quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Moro: 'juiz imoral e parcial'

“Parcial e Imoral”: Moro é escrachado no México e chamado

28/02/2018


O juiz federal Sérgio Moro foi alvo de protestos nessa terça-feira, 27, na Cidade do México, durante palestra no Colégio Nacional. Sua intervenção foi interrompida pelos manifestantes, que o acusaram de ser “golpista” e de promover perseguição política contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; “Moro imoral, juiz parcial”, gritaram os manifestantes, que levaram cartazes contra o magistrado da operação Lava Jato; ministro da Suprema Corte, José Ramón Cossío, teve que intervir, para que o juiz Moro pudesse continuar com a palestra; assista

https://falandoverdades.com.br/moro-e-escrachado-no-mexico-e-chamado-de-parcial-e-imoral/

Cardeal holandês: doação de órgãos 'post-mortem' é ato de caridade cristã

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Parlamento holandês decide que maiores de idade são potenciais doadores de órgãos.
O cardeal holandês estudou medicina antes de ingressar no seminário.
O cardeal holandês estudou medicina antes de ingressar no seminário. (Vatican News)

Resultado de imagem para Cardeal Willem EijkApós a aprovação pelo Congresso da Holanda, em 14 de fevereiro, da nova lei sobre transplantes, o Cardeal Willem Eijk, referencial para questões éticas da Conferência Episcopal dos Países Baixos, publicou um comentário no site do Episcopado.

O arcebispo de Utrecht concorda com a decisão parlamentar segundo a qual todos os holandeses maiores de idade são potenciais doadores de órgãos, com exceção dos que se recusam explicitamente.

“ A doação dos órgãos post-mortem é um ato de caridade cristã e de solidariedade, mas não se pode reivindicar direito livre e ilimitado sobre os órgãos ”

A partir de agora, como prevê a nova lei, todos os cidadãos com mais de 18 anos não inscritos no cadastro de doadores recebam uma carta e respondam, oferecendo ou não, sua disponibilidade como doadores ou indicando explicitamente uma pessoa a decidir.

Nem todos os órgãos são transplantáveis 

Quem não responder à carta (e à sucessiva, seis semanas depois) será automaticamente considerado doador. O cardeal acrescenta ainda que “o explante pode ser efetuado somente depois de ser diagnosticada a morte cerebral total” e que nem todos os órgãos podem ser transplantados, e menciona os relacionados à identidade pessoal, como o cérebro ou suas partes e os órgãos reprodutivos.

Vatican News

Temer suspende visita de relator da ONU que examinaria impacto de cortes sociais

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Nações Unidas afirmam que nenhuma nova data foi apresentada pelo governo brasileiro para que a nova visita possa ocorrer.
Governo Temer afirma que a viagem foi apenas adiada por causa da saída da ministra de Direitos Humanos.
Governo Temer afirma que a viagem foi apenas adiada por causa da saída
 da ministra de Direitos Humanos. (José Cruz/Agência Brasil)

O governo federal suspendeu a visita do relator da Organização das Nações Unidas(ONU), Juan Pablo Bohoslavsky, ao país. Ele viria entre os dias 18 e 30 de março para avaliar impactos dos cortes promovidos por Michel Temer nas áreas sociais, como educação e saúde. A informação é do jornalista Jamil Chade,  publicada no jornal O Estado de S. Paulo.

Ainda segundo o jornalista, o governo Temer afirma que a viagem foi apenas adiada por causa da saída da ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois, demitida pelo presidente Michel Temer (MDB). Entretanto, a ONU afirma que nenhuma nova data foi apresentada pelo governo brasileiro para que o observador possa visitar o país.

Para a ONG Conectas, que atua na defesa dos direitos humanos, a suspensão da viagem é mais uma notícia ruim sobre o atual governo. "Sua visita seria uma oportunidade para que pudéssemos ter mais informações sobre os impactos da Emenda Constitucional 95", disse Jefferson Nascimento, representante da entidade, referindo-se .

Em 2017, o Itamaraty também votou, ao lado de Estados Unidos, Europa e Japão, contra uma resolução que renovava o mandato do relator da ONU para avaliar o impacto de políticas fiscais em direitos humanos.

Rede Brasil Atual (RBA) via Instituto Humanista Unisinos - IHU

Este é o selo postal do Vaticano para a Páscoa 2018

VATICANO, 28 Fev. 18 / 01:00 pm (ACI).- O Departamento de Filatelia e Numismática da Cidade do Vaticano apresentou o selo postal preparado para a celebração da Páscoa de 2018.

O selo custa 0,95 euros (aproximadamente 1,16 dólares) e já está à venda no correio do Vaticano.

A imagem escolhida para o selo postal é a tela “Cristo Ressuscitado” do artista espanhol Raúl Berzosa, de 37 anos de idade.

Esta é a quarta ocasião em que a Santa Sé usa as pinturas de Berzosa para seus selos postais. Anteriormente, usou as obras do espanhol para o selo do V centenário do nascimento de São Felipe Neri e Santa Teresa de Jesus, em 2015, o 80º aniversário do Papa Francisco, em 2016, e o 50º aniversário da encíclica Populorum Progressio, em 2017.

Em declarações ao Grupo ACI, Raúl Berzosa explicou que “a obra do Cristo ressuscitado foi realizada em 2016 para a coleção ‘Rostos de Cristo’” e “foi a última de uma série de pinturas, exibidas em muitas cidades do mundo junto com o resto da coleção”.

Estas obras, destacou, “pretendem levar a mensagem catequética ao maior público possível”.

“O que eu nunca imaginei é que esta obra, dois anos depois seria usada pelo Departamento de Filatelia e Numismática da Cidade do Vaticano para anunciar a Páscoa 2018 em um selo”.

Berzosa também assegurou que, para ele, esta escolha “é uma honra enorme como católico e pintor de arte sacra”.

“Nesta obra podemos observar Cristo, a metade do seu corpo, olhando para um céu cheio de luz, refletido por esta luminosidade, ele se levanta do santo sudário e uma cruz de luz ilumina o seu rosto”.

O artista espanhol destacou que ao criar esta obra “buscava um Cristo cheio de força, Cristo venceu a morte e só nos permite ver parte das suas chagas”.

Solenidade de posse do Dr. Régis Frota, na Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza

A nova Diretoria da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - AMLEF, eleita no dia 30 de novembro de 2017, para o exercício de 2018-2019, tomou posse, nesta sexta-feira, dia 23 de fevereiro, às 19:30 horas, em solenidade no Palácio da Luz. O Presidente é o Acadêmico Dr. Régis Frota.
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A nova Diretoria da AMLEF
NOMES:

Por que a apresentação das ofertas na Missa é tão importante? O Papa explica

 
Papa pronuncia sua catequese durante a Audiência Geral. 
Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

VATICANO, 28 Fev. 18 / 10:00 am (ACI).- O tema central da nova catequese do Papa Francisco durante a Audiência Geral na manhã desta quarta-feira foi o a “Apresentação das ofertas” na Missa e desejou que este momento da Missa “possa iluminar os nossos dias, as relações com os outros, as coisas que fazemos, os sofrimentos que encontramos, ajudando-nos a construir a cidade terrena à luz do Evangelho”.

Na Liturgia Eucarística “a Igreja torna continuamente presente o Sacrifício da nova aliança sigilada por Jesus no altar da Cruz”. “Obediente ao mandato de Jesus, a Igreja dispôs a Liturgia eucarística em momentos que correspondem às palavras e aos gestos realizados por Ele, por Jesus, na véspera de sua Paixão”, explicou.

