"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Problemas para lidar com sua sogra? Existe uma razão

  Jason Craig | Jul 02, 2017
Shutterstock
Aqui está uma parte da psicologia por trás desse clichê, e você pode encontrar uma paz maior

De todos os relacionamentos na vida familiar, o relacionamento entre a mãe e a nora é muitas vezes o mais frágil. Embora seja possível que essas duas mulheres compartilhem vínculos próximos, é comum que ela seja tensa (ou pior), com tréguas sendo negociadas silenciosamente a cada dois meses. Usar a palavra “trégua” pode fazer você pensar em uma guerra, e é verdade; às vezes, esse relacionamento fica perto disso.

Mas por quê? Se há uma batalha, onde e por que uma sogra e uma nora se desentendem? Qual é o ponto de tensão? Na minha perspectiva, é fácil responder: a batalha é pelo marido / filho.

Meninos precisam de mães

Para melhor entender isso, primeiro devemos notar o vínculo único entre mãe e filho. Por parte do filho, os estudos mostraram definitivamente que sem o devido apego a sua mãe, as chances de um homem ser violento ou mostrar outras instabilidades crescem visivelmente. O mesmo não é verdade para as meninas. (Garotas e mulheres, em geral, não tendem à violência física como os garotos e os homens.) Então, embora seja frequentemente enfatizado quanto os meninos precisam de um pai para torná-los um homem, é através do vínculo maternal nos primeiros anos que um menino aprende lições que ele precisará como homem. Ele aprende a verdade do amor através do olhar de sua mãe e do primeiro cuidado. Em outras palavras, um homem faz um homem, mas queremos mais do que um homem – queremos cavalheiros cristãos – e é a mãe que coloca o gentil em um cavalheiro.

Para a parte da mãe, o apego ao filho também é bastante forte em comparação com mães e filhas. Uma filha cresce mais como a mãe quando ela se torna uma mulher. Mas um menino cresce mais ao contrário dela. Ele se agarra cada vez mais aos homens e amigos. Ele se apega especialmente ao pai durante a adolescência. Assim, a relação se torna mais distante, mesmo que o vínculo seja inquebrável (pense em Jesus “deixando” Maria durante seu ministério público para fazer o “negócio do Pai”). Isso não significa que ele cresça menos amoroso ou próximo. Mas, em algum momento, eles começam a conhecer-se como homem.

A separação necessária

No entanto, tão especial como o vínculo é, um menino deve “cortar o cordão umbilical” ou ele corre o risco de ser o que poderíamos chamar de “menino da mamãe”. A razão pela qual chamamos um homem adulto com muito apego a sua mãe de “menino da mamãe” é que parte do processo de se tornar um homem é uma separação apropriada do controle da mãe. Quando a separação não ocorre, permanece um elemento de infância.

Isso pode ser difícil para as mães, porque elas têm um lugar especial para seus meninos em seus corações. “Maria manteve essas coisas em seu coração…”

A razão pela qual a separação é necessária é que um homem deixa o feminino representado pela mãe para ser reintegrado no feminino através de sua esposa. O casamento exige a autopresença total, no sentido de que o marido se entregue totalmente à esposa. “Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne” (Mateus 19,5).

Uma verdade nova e difícil

Essa separação é difícil para as mães. A sensação de rejeição, no entanto, muitas vezes não é sentida até o momento do casamento, quando a mãe é finalmente e totalmente “substituída” como o principal amor feminino na vida de um homem. Este momento pode ser o momento em que tudo muda em uma relação entre a mãe de um homem e sua noiva. É também por isso que, e quando, a tensão se constrói: a mãe, talvez inconscientemente, culpa a nova esposa por seus sentimentos de rejeição e, se houver algum padrão ou história de traição de outros homens, esses sentimentos podem surgir e levar a uma raiva irracional aparente em direção ao novo casal.

A nova esposa, por sua vez, pode, às vezes, sentir que a mãe do marido exerce muita influência sobre o filho e pode sentir um estranho tipo de ciúme ou sensação de traição – ela quer todo o coração dele! Isso se torna um problema maior se o filho, na verdade, permanece excessivamente apegado a sua mãe.

Uma vez, minha esposa e eu conversamos com nossa vizinha sobre o filho recém-casado dela. “Eu realmente gosto dela”, a vizinha disse, “mas eu simplesmente me sinto tão triste”. Não perguntamos o que ela pensava sobre a noiva de seu filho – nós apenas perguntamos como ela estava se sentido. Ela ficou triste porque a cerimônia de casamento a fez perceber que ela havia sido “substituída”, de certa forma, como a mulher mais importante na vida de seu filho. Naturalmente, ela sentia sentimentos estranhos com a nova jovem noiva que a havia deslocado. É por isso que ela continuou assegurando-nos que ela gostava da nova noiva, apesar de ser ela que estava “fazendo-a sentir assim”.

Outro casal que conheço descreveu a nova realidade de um casamento desta forma: “Durante os preparativos para o casamento, nós [a nora e a sogra] erámos como melhores amigas. Mas depois do casamento –  o próprio dia do casamento – tudo parecia mudar e agora tudo é drama. Não sei o que aconteceu!”.

Abraçando a realidade

Então o que nós podemos fazer? Bem, como você sabe, as tensões interpessoais e as feridas familiares podem ser difíceis de navegar, mas a melhor maneira de diminuir a tensão potencial (quer se trate de noivas, filhos ou mães) é reconhecer a verdade e pedir por graça.

As mães devem aceitar que seus filhos são homens e maridos, o que significa que a mãe deve, em certo sentido, submeter-se à sua autoridade em sua casa e nunca tentar influenciar as escolhas e as direções da família. Ela não tem mais autoridade sobre ele. Ela teve sua chance, e agora ele está crescido. Ela nunca deve falar mal de sua nova esposa como uma maneira de recriar um vínculo com o filho, e ela não deve usar a culpa para tentar persuadi-lo a se aproximar dela ou fazer o que ela pensa estar certo.

Os filhos devem se unir às suas esposas e não semear tensões desnecessárias, por exemplo, discutir coisas com suas mães que não discutem com suas esposas ou buscar conselhos ou aprovação materna de maneira que um garoto faria. Devem reverenciar suas mães e honrá-las como eles são ordenados por Deus para fazer, fazendo isso como homens. Eles devem se entregar totalmente às suas esposas.

As esposas também devem respeitar sua sogra, com a devida gratidão pelo dom do marido. Elas devem buscá-las como mentoras e, no melhor dos casos, desenvolver amizades com a mãe, unidas pelo amor comum. Embora, às vezes, elas possam sentir a tensão, elas ainda se casaram com uma família e o respeito é importante. Se a mãe é incapaz de tal relacionamento e não vai “deixar” o filho ir, uma esposa pode ter simpatia e se concentrar na confiança mútua com o marido, de modo que a tensão não infiltre e enfraqueça a união conjugal.

E em tudo isso, podemos saber que é a vontade de Deus que homens e mulheres se juntem em um santo matrimônio. Sabemos que o fruto dessa união são crianças e que todas essas relações são boas e capazes de ser santas e dar vida. Mesmo que seja tensa e difícil, penso que as barreiras potenciais também proporcionam a oportunidade de uma união mais próxima e um maior amor, se permitimos que a verdade e a graça nos dê luz para enxergá-las.

https://pt.aleteia.org/2017/07/02/problemas-para-lidar-com-sua-sogra-existe-uma-razao/


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Pe. Geovane Saraiva

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