Deus (que é, Ele mesmo, uma comunidade de pessoas) e relacionamento com os outros em sua Igreja. É doloroso e difícil estar em relacionamento com outros pecadores. Mas nossa fé nos chama a estar em união não apenas com Deus, mas com outras pessoas.

Somos um corpo unido como tal por uma profissão religiosa comum, pela unidade de disciplina e pelo vínculo de uma esperança comum. Nós nos reunimos como uma assembleia e congregação … Nós nos reunimos para ler nossos escritos sagrados … Em mente e alma, não hesitamos em compartilhar nossos bens terrenos um com o outro. – Tertuliano, Desculpa

Pois, como em um corpo temos muitos membros, e todos os membros não têm a mesma função, então nós, embora muitos, somos um corpo em Cristo, e membros individualmente um do outro. – Romanos 12: 4-5

4. O cristianismo tem sucessão apostólica: As Escrituras deixam claro que Paulo nomeou bispos, Timóteo e Tito, e lhes pediu que designassem presbíteros (1 Tm 2: 2). Quando as pessoas rejeitam a hierarquia e a autoridade legítima em favor do individualismo, rejeitam Jesus e a Igreja que ele fundou.

Quando nos referimos a essa tradição que se origina dos apóstolos e que é preservada por meio da sucessão de presbíteros nas Igrejas, eles se opõem à tradição, dizendo que eles mesmos são mais sábios não meramente do que os presbíteros, até mesmo os apóstolos, porque eles descobriram a verdade não adulterada. – Irineu, Contra todas as heresias

Não negligencie o dom que há em ti, que foi conferido através da palavra profética com a imposição das mãos do presbitério. –  1 Timóteo 4:14

Cristianismo é uma religião. Sempre foi. E o movimento para remover a “religião” de nossa fé é um movimento que, em última instância, poderia minar a transmissão da fé para as gerações vindouras.

Essas são apenas algumas coisas que você pode apontar da próxima vez que uma pessoa disser que ele ou ela acredita em Jesus, mas não acha que é necessário praticar a religião.

Como fazer uma boa adoração?

Adorar a Eucaristia é olhar para Jesus e deixar que Ele nos olhe
 ALETEIA BRASIL  30 DE JANEIRO DE 2017

A adoração ao Santíssimo Sacramento é um momento de graças. Nós, católicos, cremos firmemente naquilo que Jesus disse em João cap. 6: “O pão que eu darei é a minha própria carne”. Não precisamos de nenhum milagre eucarístico para acreditar nisto. Não é simbolismo, não teatro, é PRESENÇA REAL. Lanciano é para os incrédulos. O Evangelho é para os fiéis.
Mas, Gabriel, se é realmente a carne de Jesus, porque Ele não permite uma transformação visível? Aí eu te pergunto: “Você comeria um pedaço de carne humana?”. Pois bem. Jesus se dá no pão para que ninguém tenha medo de se aproximar d’Ele. Agora vamos falar da adoração.
Certa vez um teólogo disse: “A Eucaristia é pra ser comida, não para ser adorada”. Falou a maior besteira do mundo! Se cremos que ali está Jesus, a 2° pessoa da Santíssima Trindade, é lógico que precisamos dar à Hóstia Consagrada um culto de adoração (Latria). Santo Agostinho, no séc. IV, já dizia: “Ninguém coma deste pão, sem antes O adorar”. Portanto, joelhos dobrados (a não ser que você sofra com reumatismo).
Quinta-feira não é o único dia para a adoração. Jesus está no tabernáculo todos os dias, por isso você não precisa aguardar o momento da comunidade para visitar o Senhor. Até porque, na maioria das comunidades, existe mais barulho que adoração. O povo canta… canta… canta… mas não faz um minuto de silêncio. Adoração é CONTEMPLAÇÃO. É olhar para Jesus e deixar que Ele nos olhe. Assim como um casal de namorados não precisa de muita conversa quando estão abraçados, assim deve ser nossa relação com o Senhor, pois quem ama de verdade, fala até com o silêncio.
Você está diante daquele Homem que andou sobre as águas, que curou o cego de nascença, que abençoou as crianças e conversou com a samaritana. É o mesmo. Nem mais, nem menos. Santa Teresa dizia: “Não vejo, não sinto, mais CREIO”.
Se você tem facilidade em se distrair, pode se servir de algumas orações, como a Ladainha do Coração de Jesus, o Terço da Misericórdia, ou até mesmo a meditação de um Salmo. Tais orações podem ser intercaladas com uma música apropriada. Se tiver um canto gregoriano tocando baixinho na caixa de som, aí é a pura sensação do Céu.
Lembre-se: quem crê verdadeiramente em Jesus Eucarístico, não espera que Ele seja colocado num ostensório. Até mesmo quando um ministro passa ao nosso lado com a âmbula, devemos inclinar, com reverência, nossa cabeça.
Enfim, nós somos felizardos. Jesus disse aos apóstolos que estaria com a Igreja todos os dias, até o fim do mundo, e a forma mais especial que Ele inventou para cumprir esta promessa foi a Eucaristia.
Tem algo a contar pra Jesus? Está esperando o quê? Corra para o sacrário! O Senhor te espera de braços abertos. Feliz quem crê. Feliz quem O ama. Feliz quem O adora. Feliz quem n’Ele espera. Amém!
(Seminarista Gabriel Vila Verde)