A Audiência foi realizada na Sala Paulo VI, para proteger os peregrinos do frio extremo de Roma durante estes dias. Entretanto, a Basílica também foi habilitada para centenas de fiéis que não tinham espaço na sala. Foi colocado um telão e inclusive o Papa Francisco, no final da Audiência, os saudou.

Em sua catequese, também disse que “é bom que sejam os fiéis a apresentar ao sacerdote o pão e o vinho, porque eles significam a oferta espiritual da Igreja ali recolhida para a Eucaristia”.

“Não obstante hoje os fiéis não levem mais, como em um tempo, o próprio pão e vinho destinados à Liturgia, todavia o rito da apresentação destes dons conserva o seu valor e significado espiritual”.

“Nos sinais do pão e do vinho o povo fiel deposita a própria oferta nas mãos do sacerdote, o qual a coloca sobre o altar ou banquete do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística”.

Além disso, o Pontífice também recordou que “‘no fruto da terra e do trabalho do homem’ é oferecido o compromisso dos fiéis em fazerem de si mesmos, obedientes à palavra de Deus, um ‘sacrifício agradável a Deus, Pai todo poderoso’, ‘para o bem de toda a Santa Igreja’”.

“É pouca a nossa oferta, mas Cristo tem necessidade deste pouco para transformá-lo em Dom eucarístico que alimenta todos e reúne em seu Corpo que é a Igreja”.

Sobre a oração que o sacerdote pronuncia sobre as ofertas, o Papa manifestou que “o sacerdote pede a Deus para aceitar os dons que a Igreja lhe oferece, invocando o fruto da maravilhosa troca entre a nossa pobreza e a sua riqueza”.

“No pão e no vinho apresentamos a ele a oferta de nossa vida, para que seja transformada pelo Espírito Santo no sacrifício de Cristo e torne com Ele uma única oferta espiritual agradável ao Pai”.

Spice Girls são convidadas para casamento do príncipe Harry e fãs torcem por apresentação

Mel B deixou escapar em programa de TV que as 5 integrantes do grupo receberam convites para a cerimônia. Questionada sobre show, ela se recusou a responder: 'Vou ser demitida'
Por G1

28/02/2018
Mel C., Victoria Beckham, Emma Bunton, Mel B. e Geri Horner, ex-integrantes do grupo Spice Girls, se reúnem seis anos após última apresentação (Foto: Reprodução/Instagram/Victoria Beckham)
Mel C., Victoria Beckham, Emma Bunton, Mel B. e Geri Horner, ex-integrantes do grupo Spice Girls, se reúnem seis anos após última apresentação (Foto: Reprodução/Instagram/Victoria Beckham)

Mel B, a Scary Spice, deixou escapar nesta terça-feira (27) que as cinco Spice Girls foram convidadas para o casamento do príncipe Harry e da atriz Meghan Markle, marcado para o dia 19 de maio.

No talk show norte-americano "The Real", ela mencionou que recebeu um convite para a cerimônia. Pressionada pelas apresentadoras, revelou que suas quatro ex-colegas de banda também irão. "Por que eu sou tão sincera?", disse.

Migrantes venezuelanos: Comitiva da CNBB vai ao estado de Roraima

 28/02/2018   Social
Comitiva da CNBB vai ao estado de Roraima conhecer a realidade dos migrantes venezuelanos
Comitiva da CNBB vai ao estado de Roraima conhecer a realidade dos migrantes venezuelanos

De 1º a 4 de março, uma comitiva, composta por 19 pessoas, coordenada pela Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) visitará o estado de Roraima, especialmente Boa Vista e Pacaraima, para conhecer de perto a realidade dos migrantes venezuelanos que em função da crise política e econômica pela qual passa seu país buscam apoio em território brasileiro.

A ação recebeu o nome de “Missão Fronteiras da Venezuela” e tem o objetivo de conhecer a situação que envolve a migração atual na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em especial para verificar a ocorrência do tráfico humano e elaborar um documento de análise e proposição do que a Igreja pode oferecer, em termos de incidência, assistência e denúncia.

A missão será coordenada pelo bispo de Balsas (MA), dom Enemésio Lazzaris, presidente da Comissão para o Enfrentamento ao Tráfico Humano com o apoio do bispo de Boa Vista (RR), dom Mário Antônio da Silva e de organismos e pastorais da Igreja local. Integram a comitiva representantes de nove regionais da CNBB que atuam no enfrentamento ao tráfico humano.

Segundo dom Mário Antônio, só nos primeiros meses do ano, estima-se que chegaram ao Brasil cerca de 18 mil migrantes venezuelanos. Por dia, segundo o prelado, são cerca de 400 novas pessoas cruzando a fronteira entre os dois países. “Sabemos que é uma realidade delicada, uma situação emergente, humanitária e de muita necessidade de acolhida, como nos ensina o papa Francisco. É nossa obrigação estender a mão, acolher e fazer aquilo que o Evangelho nos aconselha, como o próprio Jesus nos pediu: ‘Amar uns aos outros, como Ele nos amou’”, disse.


Refugiados em Roraima: Fotos: Frederico Parra/AFP e Reuters/UNODC

Migração e direitos – O número de venezuelanos que solicitaram refúgio no Brasil vem crescendo vertiginosamente nos últimos anos. Os dados do Ministério da Justiça revelam que até março de 2017, 8.231 migrantes pediram refúgio no país. O número superou os dados dos seis anos anteriores.

O refúgio é uma proteção legal para estrangeiros que sofrem perseguição em seu país de origem por motivo de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas. No caso dos venezuelanos, o número aumentou devido os últimos acontecimentos envolvendo o país, como a crise econômica e política vivenciadas no atual governo.

Entre as atividades programadas da Missão, estão visitas a diferentes abrigos, rodas de conversa com organizações locais e da região da fronteira, visitas à Polícia Federal, reunião com a ACNUR, OIM e Fundo Internacional das Nações Unidas para as Populações (Pnud), reunião com o governo estadual, entre outros. Esta missão sistematizará um documento de análise e proposições para orientar as ações da Igreja no Brasil.

No primeiro dia da missão, a Comissão para Especial para o Enfrentamento do Tráfico Humano, visitará o espaço onde é servido diariamente o café da manhã, conhecido como “café fraterno”, com 900 refeições, oferecidas pela paróquia Sagrado Coração de Jesus,  ação coordenada pelo padre Jesus Lopes Fernandez de Bobadilla. Outra iniciativa da paróquia, é a Casa de Passagem, prestes a ser inaugurada.  Em Pacaraima, a Comissão visitará abrigos e se encontrará com o bispo de Santa Elena de Uiarén (Venezuela), dom Felipe González.

Foto de capa: Fabio Calilo/Roraima em tempo

Fonte: CNBB

Quixadá: Carta deixada por Padre Orlando

Carta deixada por Padre Orlando levou à prisão de acusado de aplicar golpe milionário no religioso
27 de Fevereiro de 2018 por Diário de Quixadá

Leanderson Pereira de Araújo.

Resultado de imagem para Quixadá: Carta deixada por Padre Orlando
Uma carta de 18 páginas deixada pelo Padre Luis Orlando de Lima, 56 anos, morto no dia 16 de fevereiro, foi fundamental para a prisão de Leanderson Pereira de Araújo, acusado de aplicar golpes financeiros contra o religioso.

De acordo com o Delegado Marcus Damasceno, da Polícia Civil de Quixadá, o acusado se identifica como assessor do Deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB) sem sê-lo. Assumindo falsamente o papel de assessor parlamentar, Leanderson teria convencido Padre Orlando a fazer doações financeiras que, possivelmente, chegaram a R$ 800 ou R$ 1 milhão.

