"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

domingo, 23 de julho de 2017

Papa no Angelus: confiar na ação de Deus que fecunda a história

2017-07-23 Rádio Vaticana
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Cidade do Vaticano (RV) – “Confiar na ação de Deus que fecunda a história”, pois somente Ele pode separar o bem do mal e extirpá-lo, e o fará no juízo final. A nós cristãos, cabe o discernimento entre o bem e o mal, conjugando decisão e paciência. Neste sentido, devemos evitar julgar quem está ou não no  Reino de Deus, pois todos somos pecadores.

No Angelus deste XVI Domingo do Tempo Comum, o Papa dirigiu sua reflexão aos milhares de fieis presentes na Praça São Pedro, inspirado na Parábola do joio e do trigo.

Eis a reflexão na íntegra:

“A leitura do Evangelho de hoje propõe três parábolas com as quais Jesus fala às multidões do Reino de Deus. Vou me concentrar na primeira: aquela do trigo bom e do joio, que ilustra o problema do mal no mundo e destaca a paciência de Deus. Quanta paciência Deus tem! Também cada um de nós pode dizer isto: “Quanta paciência Deus tem comigo!”.

A narrativa se desenvolve em um campo com dois opostos protagonistas. De um lado o dono do campo que representa Deus e semeia a boa semente; por outro o inimigo que representa Satanás e semeia a erva ruim.

Com o passar do tempo, em meio ao trigo cresce também o joio, e diante deste fato o dono e os seus servos têm comportamentos diferentes. Os servos querem intervir arrancando o joio; mas o dono, que está preocupado sobretudo com a salvação do trigo, se opõe dizendo: “Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo”.

Com esta imagem, Jesus nos diz que neste mundo o bem e o mal estão totalmente entrelaçados, que é impossível separá-los e extirpar todo o mal. Somente Deus pode fazer isto e o fará no juízo final.

Com as suas ambiguidades e o seu caráter eclético, a situação presente é o campo da liberdade, o campo da liberdade dos cristãos, em que se concretiza o difícil carácter do discernimento entre o bem e o mal.

E neste campo trata-se, portanto, de conjugar, com grande confiança em Deus e na providência, dois comportamentos aparentemente contraditórios: a decisão e a paciência. A decisão é aquela de querer ser trigo bom – todos nós o queremos - , com todas as próprias forças, e portanto, tomar distância do maligno e de suas seduções.

A paciência, significa preferir uma Igreja que é fermento na massa, que não teme sujar suas mãos lavando as roupas de seus filhos, antes que uma Igreja de “puros”, que pretende julgar antes do tempo, quem está e quem não está no Reino de Deus.

O Senhor, que é a Sabedoria encarnada, hoje nos ajuda a compreender que o bem e o mal não se podem identificar com territórios definidos ou determinados grupos humanos: “Estes são os bons, estes são os maus”.

Ele nos diz que a linha de separação entre o bem e o mal passa no coração de cada pessoa, passa no coração de cada um de nós, isto é: todos somos pecadores. Me vem o desejo de pedir a vocês: “Quem não é pecador levante a mão!”. Ninguém! Porque todos o somos, todos somos pecadores.

Jesus Cristo com a sua morte na cruz e a sua ressurreição, nos libertou da escravidão do pecado e nos dá a graça de caminhar em uma vida nova; mas com o Batismo nos deu também a Confissão, porque sempre temos a necessidade de sermos perdoados de nossos pecados. Olhar sempre e somente o mal que está fora de nós, significa não querer reconhecer o pecado que existe também em nós.

E depois Jesus nos ensina um modo diferente de olhar o campo do mundo, de observar a realidade. Somos chamados a aprender os tempos de Deus – que não são os nossos tempos - e também o  “olhar” de Deus: graças ao influxo benéfico de uma trepidante espera, aquilo que era joio ou parecia joio, pode tornar-se um produto bom. É a realidade da conversão. É a perspectiva da esperança!

Nos ajude a Virgem Maria a colher na realidade que nos circunda não somente a sujeira e o mal, mas também o bem e o belo; a desmascarar a obra de Satanás, mas sobretudo a confiar na ação de Deus que fecunda a história"

(from Vatican Radio)
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Pe. Geovane Saraiva

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