sexta-feira, 22 de junho de 2018

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil






quarta-feira, 20 de junho de 2018

Confiança no homem e no mundo

Padre Geovane Saraiva*
A confiança em Jesus, ao lançar na terra a semente do reino de Deus, faz-nos pessoas da esperança cristã, encontrando, desse modo, o sentido último do homem individual em Cristo, na História e em todo o Universo, inserido no futuro de Deus. Convidados sempre mais a pensar no acabamento do Universo, na Jerusalém celeste, que tem sua origem em Deus agindo na História de homens e mulheres de boa vontade, somos levados a abandonar-nos em Deus, entregando nosso destino ao seu destino, colocando nossa fé, na proporção mais elevada possível, em uma vida integrada e com verdadeiro encanto.

Pensar na vinda definitiva de Deus significa ter diante dos olhos a revelação do Seu senhorio, que se traduz em paz, luminosidade, justiça e reconciliação entre as pessoas, na conquista da salvação eterna, com Jesus Cristo sendo, evidentemente, o sentido verdadeiro e definitivo. Que fique claro que não é outro mundo, mas o nosso mundo transfigurado e restaurado no amor, no mesmo rigor: o de que o homem não será outro homem, mas um homem novo. É a esperança cristã no homem e no mundo dizendo-nos que, em Cristo Jesus, o futuro proclamado como absoluto tornou-se presente.

A missão do Filho de Deus passa de geração em geração e é ininterrupta, propondo, aos seus seguidores, uma distinção na revelação dos mistérios do reino, na comparação com a pequena, porém, misteriosa semente, a qual germina, cresce e se torna uma grande árvore, na metáfora de Ezequiel, o "Cedro majestoso" (Ez 17, 23), faz-nos antever a imagem celestial, no potencial sobre-humano e fantástico. Pensemos no nosso benevolente Deus, que deseja de nós distinção no nosso modo de proceder, mesmo que seja pequeno, mas verdadeiramente diferenciado e transformador.

O Deus que se revela na História, a partir do íntimo do coração humano, requer mudança e postura, tanto no modo de ser quanto no relacionamento com Deus salvador. Urge uma fé sólida, que nos faz compreender a graça da revelação como confiança absoluta no Deus da vida, na sua morte e ressurreição, como nos assegura o apóstolo Paulo: "Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor" (2 Cor 5, 6). Por isso mesmo não nos esqueçamos a estreita relação que torna a pessoa livre diante de Deus, concreta, no serviço e na caridade para com o próximo. Amém!

*Padre, Jornalista, Colunista e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE. Da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza geovanesaraiva@gmail.com

Poderoso Santo Antônio: Eis a cruz do Senhor! Fugi forças inimigas!



Uma mulher pediu a Santo Antônio uma oração para vencer as tentações do demônio - e até hoje esta prece é conhecida pelo seu poder contra o mal


A tradição popular diz que Santo Antônio deu uma oração a uma pobre mulher que procurava ajuda contra as tentações do demônio.

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O Papa Sisto V, franciscano, mandou esculpir a oração – também chamada de “Lema de Santo Antônio” – na base do obelisco que mandou erigir na Praça de São Pedro, em Roma.

Este é o original, em latim:

Ecce Crucem Domini!
Fugite partes adversae!
Vicit Leo de tribu Juda,
Radix David! Alleluia!

A tradução para português:

Eis a cruz do Senhor!
Fugi forças inimigas!
Venceu o Leão da tribo de Judá,
A raiz de Davi! Aleluia!

Esta breve oração tem todo o sabor de um pequeno exorcismo. Também nós podemos usá-la – em latim ou português – para nos ajudar a superar as tentações que nos são apresentadas.

Agora é Lula Livre!

20 de junho de 2018 por esmael


 Absolvida Gleisi Hoffmann, agora é a vez de Lula Livre. Isto é, hora de o Supremo Tribunal Federal revogar a prisão política do ex-presidente Lula.


O STF terá a oportunidade de corrigir esta injustiça contra Lula na próxima terça-feira, dia 26 de junho. O ex-presidente já entrou na aquecimento.

O advogado José Roberto Batochio, da defesa do petista, disse na tarde de ontem (19), em Curitiba, que vai nascer o sol da liberdade.

“Viemos visitar nosso presidente de sempre. Haverá de nascer no horizonte o sol da liberdade e teremos a oportunidade de fazer eleições democráticas no nosso País, pois sem Lula não serão eleições democráticas”, afirmou o advogado após visitar o ex-presidente na carceragem da Polícia Federal.

Lula é mantido preso político na capital paranaense há 75 dias.

LULA: O SOL DA LIBERDADE VAI NASCER

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BATOCHIO SOBRE LULA

Por Redação Click Política  Em 20 jun, 2018

Ate o sol da liberdade e teremos a oportunidade de fazer eleições democráticas no nosso País, pois sem Lula não serão eleições democráticas”, disse o advogado que faz parte da defesa de Lula, que vem sendo mantido como preso político para não disputar eleições que ele venceria com facilidade. Leia, abaixo, o boletim da resistência democrática:

*Boletim 121 – Comitê Popular em Defesa de Lula e da Democracia*
Direto de Curitiba – 19/6/2018 – 21h30

1. O advogado José Roberto Batochio passou pela Vigília no momento do ato de boa tarde ao ex-presidente Lula desta terça feira. “Viemos visitar nosso presidente de sempre. Haverá de nascer no horizonte o sol da liberdade e teremos a oportunidade de fazer eleições democráticas no nosso País, pois sem Lula não serão eleições democráticas”, disse o advogado que faz parte da defesa de Lula.