De uma única vez, o acusado teria convencido o padre a pedir R$ 80 mil a um agiota de Quixeramobim. Padre Orlando estava endividado com agiotas da região, levado a esta situação pela atuação criminosa do acusado, conforme a polícia.

Ao site Revista Central o Delegado afirmou que a família do Padre teria efetuado o pagamento de dívidas de meio milhão de reais antes da morte do religioso.

Além de dinheiro, Leanderson Araújo também teria surrupiado dois veículos pertencentes ao Monsenhor.

O acusado, de fato, era visto com o Deputado Raimundo Gomes de Matos quando este vinha a Quixadá. Ele viajava a Brasília com certa regularidade para criar a impressão de que estava a serviço do parlamentar, mas tudo era só disfarce.

A prisão preventiva dele foi decretada pela justiça da Comarca de Quixadá.

Comissão para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz discute ações para 2018

 26/02/2018   Nordeste 1
Comissão para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz discute ações para 2018
Comissão para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz discute ações para 2018
A Comissão para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz do regional Nordeste 1 esteve reunida na manhã do dia 26, para dar encaminhamento aos trabalhos desenvolvidos pela Comissão dentro do regional. A pauta da reunião foi a discussão do Projeto Coletivo para 2018; os diagnósticos das dioceses e pastorais e a criação da Escola Regional de Fé e Política. Em uma das reflexões do grupo, foi abordado os ataques que a CNBB tem sofrido nos últimos dias, tendo como destaque as notícias sobre o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS).

Ar gélido procedente da Sibéria congela toda a Europa

domtotal.com
Esta onda de frio, que os tabloides britânicos apelidaram de 'A Besta do Leste', já deixou uma dezena 
A ilha francesa mediterrânea de Córsega também se viu afetada pela onda de frio e neve.
A ilha francesa mediterrânea de Córsega também se viu afetada pela onda de frio e neve. (AFP/Arquivos).

Um ar gélido procedente da Sibéria congelou grande parte da Europa, causando várias mortes e levando frio e neve até mesmo para as praias mediterrâneas.

Este clima gelado contrasta com as condições no próprio Ártico, que está sofrendo esta semana com uma incomum "onda de calor", segundo o Instituto Europeu de Geociências.

Os meteorologistas documentaram temperaturas acima de zero em alguns locais do Ártico, o que gerou uma grande surpresa entre muitos especialistas.

Enquanto isso, a Europa está tremendo com temperaturas abaixo de zero. Esta onda de frio, que os tabloides britânicos apelidaram de "A Besta do Leste", já deixou uma dezena de vítimas fatais em todo o continente.

Ao menos cinco pessoas faleceram na segunda-feira somente na Polônia, onde o termômetro marcou -16ºC durante a noite em Varsóvia.

Isso eleva a 53 o número de mortos na Polônia devido ao frio desde 1º de novembro. Nessa terça-feira (27) esperava-se que as temperaturas no país permaneçam abaixo de -12ºC, mas o vento acrescentou uma gélida sensação térmica.

Na Lituânia as temperaturas caíram para -26ºC. Suspeita-se que uma pessoa tenha morrido devido ao frio na capital, Vilnius.

No Reino Unido, as autoridades avisaram que haverá entre cinco e 10 centímetros de neve em várias partes do país, assim como a probabilidade de que sejam afetados o transporte aéreo e terrestre, e os serviços de eletricidade e telefonia.

Na segunda-feira, a British Airways cancelou mais de 60 voos que deveriam chegar ou partir do aeroporto londrino de Heathrow.

Escolas fechadas

Devido à onda de frio e neve, algumas escolas ficaram fechadas na Itália, que se prepara para realizar neste domingo as eleições legislativas.

Em Nápoles, o aeroporto estava fechado nesta terça de manhã e os serviços de ônibus foram suspensos devido ao gelo.

Um motorista de Turim levou um susto quando uma estalactite caiu de uma ponte por onde passava por baixo, atingido seu para-brisa, embora tenha conseguido manter o controle do automóvel.

Um dos pontos mais frios do continente foi Glattalp, na Suíça, onde a temperatura chegou a -38ºC, algo extremo até mesmo para a altitude da localidade (1.850 metros), segundo a agência ATS.

Na França, onde o clima está muito frio e seco, os meteorologistas anunciatsm neve em grande parte do país a partir desta terça-feira, embora no fim de semana as temperaturas subam bruscamente.

Nessa terça, moradores de Ajaccio, na ilha francesa de Córsega, acordaram com 15 centímetros de neve na praia, o que não era visto desde 1986.

Ao menos três pessoas morreram na França desde o início da onda de frio, no domingo.

Em todo o continente, as autoridades habilitaram abrigos de emergência para as pessoas sem-teto.

O prefeito de Etterbeek, na Bélgica, ordenou que as pessoas que estiverem dormindo nas ruas nestas condições obrigatoriamente terão que ser levadas a abrigos. O prefeito se ampara no "alto risco" que o frio supõe para a vida.

Em Berlim, a preocupação com a situação das pessoas sem-teto levou as autoridades a fornecerem mais 100 camas aos abrigos da cidade, que têm no total 1.200 camas. Mais de 90% delas estão ocupadas, segundo a rádio pública.

AFP
Jornal JA7 - A explosão gelada da Sibéria varre a Europa

BOMBA! Tese De Tacla Duran Ganha Força

 Após Delator Da Odebrecht Confirmar Que Lava Jato ‘Quis Fechar História’,
Por Redação Click Política  Em 28 fev, 2018


A manipulação da Justiça e da Lava Jato contra o ex-presidente Lula fica cada vez mais difícil de esconder. Dessa vez, foi um delator da operação que se enrolou e acabou revelando a seletividade do caso.


Em depoimento ao juiz Sérgio Moro na última sexta-feira, dia 23 de fevereiro, o delator da Odebrecht, Fernando Migliaccio, disse que foi chamado por procuradores da Lava Jato de Curitiba para procurar valores em planilhas da empresa que poderiam ser equivalentes aos que a acusação do Ministério Público diz serem ligados a obras em um sítio em Atibaia.

O juiz chegou a interromper as perguntas de Cristiano Zanin Martins ao depoente quando foi ficando claro que os procuradores tinham pedido a colaboração do delator para criar uma acusação contra o ex-presidente.

Mudbound - Lágrimas Sobre o Mississippi

Título original: Mudbound
A tímida Laura (Carey Mulligan) acredita ter tirado a sorte grande quando encontra Henry McAllan (Jason Clarke), um homem um pouco bruto, mas interessado nela. Logo após o casamento, a família se muda para uma fazenda no chuvoso delta do Rio Mississipi. Enquanto Laura enfrenta dificuldades para se adaptar à vida rural, ela é confrontada com uma família negra, os Jackson, responsáveis por ajudar no trabalho pesado com o plantio e a colheita. Duas posições muito distintas se desenham na família: enquanto o pai idoso de Henry, Poppy McAllan (Jonathan Banks), luta para manter os privilégios dos brancos no terreno, o irmão de Henry, Jamie McAllan (Garrett Hedlund), desenvolve uma boa amizade com o filho dos caseiros, Ronsell Jackson (Jason Mitchell), pelo fato de ambos compartilharem traumas da guerra. Um violento conflito de etnias, gêneros e classes sociais marca a convivência entre os McAllan e os Jackson.
País: EUA
Ano: 2018
Gênero: Drama
Classificação: 16
Direção: Dee Rees
Elenco: Garrett Hedlund, Jason Mitchell, Carey Mulligan
Duração: 2h14 min.