'Resident Evil 6' estreia no Brasil em primeiro lugar

 domtotal.com
De quinta-feira (26) a domingo (29) o último capítulo da adaptação dos games de terror para as telonas arrecadou ao todo R$ 7 milhões.
Enquanto o capítulo final de Resident Evil estreou em primeiro lugar na bilheteria brasileira, nenhum outro lançamento ficou no top 5.
Enquanto o capítulo final de Resident Evil estreou em primeiro lugar na bilheteria brasileira, nenhum outro lançamento ficou no top 5. (AFP)
Resident Evil 6: O capítulo final estreou em primeiro lugar na bilheteria brasileira. De quinta-feira (26) a domingo (29) o último capítulo da adaptação dos games de terror para as telonas arrecadou ao todo R$ 7 milhões. Nenhum outro lançamento ficou no top 5. Dirigido por Mel Gibson e presente em seis categorias na premiação da Academia, Até o Último Homem estreou em décimo lugar, com arrecadação de quase R$ 1,2 milhão.

Após passar por uma grande polêmica de maus tratos a animais, Quatro Vidas de um Cachorro foi lançado apenas na sexta colocação (R$ 2,6 milhões). Já a animação francesa A Bailarina conseguiu estrear em sétimo (R$ 2,4 milhões). Fechando as estreias, o novo filme de Will Smith, Beleza Oculta, ficou em oitavo (R$ 2,2 milhões).

Moana - Um mar de Aventuras conseguiu ficar com o segundo lugar em sua quarta semana de exibição. A animação da Disney, com duas indicações ao Oscar, arrecadou quase R$ 5 milhões. Na terceira colocação ficou Minha Mãe é Uma Peça 2. Em sua sexta semana de exibição, a comédia de Paulo Gustavo conseguiu mais R$ 4,8 milhões.

Agência Estado

As cadeias da Pastoral Carcerária que, sem armas, derrubam as taxas de reincidência criminal no Brasil

domtotal.com
Apacs, muitas administradas pela Pastoral Carcerária, têm foco na reabilitação dos presos Florianópolis ganhará unidade em março. São 50 prisões do modelo em todo o país
Prédio da APAC de Itaúna (MG).
Prédio da APAC de Itaúna (MG). (APAC)
Por Aline Torres

Imagine uma cadeia sem armas, agentes de segurança, violência ou repressão. Um lugar onde os presos, que não são chamados dessa forma, cuidam das chaves. Imagine um prédio ensolarado, pintado de azul celeste, com uma grande horta ao lado de fora e o vento, que traz consigo o cheiro do alecrim. Imagine todas as pessoas juntas à mesa farta, com pratos, talheres, dignidade. Esse lugar sem registro de rebeliões ou mortes, que mais parece música de John Lennon, já existe no Brasil. São as Apacs (Associações de Proteção e Assistência ao Condenado), ou, como seus criadores preferem ler, Amando ao Próximo Amarás a Cristo.

As Apacs, em sua maioria cadeias administradas pelas Pastorais Carcerárias, braços assistenciais da Igreja Católica, ou por outros grupos religiosos ou apenas voluntários, podem soar uma utopia no país que iniciou o ano com matanças nos presídios do Norte e Nordeste, mas são consideradas pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o único modelo prisional que deu certo no Brasil, o quarto país com maior população carcerária do mundo. São 50 associações pelo país com resultados semelhantes: custam R$ 800 por preso (contam com voluntários e funcionários), três vezes menos que a média nacional de 2.400 reais, e o índice de recuperação é de 95% contra 25% das cadeias padrões.

Quatro critérios selecionam os prisioneiros. Eles precisam ser condenados, manifestar por escrito que aceitam as normas apaquianas, terem família ou cometido o crime na comarca da associação - para facilitar a assistência jurídica e o envolvimento familiar. Além do critério de antiguidade. São priorizados condenados com penas mais longas, indiferentemente do crime que cometeram, em unidades que também contrastam com o superlotado resto do sistema: as Apacs têm em média 200 detentos. A única Apac que se diferencia é a de Santa Luzia (MG). Localizada na região metropolitana de Belo Horizonte há uma exigência a mais motivada pela longa fila de espera: um ano de bom comportamento.