2. O presidente do PT do Paraná e um dos coordenadores da Vigília Lula Livre em Curitiba, Doutor Rosinha, participou nesta terça-feira do programa “Democracia em Rede”, produzido e transmitido pela Casa da Democracia, coletivo de midiativistas que integra a resistência democrática em Curitiba. Rosinha, que foi deputado federal por quatro mandatos, falou sobre a readequacao da Vigília, com a retirada de duas das quatro tendas de apoio, e da sua pré-candidatura ao governo do Paraná.

3. A presença de lideranças religiosas continuou forte nesta terça-feira, após visita do Frei Sérgio Gorgen ontem. A Irmã Cleide Fontes liderou uma roda de conversa com o povo da Vigília sobre desigualdades sociais no campo e nas cidades. Em seguida o poeta Chocolate declamou versos de seu livro “Vida, Luta e Poesia”.

4. Antes do boa noite ao ex-presidente Lula, Florisvaldo Sousa pediu uma manifestação de solidariedade à senadora Gleisi Hoffman, que começou a ser julgada pelo STF nesta terça feira. “É outro processo sem prova, baseado apenas na indústria da delação. Temos que estar vigilantes. A única forma de cessar essa perseguição é libertar Lula e leva-lo para o Palácio do Planalto”, disse Florisvaldo, ex-secretário nacional de Organização do PT.

5. A luta pela liberdade de Lula transbordou para além da Vigília nesta terça feira. Um grupo de advogados de Curitiba fez uma vaquinha e instalou pela cidade quatro outdoors em defesa do ex-presidente.

*Boletim 121 – Comitê Popular em Defesa de Lula e da Democracia*
Direto de Curitiba – 19/6/2018 – 21h30

Redação Click Política

Batismo: por que consagrar a criança a Nossa Senhora?

  Prof. Felipe Aquino
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Padre Geovane Saraiva
Batizado de Mariana, Filha de Flávio e Letícia, sendo padrinhos
 Carlos Rafael e Jéssica Larissa (26/05/2018). 
  
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Batizado de Mariana, Filha de Flávio e Letícia,
sendo padrinhos  Carlos Rafael e Jéssica Larissa
 (26/05/2018) - Padre Geovane Saraiva
Os santos são unânimes em afirmar que nenhuma intercessão diante de Deus é tão eficaz como a intercessão da Virgem Maria por nós
Já se tornou um belo costume católico os pais consagrarem as crianças a Nossa Senhora após o batismo. Criou-se até o costume de escolherem uma madrinha para a criança nesta consagração. Isso tem sentido? É válido?

Sim, claro que é! A Igreja recomenda a nossa consagração a Nossa Senhora todos os dias de nossa vida. O motivo é muito simples e claro: Ela é nossa Mãe bendita. Aos pés da Cruz, antes de entregar o Seu Espírito ao Pai, Jesus nos deu a Sua Mãe para ser nossa Mãe. Isso não é pouco, é muito! Se Jesus assim o fez, é porque precisamos dela.

Jesus nos deu Sua Mãe como nossa intercessora
Depois de nos ter dado tudo, Sua vida, o Evangelho, Ele nos deu a Sua Mãe. Vendo aos pés da Cruz o discípulo que amava, São João, Jesus entregou Maria para ser sua Mãe e nossa. Todos os Papas e santos viram, nesta cena, São João representado cada um de nós, cada um daqueles que Jesus resgatou com o Seu preciosíssimo Sangue redentor, a quem Ele confiou Sua Mãe.

Em seguida, disse o evangelista: “O discípulo a levou para sua casa” (João 19,27), porque ela já não tinha mais o seu José nem tinha outros filhos. São João a levou para Éfeso, a grande cidade romana que era a capital da província romana do Oriente Médio. São João foi para ali evangelizar aquela enorme cidade que tinha cerca de 300 mil pessoas, e levou com ele a sua e a nossa Mãe querida.


Leia também:
10 atitudes que devem ser assumidas pelos padrinhos de batismo
Ainda hoje, existe, ali em Éfeso, um Santuário Mariano onde está a casinha que eles viveram, no alto de uma montanha, e que muitos peregrinos visitam, inclusive os que fazem a peregrinação da Canção Nova com a Obra de Maria, nos “Caminhos de São Paulo”.

Intercessão dos santos
Ora, se Jesus nos deu a Sua Mãe para ser também nossa Mãe, é porque precisamos dela para a nossa salvação. Os Santos doutores, como Santo Agostinho, São Bernardo, Santo Afonso de Ligório, São Pedro Canísio, São Roberto Belarmino e outros, são unânimes em dizer que todas as graças que Deus concede aos homens, mesmo as conseguidas pela intercessão dos santos, chegam a nós pelas mãos de Maria. Por isso, ela é chamada de Medianeira de todas as graças, Advogada nossa. Como a grande graça que recebemos do Pai, foi Jesus, o nosso Salvador, e Ele veio por Maria, então, todas as demais graças vêm a nós também por ela.