Vatican Media Live

Moro tenta barrar perguntas


 ESCÂNDALO! Delator Diz Que Lava Jato O Chamou Para “Fechar História” Contra Lula, Moro Se “Desespera” E Tenta Barrar Perguntas

Por Redação Click Política  Em 28 fev, 2018

A manipulação da Justiça e da Lava Jato contra o ex-presidente Lula fica cada vez mais difícil de esconder. Dessa vez, foi um delator da operação que se enrolou e acabou revelando a seletividade do caso.

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro na última sexta-feira, dia 23 de fevereiro, o delator da Odebrecht, Fernando Migliaccio, disse que foi chamado por procuradores da Lava Jato de Curitiba para procurar valores em planilhas da empresa que poderiam ser equivalentes aos que a acusação do Ministério Público diz serem ligados a obras em um sítio em Atibaia.

O juiz chegou a interromper as perguntas de Cristiano Zanin Martins ao depoente quando foi ficando claro que os procuradores tinham pedido a colaboração do delator para criar uma acusação contra o ex-presidente.

MÁRTIRES DO SÉCULO XXI

Hoje em todo o mundo, muitos são perseguidos e mortos por causa da fé que professam. Isso não só entre os cristãos mas em várias confissões religiosas.
Por Jaime C. Patias
O Coliseu em Roma foi tingido de vermelho, como o sangue dos mártires cristãos, neste sábado, 24 de fevereiro de 2018. Simultaneamente, também foram iluminadas as igrejas de São Paulo em Mosul e Sant'Elia em Aleppo na Síria onde desde 2011 a guerra civil já causou mais de 350 mil mortes e 5 milhões de refugiados.

Hoje em todo o mundo, muitos são perseguidos e mortos por causa da fé que professam. Isso não só entre os cristãos mas em várias confissões religiosas.
ColiseoRojoAIN
Dois mil anos depois, em uma noite escura e chuvosa de Roma, o Coliseu volta a ser tingido de vermelho, não com o sangue dos mártires cristãos mortos pelo Império Romano de Nero, mas pela luz de sangue de dezenas de faróis. O anfiteatro tingido de sangue é um grito contra a indiferença diante das perseguições sofridas pelos cristãos no século XXI. A manifestação foi organizada pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre que há 70 anos vem lutando em todo o mundo para apoiar os necessitados e defender liberdade de fé.

Da Síria e do Iraque há inúmeros testemunhos de cristãos que escaparam da fúria do Estado Islâmico. Em Roma, temos o grito de Rebecca Bitrus, uma nigeriana sequestrada por Boko Haram e os relatos de Ashiq Masiq e Eisham Ashiq, marido e filha de Asia Bibi, uma mulher paquistanesa condenada à morte por blasfêmia.

O cardeal Pietro Parolin também esteve no Coliseu: “Aleppo e Mosul são lugares símbolos da imensa dor causada pelo fundamentalismo e pelos interesses geopolíticos”, disse o secretário de Estado do Vaticano. "A liberdade religiosa é continuamente ameaçada tanto para os cristãos quanto para os que pertencem a outras religiões".

Antonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu, fez um apelo às Nações Unidas: "Gostaríamos que as Nações Unidas tivessem a coragem que teve o Parlamento Europeu de definir a perseguição contra cristãos como genocídio”.

Fiéis ao Evangelho, mulheres, homens, crianças, anciãos, indígenas, quilombolas, lavradores, operários, estudantes, mães de família, advogados, professores, prefeitos, militantes e agentes de pastoral, artistas e comunicadores, pastores, sacerdotes, catequistas, bispos... lavaram as vestes de seus compromissos no sangue do Cordeiro. Nomes conhecidos ou anônimos, todos são fermentos do Reino. “Vidas pela vida, vidas pelo Reino...Todas as nossas vidas, como as suas vidas, como a Vida d’Ele. O Mártir Jesus”.

Na Igreja, enquanto houver martírio, ou seja, fidelidade a Cristo, haverá credibilidade, profecia e esperança. O que conta é a fidelidade à missão recebida. Uma vez aceito o perigo, essa fidelidade é iluminada pela Cruz de Cristo. “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto (Jo 12,24).

O Papa Francisco recorda que “os mártires são o máximo exemplo do perder a vida por Cristo. Em dois mil anos são uma fileira os homens e as mulheres que sacrificaram a vida para permanecerem fiéis a Jesus Cristo e ao seu Evangelho (...). Essa é a nossa Igreja. Hoje temos mais mártires do que nos primeiros séculos. Mártires cotidianos, mártires da cotidianidade!”

A História mostra que em todos os lugares do mundo onde a semente do Evangelho foi lançada, teve de ser regada com o sangue dos mártires. A perseguição começou com Jesus; foi caluniado, flagelado, coroado de espinhos, crucificado e morto entre dois ladrões. Antes Dele seu Precursor, João Batista, foi degolado. Logo em seguida foi Santo Estevão, apedrejado até a morte. Tiago maior, foi morto por um dos Herodes. Pedro e Paulo morreram sob Nero e junto com eles milhares de cristãos derramaram seu sangue no Coliseu, no Circo de Nero e nos anfiteatros romanos em toda a volta do Mediterrâneo. Milhares de crianças, jovens, mulheres e velhos derramaram seu sangue para que a fé chegasse a nós.

O escritor cristão do século II, Tertuliano, afirmou: “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”. Ele escrevia ao imperador romano Marco Aurélio para lhe dizer que não adiantava matar os cristãos. Quanto mais cristãos eram martirizados barbaramente, mais romanos se convertiam; até que em 313 d.C, depois de 250 anos de perseguição de Nero, Domiciano, Trajano, Aureliano, Marco Aurélio, Diocleciano etc., o imperador Constantino, convertido ao cristianismo, pelo Edito de Milão proibiu a perseguição aos cristãos. Em 385 Teodósio, o Grande, decretou o fim do paganismo e Roma se tornou cristã.

*Jaime C. Patias, imc, Roma, 25 de fevereiro de 2018

Cardeal Sarah: receber comunhão na mão é um 'ataque diabólico' contra a fé

domtotal.com
São Cirilo de Jerusalém, já no séc. V, dizia que os fieis, ao receberem a comunhão, deveriam 'fazer da mão esquerda um trono para a direita, como para receber um Rei'.
O cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e os Sacramentos.
O cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e os Sacramentos. (CNS photo / Paul Haring)

O cardeal Robert Sarah, o principal oficial da comissão de liturgia do Vaticano (prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos), que no passado foi repreendido pelo Papa Francisco por seus pontos de vista sobre a liturgia, está levantando as sobrancelhas novamente no descontento, depois de expressar sua oposição à prática amplamente aceita de receber a comunhão na mão.

Em uma introdução a um novo livro sobre as práticas de comunhão, o cardeal escreve: "Podemos entender como o ataque diabólico mais insidioso, aquele que consiste em tentar extinguir a fé na Eucaristia, semear erros e favorecer uma maneira inadequada de recebê-la", de acordo com uma tradução publicada por PrayTellBlog. "Trata-se verdadeiramente de uma guerra entre Miguel e seus Anjos de um lado, e Lúcifer no outro lado, no coração dos fiéis: o alvo de Satanás é o Sacrifício da Missa e a Presença Real de Jesus na hóstia consagrada".

