Descobriu sua vocação após pergunta de amigo agnóstico e agora é sacerdote

Ordenação de Pe. Juan Pablo Aroztegi pelo Bispo de San Sebastián, Dom José Ignacio Munilla. Foto: Diocese de San Sebastián

San Sebastián, 06 Jul. 18 / 10:00 am (ACI).- Pe. Juan Pablo Aroztegi foi ordenado sacerdote no dia 2 de julho pelo Bispo de San Sebastián (Espanha), Dom José Ignacio Munilla, na catedral do Bom Pastor. O novo presbítero tem 35 anos, é engenheiro industrial e agora também é o sacerdote mais jovem da diocese.

Segundo relataram diversos meios de comunicação locais, Pe. Juan Aroztegi começou a discernir sua vocação depois que um amigo agnóstico lhe perguntou por que era cristão.

Até então, não tinha se questionado por que seguia Jesus Cristo, nem o que queria fazer de sua vida. Na época, trabalhava em uma empresa de software livre em Pamplona (Espanha), mas, depois de uma profunda reflexão, decidiu ingressar no seminário.
Jose Ignacio Munilla
@ObispoMunilla
 Para un obispo, una ordenación sacerdotal es "lo más"... 
Os pido oréis por Juan Pablo Aroztegui, a quien hoy he ordenado sacerdote en la Catedral de San Sebastián. 
¡Señor, danos sacerdotes conformes a tu Corazón!

18:24 - 1 de jul de 2018
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Quando Pe. Juan Pablo decidiu entrar no seminário, em um dos “maiores momentos de liberdade” de sua vida, e comunicou ao amigo que tinha lhe feito essas perguntas que mudaram sua vida, este o respondeu que esperava por isso.


“Os teus amigos te conhecem e podem intuir as tuas decisões. É irônico que um amigo agnóstico tenha me feito questionar minha vida cristã e minha vocação”, afirmou.

E, embora a maioria de seus amigos não sejam crentes, Pe. Juan Pablo assegura que têm “muito respeito”, por isso, alguns foram à Missa de ordenação sacerdotal no último domingo.

“As conversas que tive com alguns deles para comunicar sobre minha decisão foi um dos momentos mais bonitos da minha vida. Eu me senti livre e me mostrei como sou. Falamos de temas importantes que nunca havíamos tratado antes”, recordou.

Pe. Aroztegi explicou ao ‘Diario Vasco’ que nos dias antes da ordenação estava “tranquilo e emocionado”, porque “o que a princípio era como uma chama de fogo dentro de mim, pequena mas da qual não podia duvidar, durante esses anos foi ganhando força. Chego [à ordenação] sereno, porque me sinto muito livre. E, ao mesmo tempo, a emoção é grande. Estou emocionado por tudo o que significa e porque poderei me dar totalmente àquilo ao qual me sinto chamado”.

Segundo afirmou, sua família se surpreendeu quando contou sua decisão, embora sempre tivesse vivido a fé “de uma maneira muito natural”.

“ia à Missa aos domingos com eles [sua família]. Claro que durante a minha juventude e adolescência, não via o sacerdócio para minha vida, pensava que meu futuro era o de formar uma família. Mas, a vida dá muitas voltas”, afirma.

Segundo declarações ao ‘Diario Vasco’, este jovem sacerdote assegurou que gosta de “estar aberto às surpresas da vida. Quem me diria com 15 ou 22 anos que ia acabar sendo sacerdote, nem me passava pela cabeça. Sem dúvidas, as melhores coisas que aconteceram na minha vida foram inesperadas. Nesse sentido, hoje estou ansioso por tudo o que me espera na vida sacerdotal. Sinceramente, espero uma vida intensa e apaixonante, com momentos bons e outros de cruz e sofrimento, como em qualquer outro caminho na vida”.

Além disso, indicou que gostaria de seguir o exemplo de alguns sacerdotes que foram importantes em sua vida.

“Admiro os [sacerdotes] que não buscam ter êxito nem aplausos, mas ajudar a quem precisa sem que ninguém saiba. Atrai-me o sacerdote que é humilde em todos os sentidos, o que vê a si mesmo como um cristãos a mais, um discípulo de Jesus que está a caminho como qualquer outro. O que é um homem de Deus, reza por seu povo e não busca nada mais do que as coisas de Deus. E, sobretudo, atrai-me o sacerdote que cria unidade, que sabe estar com os demais”, assegurou.

Explicou ainda que um dos desafios do sacerdote de hoje é “formar comunidades cristãs nas quais se possa viver a grandeza da vida em Cristo”. Para isso, incentiva a “ir ao essencial, ao que importa na vida, a amar e ser amados”. E afirmou que se o cristianismo é vivido com autenticidade, “é verdadeiramente atrativo”.

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