Os santos são unânimes em afirmar que nenhuma intercessão diante de Deus é tão eficaz como a intercessão da Virgem Maria por nós. Além disso, sabemos que Deus concedeu a Ela o poder e a missão de esmagar a cabeça de satanás (Gn 3,15), que quer nos afastar de Deus pelo pecado. É a Virgem Santíssima quem nos protege de seus ataques malignos. Esta é uma forte razão para nos consagrarmos a Ela.

Recebendo a proteção de Maria
De modo especial ,consagrar a Ela uma criança, após o seu batismo, tem um significado muito especial, pois, pelo batismo, sabemos que Deus – pela morte e ressurreição de Cristo que a criança participa – é resgatada das mãos do maligno para pertencer agora a Deus, como filho, herdeira do céu, membro da Igreja, cuja Mãe é Maria.

Sem dúvida, a Virgem poderosa, nesta hora, recebe essa criança em seus braços inexpugnáveis e a guarda em sua proteção, cuidando de sua vida para que siga os caminhos de Deus. Não é sem razão que a Ladainha Lauretana a invoca como: Porta do Céu, Refúgio dos pecadores, Consoladora dos aflitos, Auxílio dos cristãos.

Por Prof. Felipe Aquino, via Canção Nova

O rosto de Deus: o que um estudo universitário revela sobre alguns conceitos cristãos errôneos?

Estudo descobriu que as pessoas trazem suas políticas, não apenas sua demografia, para sustentar sua visão de Deus.



Chris Patt em, Guardians of the Galaxy 2, cujo rosto se assemelha ao que alguns imaginam ser o de Deus.
Chris Patt em, Guardians of the Galaxy 2, cujo rosto se assemelha ao que alguns imaginam ser o de Deus. (Divulgação)
Por Florence Gildea*
E se Deus fosse um de nós? Apenas um homem caucasiano de características suaves como um de nós? Ou com uma notável semelhança com Chris Pratt (que faz o Senhor das Estrelas nos filmes Vingadores e Guardiões da Galaxia)? Em um estudo recente da Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill, pesquisadores mostraram a 551 americanos centenas de pares diferentes de rostos e, perguntando quem mais se parecia com "a face de Deus", produziram um retrato composto: jovem, masculino, com um enigmático sorriso e... Ei! Ele não esteve mesmo em Guardiões da Galáxia?!
Os pesquisadores criaram essa imagem composta do que as pessoas pensam que Deus se pareceOs pesquisadores criaram essa imagem composta do que as pessoas pensam que Deus se parece
Os pesquisadores descobriram que, na verdade, tendemos a acreditar que Deus se parece conosco em termos de atratividade, idade e raça (embora homens e mulheres imaginem Deus como homem). O estudo também descobriu que as pessoas trazem suas políticas, não apenas sua demografia, para sustentar sua visão de Deus: os liberais viam Deus como relativamente mais feminino, mais afro-americano e mais amoroso, enquanto os conservadores viam Deus como mais velho, mais inteligente e mais poderoso.

Os participantes do estudo analisaram centenas de imagens aleatóriasOs participantes do estudo analisaram centenas de imagens aleatórias
De certa forma, isso não é novidade: imagens de Jesus de diferentes países ao redor do mundo o representam com a etnia e a vestimenta dessa cultura em particular. Nós, no Ocidente, estamos muito familiarizados com imagens de Jesus de cabelos claros, olhos azuis e brancos. Mas através dos tempos, as pessoas têm mostrado a mesma tendência de retratar Jesus de uma forma que o faz sentir mais acessível. Nada disso ocasiona em Deus uma crise de identidade: sou constantemente tocado pelas falas de pessoas que narram encontros de Deus com as pessoas onde estão e fala com elas em uma língua que elas entendem. Mas, no entanto, acho que criar Deus à nossa imagem é uma tendência que precisamos verificar. Como nos relacionamos com Deus e com os outros está, creio eu, está em jogo.

Os participantes escolheram rostos com base em suas inclinações políticas.Os participantes escolheram rostos com base em suas inclinações políticas.
Experimentar um vislumbre de Deus é um tema recorrente em toda a Bíblia. Por um lado, ele continuamente se faz conhecido, aparecendo em visões e sonhos, através de anjos, na fumaça do forno e na sarça ardente que se move através dos sacrifícios de animais feitos por Abraão, na coluna de fumaça que leva os israelitas, e finalmente Jesus, a dizer "quem me vê, vê o Pai".