O cardeal Sarah pergunta por que os católicos ficam em pé - em vez de se ajoelhar - e recebem a comunhão na mão, e ainda pergunta: "Por que essa atitude de falta de submissão aos sinais de Deus?"

O Vaticano permite que os fiéis recebam a comunhão na mão em nações ao redor do mundo e a prática tornou-se quase universal em muitos países, inclusive nos Estados Unidos.

Timothy Johnston, ex-diretor de liturgia diocesana que agora escreve para as Publicações de Formação em liturgia em Chicago, disse à America que "equiparar a posição e o recebimento na mão da comunhão a um gesto de Satanás é irresponsável e continua polarizando a comunidade cristã".

"No entanto, quando escolhemos receber a Sagrada Comunhão, devemos fazê-lo com grande reverência. Essa reverência é algo em que todos podemos concordar, devemos procurar de forma mais completa essa consideração, independentemente da nossa postura", afirmou, acrescentando que as palavras do cardeal "negam uma prática válida herdada da igreja primitiva".

John F. Baldovin, SJ, professor de teologia histórica e litúrgica na Faculdade de Teologia e Ministérios do Boston College, disse em um e-mail para a America que as observações do cardeal Sarah "trazem um desacordo fundamental com uma teologia e uma piedade eucarística que entende a ato de comunhão como um ato de um Salvador amoroso que deseja que façamos parte de seu corpo - o próprio corpo sacramental e seu corpo eclesial, que é a Igreja".

"Os católicos são perfeitamente livres para receberem a comunhão na boca", disse o padre Baldovin. "Em um mundo tão dividido, não é conveniente para o Cardeal Sarah dividir os católicos ainda mais".

De acordo com o próprio site do Vaticano, a "prática mais antiga de distribuir a Sagrada Comunhão era, com toda a probabilidade, dar comunhão aos fiéis na palma das mãos".

Muitos comentaristas apontaram palavras escritas no início do século V por São Cirilo de Jerusalém, que dizem ao receberem a comunhão, os fiéis devem "fazer da mão esquerda um trono para a direita, como para receber um Rei".

Mas ao longo dos séculos, a prática litúrgica evoluiu para distribuir a comunhão aos fiéis na boca. Seguindo o Concílio Vaticano II, receber comunhão na mão tornou-se a norma em muitos lugares.

O cardeal Sarah, que foi nomeado prefeito da Congregação para o Culto Divino pelo Papa Francisco em 2014, também defendeu o culto ad orientem, a prática de fazer com que o padre fique frente ao altar do mesmo modo que a congregação de fieis durante algumas partes da Missa, o que significa virar as costas para os presentes. No ano passado, ele expressou seu desacordo com uma diretiva de Francisco destinada a dar aos bispos locais mais controle sobre as traduções dos textos da missa. Em ambos os casos, o Vaticano tomou a decisão incomum de repreender publicamente o prelado da cúria de 72 anos.

O cardeal guineense ganhou fãs em alguns círculos por seus argumentos a favor da espiritualidade contemplativa e a defesa radical dos valores morais tradicionais.

Como lidar com pessoas difíceis no trabalho?

ESTILO DE VIDA
  Dolors Massot | Fev 27, 2018
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Aprenda a conviver com aquelas pessoas que fazem da sua vida profissional um verdadeiro inferno
Pessoas tóxicas, gente amarga, misantropos… Particularmente, não sou a favor dessas e tantas outras etiquetas. Prefiro chamá-las de pessoas com atitudes difíceis ou feridas, já que é isso que as leva a ter um tipo de comportamento não tão agradável.

Sejamos realistas, ninguém – por pior que seja a pessoa – acorda pensando: “hoje serei feliz sendo um amargo, deixando a vida difícil para os outros”.

Por isso, é importante entender o que se passa na vida de quem tem um comportamento azedo. Por traz de cada rosto que não sorri pode haver uma história de dor, carência ou uma marca de abandono.

Então, longe de julgarmos, precisamos olhar com compaixão.

Este tipo de gente está por toda a parte; não é só no ambiente profissional. Algumas vezes, você e eu também agimos como pessoas difíceis.

A arte da simpatia

Como lutar contra essas pessoas que querem deixar a nossa vida mais difícil no trabalho? Bem dizia São Paulo que é preciso afundar o mal com abundância de bem.

Portanto, nossa primeira arma é o sorriso. Pode parecer besteira, mas um sorriso desarma qualquer um.

Talvez você seja o único a dar esse presente a uma pessoa difícil. Sua expressão poderá ser um bálsamo para um coração que passa por um momento traumático. Com um sorriso, queremos dizer o seguinte: “o que eu posso fazer para aliviar a sua carga? Conte comigo”.

Por outro lado, lembre-se que os maus tratos são como qualquer presente: você escolhe se o aceita ou não. É verdade, é horrível chegar ao trabalho e logo se sentir em um ambiente hostil.

Portanto, além de contar com a sua arma mais poderosa – seu sorriso – você pode adotar estes conselhos na hora de se relacionar com pessoas difíceis e mal humoradas:

Tente compreender a pessoa. Se você vir que não há uma resposta positiva, dedique a ela o mínimo de tempo possível e dirija-lhe a palavra apenas se necessário;
Quando vocês conversarem, centralize o assunto na pessoa, não em você. Assim, você evitará que ela distorça suas palavras ou manipule a informação;
Trate-a da mesma forma como você gostaria de ser tratado;
Tome cuidado com o que você vai dizer, pois essas pessoas costumam se sentir atacadas ou ofendidas do nada. Sim, eu sei que é desgastante tomar todos esses cuidados. Mas, lembre-se: você está falando com alguém que está ferido;
Procure não levar as coisas para o lado pessoal, nem mesmo os ataques diretos a você;
Fale de forma clara, concisa e sem rodeios. Não queira que a pessoa entenda o seu ponto de vista, pois ela não entenderá;
Não compartilhe assuntos pessoais. Por causa de suas próprias feridas emocionais, essas pessoas geralmente são pouco prudentes quanto à vida pessoal dos outros;
Deixe as regras do jogo bem claras. Diga que você a respeita e exija respeito. Antes de tudo, siga as políticas e procedimentos da empresa.
Por último, a pergunta de um milhão: por que uma atitude amarga de outrem está te tirando a paz? O que você poderia mudar em você mesmo para que este tipo de atitude não te impacte tanto?

Por que a Humanae Vitae é essencial para a saúde pública?

Imagem referencial. Foto: Pixabay / Domínio público

MADRI, 27 Fev. 18 / 06:00 pm (ACI).- Jokin de Irala é um médico que presidente a Associação Espanhola de Professores de Planejamento Familiar Natural e, em um recente artigo, explica a importância da encíclica do Beato Paulo VI, Humanae Vitae, para a saúde pública.

Irala também é membro da Pontifícia Academia para a Vida e Doutor em saúde pública pelas Universidades de Navarra e Massachusetts. Seu artigo é intitulado “Humanae Vitae: Dom do Espírito Santo; encíclica profética, atual, ecológica e saudável”.

Na Humanae Vitae, publicada em 1968, alertou-se que entre as consequências de usar métodos anticoncepcionais estava o aumento da infertilidade conjugal, a degradação moral, a perda do respeito pela mulher e o uso desses métodos como políticas de Estado.

Irala estava no olho do furacão em fevereiro de 2017, quando sofreu a censura da Universidade de Cádiz (Espanha), pelas pressões do lobby gay que pediu que sua conferência sobre a educação dos filhos fosse bloqueada. Uma campanha para coletar assinaturas reuniu mais de 18 mil a favor do catedrático.