A primeira Apac foi criada há 45 anos em São José dos Campos (SP), pelo advogado e jornalista Mario Otoboni e um grupo de voluntários cristãos. Desde então, as unidades se espalharam por sete Estados brasileiros. Em março, uma nova associação abre em Florianópolis, a centésima do mundo, e sua idealizadora e futura presidente, Leila Pivatto, 67 anos, mostra seu entusiasmo: “Quando condenados, e vale lembrar que 40% dos 600 mil encarcerados no Brasil não são, os presos deveriam perder o direito de ir e vir. Apenas. Mas eles perdem tudo. O contato com as famílias, os direitos à saúde, educação, trabalho e assistência jurídica. Nós entendemos que para matar o criminoso e salvar o homem é preciso cidadania".

Leila, voluntária há dez anos da Pastoral Carcerária que trabalha 12 horas por dia sem ganhar nenhum centavo, e seus colegas pelo país não são os únicos a apostar no modelo. A proposta ganhou a atenção da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia: “As Apacs são a minha aposta. Elas têm dado certo. Basta dizer que a reincidência é de 5%, enquanto nos presídios comuns é de até 75%”, disse a ministra em entrevista ao Programa Roda Viva, da TV Cultura, em outubro do ano passado.

Oposta às cadeias comuns no cerne, talvez a diferença maior das Apacs seja sua concepção de defesa da justiça restaurativa, não da punitiva. Elas não podem ser criadas pelos governos, só pela organização e boa vontade da sociedade civil, esse é um dos principais obstáculos para expansão do modelo em larga escala.

"Não há solução imediata para as prisões. Todo processo será lento e exigirá consciência da população. Eu acredito que as Apacs sozinhas não irão resolver. É preciso estimular o desencarceramento. Há gente presa por bobagens. A minoria da massa prisional é perigosa, os outros poderia cumprir penas alternativas. E, obviamente, é preciso gerar oportunidade. Antes construirmos escolas do que prisões", disse Leila.

No caso da unidade de Florianópolis foram seis anos da primeira assembleia até a construção do prédio. O primeiro passo foi a audiência pública na comarca, em seguida a criação jurídica, que não visa nenhum lucro, e visitas à Apac de Itaúna, em Minas Gerais, que existe há 17 anos e é celebrada pela sua excelência _lá fugas são raras: a última demorou dez anos para acontecer.

A primeira Apac de Santa Catarina ficará no Complexo da Agronômica, em Florianópolis, onde cinco unidades já detêm quase 1,6 mil pessoas. A Apac será a sexta. A única semelhança com os vizinhos de muro é o terreno. A casa ampla e solar não foi criada para punir. Ao invés de agentes do Deap (Departamento de Administração Prisional), a organização será responsabilidade dos voluntários, não só da Igreja Católica, mas de diversas áreas. São advogados, médicos, dentistas, psicólogos, professores de música e yoga, confeiteiros, gente que acredita que para resolver a violência das ruas é preciso mudar a realidade do cárcere.

"Aqui os presos usarão suas roupas, serão chamados pelos seus nomes ou como recuperandos. E no lugar da solitária poderão resgatar seu equilíbrio na capela, se quiserem”, diz Leila, enquanto trabalha na finalização do edifício.

A rotina será rígida. São os presos que serão os responsáveis pela segurança e pela limpeza. Às seis da manhã eles levantam, arrumam suas camas (sim, eles têm camas), fazem as orações, tomam café e iniciam as tarefas do dia, que só termina às 22h. É requisito básico que todos trabalhem e estudem. Ao longo desse período também participam de palestras de valorização humana, oficinas, atos religiosos, lazer e descanso.

"As pessoas sempre nos perguntam se é o voluntariado que reduz o preço das Apacs. Digo que sim. Também não há gastos com agentes penitenciários e terceirizações de serviços. Utilizamos a mão de obra dos recuperandos. Mas não podemos esquecer uma questão central. Não há corrupção. O valor pago pelos presos comuns no Brasil é muito questionável. Se eles não recebem assistência jurídica, médica, alimentação adequada para onde vai tanto dinheiro?", questiona Valdecir Antônio Ferreira, presidente da FEBAC (Federação das Apacs do Brasil).

As leis da Apac

Os mandamentos apaquianos são maiores que os de Moisés. Doze leis procuram reverter o exemplo fracassado das penitenciárias comuns fazendo justamente o contrário – ou na provocação de Leila, “cumprindo a risca a Lei de Execuções Penais”.