Por outro lado, Deus, mesmo no Novo Testamento, é descrito como invisível, um espírito “que nenhum homem viu ou pode ver” (1 Timóteo 1,17; 6,16). Dizem que Moisés viu as costas de Deus, não a sua face, e Isaías diz que ele “viu o Senhor sentado em um trono, elevado e exaltado” (Isaías 6,1), mas Jesus diz: “ninguém viu o Pai, exceto Aquele que é de Deus” (João 6,46). Então, ele é: visível ou não? Visto ou não visto? No mínimo, esses versículos sugerem que devemos ser cautelosos ao supor que nossa imagem de Deus é correta e abrangente.
Listemos algumas imagens usadas para descrever Deus na Bíblia: Pai? Rei? Luz? Pastor? Senhor? Imaginemos uma mulher no parto (Isaías 42,14), uma primavera nova (Jeremias 17,13), uma leoa e uma ursa de quem roubaram os filhotes (Oséias 13,8) estas últimas no final da lista. Deus é incrivelmente criativo quando se trata de como ele se identifica - às vezes usando metáforas masculinas e outras vezes femininas, às vezes como um animal, e ocasionalmente não imagens de forma alguma animadas. Ele fala através dos meios mais improváveis: desde o jumento de Balaão até uma sarça ardente, passando pelos dedos de uma mão humana escrevendo na parede do palácio do rei Belsazar. É quase como se Deus fosse expressivo demais, sua voz continuamente transbordando dos canais familiares de comunicação para nos lembrar que não há nada no universo que não possa servir como uma tela na qual ele possa pintar, ou um megafone através do qual ele possa falar. Ele é totalmente incontestável. Uma imagem de Deus simplesmente não é suficiente.
Nossa tendência para construir Deus à nossa imagem revela algo do nosso orgulho e do nosso medo. Deus poderia me amar se ele se parecesse isso? Queremos ter a certeza de estar na família de Deus e, por vezes, imaginamo-lo mentalmente no nosso âmbito - seja étnico, político, teológico ou social. Mas a realidade é que a maneira como os humanos refletem a imagem de Deus é como um todo: uma pessoa, ou mesmo um subconjunto, sozinho (com exceção de Jesus) não pode refletir clara e completamente o caráter de Deus. Nós somos uma peça do quebra-cabeça.
Ver Deus, então, significa ter a humildade de deixar que cada pessoa nos aponte algo sobre o caráter de Deus que, de outra forma, perderíamos o sentido. Isso significa que devemos estar sempre abertos a ser surpreendidos. Afinal, como disse o escritor de Hebreus: “Não se esqueça de mostrar hospitalidade a estranhos. Pois, ao fazer isso, alguns mostraram hospitalidade aos anjos sem saber disso”. Ora aparecendo na tenda de Abraão como três estranhos, ora lutando com Jacó como um homem anônimo, ou, em Jesus, desafiando as suposições de todos sobre como o Messias seria, as aparências de Deus nunca se ajustam às nossas expectativas.
Ter uma visão expansiva de Deus é crucial para nosso crescimento espiritual: pois se nosso objetivo é crescer em piedade, e o caráter de Deus é tão rico e multifacetado como todas as metáforas que lhe são referentes na Bíblia sugerem, então ele também poderia buscar nos moldar de formas inesperadas. E, finalmente, não podemos esquecer que, embora um dia vejamos Deus face a face, somos nós que, entretanto, tentamos ser imagem de Deus. “Ninguém viu Deus em nenhum momento; mas se nos amamos, Deus permanece em nós e seu amor é aperfeiçoado em nós”, escreveu João em sua primeira epístola.
Quando os pesquisadores da UNC Chapel Hill perguntaram “se Deus tivesse um rosto, como seria?” a resposta deveria ter sido “a Igreja” - especificamente nos atos de amor feitos pelas pessoas da Igreja de todos os séculos, etnias, gêneros, idades e classes. Estamos todos com fome de ver mais de Deus. Mas, para isso, precisamos parar de olhar no espelho e começar a olhar para o rosto do próximo.

Christian Today - Tradução: Ramón Lara

*Florence Gildea é escritora e pesquisadora.

Papa: o mundo tem necessidade de cristãos com coração de filhos

Os mandamentos são diálogo, reitera o Papa

"Deus me impõe as coisas ou cuida de mim? Os seus mandamentos são somente uma lei ou contém uma palavra? Deus é patrão ou Pai? Somos súditos ou filhos? Este combate, dentro e fora de nós, apresenta-se continuamente", disse o Papa Francisco em sua catequese na Audiência Geral desta quarta-feira.
Cidade do Vaticano
A forma como vemos Deus – patrão ou Pai – fará com que raciocinemos como filhos ou escravos. E o mundo tem necessidade de cristãos com o coração de filhos.

“Dez Palavras” para viver a Aliança”: na Audiência Geral desta quarta-feira – realizada na Praça São Pedro e na Sala Paulo VI - o Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os Mandamentos, explicando a diferença entre uma “ordem” e uma “palavra”, que é o meio essencial da relação como diálogo.

Ao iniciar sua reflexão, o Santo Padre explicou aos mais de 13 mil presentes na Praça São Pedro,  que Jesus não veio abolir a lei, mas levá-la ao cumprimento, mas “devemos compreender melhor esta perspectiva”.

Na Bíblia, os mandamentos não vivem por si mesmos, mas são “parte de um relacionamento, de uma relação”, a da Aliança entre Deus e seu Povo.

A frase “Deus pronunciou todas estas palavras” no início do capítulo 20 Livro do Êxodo, podem parecer um início como outro qualquer, mas Francisco ressalta que não é dito “estes mandamentos”, mas “estas palavras”.  
A tradição hebraica chamará sempre o Decálogo de "as dez Palavras". Mesmo na forma de leis, são objetivamente mandamentos. Mas por que, então, o Autor sagrado usa, precisamente aqui, a expressão "dez palavras" e não "dez mandamentos?