Em seu artigo, recorda que este ano de 2018 se completa 50 anos da publicação da encíclica, escrita por um corajoso Paulo VI, que superou as “múltiplas recomendações contra por parte da Comissão Pontifícia para o Estudo dos Problemas da População, da Família e da Natalidade”.

Além disso, naquela época “já existiam fortes pressões da indústria farmacêutica e de grupos ativistas que tinham deslumbrado um bom número de juristas e membros das organizações norte-americanas mais importantes como as médicas, de associações de mulheres, da própria FDA (Food and Drug Administration) e da Organização Mundial da Saúde”.

Entretanto, afirmou o especialista, se tivesse seguido a encíclica do Beato Paulo VI, se teria evitado vários problemas de saúde pública, como em relação às mulheres ocasionados pela ingestão de anticoncepcionais.

Irala afirma que “a contracepção artificial não é uma alternativa aceitável nem necessária”, pois tem entre seus efeitos “a eliminação precoce se embriões ao impedir sua implantação no útero”.


“Um estudo científico mostrava que as mulheres, para as quais é importante quando começa a vida humana, não desejariam utilizar um método se soubessem que este mecanismo de ação, muitas vezes escondido e não informado pelos médicos e farmacêuticos, é real”.

Além disso, indica o especialista, “a maioria afirmava que, em qualquer caso, deveriam ser informadas sobre este mecanismo de ação”.

Luta contra o câncer

Outro problema que a Humanae Vitae ajudaria a combater devido ao seu apoio à regulação natural da fertilidade é o câncer de mama, que a cada ano afeta milhões de mulheres.

“O melhor estudo epidemiológico existente até hoje sobre a relação pílula-câncer de mama, publicado em dezembro de 2017 em The New England Journal of Medicine, avaliou prospectivamente quase 1,8 milhões de mulheres de toda a Dinamarca. Sem nenhuma dúvida, os contraceptivos mais recentes, como os antigos, elevam o risco de câncer de mama de uma forma epidêmica”.

Certamente, prossegue, “os anticoncepcionais reduzem alguns tipos de cânceres, mas este possível benefício não é compatível com o risco de produzir câncer de mama, de fígado e de colo do útero. Por outra parte, os contraceptivos atuais elevam em 60% o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral”.

“Levando em consideração as melhores e mais atuais evidências científicas, ao considerar conjuntamente o câncer de mama, o de colo do útero e a doença cardiovascular, pode-se afirmar a partir da saúde pública, sem nenhuma conotação moral” que o Planejamento Familiar Natural, que a Igreja promove, “é preferível aos contraceptivos”.

“Somente seguindo os conselhos da Humanae Vitae, se poderia ter evitado inúmeros falecimentos por estas causas nos últimos 50 anos”.

Junto a esses efeitos graves para a saúde, “encontram-se outros, não menos importantes. Nos últimos dois anos, foram publicados dois estudos com qualidade científica nas revistas científicas ‘JAMA Psychiatry (11)’ e ‘American Journal of Psychiatry (12)’ (este último realizado em quase meio milhão de mulheres, acompanhadas durante 8 anos), que constatam um aumento do risco de depressão e de suicídio e tentativas de suicídio em relação ao uso de contraceptivos”.

Por tudo isso, “a encíclica Humanae Vitae também é uma encíclica saudável e promotora da saúde pública, assim como o exercício físico ou uma dieta saudável são mais saudáveis do que tomar uma pílula para emagrecer”.

Entretanto, lamentou, “à indústria farmacêutica interessa mais as pílulas por seu negócio multimilionário. Não parece o mais acertado favorecer esse interesse comercial”.

É impossível de aplicar a Humanae Vitae?

Jokin de Irala considera que não, que é muito possível aplicar a encíclica na atualidade, embora reconheça que “podem existir circunstâncias mais difíceis que outras e que merecem uma consideração especial”.

Em sua experiência, compartilha o especialista, “quando os casais não compreenderam ou não puderam seguir, a princípio, as propostas” da Humanae Vitae, “são guiados, avançando gradualmente para que compreendam a encíclica e possam com o tempo desfrutar de seus benefícios e suas bondades”.

Esta gradualidade educativa e pastoral, indica o doutor em saúde pública, “não tem nada a ver com as abordagens que, de maneira pessimista e condescendente, afirmam mais ou menos explicitamente que a Humanae Vitae ‘não é aplicável para algumas pessoas’”.

O Papa Francisco, ressalta Irala, “nos orienta nesta linha remarcando com força a importância que têm o acompanhamento e o discernimento misericordioso dos esposos quando afirma, por exemplo, em Amoris Latetitia: ‘É preciso enfrentar todas estas situações de forma construtiva, procurando transformá-las em oportunidades de caminho para a plenitude do matrimônio e da família à luz do Evangelho. Trata-se de acolhê-las e acompanhá-las com paciência e delicadeza’”.

O doutor em saúde pública, com 50 anos de experiência no acompanhamento de casais, comenta que “ninguém escapa de que as riquezas inerentes a poder viver a Humanae Vitae não se alcançam sem certo esforço. Não é uma pílula que se compra movido por uma publicidade bem feita e se ingere com um gole de água. Desde o início, é preciso que o casal aprenda a reconhecer e interpretar sua fertilidade”.

“Também deverão aprender a compreender e viver a continência periódica. É um desafio não necessariamente simples, mas é educativo e significa capacitar seres humanos para serem autônomos na gestão de sua fertilidade. Também não é simples preparar os jovens para o amor conjugal, mas o fazemos porque queremos que sejam mais felizes”.

Irala compreende que não é simples o que propõe a Humanae Vitae, mas indica que vale a pena o esforço para que os esposos não se vejam privados do bem que faz o que apresenta “a encíclica para suas vidas matrimoniais”.

Há exatos 5 anos Bento XVI se despedia dos fiéis como Papa pela última vez

Bento XVI se despede dos fiéis em Castel Gandolfo, em 28 de fevereiro de 2013. Foto: L'Osservatore Romano.

VATICANO, 28 Fev. 18 / 06:00 am (ACI).- Depois de anunciar a sua decisão de renunciar ao ministério em 11 de fevereiro, 2013, o Papa Emérito Bento XVI fez a sua renúncia no dia 28 de fevereiro do mesmo ano, se transladou do Palácio Pontifício do Vaticano a Castel Gandolfo.

Em 28 de fevereiro de 2013 às 17h07 (hora local), Bento XVI deixou o Vaticano em helicóptero a Castel Gandolfo. Na varanda da casa de verão dos pontífices, quem havia sido Papa durante oito anos, se dirigiu aos peregrinos reunidos na praça para dizer-lhes: "Eu sou simplesmente um peregrino que iniciou a última etapa da sua peregrinação nesta terra".

Logo depois de ser transladado a Castel Gandolfo, foram fecharam as portas do local, começou a Sede Vacante.

Ele viveu em Castel Gandolfo durante dois meses, enquanto realizavam as adaptações apropriadas em sua nova residência, o antigo mosteiro "Mater Eclesiae".

Entretanto, durante esses 62 dias, ele não ficou sozinho. De fato, nas primeiras imagens "roubadas" do Pontífice ele aparecia caminhando pelos jardins junto com o seu secretário, Dom Georg Gänswein.

Além disso, recebeu algumas visitas, como a do seu sucessor Papa Francisco, que visitou Castel Gandolfo em 23 de março. Naquele dia, as primeiras imagens de ambos se abraçando na frente do helicóptero e rezando na capela ajoelhados no mesmo banco deram a volta ao mundo.