As leis buscam espiritualidade – independentemente de crença, por isso a cor azul. Fortalecem os elos familiares. São permitidas ligações uma vez por dia, cartas sempre que desejado e as famílias são convidadas para todas as comemorações. Outro estímulo é a empatia. Na crença de que se aprenderem sobre a ajuda mútua é mais difícil prejudicar alguém. O trabalho é importante, não fundamental. No regime fechado é incentivada a recuperação emocional do indivíduo, no semiaberto a profissionalização, e no aberto, a inserção social.

Segundo pesquisas da FEBAC, 98% dos recuperandos, cerca de 3.500 pessoas, vieram de famílias completamente desestruturadas. A maioria vê o pai e a mãe como figuras deturpadas. “Na raiz do crime vamos encontrar sempre a experiência da rejeição”, defende Valdecir. “Essa é uma visão comum para quem trabalha com o sistema prisional. Nós costumamos dizer que os presos que recebem sacolinhas com comidas e produtos de higiene dos seus familiares se recuperam. Na prática, são os que têm cuidado e amor. Tem para quem voltar”, complementa Leila.

Valdecir dedicou 33 anos da sua vida às Apacs. Conta que já recebeu presos de alta periculosidade, integrantes de poderosas facções e os resultados sempre foram positivos. “Fizemos uma pesquisa com mil presos e constatamos que 85% querem mudar de vida. Então, acreditamos que as Apacs poderiam ser reproduzidas para abraçar toda essa massa sedenta por oportunidades. Mas não se cria Apac por decreto. Ela exige que a sociedade civil organizada tome consciência do problema e procura solucioná-lo, além de governantes parceiros que apoiem a ideia de prisões dignas. O que seria preciso? Mudar a nossa cultura”.

Newton Antonio de Almeida, 40 anos, sabe bem de qual cultura fala Valdecir. Preso por tráfico, ele ficou três anos e oito meses no Presídio Masculino de Florianópolis e há dez mudou de vida, quando foi contratado como funcionário da Pastoral Carcerária. “Poucos tiveram minha chance. Não é novidade que as cadeias não ressocializam. Na verdade, tiram o pouco que tu tem. Mas quem se opõe? Bandido bom é pobre morto. A população não quer Justiça, quer vingança. Que o preso sofra, passe frio, fome, apanhe. E não percebe que toda essa dor, essa violência irá para ruas. Se essa lógica funcionasse seríamos um país muito pacífico. Você não acha?”

El País

Dom Helder: Transferência e Novo Título

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A etapa de entrevista será realizada na quinta-feira (2) e a matrícula dos aprovados na segunda-feira (6).
Biblioteca da Dom Helder Escola de Direito.
Biblioteca da Dom Helder Escola de Direito. (Dom Total)
Termina nesta quarta-feira (1º) o prazo para inscrição de candidatos ao ingresso no curso de Direito, no primeiro semestre letivo de 2017, por transferência ou obtenção de novo título.

Os interessados devem preencher formulário online e encaminhar a documentação solicitada via sedex, ou realizar inscrição presencial na Secretaria Acadêmica da Dom Helder Escola de Direito.

A seleção dos candidatos será feita de acordo com os seguintes critérios: análise curricular, avaliação do aproveitamento acadêmico, análise da declaração dos motivos do pedido, entrevista e existência de vaga no período em que, após a análise do histórico, o candidato deve ser matriculado.

A etapa de entrevista será realizada na quinta-feira (2) e a matrícula dos aprovados na segunda-feira (6).

Veja os editais:

Edital – Transferência

Edital – Obtenção de Novo Título 


Redação Dom Total

Como o desemprego está criando 'funcionários-polvo' e aumentando pressão sobre quem trabalha Em momentos de crise, "fazer muito com pouco torna-se a chave do sucesso".

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Com tantos demitidos, quem continua contratado pode virar um
Com tantos demitidos, quem continua contratado pode virar um "funcionário-polvo",
 acumulando funções. (Divulgação)

Em uma grande agência de emprego no centro de São Paulo, uma cena se repete: com currículos em mãos, dezenas de pessoas formam fila para falar com a recepcionista.

"Você se cadastrou no nosso site?", ela pergunta. A frustração dos candidatos é visível, assim com o cansaço da mulher que, do outro lado do balcão, atende centenas deles em uma manhã.

O drama das 12 milhões de pessoas que hoje estão sem trabalho no Brasil é bem conhecido. Mas pouco se fala dos efeitos do desemprego para quem fica nas empresas. Com tantos demitidos, quem continua contratado pode virar um "funcionário-polvo", acumulando funções de ex-colegas, além de precisar lidar com o medo do desemprego.

Apesar de não ser medido em números, esse fenômeno é velho conhecido dos especialistas em mercado de trabalho. Segundo os professores entrevistados pela BBC Brasil, o aumento de pressão sobre os empregados é uma tendência natural em momentos de crise.