Ordem x Palavra

E que diferença existe entre uma ordem e uma palavra?, pergunta:

“A ordem é uma comunicação que não requer o diálogo. A palavra, pelo contrário, é o meio essencial da relação como diálogo. Deus Pai cria por meio da sua palavra, e o seu Filho é a Palavra feita carne. O amor nutre-se de palavras e assim a educação ou a colaboração. Duas pessoas que não se amam, não conseguem se comunicar. Quando alguém fala ao nosso coração, a nossa solidão acaba. Recebe uma palavra, acontece a comunicação. E os mandamentos são palavras de Deus. Deus se comunica com estas dez Palavras e espera a nossa resposta”.

“ Uma coisa é receber uma ordem, outra bem diferente é perceber que alguém fala conosco, sublinhou. Os mandamentos são um diálogo. ”

O Papa refere-se então ao n. 142 da Evangelii gaudium, justamente onde fala que “um diálogo é muito mais do que a comunicação de uma verdade. Realiza-se pelo prazer de falar e pelo bem concreto que se comunica entre eles que se querem bem por meio das palavras.

A tentação

Esta diferença não é algo artificial. E voltando-se ao que aconteceu nos primórdios, recorda que exatamente este é o ponto usado pelo Tentador, o diabo, desde o início, para enganar o homem e a mulher, querendo convencê-los de que Deus os proibiu de comer o fruto da árvore do bem e do mal para mantê-los subjugados:

“O desafio é justamente este: a primeira norma que Deus deu ao homem, é a imposição de um déspota que proíbe e obriga, ou é o cuidado de um pai que está cuidando os seus pequenos e os protege da autodestruição? É uma palavra ou uma ordem?”

“A mais trágica entre as mentiras que a serpente diz a Eva – recorda o Papa – é a sugestão de uma divindade invejosa e possessiva: “Deus não quer que vocês tenham liberdade”. E “os fatos demonstram dramaticamente que a serpente mentiu”.  

“ O Tentador fez acreditar que uma palavra de amor era uma ordem ”

Súditos ou filhos?

“E o homem está diante desta encruzilhada: Deus me impõe as coisas ou cuida de mim? Os seus mandamentos são somente uma lei ou contém uma palavra, para cuidar de mim? Deus é patrão ou Pai? O que vocês pensam? Somos súditos ou filhos? (...) Não esqueçam nunca disto. Nunca. Mesmo nas situações mais difíceis, pensem que vocês têm um Pai que nos ama a todos (...). Este combate, dentro e fora de nós, apresenta-se continuamente: mil vezes devemos escolher entre uma mentalidade de escravos e uma mentalidade de filhos. O mandamento é do patrão, a palavra é do Pai”.

O Espírito Santo – disse então o Papa – é um Espírito de filho, é o Espírito de Jesus:
“Um espírito de escravos acolhe a Lei de modo opressivo e pode produzir dois resultados opostos: ou uma vida feita de deveres e de obrigações, ou uma reação violenta de rejeição. Todo o cristianismo é a passagem da letra da Lei ao Espírito, que dá a vida. Jesus é a Palavra do Pai, não é a condenação do Pai. Jesus veio nos salvar com sua palavra, não nos condenar”.

E se vê quando um homem ou uma mulher viveram esta passagem, diz o Papa:

"Percebe-se “se um cristão raciocina como filho ou como escravo. E nós mesmos recordamos se os nossos educadores cuidaram de nós como pais e mães, ou se nos impuseram regras. Os mandamentos são o caminho para a liberdade, pois são as palavras do Pai que nos torna livres neste caminho”.

“O mundo não tem necessidade de legalismos, mas de cuidado. Tem necessidade de cristãos com o coração de filhos, tem necessidade de cristãos com o coração de filhos. Não esqueçam isto”.

Viagem a Genebra

Ao saudar os peregrinos de língua alemã, o Papa disse: “Rezem por mim e pela minha peregrinação ecumênica a Genebra amanhã”.

O conselho mais importante de C.S. Lewis sobre o amor

  Zachary Krueger
COUPLE IN LOVE
COUPLE IN LOVE
Jacob Lund | Stocksy United

Tenho tentado me tornar mais consciente sobre como eu uso a palavra "amor"
Eu acordo todas as manhãs como a maioria dos meus compatriotas milenares – bebendo uma xícara de café. Eu “amo” meu café. Eu não estou sozinho; toda a nossa cultura desenvolveu uma paixão pela bebida.

Também sou casado há cinco anos e já disse a minha esposa, Meghan, que a amo, milhares de vezes. Eu viajo quase todas as semanas e sempre me asseguro de dizer a ela que a amo logo antes de sair pela porta. Antes de decolar eu também mando uma mensagem lembrando-a que eu a amo. Mas, curiosamente, eu provavelmente proclamei meu amor pelo café com a mesma frequência.

O teólogo católico, autor e orador Dr. Edward Sri fala frequentemente sobre isso, descrevendo nossa tendência de usar a palavra “amor” para as coisas mais benignas. É claro que não tenho uma afeição ou desejo tão forte por café como por minha esposa, mas constantemente me vejo sem a eloquência de me expressar de maneira diferente. Então, eu tenho tentado me tornar mais consciente sobre como eu uso a palavra.

