"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Suíça: nova versão francesa do Pai Nosso a partir de 2018

A nova versão da oração ficará mais próxima do texto original grego - AP


Berna (RV) – A Conferência Episcopal da Suíça aceitou transferir para a Páscoa do próximo ano a entrada em vigor de uma alteração na tradução francesa do Pai Nosso, justificando que “o essencial é rezar juntos”. A decisão responde aos pedidos da Federação das Igrejas Protestantes, da Conferência da Igrejas Reformadas e da Igreja Católica-Cristã do país.

A primeira data da modificação era prevista para o primeiro domingo do Advento, isto é, 3 de dezembro de 2017. A prorrogação, porém, vai consentir às três Igrejas de introduzir contemporaneamente a nova versão da oração nas respectivas liturgias, “num espírito de comunhão ecumênica”, escrevem os bispos num comunicado divulgado pelo L’Osservatore Romano.
Alteração já foi adotada na Bélgica
Ao final da Assembleia Plenária de fim de maio no Mosteiro de Einsiedeln, o episcopado helvético, aderindo à escolha feita em 2013 na França e em outros países de língua francesa, anunciou a introdução da alteração na parte da Suíça onde o francês é o idioma oficial. A modificação na tradução do texto original grego do Pai Nosso é no trecho que irá para “não nos deixeis entrar (ou cair) em tentação" (“Et ne nous soumets pas à la tentation” passará a ser “Et ne nous laisse pas entrer en tentation”).
Essa alteração já está em vigor na Bélgica desde 4 de junho e será introduzida na França, em dezembro, enquanto a Conferência Episcopal do Canadá divulgou que “não teve como promover logo essa modificação”.
Uma versão mais próxima do texto original
O presidente da Conferência das Igrejas Reformadas da parte francesa da Suíça, Xavier Paillard, como o presidente do Conselho da Federação das Igrejas Protestantes, Gottfried Locher, e o bispo para os católicos-cristãos, Harald Rein, da preocupação pela repentina mudança agora se sentem “aliviados” com a notícia.
De fato, mesmo reconhecendo que a versão corresponde melhor ao texto original, entre as diversas denominações cristãs houve um pouco de perturbação por não existir uma pré-consulta. Agora, o acordo vai permitir que cada comunidade eclesial tenha o tempo necessário para consultar as próprias instâncias e poder se alinhar com a Igreja católica romana a partir da Páscoa de 2018.
Uma decisão como sinal ecumênico
Na Suíça, o ecumenismo é forte. Desde 1966 existe uma tradução ecumênica da Bíblia, e os cristãos de expressão francesa fazem a mesma oração ao Pai. A decisão do Episcopado Católico vai consentir de preservar o caminho comum. (AC/L’Osservatore Romano)
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Pe. Geovane Saraiva

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