"Toda vez que uma empresa entra em dificuldade, ela precisa fazer o melhor possível com o pessoal que permanece. Fazer muito com pouco torna-se a chave do sucesso", explica o professor da FEA-USP José Pastore, que também é consultor em relações do trabalho.

Para manter o ritmo, diz Pastore, empresários ficam com os subordinados considerados mais versáteis, que podem aprender novas tarefas rapidamente. São eles os mais propícios a tornarem-se "funcionários-polvo".

Muitos em um

Relatos de acúmulos de tarefas se espalham por indústria, comércio e serviços.

Vendedor em uma loja de roupas na região metropolitana de Porto Alegre (RS), Jorge* virou caixa, estoquista e responsável pelo crediário depois que outra funcionária foi demitida.

Hoje exerce dez funções em um expediente que ficou mais longo.

"Quando minha colega saiu, tudo o que ela fazia foi para mim", diz.

O advogado Leonardo* também está trabalhando mais. Além das petições, ficou encarregado de tarefas que caberiam a um estagiário, como tirar cópias e cuidar da correspondência. Para fazer tudo, diminuiu o intervalo de almoço.

"Antes comia em uma hora, e agora almoço em trinta minutos. Uso o resto para agilizar."

Aparentemente, Jorge e Leonardo tornaram-se mais produtivos: eles executam mais tarefas quase no mesmo tempo de antes. A ligação entre produtividade e recessão foi discutida em estudos americanos feitos após a crise econômica de 2008. 

A BBC Brasil não encontrou uma pesquisa semelhante por aqui.

Segundo o trabalho de economistas da Universidade de Stanford e da Universidade de Utah, do último trimestre de 2007, quando a recessão dos EUA começou, até o terceiro trimestre de 2009, quando ela terminou, a produtividade no país cresceu 3,16% em setores não-agrícolas. A marca atingida em 2009 (3,2%) foi a maior desde 2003.

Para os pesquisadores, dois motivos justificaram esse crescimento: a demissão dos trabalhadores menos produtivos e, principalmente, o esforço dos que ficaram para manter suas vagas.

Mas mesmo que os brasileiros se tornem mais produtivos na crise, isso não deve durar muito, diz a professora Regina Madalozzo, coordenadora do Mestrado Profissional em Economia do Insper.

A razão é simples: as pessoas se cansam.

"Estudos mostram que você pode até aumentar a produtividade no curto prazo, mas isso não é sustentável. As pessoas não conseguem dar 100% o tempo inteiro, elas não são máquinas."

Segundo a professora, aprender novas atividades têm um lado positivo, que é tornar o trabalhador mais completo. No entanto, se isso significa ultrapassar limites físicos, a pressão tem o efeito contrário, prejudicando o serviço.

O vendedor-caixa-estoquista Jorge já percebe que suas vendas pioraram. Enquanto faz o cadastro de um cliente, deixa outros falando sozinhos.

"O patrão não acha certo cair o rendimento, mas não tem como, o atendimento não é mais o mesmo. Me sinto constrangido por não cumprir tudo."

Medo do desemprego

Concentrar tarefas não é a única pressão que os brasileiros sofrem com tantos demitidos no mercado. Com o desemprego acima de 11%, segundo o IBGE, o medo de ser mandado embora é outra preocupação constante.

De acordo com índice da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o medo do desemprego ficou em 64,8 pontos em dezembro - o indicador vai de zero a cem pontos e, quanto mais alto, maior é o temor. O resultado do mês passado foi o maior desde 1996.

O receio de ser o próximo demitido nem sempre coincide com o acúmulo de funções. O motivo pode ser justamente o contrário: a demanda cai tanto que o trabalhador fica ocioso. Ele teme que não seja mais necessário.

"Me sinto inútil. Saio de casa, enfrento o transporte, para chegar aqui e não fazer nada", diz Ana sobre a agência de marketing onde trabalha. Antes da crise, ela desenvolvia campanhas publicitárias. Com as demissões, foi remanejada para o treinamento, setor que está parado.

"Você tem que fingir que está trabalhando, porque não quer ser demitido."

Para ela, a relação com os patrões piorou. Ana diz que o discurso "se você não quer, tem quem queira" é comum.

"Ele existe abertamente. Quando a gente questiona os gestores, diz 'olha não está legal assim', ele respondem de forma ofensiva."

Trabalhadores de outras áreas relataram a mesma situação à BBC Brasil. De forma mais ou menos exposta, dizem, a carta do desemprego tem sido usada com frequência.

Contratada de uma empresa da indústria alimentícia, Giovana diz que esse "alerta" não vem diretamente da chefia, mas chega de outras formas.

"Recentemente tivemos uma reunião sobre benefícios e o responsável pelo RH disse 'antes de reclamar da alteração no plano de saúde, devíamos olhar as taxas de desemprego'. A ameaça velada ficou evidente."