Então, preparei uma garrafa de café (o ponto de partida natural da minha consulta), servi uma xícara e me voltei para meu amigo de confiança, Clive Staples Lewis, para uma leitura e orientação.

C.S. Lewis contemplou a mesma questão durante sua vida, e escreveu seu clássico The Four Loves (Os Quatros Amores) em resposta à sua busca pela resposta: “O que queremos dizer com amor?”. Ele descobriu que os antigos gregos não estavam tão presos à língua e diferenciaram seus termos para o amor com muito mais precisão do que conseguimos.

O primeiro tipo de amor que ele descreveu foi “afeição”…

Nossa biologia trabalha para provocar afeição. Pensei no momento em que segurei minhas filhas pela primeira vez e a afeição irresistível que tive por elas. Eu fui imediatamente ligado. Também cresce com familiaridade. Recordei as incontáveis noites servindo algumas taças de vinho e assistindo a uma comédia com Meghan, sem nem precisar falar – apenas sentados na companhia um do outro e desfrutando da familiaridade. Pensei em como era um alívio poder deixar meus modos formais de lado e ser apenas eu mesmo, e dos muitos momentos em que abrimos caminho para essa abençoada informalidade à medida que nos conhecíamos durante o namoro. Sim, eu tenho uma abundância de afeição por minha esposa, mas posso dizer que recebo um pouco de conforto familiar do meu café da manhã também. Eu recebo aquela onda de afeição quando meu filho de dois anos olha para mim.

O segundo tipo descrito por Lewis foi “amizade”…

Muitas vezes deixamos de valorizar a amizade como uma forma válida de amor. Não tendemos a procurar uma verdadeira amizade (pelo menos no caso do homem moderno), preferindo o domínio superficial do companheirismo. Trabalhamos com nossos companheiros, dividimos um trabalho com eles e conversamos com eles. Mas nos ligamos aos nossos amigos. Estamos lado a lado, seja um time esportivo, clube de colecionadores de selos ou uma filosofia de vida. Nós viajamos juntos com amigos.

Mais uma vez, penso em minha esposa e nossa amizade – como nos relacionamos com jogos de tabuleiro, cerveja Bourbon e cervejas artesanais, séries como Prison Break e The Walking Dead, e nossa fé e virtude. Também estamos lado a lado, viajando juntos pelo grande caminho cansativo da paternidade. Temos uma amizade profunda, com certeza, mas há outra camada natural para o amor que compartilhamos.

Nós também temos “romance”…

Claro, o romance é enterrado sob uma pilha de roupa às vezes, e afogado pelo lamento de duas crianças, mas ainda está presente. Ele permite que você diga que prefere sofrer mágoa e dor (“nos bons e maus momentos”) do que ficar sem a sua amada. E posso dizer que tenho muito disso para Meghan.

Mas há um tipo mais profundo de amor dirigindo todos esses amores…

Todos esses amores são instrumentos de “caridade” – a forma suprema de amor.

A caridade me leva a ajudar a cuidar da casa, das finanças, sacrificando minha felicidade pessoal em vários momentos pelo bem da minha esposa. A caridade permite que meu casamento seja uma vocação que eu vivo e não apenas uma escolha de colega de quarto. Isso reacende meu carinho, amizade e romance com Meghan. E, finalmente, isso me faz querer levantar, preparar outro bule de café e compartilhar toda essa conversa com ela.

Dia Mundial do Refugiado: Papa defende «responsabilidade e humanidade»

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Jun 20, 2018 - 7:52


Francisco associa-se à celebração promovida pela ONU


Cidade do Vaticano, 20 jun 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco associou-se à celebração do Dia Mundial do Refugiado, que se assinala hoje. defendendo “responsabilidade e humanidade” no acolhimento a quem deixa o seu país.

“Desejo que os Estados envolvidos nestes processos cheguem a um entendimento, para assegurar, com responsabilidade e humanidade a assistência e a proteção a quem é forçado a deixar o seu próprio país”, disse este domingo, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus.

O pontífice sublinhou que o Dia Mundial do Refugiado, promovida anualmente pelas Nações Unidas a 20 de junho, visa “chamar a atenção para o que vivem, muitas vezes com grande ansiedade e sofrimento” homens e mulheres “obrigados a fugir da sua terra, por causa de conflitos e perseguições”.

Este ano, precisou, a celebração “chega no meio de consultas entre governos para a adoção de um Pacto Mundial para os refugiados”, bem como um Pacto para a Migração segura, ordenada e regular.

“Cada um de nós é chamado a estar próximo dos refugiados, a encontrar com eles momentos de encontro, a valorizar o seu contributo, para que também eles se possam inserir melhor nas comunidades que o recebem”, acrescentou.

Segundo Papa, neste encontro e neste “apoio recíproco” está a “solução para muitos problemas”.

A confederação internacional da Cáritas promove até 24 de junho uma campanha de sensibilização em favor dos migrantes e refugiados, com a participação de Portugal.

A “Semana Global de Ação” insere-se na iniciativa the Journey’ (partilhe a viagem), inaugurada pelo Papa em setembro de 2017.