Um pouco mais de um mês depois, Bento XVI voltou ao Vaticano, onde Francisco o esperava para dar-lhe as boas-vindas. A partir disso, Bento XVI começou uma nova vida no mosteiro ‘Mater Ecclesiae’ junto das quatro ‘memores Domini’ (Rossella, Loredana, Carmela e Cristina), leigas consagradas do Movimento Comunhão e Libertação que o ajudam desde então e com o Prefeito da Casa Pontifícia e secretário particular do Papa Emérito, Dom Georg Gänswein.

Mas desde que vive no Vaticano, Joseph Ratzinger também visitou a sua casa durante os meses de verão e algumas semanas depois da sua renúncia, durante a qual percorreu os jardins junto com Dom Gänswein, rezou o rosário e participou de um concerto de piano.

Bento XVI em boa forma

Embora nas primeiras imagens divulgadas após a sua renúncia, Bento XVI foi visto usando uma bengala e movendo-se com dificuldade, ele mesmo disse durante os meses seguintes que queria deixar claro que está "muito bem". Assim assegurou o ator italiano Lino Banfi quando encontrou com ele no mosteiro ‘Mater Ecclesiae’, ocasião na qual também indicou que "toca piano, lê, estuda e reza".

Em outubro de 2017, Dom Gänswein desmentiu os rumores publicados no Facebook que Bento XVI estava à beira da morte.

Francisco visita Bento antes de cada viagem

Em meados de 2014, o Prefeito da Casa Pontifícia, Dom Georg Gaenswein, revelou que, antes de qualquer viagem internacional, o Papa Francisco visita Bento XVI, um gesto que mostra a boa relação que existe entre ambos e como o atual Pontífice continua a visão do seu antecessor.

Em 14 de fevereiro de 2015, Bento XVI participou da criação de 20 novos cardeais pelo Papa Francisco, e no dia 8 de dezembro do mesmo ano foi o primeiro peregrino a cruzar a Porta Santa da Basílica de São Pedro, durante a inauguração do Ano Santo da Misericórdia.

Do mesmo modo, em 28 de junho de 2016, Bento XVI pronunciou algumas palavras ao seu sucessor. Durante os 65 anos de ordenação sacerdotal do Papa Francisco, o Papa Emérito afirmou que “a sua bondade, desde o primeiro momento da eleição, em cada momento da minha vida aqui, me toca, me leva, realmente, interiormente”.

“Mais do que nos Jardins do Vaticano, com a sua beleza, a Sua bondade é o lugar onde eu moro: Sinto-me protegido”, acrescentou.

Bento XVI quatro anos depois

Em 11 de fevereiro de 2017, quatro anos depois da renúncia de Bento XVI ao pontificado, o Pe. Federico Lombardi, ex porta-voz do Vaticano, afirmou que o Papa alemão vive em oração e com muita discrição o seu serviço de acompanhamento à Igreja e de solidariedade com seu sucessor, o Papa Francisco.

O sacerdote jesuíta, que foi Diretor da Sala de Imprensa durante o pontificado de Bento XVI, disse que, embora a força física de Joseph Ratzinger esteja debilitada devido à sua idade, "as forças mentais e espirituais estão perfeitas".

"Realmente é muito bonito ter o Papa Emérito que reza pela Igreja, pelo seu Sucessor. É uma presença que sentimos. Sabemos que ele está presente e, embora não o vejamos com frequência, quando o vemos, todos nós ficamos muito contentes, porque o amamos. Portanto, o sentimos como uma presença que nos acompanha, nos consola e nos tranquiliza", afirmou o sacerdote, atual presidente da Fundação Joseph Ratzinger.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

'O menor exército do mundo' em festival de cinema lusófono

 domtotal.com
Responsável pela comunicação do Vaticano apresentará o documentário em Lisboa.
Participação da Igreja no festival tem a ver com a nova comunicação desejada pelo Papa Francisco.
Participação da Igreja no festival tem a ver com a nova comunicação 
desejada pelo Papa Francisco. (Vatican Media)

Chega à  nona edição o “FESTin” (Festival Itinerante de Cinema de Língua Portuguesa), que a partir deste 27 de fevereiro até 6 de março, apresentará em Lisboa a produção do cinema lusófono, e não só.  Este ano, entre outros, também representada a Santa Sé.


Latim, uma das novidades

Entre as personalidades que se pronunciarão na mostra de cinema, o prefeito da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, Mons. Edoardo Viganò, que apresentará o filme “O menor exército do mundo”.

O documentário de Gianfranco Pannone é uma das produções recentes de sucesso – aclamada também em Veneza – que melhor encarnam o novo estilo da mídia vaticana, em particular no setor audiovisual, segundo a reforma desejada pelo Papa Francisco.

Como destaca o “FarodiRoma” – parceiro do Festival em Lisboa – a novidade do “FESTin” este ano é a inclusão da língua latina no mostra, oferecendo neste sentido obras provenientes desta área cultural.

Nas telas, serão projetados longas-metragens vindos da Espanha, Cuba, França, Itália e Romênia.

Aspecto particular da vida no Vaticano

“Estou contente de participar no FESTin, uma importante manifestação cultural que difunde o cinema de língua portuguesa no mundo”, comenta Mons. Viganò.

“Uma missão – observa – na qual tenho prazer em contribuir apresentando o filme “O menor exército do mundo”, que narra um aspecto muito particular da vida no Vaticano. Um modo para contar a nova comunicação desejada pelo Papa Francisco na lógica da Igreja em saída”.

Vatican News

Jungmann decide trocar comando da PF e demite Fernando Segovia; Rogério Galloro será o novo diretor-geral


Demissão é primeiro ato de Raul Jungmann no comando do Ministério da Segurança Pública. Troca no comando da PF veio após desgaste provocado por entrevista de Fernando Segovia.
Por TV Globo e G1, Brasília

27/02/2018 17h43  Atualizado há menos de 1 minuto

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O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, decidiu nesta terça-feira (27) trocar o comando da Polícia Federal e demitir o atual diretor-geral da corporação, Fernando Segovia.

Para o lugar de Segovia, que permaneceu pouco mais de 3 meses no cargo, Jungmann indicou o atual secretário nacional de Segurança Pública, Rogério Galloro.

Antes de assumir a Secretaria Nacional de Segurança Pública, Galloro era o número 2 na hierarquia da Polícia Federal na gestão de Leandro Daiello, antecessor de Fernando Segovia.

O nome de Galloro já havia sido sugerido ao presidente Michel Temer – pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim – para assumir o comando da PF. Ele, porém, foi preterido e Temer decidiu nomear Segovia.

A demissão de Fernando Segovia veio em um momento de desgaste provocado por uma entrevista concedida por ele no início deste mês.

Na ocasião, Segovia disse que, até aquele momento, a Polícia Federal não havia encontrado nenhum indício de irregularidade na edição do decreto, dando a entender que o inquérito conduzido pela PF poderia ser arquivado.

Criticado, foi convocado pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, para se explicar. Disse ao ministro havia sido mal entendido e prometeu não fazer mais declarações sobre o caso.

Reabrem a igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém

 
Cúpula da igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém.
Foto: Flickr do Israeltourism (DC-BY-SEJA-2.0).

JERUSALÉM, 27 Fev. 18 / 05:45 pm (ACI).- Os líderes cristãos que compartilham a administração da igreja do Santo Sepulcro anunciaram há pouco, este 27 de fevereiro sua reabertura, depois de dois dias de fechamento em protesto pelos “impostos escandalosos” da prefeitura de Jerusalém e do governo.