Relação patrão-empregado

A relação patrão-empregado no Brasil não é só difícil em tempos de recessão, diz a professora Carmen Migueles, que fez doutorado em sociologia das organizações.

Migueles afirma que esse contato é árido por natureza. Segundo ela, os subordinados muitas vezes não percebem que os chefes também estão numa posição difícil. Por outro lado, os empresários não costumam compartilhar o que está acontecendo com seu negócio e subestimam a ajuda que seus empregados podem lhe oferecer.

"O Brasil é um dos países que mais tem uma visão negativa dos pares, do chefe e das instituições. Quando falta recursos, é a guerra de todos contra todos."

Sobre as pressões exercidas pelos patrões, a professora diz que perfis autoritários ou paternalistas são muito comuns no país. Há também o que chama de "psicopatas", que se aproveitam da situação para ameaçar e cobrar seus funcionários.

No entanto, para Migueles, os subordinados também têm parcela de culpa num relacionamento tão desgastado. O brasileiro, afirma, possui uma propensão a sentir pena de si mesmo, o que mostraria sua falta de maturidade profissional.

"É muito comum no Brasil o perfil da vítima: ninguém cuida de mim, meu emprego está por um fio. Muitos querem que a empresa trate-os como filhos", diz.

"O brasileiro acho que o empresário é um super-homem: ele deve assumir os riscos, resolver os problemas e motivar as pessoas. Essa posição de desigualdade no Brasil deixa as duas pontas sozinhas: empregado e executivo."

A falta de maturidade, dizem os entrevistados, já teria se mostrado nos anos de prosperidade econômica, quando as vagas eram abundantes - naquele momento os trabalhadores faziam o jogo hoje dominado pelos patrões.

"Em 2014, você conversava com um empresário e ele não conseguia segurar ninguém, as pessoas pulavam de lugar para outro. Agora a mesa virou", diz a professora de Administração da FGV-SP Beatriz Lacombe.

Empresários de várias áreas consultados pela BBC Brasil afirmaram que os cortes foram necessários para a sobrevivência de seus negócios e que também estão sendo afetados pessoalmente pelas incertezas da economia. Alguns disseram que redistribuíram tarefas para não prejudicar suas equipes.

De acordo com os especialistas, o ideal seria que patrões e empregados formassem uma "coalizão" para que, com sacrifícios mútuos, pudessem passar juntos pela recessão. Essas mudanças, no entanto, exigem tempo e são recomendáveis durante períodos de crescimento, quando não há tanta tensão.

Enxaqueca e tendinite

Enquanto essas relações não mudam, a pressão dentro dos escritórios começa a afetar a saúde dos trabalhadores.

A Associação Nacional dos Médicos Peritos estima que o número de pedidos de auxílio-doença subiu até 30% no último ano. 

Os dados de 2016 ainda não foram divulgados pela Previdência Social.

O presidente da entidade, Francisco Cardoso, cita o caso de um homem que sofreu um burnout, problema conhecido como doença do esgotamento profissional, depois que todas as 40 pessoas do seu setor foram demitidas. Só ele ficou.

A síndrome de Burnout inclui sintomas como agressividade e falhas de memória.

"É um caso isolado, mas tipifica aqueles que, pelo acúmulo de funções ou pela necessidade de afastar o desemprego, acabam trabalhando além do recomendável. Tem acontecido muito."

Giovana*, que gerencia a área de segurança de produto de uma indústria, diz que o excesso de trabalho trouxe de volta sua enxaqueca. Ela também foi parar no hospital por problemas nas costas e tendinite.

Segundo Giovana, na filial brasileira da empresa, apenas duas pessoas atendem as demandas que, na matriz, são realizadas por 30. O quadro de pessoal no Brasil foi cortado em 30% nos últimos anos.

"Me pressiono cada dia mais, trabalhando além do expediente para manter tudo funcionando normalmente, mas a sensação de ser o 'gargalo' de um processo do qual não temos controle chega a ser desesperadora."

O cansaço dos trabalhadores não é algo que se resolverá imediatamente com a recuperação econômica, alerta a professora Regina Madalozzo, do Insper. O esgotamento dos brasileiros trará consequências a longo prazo, sobretudo para as empresas que continuarem pressionando seus funcionários acima de seus limites.

"Quando sair da crise, será aquilo que vemos nos filmes: todo mundo doente, se demitindo ao mesmo tempo. Você tem que ter um mínimo de incentivo para ir ao trabalho todos os dias."

Esta reportagem terminaria aqui. Mas Iasmin*, uma editora de livros didáticos, queria incluir sua história: "é bom poder falar".

Ela descreveu crises de dor de cabeça que duram uma semana, além de confusão mental e perda da visão periférica. Em semanas tranquilas, costuma acumular dez horas extras.

