Unesco não considera Grande Barreira de Corais em perigo

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O Comitê reconheceu "com profunda preocupação o branqueamento e a mortalidade dos corais em 2016 e 2017", mas esta situação não exige a sua inclusão na lista de Patrimônio em perigo.
O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, reunido em Cracóvia, considerou desnecessário inscrever a Grande Barreira de Corais na lista dos patrimônios ameaçados.
O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, reunido em Cracóvia, considerou desnecessário inscrever a Grande Barreira de Corais na lista dos patrimônios ameaçados. (AFP).

Paris - O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, reunido em Cracóvia, considerou desnecessário inscrever a Grande Barreira de Corais na lista dos patrimônios ameaçados, informou nesta quinta-feira uma porta-voz da instituição.

Numa decisão adotada na quarta-feira, o Comitê reconheceu "com profunda preocupação o branqueamento e a mortalidade dos corais em 2016 e 2017", mas considerou que esta situação não exige a sua inclusão na lista de Patrimônio em perigo, de acordo com o texto comunicado por Anika Paliszewska.

O comitê "saúda os progressos no lançamento e implementação" das iniciativas tomadas pela Austrália para preservar a barreira como parte de um plano de longo prazo, "Reef 2050".

No entanto, pede à Austrália para "acelerar os esforços para garantir" que os objetivos a médio e longo prazo, em particular o "respeito da qualidade da água", sejam alcançados.

A barreira, localizada no nordeste da Austrália, é o maior recife de corais do mundo, com 2.300 km de comprimento. É Patrimônio Mundial da Unesco desde 1981.

Ameaçada pela proliferação das "acanthasters", estrelas do mar devoradoras de corais, a barreira sofreu dois graves episódios graves de branqueamento, atribuídos ao aquecimento global.


AFP

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