Católicos, cristãos ortodoxos e armênios compartilham a administração da igreja do Santo Sepulcro, entre outros lugares de culto na Terra Santa, em virtude do acordo conhecido como “Status Quo”.

Em um comunicado conjunto, os líderes cristãos deram “graças a Deus pelo comunicado publicado hoje cedo pelo Primeiro-ministro (Benjamin) Netanyahu e oferecemos nossa gratidão a todos aqueles que trabalharam incansavelmente para sustentar a presença cristã em Jerusalém e defender o Status Quo”.

O comunicado foi assinado pelo Custódio de Terra Santa, Pe. Francesco Patton; o Patriarca de Jerusalém, Theophilos III; e o Patriarca Armênio de Jerusalém, Nourhan Manougian.

Com efeito, o Primeiro-ministro do Israel anunciou este 27 de fevereiro que junto ao Prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, “acordamos estabelecer uma equipe profissional encabeçada pelo Ministro (Tzachi) Hanegbi, com a participação de todas as partes importantes, para formular uma solução do tema dos impostos municipais sobre as propriedades das igrejas que não são casas de adoração”.

Uma política da prefeitura de Jerusalém, que busca arrecadar impostos a diversas propriedades das Igrejas cristãs na cidade, assim como um projeto de lei de expropriação, levaram os líderes católicos, ortodoxos e armênios à drástica decisão do fechamento indefinido da igreja do Santo Sepulcro, em 25 de fevereiro.

O Prefeito de Jerusalém anunciou que a cobrança será suspensa enquanto a comissão designada pelo Primeiro-ministro realiza seus trabalhos.

Os líderes cristãos indicaram que “depois da construtiva intervenção do Primeiro-ministro, as Igrejas esperam poder se relacionar com o Ministro Hanegbi, e com todos aqueles que amam Jerusalém, para assegurar que Nossa Santa Cidade, onde nossa presença cristã continua enfrentando desafios, siga sendo um lugar onde as três religiões monoteístas possam viver e prosperar juntas”.

“Seguindo estes recentes avanços nós portanto anunciamos que a igreja do Santo Sepulcro, que é o lugar da crucificação de Nosso Senhor, e também de Sua Ressurreição, será reaberta aos

“Quem nos casou foi o padre Fulano”: esta afirmação está mesmo errada?

  Redação da Aleteia | Fev 27, 2018
RINUX-CC

Há católicos que corrigem quem fala assim, recordando algo fundamental sobre o matrimônio - mas, muitas vezes, o barulho é exagerado
É muito comum ouvir frases como “Quem nos casou foi o padre Fulano”. E também é muito comum ouvir católicos responderem que “O padre Fulano não casou ninguém: quem se casou foram os noivos“.

Quem tem razão?

Essa discussão, normalmente, gira em torno do termo “casar”. Só que, em vez de se discutir apenas sobre o termo, é preciso distinguir qual é o conceito a que esse termo se refere.

Vamos então considerar a questão a partir de 3 pontos de vista: o da doutrina católica, o da língua portuguesa e o da lógica clássica.

1 – Do ponto de vista da doutrina católica
O ministro de qualquer um dos 7 sacramentos da Igreja é a pessoa que faz com que o sacramento se realize. No caso da Eucaristia, por exemplo, o ministro é o sacerdote. No caso da ordem sacerdotal, o ministro é o bispo. Já no caso do matrimônio, os ministros são, realmente, os próprios esposos. O Catecismo da Igreja Católica nos explica:

1623 – Segundo a tradição latina, são os esposos quem, como ministros da graça de Cristo, mutuamente se conferem o sacramento do matrimônio, ao exprimirem, perante a Igreja, o seu consentimento.

É isto mesmo: no caso do matrimônio, o diácono, o padre, o bispo ou mesmo o Papa é apenas uma testemunha qualificada, por parte da Igreja, do sacramento conferido pelos próprios noivos um ao outro. O Catecismo prossegue:

1630 – O sacerdote (ou o diácono) que assiste à celebração do matrimônio recebe o consentimento dos esposos em nome da Igreja e dá a bênção da Igreja. A presença do ministro da Igreja (bem como das testemunhas) exprime visivelmente que o matrimônio é uma realidade eclesial.

É correto e oportuno, portanto, afirmar que “o padre Fulano não casou ninguém”, desde que fique bem claro que o sentido deste verbo, neste caso específico, é o de “ministrar o sacramento do matrimônio”: de fato, o padre foi apenas testemunha e quem se casou foram os noivos.

Ainda assim, afirmações como “O padre Sicrano casou a Fulana e o Beltrano” não estão necessariamente erradas.

É que o verbo “casar” não tem somente um significado. E aqui passamos para o nosso segundo ponto de vista:

2 – Do ponto de vista da língua portuguesa
Para ficarmos só nos dicionários da língua portuguesa que podem ser consultados gratuitamente via internet e que são reconhecidos como fontes confiáveis, o Aulete e o Priberam mencionam, respectivamente, sete e quatro significados do verbo “casar” – sendo que ambos os dicionários citam o de “unir(se) em matrimônio” como um desses possíveis significados. O Aulete exemplifica:

Aquele padre já casou muita gente. Ela vai (se) casar com Bruno. Nós nos casamos em março. Ele ainda não casou. Casei-me há dois meses.

Ou seja, a frase “O padre Sicrano casou a Fulana e o Beltrano” é um exemplo de português perfeitamente correto.

Se a maioria dos católicos não compreende que o padre Sicrano não foi o verdadeiro ministro do sacramento, aí já entramos em outra discussão – e a culpa dessa falta de entendimento não é do vocabulário, mas da má catequese oferecida em grande parte das paróquias.

3 – Do ponto de vista da lógica
Já que enveredamos pelo mundo fascinante da comunicação, não custa aproveitar para dar uma passada pelos domínios da lógica e recordar a importância de distinguirmos entre o “termo” e os “conceitos” que um termo pode indicar.

Um exemplo simpático: no Brasil, o termo “gato” se refere primariamente a uma espécie de felino, que é o macho da gata e o pai dos gatinhos; mas também pode se referir a uma instalação clandestina de energia elétrica ou de TV por assinatura, além de ser ainda uma gíria que significa “homem bonito”. Ou seja, um mesmo termo, “gato”, pode indicar três conceitos que nada têm a ver um com o outro: é o contexto o que deixará claro qual é o sentido que se pretende dar ao termo em cada caso – e sem maiores dramas.

No universo católico, o termo “consagrar” é um exemplo clássico. O seu significado original é o de “tornar sagrado”. No entanto, esse mesmo verbo também costuma ser usado no sentido de “dedicar”, “oferecer”, “devotar”. Se alguém diz que “consagrou a sua família a Nossa Senhora”, evidentemente não está querendo dizer que tornou a sua família sagrada do mesmo jeito que um sacerdote consagra um altar, e, muito menos, do mesmo jeito que Jesus consagrou a Eucaristia.

Conclusão
No tocante às já “consagradas” conotações populares do verbo “casar”, a legítima preocupação católica não deveria ser a de impor restrições improcedentes (e até patéticas) sobre o significado e a extensão do termo, mas sim a de esclarecer o verdadeiro conceito católico envolvido nele.

Quando se entende quem são os ministros deste sacramento, não há nenhum grave problema com o emprego do verbo “casar” na conotação de “presidir a cerimônia religiosa na qual um homem e uma mulher ministram a si próprios o sacramento do matrimônio”.

Tudo é questão de se definir com mais clareza qual é o conceito que se quer expressar.