OC


Papa Francisco
@Pontifex_pt
 Encontramos Jesus no pobre, no rejeitado, no refugiado. Não deixemos que o medo nos impeça de acolher o próximo necessitado! #WithRefugees @M_RSeccao

Papa critica «legalismo» na Igreja Católica

«O mundo precisa de cristãos com o coração de filhos», diz Francisco
Foto: Lusa

Cidade do Vaticano, 20 jun 2018 (Ecclesia) – O Papa disse hoje no Vaticano que a Igreja Católica deve rejeitar o “legalismo”, o apego às normas que ignora a realidade pessoal, deixando várias críticas aos “escravos da lei”.

“O mundo não tem necessidade de legalismo, mas de cuidado. Tem necessidade de cristãos com o coração de filhos, tem necessidade de cristãos com o coração de filhos. Não se esqueçam disto”, disse, na audiência pública que decorreu na Praça de São Pedro.

Na segunda reflexão semanal de um novo ciclo dedicado aos Dez Mandamentos, Francisco pediu católicos com “espírito filial”, capazes de testemunharem a sua fé com a vida.

O Papa apresentou os mandamentos como “palavras” de Deus, sinais de cuidado e não meras “ordens” ou uma imposição despótica.

Os cristãos, sublinhou, devem por isso ser “filhos” e não “súbditos” do seu Deus, evitando uma “mentalidade de escravos”, para a qual a lei é opressora.

“O Decálogo dos mandamentos é dom da aliança de Deus com os homens. Vivamos como filhos a nossa relação com o Senhor, seguindo a sua palavra e o Espírito Santo que dá vida”, apelou o pontífice.

No final do encontro, Francisco deixou uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa: “Desejo que possais viver e crescer na amizade com Deus Pai, deixando que o seu amor sempre vos regenere como filhos e vos reconcilie com Ele e com os irmãos. Desça, sobre vós e vossas famílias, a abundância das suas bênçãos”.

O Papa pediu orações pelos sacerdotes católicos neste mês de junho, particularmente dedicado à devoção ao Coração de Jesus.

“Que esse coração misericordioso ensine a amar sem pedir nada em troca e vos apoie nas escolhas mais difíceis da vida”, disse.

Francisco recordou ainda a sua “peregrinação ecuménica” desta quinta-feira, à cidade suíça de Genebra.

A audiência geral contou com um momento de espetáculo, proporcionado por artistas de Circo, algo que acontece periodicamente nestes encontros semanais.

O Papa, que saudou os artistas, elogiou “a beleza faz bem à alma e ao coração”, nascida de “horas e horas de treino”.

“Toda a beleza aproxima-nos de Deus, obrigado”, acrescentou.

OC

A história do católico que fundou a Copa do Mundo da FIFA

Jules Rimet - Copa do Mundo / Foto: Wikipédia (Domínio Público) - Flickr Presidência da República Mexicana (CC BY 2.0)

REDAÇÃO CENTRAL, 20 Jun. 18 / 06:00 am (ACI).- A Copa do Mundo da FIFA é um dos eventos esportivos internacionais mais esperados e estima-se que dezenas de milhões de telespectadores assistam a edição de 2018. O que poucos sabem é que um católico francês fundou este campeonato.

Trata-se de Jules Rimet, nascido em 14 de outubro de 1873 na aldeia francesa de Theuley. Quando era criança, serviu como coroinha na igreja local e, aos dez anos, mudou-se a Paris, pois a sua família estava procurando uma oportunidade de ter uma melhor qualidade de vida em meio à crise econômica.

Segundo informou o ‘Catholic Herald’, quando em 1891 o Papa Leão XIII lançou a sua encíclica “Rerum Novarum”, o jovem Rimet e seus amigos se sentiram questionados pela preocupação do Pontífice ante a miséria na qual viviam as classes trabalhadoras e pela falta de reformas trabalhistas.

Inspirados pelo texto, o rapaz e seus companheiros fundaram uma organização para oferecer assistência social e médica aos mais pobres. Mesmo já tendo se tornado um exitoso advogado, Rimet continuou fazendo obras de caridade.

O jovem francês também adorava os esportes e tinha a firme convicção de que eles uniam as pessoas, independente da raça e da classe social. Aos 24 anos, fundou um clube esportivo chamado “Red Star”, aberto a qualquer pessoa, independentemente da sua situação econômica.

“Os homens poderão se reunir com confiança, sem ódio em seus corações e sem insultos em seus lábios”, costumava dizer quando compartilhava a sua visão dos esportes.

Naquela época, o futebol ainda era desprezado, pois era considerado um esporte da classe baixa e dos ingleses. Entretanto, Rimet decidiu incluí-lo no seu clube.

Em 1904, o advogado francês ajudou a fundar a Fédération Internationale de Football Association (Federação Internacional de Futebol ou FIFA). Quis organizar um campeonato internacional, mas o início da Primeira Guerra Mundial atrasou os seus planos.

Rimet participou da frente de batalha durante quatro anos e foi premiado com a Cruz de Guerra, uma condecoração militar francesa concedida àqueles que se destacaram por seus atos de heroísmo.

Após o fim da guerra, Rimet se tornou presidente da FIFA em 1921 e permaneceu durante 33 anos no cargo, o período de mandato mais longo na história da federação.