Suas respostas demoraram a chegar e, por pouco, não ficaram de fora. A justificativa, no entanto, não poderia ser um final mais propício: "o trabalho come até o tempo que a gente deveria usar para denunciar quanto tempo o trabalho come".

Leia também: Brasil fecha 2016 com recorde de 12,3 milhões sem emprego


BBC Brasil, 31-01-2017.

*Todos os trabalhadores entrevistados tiveram os nomes alterados para preservar suas identidades.

REPAM leva a Laudato sì à Prelazia de Lábrea (AM)

2017-01-31 Rádio Vaticana

Lábrea (RV) - A 850 km de Manaus, a Prelazia Territorial de Lábrea é uma circunscrição eclesiástica inserida em pleno bioma amazônico, no interior do estado do Amazonas. Foi lá que a Rede Eclesial Pan-amazônica, REPAM, promoveu de 27 a 29 de janeiro um Seminário de reflexão e propostas sobre a Carta Encíclica Laudato sì, do Papa Francisco. A Repam tem realizado Seminários como este em todos os Regionais da Amazônia, tecendo redes e estabelecendo relações, visando a transformação da realidade.

Além da realidade eclesiástica, o Seminário envolveu também vários setores da sociedade civil, como ONG’s, escolas, e os governos municipal, estadual e federal, com a finalidade de construir sinais de esperança em relação ao meio ambiente e a preservação da Casa Comum. Questões como o desmatamento desenfreado, a contaminação dos rios, a pesca predatória e a caça, que afetam diretamente os povos ribeirinhos e as populações indígenas, famílias e comunidades em geral, foram abordadas nos debates.

O encontro terminou com uma Carta-compromisso que se empenha em trabalhar com a formação, especialmente de crianças e jovens, para melhor afrontar esta realidade que tem agredido a dignidade dos povos locais.

Orly Côco é o Coordenador de Pastoral da Prelazia de Lábrea. Ele conversou com a Irmã Osnilda Lima, assessora de imprensa da Repam, que nos repassou a entrevista. 

Leia a íntegra da Carta-compromisso aqui:

Carta Compromisso dos Participantes do Seminário da Rede Eclesial Pan-Amazônica da Prelazia de Lábrea (AM)

Reunidos(as) em Lábrea, às margens do rio Purus, nós, Povos da Floresta, 110 participantes do Seminário promovido pele Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), nos dias 27 a 29 de janeiro de 2017, apresentamos algumas de nossas forças, desafios, clamores, iniciativas e conquistas observados e vivenciados em nossa Amazônia gorakaraho (Casa Comum - na língua Paumari) refletidos à luz dos ensinamentos da Encíclica Laudato Sí do Papa Francisco.

Nosso modo de ser em nossa aiko (Casa Comum na língua Apurinã) herdado de nossos antepassados tem sido impactado negativamente desde a chegada dos colonizadores que nos impuseram outros valores baseados nas relações de poder e dominação. Desde então, os desafios são muitos. Insistimos e acreditamos numa vivência harmoniosa e de inter-relação entre todos os Povos da Floresta e das cidades sem destruir a nossa gorakaraho. Entretanto, percebemos que acirram-se os conflitos socioambientais que fomentam perseguições, ameaças e até morte de nossas lideranças locais, resultado da omissão estratégica do Estado, da pressão do agronegócio, da grilagem de terras e do roubo e pilhagem de madeiras, inclusive castanheira, colocando a nossa região como uma das campeãs do acelerado desmatamento da Amazônia.

Destacamos a diversidade de experiências de convivência entre as diversas culturas e etnias dos Povos da Floresta com os povos das cidades que nos fazem sentir seguros(as) e protegidos(as) em nossa gorakaraho de onde retiramos o alimento para sustentar nossas famílias e garantir uma qualidade de vida que permite às nossas gerações viver longos anos. Mas, esta vivência encontra-se ameaçada. Em todos os cantos da floresta tem chegado gente com sangue nas mãos espalhando violência e expondo nossos jovens a condições de vulnerabilidade social tais como drogas, exploração sexual, trabalho análogo ao escravo e servidão doméstica. Gente que, em nome do “progresso“ não reconhece nossos direitos à terra, nossas reservas, territórios, rios e florestas. Gente que vem de longe e saqueia nossos recursos deixando para trás um rastro de morte e destruição. Gente que não reconhece nossa história, identidade e cultura, não respeita nossas lideranças e nossa forma de organização social e política e quer nos “ensinar“ seus valores e seu modo capitalista de sociedade. Gente que não acredita na sustentabilidade do extrativismo animal e vegetal baseado nas relações de respeito e interdependência em nossa casa comum garantindo vida em abundância à nossa geração e às gerações futuras.

No contexto nacional assusta-nos os recorrentes cortes de recursos que atingem instituições importantes como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodivesidade – ICMBio e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. Bem como o ataque às nossas entidades representativas com a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, com a finalidade de investigar, incriminar e enfraquecer a atuação do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, da Fundação Nacional do Índio – FUNAI e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, pelo simples fato de posicionarem-se em defesa dos direitos dos Povos da Floresta. Isso apenas confirma que “o governo não quer dar nada para o índio, mas quer tudo do índio” (José Inácio Apurinã – liderança da Terra Indígena Caititu).

No contexto regional, preocupa-nos os processos de migrações forçadas para as cidades da Amazônia prevalecendo o direito de migrar sem a garantia do direito de permanecer na floresta somando com os processos de urbanização acelerada e não planejada das nossas cidades marcadas pela precariedade dos serviços públicos (saúde, educação, segurança pública, transporte, dentre outros), pela violência, superlotação dos presídios, desemprego, fome e miséria, fruto do descaso dos governos municipais.

No contexto local lutamos para garantir o direito à educação, saúde e acesso aos bens e serviços públicos historicamente negados aos povos dessa imensa região onde já se respira a fumaça das grandes queimadas e se inala o veneno dos agrotóxicos pulverizados indiscriminadamente sobre nossa gorakaraho contaminando nosso Purus e seus afluentes rios Ituxi, Curequeté, Seruini, Siriquiqui, Punicici, Sepatini e Pauini.

Preocupa-nos as condições desumanas a que são submetidos os Povos Indígenas e Ribeirinhos forçados a viver em condições precárias nas periferias desassistidas das cidades, submetidos até mesmo à convivência com lixão à céu aberto que contamina suas águas, peixes e roçados, espalhando doenças e desestruturando sua convivência. Um verdadeiro atentado contra suas vidas e uma violação aos direitos humanos.

Diante de tudo isso, clamamos e gritamos reafirmando “que o Purus é nosso! É casa comum de todos nós. Pródigo, nos brinda no dia a dia, as riquezas de suas entranhas com nome de tambaqui, pirarucu, filhote, tucunaré, mandi, sardinha, matrinxã e mil espécies mais, de rico sabor, base de nosso quotidiano sustento” (Dom Florentino Zabalza Itury).

Por fim, motivados(as) pelas provocações deste seminário e novamente iluminados(as) pelos ensinamentos da Laudato Sí, assumimos o compromisso de:

1) Tecer novas redes em nossas localidades com nossas comunidades e instituições, como nos propõe a REPAM através de comitês locais;

2) Lutar para garantir uma educação para sustentabilidade, diferenciada e de qualidade voltada para as demandas de nossa realidade indígena e ribeirinha, provocando as instituições de ensino para que ofereçam cursos que venham ao encontro de nossas demandas locais, formando gente nossa para atuar na educação de nossos povos;

3) Desenvolver projetos sociais de educação ambiental, buscando alternativas com possibilidade de gerar renda, tais como artesanato com utilização de produtos não madeireiros e reaproveitamento de madeira, dentre outros;

4) Promover espaços permanentes de formação e informação que nos ajudem a retomar, reafirmar e ampliar nossas práticas ambientais sustentáveis como modelo possível de sociedade baseada nos valores do bem-viver em nossa gorakaraho, nossa aiko;

5) Manter e ampliar o permanente diálogo entre indígenas e ribeirinhos garantindo uma aliança para a proteção de nossos territórios, cuidando de nossa Amazônia, como nossa floresta, nossa gorakaraho, nossa aiko;

6) Continuar alarmando os governos com relação ao roubo indiscriminado de nossos recursos naturais em nossas fronteiras;

7) Que a Carta Laudato Sí do Papa Francisco seja lida em nossas comunidades, retomada, aprofundada e amplamente divulgada e que seus ensinamentos sejam colocados em prática.

Por fim, invocamos a memória de nossos antepassados e reafirmamos que “cremos na fecundidade libertadora de tantos irmãos e irmãos que amassaram a terra com seu sangue mártir e nos acompanharam na procura da Terra Sem Males” (Dom Pedro Casaldáliga), como o testemunho de Irmã Cleuza, mártir da causa indígena em Lábrea. Chamamos todas as igrejas, instituições, organizações, comunidades e movimentos sociais para tecermos juntos uma grande teia, retirando de nosso paneiro as experiências, proposta e apoios que nos permitem seguir na luta por nossa Pachamama, para garantir vida plena e com dignidade em nossa floresta, nosso tapiri comum (casa dos ribeirinhos).

(CM/OL)


(from Vatican Radio)

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil

http://domtotal.com/pesquisar.html?cx=012259053967918215205%3A5hjxysyg8bg&ie=UTF-8&cof=FORID%3A11&q=padre+geovane+saraiva ...