Seus ideais sobre o esporte o motivaram a criar em 1928 a Copa do Mundo, que foi disputada dois anos depois pela primeira vez no Uruguai. Jules Rimet levou à América do Sul o troféu que recebeu o seu nome até 1970, quando o desenho da taça foi modificado pelo que é entregue atualmente.

Taça Jules Rimet / Foto: Flickr Revolweb (CC BY-SA 2.0)

O advogado católico liderou a FIFA até 1954 e, em 1956, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, por ter fundado a Copa do Mundo.

Rimet faleceu na França em 1956, aos 83 anos.

No livro “Uma História do Futebol em 100 Objetos”, Yves Rimet, seu neto, recordava-o como um “humanista e idealista, que acreditava que o esporte podia unir o mundo. Comparado com as pessoas da sua época, ele percebeu que para ser realmente democrático e envolver as massas, o esporte internacional deveria ser profissional”.

Em entrevista ao jornal ‘The Independent’ em 2006, Yves afirmou que o seu avô “ficaria decepcionado ao ver que, atualmente, o futebol se converteu em um negócio dominado pelo dinheiro. Essa não era a sua visão”.

LAVA JATO DESMORALIZADA! STF Absolve Gleisi Hoffman Por Falta De Provas; CONFIRA!

Por Redação Click Política  Em 19 jun, 2018

O ministro Edson Fachin, relator do processo contra a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, votou pela absolvição dos dois por corrupção e lavagem de dinheiro em julgamento no Supremo Tribunal Federal na noite desta terça-feira 19. Ele votou pela condenação de Gleisi por crime eleitoral. O empresário acusado com o casal também foi absolvido por Fachin.

Os ministros Celso de Mello e Dias Toffoli concordaram com o relator e absolveram os três por corrupção e lavagem. Ainda faltam os votos de Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, mas já há maioria na Segunda Turma pela absolvição.

Para Fachin, está provado o efetivo recebimento de valores no interesse da campanha de Gleisi Hoffmann, porém tal recebimento não configura o crime de corrupção passiva descrito na denúncia, mas sim o delito de falsidade ideológica eleitoral (artigo 350 do Código Eleitoral).

A presidente nacional do PT era acusada dos dois crimes. O relator entendeu ainda que a suposta prática criminosa não foi devidamente comprovada na denúncia do Ministério Público Federal e não ficou configurada.

Logo no início de seu voto, Fachin anunciou que não iria acatar nenhuma das preliminares apresentadas pela defesa, que tentavam encerrar o julgamento. A fala foi feita antes de o ministro avaliar se Gleisi e o ex-ministro Paulo Bernardo, seu marido, receberam ou não R$ 1 milhão do esquema da Petrobras.

O relator foi acompanhado pelos ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski e Fachin começou então a dar seu voto em relação ao mérito da ação penal. Ele foi o primeiro a votar.

O caso começou a ser julgado às 13h30, quando Fachin fez um resumo sobre o caso, o Ministério Público apresentou a acusação e as defesas de Gleisi, Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kugler sustentaram suas argumentações. Lewandowski disse no início da sessão que o julgamento deve ser concluído ainda nesta terça.

Por André Richter – O ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin votou há pouco pela absolvição da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Fachin é o relator do caso, e o julgamento continua para a tomada de votos dos demais ministros. No entanto, o ministro desclassificou a acusação e votou pela condenação da senadora por crime eleitoral.

A Segunda Turma da Corte julga hoje ação penal na qual a senadora é acusada de receber R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010. Segundo a acusação, o valor foi desviado no esquema de corrupção na Petrobras e negociado por intermédio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kluger Rodrigues, que também é réu. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) usou depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para embasar a acusação.

Em seu voto, o relator entendeu que há divergências nos depoimentos de Youssef e Costa e que não há provas suficientes para comprovar que Paulo Bernardo solicitou o dinheiro. “Os demais elementos de prova, sejam documentais e testemunhais, não são aptos a confirmar a tese acusatória no sentido de que a solicitação da vantagem indevida a Paulo Roberto Costa tenha partido do denunciado Paulo Bernardo”, afirmou.

Apesar de reconhecer que a campanha da senadora chegou a receber R$ 250 mil, o ministro entendeu que não ficou caracterizado o crime de corrupção passiva, porque não foi possível comprovar que Gleisi deu apoio para manter Costa no cargo, conforme a acusação. Na época dos fatos, a parlamentar não tinha nenhum cargo eletivo, segundo a defesa.

Para o ministro, o caso deveria ter sido tratado pela PGR como suposto crime eleitoral de caixa dois. “Ainda que a denunciada, na época dos fatos, fosse considerada expoente nos quadros do PT, a possibilidade de interferência na manutenção de Paulo Roberto Costa no cargo de diretor de Abastecimento não encontra suporte no conjunto probatório”, argumentou.

Após o voto do relator, o julgamento prossegue para a tomada de votos dos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

No início do julgamento, a defesa da senadora e de Paulo Bernardo alegou que a PGR usou somente depoimentos de delações premiadas ao denunciar os acusados e não apresentou provas de que o recurso teria origem nos desvios da Petrobras.

Redação Click Política

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil

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